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É perturbador o caso da violação e assassinato da Irmã Tona por alguém que tinha acabado de ajudar. O "alegado" assassino e "alegado" violador é um toxicodependente recém saído da prisão.

O retrato escrito da vida da Irmã Tona fala de alguém que, mais do que tudo, era uma pessoa generosa ao ponto de dedicar a sua vida a ajudar com alegria os que mais precisam. Não era assistente social remunerada pela tutela, não seria beneficiária da ADSE, nem viu o seu horário de trabalho reduzido a 35 horas no inicio da legislatura que entretanto terminará.

Não quero aqui elaborar nenhuma teoria sobre os desgraçados dos drogados, nem sobre a reinserção social nem sobre os serviços públicos que lidam com esses casos, mas apenas sublinhar o silêncio que este caso mereceu na nossa imprensa e na boca dos que se advogam defensores das mulheres oprimidas e vitimas de violência.

Comparando o tratamento mediático que mereceu o assassinato de Marielle Franco e a ausência de qualquer reacção sobre este caso macabro, concluo que mesmo para as vítimas de violência sexual há tratamentos diferentes. A irmã Tona era uma irmã religiosa e isso colocou-a do lado errado da história.

Perante tal diferença como podemos avaliar a honestidade intelectual dos donos da nova moral e dos novos costumes?


34 comentários

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De Paulo Sousa a 18.09.2019 às 15:17

Tenho de fazer uma correcção, o Kapital de Karl Marx é anterior à primeira encíclica desta temática social, mas como bem disse aqui o lucklucky, a esquerda não aprecia a concorrência e isso explicará também o ruidoso silêncio sobre este triste episódio.
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De Vento a 18.09.2019 às 18:21

Paulo, a Doutrina Social da Igreja é parte de sua acção evangelizadora e remonta à morte de Cristo, muito antes da perseguição aos primeiros cristãos. Não se confunda, portanto, o manifesto de Marx com as datas de determinadas encíclicas para demonstrar o indemonstrável, isto é, quem surgiu primeiro.

A historia papal escrita da Doutrina Social da Igreja inaugura-se oficialmente em 1891com a encíclica Rerum Novarum (Papa Leão XIII), mas foi marcada por outros documentos pontifícios, muitos deles comemorando aniversários da primeira grande encíclica social. Tal foi o caso da Quadragésimo Anno de Pio XI (1931); das Radiomensagens de Pio XII (1941,1951); da Mater et Magistra de Joâo XXIII (1961); da Carta Apostólica "Octogesima Adveniens" de Paulo VI (1971); Laboem Exercens de João Paulo II (1981) e Centesimus Annus de João Paulo II (1991). Muitos outros pronunciamentos da Igreja trataram da questão social, entre os quais se assinalam inúmeras radiomensagens de Pio XII, as encíclicas Pacem in Terris, de João XXIII (1963); Populorum Progressio, de Paulo VI (1967); e Solicitudo Rei Socialis, de João Paulo II (l987). Cabe também aqui uma referência ao Sínodo dos Bispos de 1971, sobre a Justiça no mundo e ainda a um número incalculável de pronunciamentos das Conferências Episcopais, tratando dos problemas sociais específicos de cada país.
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De Paulo Sousa a 18.09.2019 às 19:31

Concordo. Fiz a correcção porque o sentido do meu comentário anterior não era rigoroso.

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