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Viagem ao Egipto (7).

por Luís Menezes Leitão, em 10.01.17

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Ao longo da viagem ao Egipto, descobrimos imensas esfinges, uma vez que esta é uma representação muito comum na mitologia egípcia. Mas há uma que merece de facto ser designada apenas como a esfinge: a grande esfinge de Gizé, que se encontra neste planalto há mais de quatro mil e quinhentos anos, esmagando os visitantes com a sua monumentalidade.

 

Com um corpo de leão e cabeça humana, a primeira dúvida é saber o que representa a esfinge. A primeira versão sustentava que a esfinge era uma representação do Deus Harmakhis (hórus do horizonte), que simbolizava o sol nascente e a sabedoria divina. Mais recentemente, e atendendo a que a esfinge está vestida com um toucado real, sustenta-se que a mesma representa o faraó Quéfren, autor da segunda pirâmide, que a mandou construir em 2.500 a.C., simbolizando o corpo de leão apenas o poder desse faraó. A ser esse o caso, nunca na história da humanidade a majestade real terá sido alguma vez representada de uma forma tão imponente.

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A esfinge está infelizmente sujeita a uma erosão contínua, por força da acção do vento que empurra as areias na sua direcção. Por isso, durante parte da antiguidade e mesmo até ao séc. XIX, a esfinge esteve coberta de areia. Na frente da esfinge um dístico em hieróglifos conta a história do faraó Tutmés IV, que não tinha direito ao trono, mas que lá terá chegado por causa da esfinge. Efectivamente, o príncipe adormeceu em frente à esfinge, na altura coberta de areia, e teve um sonho no qual a esfinge lhe dizia que ele a deveria libertar da areia onde estava aprisionada e que, se o fizesse, como o considerava seu filho, fá-lo-ia faraó das duas terras do Egipto. Tutmés IV manda desenterrar a esfinge, e de facto obtém o trono, após o que manda referir essa história no monumento, ligando-se à esfinge para toda a eternidade.

 

A esfinge é de facto uma representação absoluta da eternidade. Inúmeros reis nasceram e morreram, impérios foram construídos e ruíram ao longo destes quatro mil e quinhentos anos, mas a esfinge, apenas perturbada pelo vento, permanece imutável a olhar para os intrusos que se atrevem a visitar este planalto, onde ela pretende reinar para sempre.

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2 comentários

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De singularis alentenajus a 10.01.2017 às 22:47

Pensava eu, na minha ingenuidade , que tinha sido o Obelix que partiu o nariz da esfinge....
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De Luís Menezes Leitão a 11.01.2017 às 07:43

Não culpe o Obélix. Quando ele subiu à esfinge, 2.500 anos depois da sua construção, já o nariz deveria estar em cacos.

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