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Nascidos a 5 de Julho.

por Luís Menezes Leitão, em 24.03.19

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É evidente que a forma mais eficaz de derrotar a geringonça passa por uma união dos partidos de centro-direita. A mesma só pode, porém, fazer-se através de um acordo entre esses partidos, não através de movimentos inorgânicos, ainda mais patrocinados por quem promoveu cisões, o que só enfraqueceu o combate político do centro-direita à geringonça. Para além disso, remeter para o saudosismo de uma aliança partidária constituída há quarenta anos, e várias vezes replicada não é seguramente a melhor forma de apresentar algo novo aos eleitores. A designação dos Nascidos a 5 de Julho só faz lembrar o filme Nascido a 4 de Julho. Se bem me lembro o protagonista tinha um triste destino.

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O gato Brexit.

por Luís Menezes Leitão, em 19.03.19

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Parece que a Ministra francesa para os assuntos europeus decidiu chamar Brexit ao seu gato porque ele mia desesperadamente para o deixarem sair, mas não se atreve a atravessar a porta.

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Aplauso.

por Luís Menezes Leitão, em 16.03.19

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Para este corajoso texto de Pacheco Pereira, a denunciar a vergonha que se está a passar aqui ao lado e em relação à qual a Europa pretende fechar os olhos:

"Em que países da Europa é que seria hoje possível fazer um processo por “sedição”? Dois: ­a Rússia e a Espanha. Neste momento estão a ser julgados em Madrid um conjunto de dirigentes políticos catalães eleitos, com funções na Catalunha durante o movimento pela independência, por “rebelião, sedição e peculato”. A acusação de “peculato” é ridícula, destina-se apenas ao esfregar das mãos dos seus adversários, dizendo que eles “roubaram” alguma coisa, quando a acusação diz respeito ao uso de dinheiros públicos, geridos pelo governo legítimo da Catalunha, para organizar os processos de referendo. Aliás, os argumentos jurídicos são a maneira neste caso de deixarmos de ver o essencial: estes homens foram eleitos para fazerem o que fizeram, contam com o apoio dos catalães e conduziram um processo pacífico destinado a garantir a independência da região da Catalunha, algo que não é alheio a direitos e garantias do próprio estatuto catalão e dos compromissos para a sua revisão. É um processo político puro, e os presos catalães são presos políticos puros.

A outra coisa do domínio do político é o silêncio cúmplice de toda a União Europeia, que não mexe uma palha perante o que se está a passar em Madrid, onde a comunicação social se comporta como partidária do “espanholismo” mais radical e mobiliza os seus leitores, ouvintes e telespectadores para exigirem a condenação dos catalães, como se de criminosos de delito comum se tratassem. Este silêncio cúmplice é mais uma pedra no abandono de valores da União, que se mobiliza para todas as causas longínquas e oculta as que estão bem dentro dela".

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Augusto Cid (1941-2019).

por Luís Menezes Leitão, em 15.03.19

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Augusto Cid vai fazer muito falta. Era um cartoonista com um traço perfeito e com um sentido de humor corrosivo, sendo absolutamente implacável para com os políticos, que arrasava nos seus cartoons. Cunhal era desenhado com traços vampirescos, Eanes parecia um militar sul-americano, e Soares era um bonacheirão, enquanto que Balsemão nem sequer tinha rosto. Mas especialmente Cid não hesitava em tomar partido por aquilo em que acreditava, como na sua batalha para tentar demonstrar a existência de crime em Camarate.

Muitas vezes a sua voz incomodava a classe política, mas Cid tinha sempre uma resposta demolidora. Lembro-me que uma célebre política o acusou de estar a prejudicar o combate político do PSD com as suas posições, embora reconhecendo-lhe o estatuto de melhor cartoonista português vivo. Ele agradeceu o estatuto, mas disse que via nesse elogio uma ameaça velada, parecendo-lhe que corria o risco de passar a ser o melhor cartoonista português… morto. Uma pena que Cid, a meu ver o melhor cartoonista português de sempre, tenha morrido precisamente nestes tempos do politicamente correcto em que os seus cartoons demolidores eram cada vez mais necessários.

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A viagem de Fernão de Magalhães.

por Luís Menezes Leitão, em 13.03.19

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Dou o meu contributo para este debate, recordando o que no tempo do Estado Novo nos ensinavam na escola primária sobre Fernão de Magalhães: que tinha sido um traidor ao colocar-se por dinheiro ao serviço de Espanha, abandonando assim o seu país de origem, por conta do qual deveria ter feito a viagem, uma vez que, sem a experiência e os conhecimentos náuticos portugueses, a mesma não seria possível. No fundo Magalhães seria a versão antiga do "pesetero". Pelos vistos o debate em Espanha ainda anda nesse nível infantil.

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Sem intenção de ofender.

por Luís Menezes Leitão, em 05.03.19

A propósito disto, só me consegui lembrar deste célebre diálogo:

"Depois de jantar, Carlos vestia-se para ir à rua de S. Francisco - quando o Baptista veio dizer que o Sr. Teles da Gama lhe desejava falar com urgência. Não o querendo receber, ali, em mangas de camisa, mandou-o entrar para o gabinete escarlate e preto. E veio daí a um instante encontrar Teles da Gama admirando as belas faianças holandesas.

- Você, Maia, tem isto lindíssimo, exclamou ele logo. Eu pelo-me por porcelanas... Hei de voltar um dia destes, com mais vagar, ver tudo isto, de dia... Mas hoje venho com pressa, venho com uma missão... Você não adivinha?

Carlos não adivinhava.

E o outro, recuando um passo, com uma gravidade em que transparecia um sorriso:

- Eu venho aqui perguntar-lhe da parte do Dâmaso, se você hoje, naquilo que lhe disse, tinha intenção de o ofender. É, só isto... A minha missão é apenas esta: perguntar-lhe se você tinha intenção de o ofender.

Carlos olhou-o, muito sério:

- O quê!? Se tinha intenção de ofender o Dâmaso quando o ameacei de lhe arrancar as orelhas? De modo nenhum: tinha só intenção de lhe arrancar as orelhas!

Teles da Gama saudou, rasgadamente:

- Foi isso mesmo o que eu respondi ao Dâmaso: que você não tinha senão essa intenção. Em todo o caso, desde este momento, a minha missão está finda... Como você tem isto bonito!... O que é aquele prato grande, majólica?

- Não, um velho Nevers. Veja você ao pé... É Tetis conduzindo as armas de Aquiles... É esplêndido; e é muito raro... Veja você esse Deft, com as duas tulipas amarelas... É um encanto!

Teles da Gama dava um olhar lento a todas estas preciosidades, tomando o chapéu de sobre o sofá.

- Lindíssimo tudo isto!... Então só intenção de lhe arrancar as orelhas? nenhuma de o ofender?...

- Nenhuma de o ofender, toda de lhe arrancar as orelhas... Fume você um charuto.

- Não, obrigado...

- Cálice de cognac?

- Não! abstenção total de bebidas e águas ardentes... Pois adeus, meu bom Maia!

- Adeus, meu bom Teles...".

EÇA DE QUEIROZ, Os Maias.

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O melhor negócio do mundo

por Luís Menezes Leitão, em 02.03.19

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Dizia-se antigamente que os Bancos tinham o melhor negócio do mundo, expresso na fórmula 3-6-3: remunerar depósitos a juros de 3%, emprestar o dinheiro depositado a juros de 6% e fechar a loja às três da tarde. Agora os Bancos não remuneram os depósitos (ou até cobram comissões pelos mesmos) e investem o dinheiro em negócios muito mais lucrativos, mas onde também o risco é consideravelmente maior. Só que, ao contrário do empresário comum que, se fizer um investimento errado, corre o risco de ir à falência, nos Bancos é sempre o Estado, ou seja, os contribuintes, a pagar os prejuízos. Os lucros são assim privados, mas os prejuízos passam a públicos. Aí está outra forma de se conseguir ter o melhor negócio do mundo.

Adenda: As pessoas não percebem habitualmente o que está em causa quando se pedem mil milhões de euros. Para se perceber a diferença de dimensão relativamente a um milhão de euros, aconselho a conversão em segundos. Um milhão de segundos são 12 dias mas mil milhões de segundos já são 32 anos. É isto o que nos estão a pedir.

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A noite dos Óscares.

por Luís Menezes Leitão, em 25.02.19

A atribuição dos Óscares começa a parecer-se com a atribuição dos prémios Nobel. Premeiam-se filmes medíocres e desempenhos médios, esquecendo-se dos verdadeiros filmes de qualidade que surgiram neste ano. Para mim, quem deveria ter recebido o óscar de melhor filme era Correio de Droga, de Clint Eastwood, um verdadeiro testamento cinematográfico. O Guia para a Vida é um filme razoável, mas nada mais do que isso. Quanto ao melhor actor, se Rami Malek tem de facto uma boa interpretação em Bohemian Rapsody, fica a milhas do desempenho de Christian Bale em Vice. Quanto à melhor actriz, acho que o prémio deveria ter ido para Lady Gaga, uma verdadeira revelação em Assim nasce uma estrela, em que praticamente carrega sozinha o filme às costas. Mas são insondáveis os desígnios da Academia. Siga, que para o ano há mais.

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O General Tapioca da Venezuela.

por Luís Menezes Leitão, em 23.02.19

Cada vez que vejo na televisão o Maduro a discursar, só me vem à mente esta personagem do Tintin.

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Aliança Velha.

por Luís Menezes Leitão, em 23.02.19

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Com a capacidade de análise que o caracteriza, Vasco Pulido Valente escreveu que Santana Lopes, que "presidiu ao mais desastroso governo constitucional pretende agora levar uma facção de anónimos a uma nova derrota". Essa derrota começou hoje. Ninguém consegue entender no eleitorado que alguém que saiu em ruptura com o seu partido para formar um novo partido, pretenda agora coligar-se com o seu velho partido. Pode ser uma estratégia política de alto gabarito, bem ao estilo de Santana Lopes, mas a sua compreensão não está ao alcance do comum dos mortais, que são aqueles que votam nas eleições.
 
Na verdade, Santana Lopes pretende replicar à direita o trajecto de Lopes Cardoso à esquerda. Primeiro saiu do PS, depois criou a UEDS, depois a sua UEDS fez uma coligação com o PS e finalmente voltou a aderir ao PS.
 
Se é este o objectivo do novo partido, mais vale encerrá-lo já, que se poupa tempo. Tudo isto é muito velho e muito previsível. E, sinceramente, não faz falta nenhuma ao centro-direita.

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A crise em Espanha.

por Luís Menezes Leitão, em 13.02.19

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O governo de Pedro Sánchez foi o segundo governo espanhol a cair através do voto dos deputados catalães. Ou Espanha resolve de vez a questão catalã ou ameaça tornar-se ingovernável. É tão simples quanto isto.

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O bocejo das europeias.

por Luís Menezes Leitão, em 13.02.19

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A capacidade de renovação da nossa classe política é demonstrada pelas listas ao Parlamento Europeu.

O PSD apresenta novamente como cabeça-de-lista Paulo Rangel, repetindo o mesmo candidato de 2009 e 2014. Para que a lista tenha algum sangue novo é-lhe acrescentado Mota Amaral, um neófito nestas andanças, embora tenha tido a experiência de ter integrado o Parlamento nacional desde a ala liberal de Marcello Caetano. O CDS apresenta outra vez Nuno Melo, como já tinha apresentado em 2009 e 2014. Quanto ao PCP e ao Bloco reincidem respectivamente em João Ferreira e Marisa Matias, que já tinham sido cabeças-de-lista em 2014, mas que estão no Parlamento Europeu desde 2009. Como o cargo de deputado europeu não deve exigir muito tempo, ainda tiveram possibilidade de, durante este mandato, se candidatarem a outras eleições, Marisa Matias à Presidência da República, e João Ferreira à Câmara Municipal de Lisboa. Este último, aliás, consegue a proeza de acumular o cargo de deputado europeu em Bruxelas e Estraburgo com o de vereador em Lisboa, demonstrando a facilidade com que se podem exercer em simultâneo dois cargos públicos com 2000 km de distância entre eles.

O único partido a efectuar uma renovação das suas listas é o PS, mas bem se compreende porquê. António Costa não perdoa a qualquer desalinhado e Francisco Assis, por muito tímidas que tenham sido as suas divergências,  não se mostrou apoiante da geringonça montada pelo querido líder. É por isso o único a receber guia de marcha de volta à paróquia.

De qualquer forma o povo português já sabe para que é que servem as eleições europeias. Destinam-se a eleger 21 deputados, que irão regiamente pagos para um parlamento com poderes extremamente reduzidos e onde raramente estão. É natural por isso que as listas se mantenham imutáveis, pois deve haver muitos poucos candidatos para tão grande sacrifício. Daqui resulta que as europeias vão ser um bocejo monumental para os portugueses.

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Barão Negro.

por Luís Menezes Leitão, em 30.01.19

Se alguém quer aprender a sério a realidade da política basta olhar para a série Barão Negro na RTP2. Está lá tudo: o caciquismo, o tráfico de influências, o desvio de dinheiros públicos, a manipulação, a compra de votos, a traição, a fuga à justiça e até o regresso à política depois da prisão. E especialmente a insistência em políticas erradas. Registo esta lição: “A política é como o jazz. Se te enganas numa nota deves insistir nela e todos pensarão que se trata de uma improvisação a seguir”. É assim que se explica o estado a que chegámos.

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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 20.01.19

Há uma célebre frase de Sir Humphrey no Yes, Minister, que diz que não quer saber se uma política do governo é errada, porque praticamente todas as políticas do governo são erradas, sendo apesar disso impecavelmente aplicadas. É precisamente o que se tem passado com o acordo ortográfico, que é evidente que se trata de um instrumento aberrante para a língua portuguesa, mas que, apesar disso, é convictamente aplicado, independentemente da forma disparatada como obriga a escrever. Entendo por isso fazer referência a um blogue que se tem destacado no combate contra esta aberração. O Lugar da Língua Portuguesa é por isso o blogue da semana.

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A comunicação é sobre um assunto tão importante que obrigou mesmo o Chefe de Estado a interromper uma reunião que estava a decorrer.

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Aqui ao lado.

por Luís Menezes Leitão, em 19.12.18

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Acho inconcebível que no séc. XXI num país europeu haja pessoas presas pelas suas convicções, devido a decisões tomadas por um parlamento. É lamentável que a Europa esteja a olhar para o lado relativamente ao que se passa em Espanha.

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A Catalunha paga.

por Luís Menezes Leitão, em 13.12.18

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Sempre que vejo esta qualificação de Espanha como um país rico, penso sempre que são os catalães, a quem recusam a independência, a pagar a conta.

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May Day.

por Luís Menezes Leitão, em 10.12.18

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Quando um chefe de governo faz esta figura no Parlamento, é óbvio que o seu tempo acabou. Theresa May deveria ir-se imediatamente embora e poupar o Reino Unido a mais episódios tristes destes. Quem vier a seguir que aproveite a abébia que o Tribunal de Justiça da União Europeia (tão criticado pelos defensores do Brexit) acaba de lhes dar. A continuarem neste caminho arriscam-se a afundar de vez a sua ilha.

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De novo os coletes amarelos.

por Luís Menezes Leitão, em 08.12.18

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A situação em França demonstra bem o flop total que está a ser a presidência de Macron, como aliás já antes o tinha sido a presidência de Hollande. O movimento En Marche não passou de uma total mistificação, como se alguém que foi Secretário-Geral Adjunto do Presidente Hollande e depois Ministro da Economia no governo Valls pudesse representar alguma novidade em relação ao Presidente anterior. Tudo isto não passou de uma tentativa bem sucedida para travar Marine Le Pen, com a invenção de um novo partido, graças ao facto de a França ter um sistema eleitoral que permite a um partido com 1/3 dos votos ter 2/3 dos deputados. Mas essa alavancagem da representatividade eleitoral falha nas alturas decisivas e aí basta uma fagulha para deitar fogo à pólvora.

A fagulha foi neste caso o aumento dos combustíveis, que é um símbolo da constante tributação de um Estado cada vez mais voraz. Esse Estado persegue os cidadãos até ao tutano, de tal modo que até uma parvoíce de uns coletes amarelos os manda ter no carro, sob pena de multa. Não admira por isso que essa imposição de vestuário seja usada como sinal distintivo pelos cidadãos. Os coletes amarelos são hoje o substituto dos barretes frígios usados pelos que tomaram a Bastilha. E ninguém sabe como isto vai acabar.

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O recuo de Macron.

por Luís Menezes Leitão, em 04.12.18

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O que este recuo de Macron na questão do aumento dos combustíveis demonstra é que ele pretendia comparar-se a Napoleão, mas não chega sequer aos calcanhares de De Gaulle. Aliás, os que se julgam Napoleão costumam ser postos noutro lugar que não no Eliseu.

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