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Ventania

por jpt, em 14.10.18

leslie-podera-vir-passar-o-fim-de-semana-19081-1.j

 

A ventania que remodelou o governo PS é muito mau sinal. Com o PSD igual ao Sporting pós-Alcochete, Cristas encantada com o pseudo-sucesso lisboeta e o CDS incapaz de por Mesquita Nunes onde já devia estar, o BE roblesado e o PCP no respeitável mas doloroso e inimputável estado mental em que tantos dos nossos queridos mais-velhos vão ficando, o vice de Sócrates reforça-se bem. A senhora da Cultura é competente (também quem lá estava era péssimo, fácil de substituir). E Cravinho é muito bom, cumpriu bem como presidente da cooperação e foi excelente como secretário de estado. Está na óbvia rota para futuro MNE. E o Matos Fernandes, tão resguardado que nunca chamuscado nos terríveis fogos e nas coisas do petróleo, vai-se alargando. "Marquem as minhas palavras", querem alguém do Porto no poder?, esperem-pouco e olhem para ali.

Contornar estes baixios vai ser muito difícil. Mas, como em tempos se disse, navegar é preciso, viver (a vida videirinha, funcionária/avençada) não é preciso ...

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29 comentários

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De Sarin a 14.10.2018 às 14:55

jpt diz, portanto, que estamos mesmo no ponto para sermos colhidos pelo olho do furacão...

mas olhe que há quem acredite que o português é de brandos costumes, confundido o alheamento com mansidão.

Sobre Mesquita Nunes, acho que é mais um caso de pessoa certa num partido errado.
Por ver várias pessoas certas nos partidos errados, talvez porque descreio dos partidos mas não das capacidades e da coerência de concidadãos unidos em tirno de projectos, sou cada vez mais temerosa das pessoas-bandeira que vêm substituindo os projectos-bandeira por este mundo.
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De Sarin a 14.10.2018 às 16:04

E não quer isto dizer que concorde com o conservadorismo reclamado por AMN. Nem com o conservadorismo, já agora.
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De jpt a 16.10.2018 às 16:20

Não é o meu partido, não tenho, nem nunca naquele votei. Mas aprecio o que tem vindo a ser o discurso (o homem é do blog mas isso está longe destas considerações, aliás nunca o conheci). Mas parece-me que Cristas não chega. Quanto ao conservadorismo gosto daquela pergunta, "conservar o quê"?
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De Sarin a 16.10.2018 às 17:10

Gosto do discurso de AMN que vou lendo e ouvindo (no blogue apenas recordo vagamente um seu texto), e quase na mesma proporção em que desgosto do de Cristas, digna herdeira do trauliteirismo do PP de Portas.


Essa é uma excelente pergunta para colocar aos que se assumem conservadores - por mim, basta-lhes invocarem princípios religiosos e vejo (porque os vejo, efectivamente!) a não separação Estado-Religião-Indivíduo. Exemplo:
"Outra crítica que li, talvez a mais absurda, é a de que o Adolfo está no partido errado. Valerá a pena lembrar que os partidos são realidades dinâmicas, que vão sempre sofrendo as intimações da realidade? Que no CDS já houve muita gente contra o divórcio e que agora se defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo desde que não se chame "casamento" à coisa?"
(https://www.google.pt/amp/s/www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/francisco-mendes-da-silva/amp/sobre-o-adolfo-mesquita-nunes)
Ou
"É isto que permite ao CDS, independentemente da homossexualidade implícita ou explícita de alguns dos seus, ser contra o casamento gay, ou a adopção por casais homossexuais, por separar o respeito sagrado pelo indivíduo do experimentalismo social e das interferências no natural curso de vida de outros indivíduos."
(https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-meu-cardeal-patriarca-268537)


Se acho que AMN está no partido errado é exactamente porque lhe vejo o liberalismo económico mas nunca me apercebi que cultivasse tal desvelo conservador. Claro que AMN saberá o porquê de ser CDS, e não tem de o justificar. Mas é inegável que o seu discurso dista léguas dos discursos dos seus correligionários.
Se Cristas fosse menos dada à teatralização e ao chavão demagogo, seriam de um mesmo partido - e continuaria a achar que não o CDS.
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De jpt a 23.10.2018 às 05:35

Talvez lhe aconteça o mesmo que ao Lucas Pires, que migrou para fora do contexto socioculturalmente conservador. Mas os tempos mudaram, e o PP foi uma tentativa de um partido liberal-populista, forma de então de gizar uma alternativa à direita - vinte anos depois vemos os soberanistas-populistas surgirem e vingarem. Mas nesse sentido poderá ter deixado uma semente liberal no partido, que nunca vingará definitivamente no PSD dadas as características sociológicas do partido e os vínculos estatizantes das suas lideranças (concelhias e distritais)
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De Sarin a 23.10.2018 às 07:26

Acho que adormeci a escrever a resposta... ou isso ou sonhei-a, pois não a encontro!
Mas o riso manteve-se: "características sociológicas" do PSD? Consegue caracterizar o eleitorado do PSD (ou do PS, para o efeito é o mesmo) como um grupo? Vejo vários grupos, tantos que ainda me espantam tão poucas dissidências - que atribuo mais à clarividência de alguns aspirantes do que à sua-deles identificação ideológica com "o Partido".

Até porque os partidos perderam a função constitucional e democrática e transformaram-se em feudos. E talvez por isso ainda haja tão pouco extremismo assumido em Portugal, há feudos para vários gostos. Ou likes?!
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De Anónimo a 14.10.2018 às 18:36

Concordo. Para os socialistas e amigos tudo, para os outros a justiça. O saudoso A.Santos.
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De jpt a 16.10.2018 às 16:20

completamente isso
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De Pedro a 14.10.2018 às 18:56

6ºfeira, no Expresso da Meia Noite, era ouvir os comentadores, Paulo Baldaia, entre outros, que não se esperaria uma remodelação governamental com a saída do Aselha Lopes. Seria um erro politico, diziam das poltronas….há com cada aselha..


Politicamente é de génio. Eliminaram-se os ministros mais polémicos, que é o mesmo que dizer, com menos jeito para as coisas da politica.
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De jpt a 15.10.2018 às 13:04

De génio? Genial é não escolher ineptos para estas coisas. Quanto aos comentadores só me rio de quem ainda os houve. A semana passada vi no FB, partilhado por um amigo, um trecho colocado no youtube de um programa de "comentário político" (de facto é propaganda), o Eixo do Mal que dura há anos: era só isto, colocado no yt e partilhado com evidente sarcasmo, a comentadora Clara Ferreira Alves dizendo que nestes anos ela e os seus colegas, à excepção de um, só se haviam enganado numa coisa, no teor de Sócrates, achavam que era uma campanha contra ele. Quer dizer, estão há anos a receber para fazer a opinião política das pessoas (cada programa deve ter para aí uma audiência de campo de futebol cheio, pelo menos) e "só se enganaram" (e fizeram imensa campanha contra) sobre o facto político mais importante dos últimos 15 anos e que denota o estado do regime. E continuam, a perorar na tv, a escrever nos jornais, a serem pagos para isso, o de fazerem a opinião alheia ...
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De Pedro a 17.10.2018 às 00:06

Não sei se ouviu no Eixo a mesma jornalista, referir-se à classe média brasileira com um preconceito tremendo. Dizendo que esta além de fascista,defensora do escravismo, empregando como funcionárioas da limpeza exclusivamente as pretas da favela, pagas a salários de fome, apenas se preocupava "politicamente " com o viájar pêla Európa.

Deixei de perceber Clara Ferreira Alves.
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De Anónimo a 14.10.2018 às 19:22

Pura ociosidade, comentar nomes.
Seja quem for, nada muda de substantivo.
Talvez o estilo.
Nada muda de substantivo, se não mudar substantivamente o regime.
João de Brito
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De Pedro a 14.10.2018 às 23:24

Mudam-se os nomes, mudam-se os substantivos. Desta forma só se muda substantivamente o regime escolhendo outro com diferente nome. Eu cá prefiro a democracia
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De Anónimo a 15.10.2018 às 11:48

Democracia significa, etimologicamente, poder do povo.
Está mais que provado que o poder não está no povo, mas no monopólio dos partidos.
Logo, o regime que temos está longe de ser uma democracia.
João de Brito
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De Pedro a 15.10.2018 às 15:22

Numa democracia, mais que nos outros regimes conhecidos, o povo está mais próximo do poder, e o poder do povo.

Veja-se o filho do gasolineiro, por exemplo.

Há contudo que ser-se bom. O maior erro é confundirmos igualdade de direitos com igualdade de méritos. E é pelo mérito que se ascende. E contra isto resta, aos mais azarados, a conformação.
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De Sarin a 16.10.2018 às 10:42

Nem só pelo mérito, também pela fé.

Veja-se o caso do filho do gasolineiro, por exemplo.
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De jpt a 16.10.2018 às 16:29

De facto isso de etimologicamente a democracia ser o poder do povo é uma falácia, o poder dos "demos" não implicava o poder dum qualquer "povo", mas enfim, o fundamental é que antes um "filho de um gasolineiro" no poder do que os que aludem aos "gasolineiros que têm filhos" na sala ...
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De jpt a 16.10.2018 às 16:21

O comentário é redundante, prezado comentador. Isto é um blog, é puro ócio.
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De júlio farinha a 14.10.2018 às 20:32

Alguns frutos podres caíram da árvore à passagem do furacão. Agora será preciso
um tractor chamado Marcelo para arrancar a fruteira estragada pela raíz.
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De jpt a 15.10.2018 às 07:11

Marcelo? Nem podar, quanto mais o resto. A lavra do PR chama-se Salgado, nada mais, é mesmo monocultura
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De jj.amarante a 14.10.2018 às 21:26

Onde é que o Mesquita Nunes devia estar? Na presidência do CDS?
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De jpt a 15.10.2018 às 07:10

Eu não sou do partido, nem mesmo seu eleitor. Mas sim, parece-me a escolha óbvia. Abraço, até ao breve possivel
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De Pedro a 15.10.2018 às 10:13

O CDS ainda é um partido conservador? É que a Esquerda tem o handicap da mensagem de condenação moral da riqueza e do lucro. A Direita o handicap da Tradição, e dos valores conservadores.
Gostando de Mesquita, não o vejo na presidência do partido
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De jpt a 16.10.2018 às 16:22

isto foi meter a catana em machamba alheia ...
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De atitopoteu a 15.10.2018 às 11:19

deixem lá estar a maluquinha de Arroios !...sempre nos vamos rindo com os desvarios da madame !!!
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De jpt a 16.10.2018 às 16:22

e viva o teu galamba
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De Sarin a 22.10.2018 às 18:40

Então ele é isso? "O inimigo do meu inimigo" et coiso... Tu quoque, jptus? É que nem podia ser um mais maneirinho, tinha que ser logo à Galambada!

Pessoalmente, contesto! Cristas não é de Arroios! Antes de ser deputada municipal por Lisboa é deputada nacional eleita por Leiria; e podemos ambas ter perdido o mapa que fazia de Lisboa a Cidade das 7 Dunas, ali entre Nazaré, Alcobaça e Marinha Grande, mas não é por isso que a vou renegar!!!
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De jpt a 23.10.2018 às 05:37

Não percebi, com toda a franqueza
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De Sarin a 23.10.2018 às 07:44

desculpe, jpt, mas esta foi sonora!

Calculei, a segunda é uma piada muito minha, traumatizada que estou ainda ao fim de tantos anos a ver os políticos serem eleitos pelo círculo que dá mais jeito ao partido e não pelos vínculos à autarquia ou ao círculo eleitoral que constitucionalmente representam. No caso, a desfaçatez de Cristas - sendo deputada na AR pelo distrito de Leiria, concorre à CM de Lisboa sem sequer falar numa demissãozita.


Na primeira parte, fiz mesmo uma pergunta velada por ironia falhada: porque um comentador atirou a um alvo à direita, identificou-o como apaniguado de um alvo à esquerda (e logo um coiso como o senhor secretário de não sei quê!), sendo a pergunta "também o jpt sucumbiu ao estilo criticar-um-é-defender-outro?" Claro que pode ter histórico de pró-galambismo no comentador a quem respondeu; mas sendo leitora assídua e tendo-me cruzado diversas vezes com o atitopoteu em jornais e noutros blogues, acho que nem ga(la)mbas nem caviar...

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