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Canções do século XXI (1228)

por Pedro Correia, em 13.08.20

Frases de 2020 (24)

por Pedro Correia, em 12.08.20

 

«O Benfica vai jogar o triplo, vamos arrasar.»

Jorge Jesus, neobenfiquista, ao ser reapresentado como técnico do SLB cinco anos depois de ter sido de lá corrido

20 motivos para amar Portugal (IV)

por Pedro Correia, em 12.08.20

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Amarante

Penso rápido (97)

por Pedro Correia, em 12.08.20

O PCP resiste como "muralha d'aço" a esta enorme contradição: em território português, defende a "justa luta" dos trabalhadores. Nos países onde vigoram as ditaduras dos partidos-irmãos, de Cuba à Coreia, passando pela China, defende os regimes tirânicos, que esmagam os trabalhadores.

Enquanto mantiver esta duplicidade jamais poderá ser levado a sério, por mais generosos que sejam muitos dos seus militantes, genuinamente apostados em construir uma sociedade mais justa.

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 12.08.20

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João Carvalho: «Sabia que a sinalização horizontal pode reduzir a estilhaços a vida de um professor? É que pode mesmo.»

 

Eu: «Os equívocos manter-se-iam e os textos de indignação sem fundamento suceder-se-iam se não houvesse jornalistas a cumprir o direito-dever de informar. Tal como o caso Watergate nos ensinou, conhecer a identidade do 'Garganta Funda' e saber a que horas de que dias Bob Woodward falou com ele eram questões interessantíssimas - mas secundárias. O dever essencial de Woodward e do seu colega Carl Bernstein era informar. Foi isso que fizeram. E fizeram bem.»

Canções do século XXI (1227)

por Pedro Correia, em 12.08.20

20 motivos para amar Portugal (III)

por Pedro Correia, em 11.08.20

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Tavira

Dois pesos e duas medidas

por Pedro Correia, em 11.08.20

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Juan Carlos em 1975 com o filho, o actual Rei

 

Dizem-me que alguns dos mais estridentes defensores de José Sócrates no espaço mediático, que nunca cessaram de proclamar a presunção de inocência do antigo primeiro-ministro, encontram-se agora entre os que negam esse mesmo direito constitucional ao Rei emérito de Espanha.

Tomam as imputações feitas ao pai do actual monarca por uma notória trampolineira social como se fossem verdades absolutas, jamais as questionando, e apressam-se a condená-lo na praça pública.

Negando a Juan Carlos o que sempre reclamaram para Sócrates.

 

Duplicidade de critério, dupla moral - admitindo que existe alguma. Dois pesos e duas medidas. Para esta gente, a presunção da inocência cai à medida das conveniências políticas do momento e da trincheira em que se instalam.

Gostem ou não gostem, o emérito não foi constituído arguido, sobre ele não pesa qualquer acusação, tem todo o direito de se deslocar para onde entender e de fixar residência sabe-se lá onde. 

 

Algumas carpideiras poderão acusá-lo de ser mulherengo e trair os votos de fidelidade conjugal feitos à Rainha Sofia, sua legítima mulher desde 1962.

Convenhamos que é uma crítica repassada de moralismo passadista, além de uma invasão da esfera íntima do cidadão Borbón. Aliás também aqui sujeita a duplo critério analítico: não me recordo de ouvir os queixumes destas beatas quando o antigo Presidente francês François Mitterrand foi a enterrar na presença simultânea da esposa, da amante e da filha adolescente nascida fora do longo e aparentemente feliz enlace conjugal com Danielle Mitterrand.

 

Sobra a questão do regime.

A esquerda radical, aliada aos separatistas catalães, pretende transformar um suposto caso de ilícito penal e tributário associado ao pai de Filipe VI em pretexto para proclamar a república. Parece-me algo tão absurdo como se os norte-americanos tivessem aproveitado em 1974 o caso Watergate, que levou à demissão de Richard Nixon, para iniciarem uma acalorada discussão em torno da forma de Estado, admitindo a instauração da monarquia nos EUA.

Acresce que a república esteve sempre associada ao pior da vida política espanhola nos dois curtos períodos em que vigorou, acabando por morrer de implosão. Na primeira versão durou 22 meses, entre Fevereiro de 1873 e Dezembro de 1874. Na segunda, decorreu entre Abril de 1931 e Março de 1939, embora sobre a totalidade do território espanhol só até Julho de 1936, quando eclodiu a guerra civil, que partiu o país ao meio.

Não deixou saudades em qualquer dos casos.

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 11.08.20

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Ana Cristina Leonardo: «Há quem chame educadamente xico-espertice a esta estratégia de avançar de goela e peito abertos para a vítima invertendo os papéis: o facto é que resulta. Nos dias que correm, em que o pragmatismo é tudo e o que conta são os “resultados por objectivos”, creio tratar-se, aliás, de uma estratégia em ascensão. O modelo é largamente utilizado pelos políticos, e não apenas portugueses (Sarkozy e Berlusconi também seriam bons exemplos). Por cá, Sócrates e seus acólitos têm contribuído com fibra para a sua implementação no continente (a Madeira daria pano para outro post).»

 

Ana Vidal«Capri é, para mim, um dos mais deliciosos locais do mundo. A ilha vê-se num instante mas apetece ficar lá para sempre, como fez o médico-escritor-humanista-arquitecto-filantropo Axel Muntheum sueco irremediavelmente rendido à sua magia em meados do século passado. Foi ele, com o seu encantatório "Livro de San Michele" - que povoou de sonhos perfumados de limão uma boa parte da minha adolescência - o principal responsável por esta eterna romaria, que cumpro com gosto quase sempre que vou a Itália.»

 

Eu: «Andam agora por aí uns teóricos que nunca escreveram uma notícia na vida mas brandem a toda a hora o Estatuto do Jornalista e o código deontológico da profissão, de ares muito sapientes, com o objectivo de espadeirar contra os jornalistas. Sempre em defesa do poder em geral, do Governo em particular e do primeiro-ministro mais especificamente. Essa diligente rapaziada omite o essencial: o primeiro dever de um jornalista é informar. Sem o cumprimento deste dever todos os outros se tornam irrelevantes.»

Canções do século XXI (1226)

por Pedro Correia, em 11.08.20

20 motivos para amar Portugal (2)

por Pedro Correia, em 10.08.20

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Sintra

O editorial que vai faltando cá

por Pedro Correia, em 10.08.20

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El País, o jornal mais influente de Espanha, publicou ontem um editorial que já é uma peça de antologia. Um texto demolidor para o Governo liderado por Pedro Sánchez, que tem revelado uma incompetência capaz até de causar indignação àquele diário, que nunca escondeu afinidades com o PSOE, principal partido do actual Executivo do país vizinho.

 

Seguem-se alguns excertos deste editorial, com tradução minha:

«O balanço das infecções é tudo menos tranquilizador. Os focos activos aproximam-se dos 600, o que converte Espanha no país da Europa Ocidental com maior número de contágios acumulados de coronavírus. As reuniões familiares ou sociais e os locais de lazer já superam em importância, como fonte de infecção, os precários alojamentos dos trabalhadores sazonais do sector agrícola. Os indicadores básicos da epidemia vão aumentando - isto inclui os diagnosticados, os hospitalizados, os internados em unidades de cuidados intensivos e os mortos. Neste quadro, é difícil entender o discurso sem autocríticas feito esta semana pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez. Houve erros, que continuam a existir. É imperioso identificá-los e corrigi-los perante uma segunda vaga que cada vez parece mais próxima, se é que não está já entre nós.

Desde a chegada da pandemia a Espanha, os falecimentos por Covid-19 estão certamente mais perto dos cerca de 44 mil sugeridos pelo excesso de mortalidade registada do que dos 28 mil confirmados pela autoridade sanitária; mais de 50 mil trabalhadores da área da Saúde foram infectados e 20 mil pessoas morreram em lares de recolhimento de idosos. Estas cifras situam o país entre os mais afectados do mundo. A preparação do sistema sanitário revelou-se obviamente deficiente, e em aspectos importantes assim continua. (...) A gestão dos dados tem sido desastrosa, com disparidade de critérios entre comunidades autónomas e mudanças de rumo a meio do processo. O país não pode ficar à mercê da repetição destes erros no caso de uma segunda vaga. É compreensível que o Governo não queira afugentar ainda mais o turismo, mas não enquanto desvaloriza a gravidade da situação. Há vidas em jogo.

Se o Governo não vê motivos para críticas à sua própria actuação, terão de ser os especialistas a encontrá-los. (...) Os cientistas questionam como é possível que Espanha, que supúnhamos dotada de um dos melhores sistemas sanitários do mundo, tenha sofrido o golpe do coronavírus com tanta intensidade e identificam os factores mais prováveis que originaram isto. O país carecia de um plano de preparação antipandémica, com sistemas de vigilância insuficientes, reduzida capacidade para fazer testes e uma generalizada escassez de equipamentos de protecção individual. As autoridades centrais e autonómicas reagiram tarde e os processos de decisão foram lentos.»

 

Porque transcrevo estas linhas? Pelo mais simples dos motivos: porque gostaria que houvesse editoriais destes na imprensa portuguesa. 

Infelizmente, procuro mas não os encontro. Se existem, estão bem escondidos. O que se vai lendo por cá é conversa mole, cheia de rodriguinhos e de complacência perante os decisores políticos e sanitários. O que é sintoma da profunda crise em que mergulhou a nossa imprensa.

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 10.08.20

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João Campos: «Nestas matérias de leituras e livros, incomoda-me muito mais o preço absurdo que os livros têm, faltando a possibilidade de escolha entre hardcovers e edições mais elaboradas (e caras), e as mais modestas e práticas edições paperback, ou de bolso. E, claro, incomoda-me também a contínua "marginalização" (passe a expressão) de alguns géneros literários, que no nosso pequeno mundo literário contam muito pouco - ou nada.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Em jeito de despedida, esta canção de Ildo Lobo, tendo ainda na memória, ao longo destes breves apontamentos de viagem, a recordação de Eduardo Prado Coelho, com quem tanto aprendi na simples leitura das suas crónicas no Público. Muito em particular sobre as várias dimensões da lusofonia. Só Deus sabe a falta que elas me fazem quando se trata de olhar para o futuro.»

 

Eu: «Sabia-o muito doente. Era, aliás, impossível não saber: as publicações mais vampirescas da nossa praça iam dando nota, em parangonas sem qualquer resquício de pudor, da “evolução do cancro” deste actor [António Feio] que tanto fez rir os portugueses sem recorrer à ordinarice nem ao trocadilho fácil. Há pouco mais de um mês vi-o ser entrevistado pela Fátima Lopes na televisão: bastou ver o seu rosto, ouvir a sua fala já arrastada e algo hesitante, reparar naquele olhar que parecia já despojado da centelha da vida para se perceber cruamente que o fim estava próximo. Chegou agora, mais cedo do que muitos esperavam – a morte chega sempre cedo de mais. Os vampiros com carteira profissional de jornalista têm de procurar novos alvos: certamente não lhes faltarão motivos para novas capas que reduzam a estilhaços o direito à privacidade, garantido pela Constituição da República Portuguesa mas diariamente violado com total impunidade.»

Canções do século XXI (1225)

por Pedro Correia, em 10.08.20

Leituras

por Pedro Correia, em 09.08.20

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«Qualquer coisa observada na companhia do ser amado adquire para sempre um significado especial

Rebecca West, O Regresso do Soldado (1918)p. 60

Ed. Relógio d' Água, 2009. Colecção Ficções, n.º 130. Tradução de José Miguel Silva

20 motivos para amar Portugal (I)

por Pedro Correia, em 09.08.20

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Guimarães

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 09.08.20

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Ana Vidal: «Substitui com enormes vantagens todos os outros cremes, tratamentos e cirurgias plásticas, é inócuo, universal e barato. Só tem um pequeno problema: depois de usá-lo, você não poderá nunca mais ser visto(a) no mundo real. Mas... who cares? Há sempre o facebook, os chats, o second life, etc... quem é que quer saber do mundo real, que dá uma trabalheira?»

 

João Carvalho: «No ano passado, a Inspecção-Geral de Finanças (sob alçada do ministro Teixeira dos Santos) ainda identificou 306 Fundações de utilidade pública, que tinham recebido verbas no montante global de 166,5 milhões de euros do Estado durante o biénio de 2007/2008. Mas o levantamento foi logo considerado inútil: o número de Fundações pecou por defeito, as verbas somadas recebidas do Estado eram muito aquém da realidade e os benefícios fiscais de que elas usufruem não foram contabilizados. Em suma: sobre Fundações nacionais, ninguém consegue contá-las e muito menos consegue controlá-las.»

 

Ricardo Sardo: «Esta postura de querer procurar, a todo o tempo, a polémica, o escândalo, a condenação e em que a Comunicação Social por vezes até toma partido, terá, também, de ser revista, pois em nada ajuda a Justiça, bem pelo contrário. Uma informação esclarecida, isenta e rigorosa apenas contribui para um maior esclarecimento público, ajudando as pessoas a compreender melhor a Justiça.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Se há investimento com retorno é todo aquele que possa ser feito em prol da língua, da cultura e do desenvolvimento. Bem sei que não serve para pagar os ordenados de homens como Zeinal Bava ou António Mexia, mas é uma aposta reprodutiva de geração em geração. E que é capaz de uni-las sem que para isso seja necessário vender a alma aos vizinhos.»

 

Eu: «Manuel António Pina, com a qualidade habitual, escreve a propósito da morte de António Dias Lourenço, um militante comunista de sempre - homem íntegro, de convicções firmes, com uma coragem inabalável e um impressionante percurso de lutador que incluiu 17 anos nas prisões salazaristas. Este tempo que lhe foi sonegado pela ditadura não lhe retirou a alegria de viver nem alterou a tenacidade com que sempre defendeu as suas convicções. Tive o privilégio de falar algumas vezes com ele: já com uma idade muito avançada, mantinha a fibra de resistente. Era uma lenda viva entre os comunistas mas jamais se comportava como tal. E nunca o ouvi referir-se a um adversário político em termos deselegantes, o que é um exemplo para muitos outros que são incapazes de separar a crítica do insulto e confundem o confronto de posições com a piada rasteira ou a insinuação soez.

Ligação directa

por Pedro Correia, em 09.08.20

 

Ao Perspectivas & Olhares na Planície.

 

Canções do século XXI (1224)

por Pedro Correia, em 09.08.20

Pergunta ainda sem resposta

por Pedro Correia, em 08.08.20

 

«Quem foram, afinal, os acompanhantes do dr. Ricardo Salgado às missas de luxo anuais na Suíça e os beneficiários das suas avenças? Isso, sim, sempre foi tóxico e continuamos à espera de saber.»

Eduardo Dâmaso, ontem, no Record


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