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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 20.01.19

Há uma célebre frase de Sir Humphrey no Yes, Minister, que diz que não quer saber se uma política do governo é errada, porque praticamente todas as políticas do governo são erradas, sendo apesar disso impecavelmente aplicadas. É precisamente o que se tem passado com o acordo ortográfico, que é evidente que se trata de um instrumento aberrante para a língua portuguesa, mas que, apesar disso, é convictamente aplicado, independentemente da forma disparatada como obriga a escrever. Entendo por isso fazer referência a um blogue que se tem destacado no combate contra esta aberração. O Lugar da Língua Portuguesa é por isso o blogue da semana.

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A comunicação é sobre um assunto tão importante que obrigou mesmo o Chefe de Estado a interromper uma reunião que estava a decorrer.

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Aqui ao lado.

por Luís Menezes Leitão, em 19.12.18

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Acho inconcebível que no séc. XXI num país europeu haja pessoas presas pelas suas convicções, devido a decisões tomadas por um parlamento. É lamentável que a Europa esteja a olhar para o lado relativamente ao que se passa em Espanha.

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A Catalunha paga.

por Luís Menezes Leitão, em 13.12.18

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Sempre que vejo esta qualificação de Espanha como um país rico, penso sempre que são os catalães, a quem recusam a independência, a pagar a conta.

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May Day.

por Luís Menezes Leitão, em 10.12.18

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Quando um chefe de governo faz esta figura no Parlamento, é óbvio que o seu tempo acabou. Theresa May deveria ir-se imediatamente embora e poupar o Reino Unido a mais episódios tristes destes. Quem vier a seguir que aproveite a abébia que o Tribunal de Justiça da União Europeia (tão criticado pelos defensores do Brexit) acaba de lhes dar. A continuarem neste caminho arriscam-se a afundar de vez a sua ilha.

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De novo os coletes amarelos.

por Luís Menezes Leitão, em 08.12.18

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A situação em França demonstra bem o flop total que está a ser a presidência de Macron, como aliás já antes o tinha sido a presidência de Hollande. O movimento En Marche não passou de uma total mistificação, como se alguém que foi Secretário-Geral Adjunto do Presidente Hollande e depois Ministro da Economia no governo Valls pudesse representar alguma novidade em relação ao Presidente anterior. Tudo isto não passou de uma tentativa bem sucedida para travar Marine Le Pen, com a invenção de um novo partido, graças ao facto de a França ter um sistema eleitoral que permite a um partido com 1/3 dos votos ter 2/3 dos deputados. Mas essa alavancagem da representatividade eleitoral falha nas alturas decisivas e aí basta uma fagulha para deitar fogo à pólvora.

A fagulha foi neste caso o aumento dos combustíveis, que é um símbolo da constante tributação de um Estado cada vez mais voraz. Esse Estado persegue os cidadãos até ao tutano, de tal modo que até uma parvoíce de uns coletes amarelos os manda ter no carro, sob pena de multa. Não admira por isso que essa imposição de vestuário seja usada como sinal distintivo pelos cidadãos. Os coletes amarelos são hoje o substituto dos barretes frígios usados pelos que tomaram a Bastilha. E ninguém sabe como isto vai acabar.

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O recuo de Macron.

por Luís Menezes Leitão, em 04.12.18

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O que este recuo de Macron na questão do aumento dos combustíveis demonstra é que ele pretendia comparar-se a Napoleão, mas não chega sequer aos calcanhares de De Gaulle. Aliás, os que se julgam Napoleão costumam ser postos noutro lugar que não no Eliseu.

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A vandalização do Arco do Triunfo.

por Luís Menezes Leitão, em 03.12.18

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Eu até tenho alguma compreensão pelo protesto dos coletes amarelos contra a carga fiscal insustentável que o Estado cada vez mais faz recair sobre os cidadãos. Mas já acho absolutamente intoleráveis actos de destruição da propriedade pública e privada e especialmente actos de vandalização de monumentos nacionais, com o simbolismo do Arco do Triunfo. A isto a única resposta só pode ser a da força da lei. Como disse De Gaulle perante os protestos do Maio de 1968: "la République n'abdiquera pas".

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Acefalia parlamentar.

por Luís Menezes Leitão, em 23.11.18

Parece que em relação à taxa Robles numa reunião do grupo parlamentar do PSD, com a excepção de um deputado que se pronunciou a favor da medida, todos os restantes se pronunciaram contra. Mas "ainda assim a proposta será mantida". Eu chamo a isto acefalia parlamentar.

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O mito Kennedy.

por Luís Menezes Leitão, em 22.11.18

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O Pedro lembra abaixo a efeméride de hoje passarem 55 anos sobre o assassinato de John F. Kennedy que criou um enorme mito na política americana. Aqueles que morrem jovens normalmente atingem o estatuto de heróis, uma vez que todos têm tendência para assumir que iriam deixar grandes realizações neste mundo e que só a morte prematura os impediu de fazer aquilo a que estavam destinados. Kennedy, vítima de um brutal assassinato dramaticamente relatado nos media, com um enterro de estado transmitido a todo o país, em que os americanos viram uma jovem viúva de 30 anos destroçada e um filho de três anos a fazer a continência, atingiu precisamente esse estatuto.

O problema é que devido a esse mito, nunca foram escrutinadas as enormes fragilidades da presidência de Kennedy. Começou logo com a sua ligação à Mafia, via Sam Giancana, de quem se diz que organizou uma verdadeira chapelada eleitoral nos estados decisivos, permitindo a derrota de Nixon. Prosseguiu com o ataque a Cuba na Baía dos Porcos, um fracasso total, e depois com a tentativa de assassinar Fidel Castro, através do recrutamento de uma sua amante. O resultado foi Castro ter aceitado colocar mísseis dirigidos aos Estados Unidos em Cuba, o que quase colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear, apenas resolvida com uma negociação secreta por troca com os mísseis na Turquia, mas que Kennedy nunca quis assumir. Tal contribuiu para a queda de Kruschev, substituído por Brezhnev, cujo radicalismo fez adiar por décadas o fim da guerra fria. Os seus apoiantes garantem que Kennedy era um pacifista e iria retirar as tropas americanas do Vietname, mas não ele nunca deu qualquer sinal nesse sentido.

Em relação ao assassinato de Kennedy, para mim é manifesto que Oswald não agiu sozinho e não faltam candidatos a mandantes, desde a Máfia (que nunca perdoou o facto de Kennedy não lhe ter retribuído o apoio na campanha eleitoral) aos cubanos (devido aos sucessivos ataques a Cuba) e aos soviéticos (furiosos com a forma como a resolução da crise dos mísseis foi anunciada publicamente). Se tivesse que apostar, apostaria em que o mandante foi Fidel Castro. Oswald tinha ligações a Cuba, o que me leva a crer que, se Kennedy falhou na tentativa de matar Fidel Castro, Castro não falhou no objectivo de assassinar Kennedy. A tentativa da administração Johnson de apresentar o crime como um acto isolado tem a explicação de que a divulgação do verdadeiro mandante levaria necessariamente a uma guerra nuclear, o que se quis prevenir depois da crise dos mísseis. A razão de Estado muitas vezes suplanta o sentimento.

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Delírio político.

por Luís Menezes Leitão, em 21.11.18

A actual direcção do PSD vive no delírio político absoluto. PSD e BE, a mesma luta. Camaradas e camarados, lutemos unidos, que é nossa a vitória final. Vão ver o resultado disto nas próximas eleições.

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A taxa Robles do PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 18.11.18

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Em 1984 Mondale concorreu contra Reagan que se recandidatava à presidência dos Estados Unidos. Anunciou na sua campanha um futuro aumento de impostos. Teve a maior derrota de sempre alguma vez obtida por um candidato presidencial na América, com apenas 13 votos no colégio eleitoral, contra os 525 de Reagan. O PSD actual parece que quer repetir essa estratégia, aumentando os impostos a partir da oposição, com a agravante de pretender concorrer com o Bloco de Esquerda propondo igualmente uma taxa Robles. Devem achar que isto é politicamente um tiro muito certeiro, embora eu não perceba a que segmento do seu eleitorado se estão a dirigir. Por isso o que me parece é que andam a jogar à roleta russa com uma metralhadora pesada.

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A revolta dos coletes amarelos.

por Luís Menezes Leitão, em 17.11.18

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O actual Estado fiscal insuportável, depois de ter elevado os impostos directos quase até ao limite do absurdo, aposta agora nos impostos indirectos e na multiplicação de taxas por tudo e por nada, como se viu com a protecção civil, a que agora o governo quer regressar. Só que há alturas em que esta situação conduz a movimentos de revolta de cidadãos, como entre nós sucedeu com a revolta da ponte sobre o tejo em 1994, que precipitou o fim de Cavaco Silva. Hoje parece que é Emmanuel Macron que está a passar pela mesma situação.

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A tourada.

por Luís Menezes Leitão, em 15.11.18

Em 1973 mandámos ao festival da eurovisão esta canção, demonstrando bem como o governo de então estava a ser visto pelo país. Se olharmos bem para a letra, apesar de terem passado 45 anos, acho que a actual situação não é muito diferente. Neste dia, em que o governo e o grupo parlamentar do partido que o apoia se envolveram numa verdadeira tourada, acho que é adequado recordar esta canção.

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O acordo do Brexit.

por Luís Menezes Leitão, em 15.11.18

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É raro assistirmos ao descalabro de um governo em directo. Hoje parece que é isso o que se está a passar no Reino Unido. Parece que os ministros estão na situação daquele célebre dito brasileiro: "Se fugir, o bicho pega, se ficar o bicho come".

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Blogue da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 11.11.18

Fernando Pessoa não gostava de viajar. No Livro do Desassossego do seu quase heterónimo Bernardo Soares escreve o seguinte:

"Que é viajar, e para que serve viajar? Qualquer poente é o poente; não é mister ir vê-lo a Constantinopla. A sensação de libertação, que nasce das viagens? Posso tê-la saindo de Lisboa até Benfica, e tê-la mais intensamente do que quem vá de Lisboa à China, porque se a libertação não está em mim, não está, para mim, em parte alguma. «Qualquer estrada», disse Carlyle, «até esta estrada de Entepfuhl, te leva até ao fim do mundo.» Mas a estrada de Entepfuhl, se for seguida toda, e até ao fim, volta a Entepfuhl; de modo que o Entepfuhl, onde já estávamos, é aquele mesmo fim do mundo que íamos a buscar.

Condillac começa o seu livro célebre, «Por mais alto que subamos e mais baixo que desçamos, nunca saímos das nossas sensações». Nunca desembarcamos de nós. Nunca chegamos a outrem, senão outrando-nos pela imaginação sensível de nós mesmos. As verdadeiras paisagens são as que nós mesmos criamos, porque assim, sendo deuses delas, as vemos como elas verdadeiramente são, que é como foram criadas. Não é nenhuma das sete partidas do mundo aquela que me interessa e posso verdadeiramente ver; a oitava partida é a que percorro e é minha.

Quem cruzou todos os mares cruzou somente a monotonia de si mesmo. Já cruzei mais mares do que todos. Já vi mais montanhas que as que há na terra. Passei já por cidades mais que as existentes, e os grandes rios de nenhuns mundos fluíram, absolutos, sob os meus olhos contemplativos. Se viajasse, encontraria a cópia débil do que já vira sem viajar. Nos países que os outros visitam, visitam-nos anónimos e peregrinos.

Nos países que tenho visitado, tenho sido, não só o prazer escondido do viajante incógnito, mas a majestade do Rei que ali reina, e o povo cujo uso ali habita, e a história inteira daquela nação e das outras. As mesmas paisagens, as mesmas casas eu as vi porque as fui, feitas em Deus com a substância da minha imaginação".

Não me revejo nada nesta afirmação e por isso gosto de viajar. A viagem não só nos faz sair da monotonia de nós mesmos, como também nos transforma, fazendo a que cheguemos diferentes quando regressamos. Por isso decidi escolher para blogue da semana um excelente blogue destinado a viagens. O Joland Blog é assim o blogue da semana.

 

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A condessa de Abranhos.

por Luís Menezes Leitão, em 07.11.18


Depois destas declarações da Ministra da Cultura, a prometer que o Museu de Évora vai "tornando-se no primeiro Museu Nacional a sul do Sado", só me apetece recordar a célebre personagem ministerial criada por Eça de Queiroz:

"Outra circunstância que torna mais admiráveis esses serviços, é o facto do Conde – tendo dado todo o seu tempo ao estudo das questões sociais – jamais se ter ocupado do conhecimento subalterno da geografia. Segundo ele dizia, nunca pudera reter todos esses nomes esquisitos e bárbaros de rios, cordilheiras, vulcões, cabos, istmos! Assim, por exemplo, nunca compreendeu, confessou-mo muitas vezes, esses cálculos estranhos de graus, latitudes e longitudes, nem dava grande crédito à ciência da navegação (…).

Uma ocasião, na Câmara, ele falava de Moçambique como se considerasse essa nossa possessão na costa ocidental da África.

Alguns deputados mais miudamente instruídos desses detalhes, gritaram-lhe com furor.

– Moçambique é na costa oriental, Sr. Ministro da Marinha!

A réplica do Conde é genial:

– Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!

Esta réplica vem mais uma vez provar que o Conde se ocupava sobretudo de ideias gerais, dignas do seu grande espírito, e não se demorava nessa verificação microscópica de detalhes práticos, que preocupam os espíritos subalternos".

EÇA DE QUEIROZ, O Conde de Abranhos.


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Maria Guinot (1945-2018)

por Luís Menezes Leitão, em 03.11.18

Lembro-me bem da surpresa geral que houve em 1984 quando esta canção ganhou o festival da canção da RTP. Mas toda a gente reconheceu que apesar de não ser nada festivaleira, era a canção mais bonita que tinha aparecido em festivais. Hoje, no dia em que Maria Guinot partiu, deixando um silêncio no meio de tanta gente, recordo a beleza desta canção.

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In memoriam.

por Luís Menezes Leitão, em 01.11.18

 

Hoje é um dia em que recordo sempre a maior tragédia que alguma vez atingiu Portugal. Não apenas matou 60.000 pessoas num único dia, como também destruiu completamente o que era então a cidade de Lisboa, não nos deixando quase nenhum edifício para recordar os tempos passados.

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A nova candidatura de Hillary Clinton.

por Luís Menezes Leitão, em 30.10.18

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Hillary Clinton admite voltar a concorrer à presidência dos Estados Unidos. Espera-se naturalmente o mesmo retumbante sucesso que teve da outra vez, em que arrasou completamente a candidatura de Donald Trump.

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