Viagem à Venezuela - IV
Num dos dias seguintes fomos visitar uma aldeia dos índios Guaraus, onde se podia comprar algum do seu artesanato e ver o modo como viviam.
As casas dos índios são construídas sem pregos, nem nenhum outro material que não seja fornecido pela natureza.
E a cada minuto a natureza reserva-nos mais surpresas.
Noutra saída fomos de barco a remos para assim evitar que o ruído do motor espantasse os animais.
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Mesmo de dia, os mosquitos ficaram encantados com a casta do meu grupo sanguíneo. Orh positivo, criado em encostas voltadas a sul e amadurecido numa região temperada. Que luxo! Nunca me largaram em todos os passos que dei e gostaram tanto de mim que até queriam que eu lá ficasse mais tempo. Cheguei ao ponto de considerar que afinal a Autoridade Tributária nem era o maior sorvedor de sangue debaixo do firmamento, o que era um óbvio delírio da selva.
Outro momento do passeio a remos, foi quando passamos debaixo, mesmo à vertical, de um tronco de uma árvore onde descansava uma piton. O guia insistiu que era pequena (!!) e que estava a dormir. Tentei convencer-me que ele tinha razão, mas só consegui descontrair os músculos da costas e do pescoço e a voltar a respirar normalmente, bastante tempo depois. Para aliviar e distrair fiquei a pensar para mim: "gosto tanto de ir às repartições de finanças".
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A natureza é ali imensa. Nunca tinha visto nada assim, nem voltei a ver.
Continua

