Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ver para crer

por Teresa Ribeiro, em 05.11.14

C:\Documents and Settings\Admin\Ambiente de trabal

 

Quantas pessoas serão alérgicas aos kiwis? Suponho que a percentagem em relação à população total não é relevante, mas eu conheço uma. Descobri que tinha esse problema no dia em que a vi com a cara desfigurada, tal era o inchaço e a vermelhidão. Expllicou-me que só tinha tocado numa faca que antes servira para cortar aquele fruto. Mas fora o bastante.

É inacreditável como a reacção do corpo pode ser tão exuberante, mesmo quando o contacto é mínimo. É inacreditável, mas acredita-se. Apesar de a maioria das pessoas não ser reactiva ao kiwi, acredita-se na reacção alérgica porque vê-se.

Noutras situações, como a intolerância alimentar ou medicamentosa, já é mais difícil fazer prova do que se passa. As queixas correspondem a uma reacção psicossomática, ou a um verdadeiro problema funcional? Na dúvida... duvida-se, sobretudo quando falamos de administração de fármacos. Os médicos, que detestam que um doente se queixe dos efeitos secundários do que receitam, guiam-se pela estatística: se a maioria dos seus doentes metabolizam bem o medicamento X, é porque esse medicamento não faz mal. E se a bula refere efeitos secundários não interessa nada, porque o que vem lá, argumentam, não é necessariamente verdade. Não é? Ou continuamos no universo da estatística? As bulas referem "efeitos possíveis". Quer dizer que podem ocorrer, ainda que numa percentagem da população pouco significativa. Certo? 

Voltemos ao kiwi. Alguém acreditaria que o simples toque num objecto que cortou um fruto que não incomoda ninguém pudesse estar na origem de uma reacção alérgica tão impressionante caso não se visse? 

Os médicos pecam, demasiadas vezes, por excesso de confiança no que receitam e de desconfiança nas pessoas que atendem.

Tags:


Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D