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Vale a pena ler (12)

por Pedro Correia, em 21.02.21

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«Lia hoje numa rede social a alusão irónica da venda de um livro juntamente com um bife num qualquer talho. De facto, não percebo. Se posso comprar online e ir buscar um livro a um cacifo de uma grande livraria, por que motivo não posso ir a um postigo de uma pequena ou média livraria? O livro é para mim e muitos um bem essencial e deve sê-lo para uma sociedade, para um país democrático, para um país do século XXI.»

Marina Malheiro, Horas Extra

 

«Estar a ter aulas em casa não é o mesmo que estar em férias, portanto existem regras básicas que devem ser seguidas, como vestir roupa adequada, ter a webcam ligada e o microfone desligado, mantendo sempre a máxima atenção. O lugar de aprendizagem deve estar bem definido, de preferência deve ser um espaço que permaneça em silêncio e sem acesso a outras formas de comunicação, como por exemplo a tv.»

Maribel Maia, Educar (com) Vida

 

«Cheia de ânimo, sentei-me à mesinha da sala pronta a passar a pente fino todos os afazeres anotados no meu post it amarelo. Que se mantenham as tradições de quando éramos gente de contacto e afectos sem barreiras nas faces e munidos de álcool gel que nos secam as mãos. Mas aí, ah, aí eu andava de bota pelas ruas de Lisboa! A pantufa no soalho de casa, não é bem a mesma coisa. 

Carolina Novo, Vem à Janela

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10 comentários

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De J. a 21.02.2021 às 15:42

" Se posso comprar online e ir buscar um livro a um cacifo de uma grande livraria, por que motivo não posso ir a um postigo de uma pequena ou média livraria? "
A resposta do ponto de vista probabilístico é simples. É assim. Se puder comprar livros só em grandes livrarias, a probabilidade de transmissão do vírus é n. Se puder comprar só em pequenas em médias será m. Se puder comprar tanto em grandes como em pequenas e médias, a probabilidade é superior tanto a n como a m. Ora interessa minimizar a probabilidade. Esta é a justificação deste ponto de vista. É claro que há outros pontos de vista a considerar que podem alterar a decisão. Mas que tem lógica é inquestionável. Apesar de à primeira vista, e para o leigo em Probabilidades, não parecer.
Há coisas, e muitas, que não são o que parecem.
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De Carlos Sousa a 21.02.2021 às 17:00

Deve ser por isso que proibiram a venda de livros em hipermercados. Na zona dos frescos a probabilidade de transmissão do vírus era n, mas na zona dos livros era m, ora quando a pessoa chegasse à caixa era n+m.
Tem lógica sim senhor, até para mim que sou um leigo em probabilidades.
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De J. a 21.02.2021 às 18:10

"Deve ser por isso que proibiram a venda de livros em hipermercados."
Se foi por isso não sei.
"a probabilidade de transmissão do vírus era n, mas na zona dos livros era m, ora quando a pessoa chegasse à caixa era n+m." Este raciocínio está completamente errado. Não é a soma.
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De Carlos Sousa a 21.02.2021 às 18:54

Ai não?
E eu a pensar que era assim que os probabilisticos calculavam o R das transmissões.
Se entrassem 500 pessoas infectadas no hipermercado, e o R fosse 1, à saída havia 1000 pessoas infectadas, pensando bem, não podia ser a soma, não, tinha de ser uma divisão.
E tem "razão " é uma progressão geométrica. Não é uma soma.
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De V. a 21.02.2021 às 18:21

Deve ser por isso que proibiram a venda de livros em hipermercados

Isto foi porque fecharam as livrarias. E fecharam as livrarias porque fecharam muitas outras lojas.

Pode-se questionar a coisa de muitas maneiras — dizer que um livro é um bem de primeira necessidade é pura demagogia, além disso há muitas lojas online com livros para quem estiver aflitinho (e não me venham com a história de que há gente que não tem internet) — se fosse feita a excepção para as livrarias vinha logo toda a gente que acha que é essencial para o mundo, desde a loja dos vibradores da Conde Redondo ao zé dos parafusos da Miguel Bombarda perguntar legitimamente porque caraças não eram também eles uma excepção. E depois era as cabeleireiras e as lojinhas de sardinhas de loiça da Rua Augusta. Não dá.

Temos de deixar de ser parvos e choramingas e de estar para aí a fazer continhas onde é que se apanha mais covid — porque sobretudo o que é necessário é deixar de ser um país com mais excepções do que regras de uma vez por todas. Gente fraca também não vai lá com livros. Nem à porrada lá iam quanto mais a ler merdices como as que se vendem nas livrarias.
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De Anónimo a 22.02.2021 às 10:24

vestir roupa adequada, ter a webcam ligada

Pelo contrário, não se deve ter a webcam ligada, porque isso faz aumentar desnecessariamente a quantidade de informação a circular pela internet.
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De Carolina Novo a 22.02.2021 às 11:57

Boa dia Pedro. Muito obrigada pela partilha que fez do meu texto no seu "Vale a pena ler"! Uma boa semana!
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De Pedro Correia a 24.02.2021 às 23:53

Para si também, Carolina. Continuação de boa escrita no seu blogue.
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De Susana V a 22.02.2021 às 23:34

Para mim a escola online é escola. Pelo que a criançada levanta-se, lava-se, penteia-se e veste-se como se fosse para escola. Depois, vai para as respectivas secretárias fazer as videoconferências. Os adultos fazem o mesmo. Ajuda a trazer uma certa normalidade ao quotidiano. A normalidade possível nestes tempos de desvario.
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De Pedro Correia a 24.02.2021 às 23:53

Isso mesmo, Susana. Muito bem resumido.

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