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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.05.18

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A Foz em Delta, de Manuel Gusmão

Poesia

(edição Avante!, 2018)

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Canções do século XXI (415)

por Pedro Correia, em 22.05.18

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Penso rápido (90)

por Pedro Correia, em 21.05.18

Os novos censores usam as "redes sociais" como pelourinhos. E já há governos tornados censores usando as "redes sociais" como alibi.
Esses que andam a levantar os novos pelourinhos ainda não perceberam a perversidade da coisa. Alguns acabarão também pendurados neles. Novos Dantons, novos Robespierres: a criatura acabará por ganhar autonomia, virando-se contra os criadores. Seguindo o exemplo da guilhotina, sua feroz mana mais velha.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.05.18

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Sonhos Públicos, de Joana Amaral Dias

Prefácio de Paulo Branco

Cem filmes do século XXI

(edição D. Quixote, 2018)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 21.05.18

 

O Sporting é um clube impróprio para cardíacos.

 

Este pensamento acompanhará o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (414)

por Pedro Correia, em 21.05.18

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.05.18

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«Se tu conseguires estar em boas relações com o Tempo, ele deixa fazer ao relógio quase tudo o que tu quiseres.»

Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, p. 52

Ed. Abril/Controljornal, 2000. Tradução de Vera Azancot.

Colecção Biblioteca Visão.

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O comentário da semana (2)

por Pedro Correia, em 20.05.18

«Porque viajar com gosto e com tempo depende do preço do bilhete e das estrelas do hotel?

E chamaria a essa definição, a Alice Vieira que me perdoe as semelhanças, "Viagem à volta do preconceito" ou "Gracinhas e desgraças de corte e costura de El-Rei Tadinho".

Há quem prefira pagar pouco nos meios de transporte e gastar o que quiser em entradas em museus e espectáculos; que prefira ficar instalado em b&b acolhedores e na rota da maré a escolher resorts e hotéis impessoais e apinhados; quem prefira viajar para conhecer as gentes que por sua vez lhe apresentam o país do que embarcar em viagens com autocarro de luxo e visita guiada aos pontos cuidadosamente escolhidos como turísticos.

Defender o país contra o preconceito é tão importante como defender o meio contra a descaracterização.»

 

Da nossa leitora Sarin. A propósito deste texto do JPT.

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Ontem, no Porto

por Pedro Correia, em 20.05.18

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2017 - As Frases do Ano

Na Livraria Bertrand do Shopping Cidade do Porto 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 20.05.18

 

Pinho promete ser a madeira mais inflamável este ano.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (413)

por Pedro Correia, em 20.05.18

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A perlenga

por Pedro Correia, em 19.05.18

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Duas horas de perlenga, atacando os jogadores e afagando as claques quatro dias após aquelas indescritíveis cenas em Alcochete: foi das coisas mais obscenas que tenho ouvido desde sempre no Sporting. Agravadas pelo cobarde ataque que fez à ex-mulher na sua "comunicação ao País" - o que demonstra como confunde já o clube, onde se imagina como Presidente-Sol, com a vida familiar. Com grosseiro e chocante despudor.

Esperei todo o tempo que ele dissesse qualquer coisa como isto: «Se vier a provar-se que membros da Juventude Leonina participaram nas agressões aos jogadores e na vandalização do nosso centro de estágio, vamos rever os apoios que concedemos a essa claque e tomar duras medidas punitivas contra os autores materiais e morais destes actos de lesa-desporto, em tudo contrários à ética leonina.»

Naturalmente, esperei em vão.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 19.05.18

«Será o futebol uma religião, um culto em que os adeptos, os crentes, os que seguem a intolerante e inabalável palavra do senhor são extremistas ao ponto de praticar actos vis de autêntico terrorismo do mais poltrão, que é aquele que se faz pela calada, sem dar a cara?
Estando a lei contra a violência no desporto arrecadada no pó dos dias, reacções de comentadores políticos e discursos de políticos pouco correctos e inflamatórios, principalmente dada a proveniência, não vão ajudar em nada o esclarecimento das coisas e mais uma vez a culpa, por mais que se pense conhecê-la em verde, vai acabar nas costumeiras águas de bacalhau, enquanto que futebol e política, que deveriam estar como água para chocolate, andam juntos a chafurdar numa lama que já fede há muito tempo.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

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Descubra as diferenças

por Pedro Correia, em 19.05.18

 

Moscovo, Agosto de 1991

 

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Lisboa, Maio de 2018

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Canções do século XXI (412)

por Pedro Correia, em 19.05.18

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 18.05.18

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Meghan Markle

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Num carro sem travões

por Pedro Correia, em 18.05.18

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Seis membros remunerados do Conselho Directivo do Sporting, contrariando todas as evidências e à revelia do mais elementar bom senso, insistem em agarrar-se com unhas e dentes ao umbral da porta. Quando até os mais exacerbados apoiantes de Bruno de Carvalho - Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, José Eduardo, Fernando Mendes, Paulo Futre - apelam à saída do ainda presidente.

É um triste sinal da decadência deste consulado, que terminará os seus dias deixando um Sporting Clube de Portugal dividido como nunca, atingido com dolo na sua honra e no seu orgulho, e alvo de notícias em todo o mundo por motivos que não imaginávamos nos nossos piores pesadelos.

O patético sucessor de Godinho Lopes, rodeado dos últimos fiéis que lhe restam, pensa apenas em si próprio. Se pensasse nos superiores interesses do Sporting, ter-se-ia demitido ao fim da tarde de terça-feira. Assim faz questão de tornar ainda mais penosos estes últimos metros da recta final do seu mandato.

Há minutos, ouvi-o ler um papel onde constavam as expressões "sentido de responsabilidade", "coesão" e "união". Tudo o que este Sporting não tem. Tudo quanto Carvalho é incapaz de oferecer a esta centenária instituição gravemente ferida.

Apareceu sorridente e saiu sorridente, como se não tivesse a mais vaga noção do que sucedeu por estes dias. Veio dizer que continua a ter as mãos no volante, em alucinada fuga para a frente. Faltou-lhe acrescentar que guia um carro sem travões.

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Canções do século XXI (411)

por Pedro Correia, em 18.05.18

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Já li o livro e vi o filme (234)

por Pedro Correia, em 17.05.18

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  A POUSADA DA SEXTA FELICIDADE (1957)

Autor: Alan Burgess

Realizador: Mark Robson (1958)

A história real de Gladys Aylward, missionária inglesa na China devastada por duas guerras, inspirou um bom livro muito fiel à sua biografia e um filme hoje interessante apenas pela presença da incomparável Ingrid Bergman.

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Idolatria

por Pedro Correia, em 17.05.18

Nunca deixo de me espantar com as diversas facetas do fanatismo mais exacerbado. Nada cega tanto como a paixão idolátrica: quanto mais desligada da realidade, mais intensa se manifesta.

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Alguns ecos do meu livro

por Pedro Correia, em 17.05.18

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«Só ao ler-se este livro de Pedro Correia é que se pode compreender o Portugal em que vivemos. Afinal, o autor faz uma recolhe de centenas de frases ditas ao longo do ano passado por outras centenas de protagonistas na vida portuguesa. Há de tudo, desde sentenças populares a judiciais; de soundbites políticos nacionais a outros que parecem estrangeiros de tão obtusos; opiniões de cantores e criadores; declarações do mundo febril do futebol...»

João Céu e Silva, Diário de Notícias (21 de Abril)

 

«A frase certa, dita à hora certa, no local certo e pela pessoa certa permanece como uma marca e é tão essencial para entender o que foi uma era quanto os vestígios desenterrados por arqueólogos. Fazer entender 2017 através do que disseram os seus protagonistas foi o objectivo de Pedro Correia em As Frases do Ano

Leonardo Ralha, Correio da Manhã (29 de Abril)

 

«Desse trabalho diário de leitura e análise atenta das notícias nasceu um vasto arquivo de recortes de imprensa arrumado por áreas temáticas (política, internacional, cultura, desporto, etc.) Nasceu também o livro 2017 - As Frases do Ano (ed. Contraponto), que passa em revista o melhor que foi dito por cá. (...) O resultado é uma síntese do ano, a um tempo saborosa e inesperada, através de palavras que vale a pena recordar.»

José Cabrita Saraiva, i (15 de Maio)

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Canções do século XXI (410)

por Pedro Correia, em 17.05.18

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Frases de 2018 (25)

por Pedro Correia, em 16.05.18

 

«Temos que nos habituar que o crime faz parte do dia-a-dia.»

Bruno de Carvalho, ontem, em declarações à Sporting TV

 

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Canções do século XXI (409)

por Pedro Correia, em 16.05.18

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Palavras para recordar (38)

por Pedro Correia, em 15.05.18

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BRUNO DE CARVALHO

Sol, 5 de Fevereiro de 2017

«O dia em que eu despedisse Jorge Jesus era o dia em que estava completamente louco.»

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E vão seis

por Pedro Correia, em 15.05.18

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Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 2013)

Novo Dicionário da Comunicação (coordenação, Chiado Editora, 2015)

Presidenciáveis (Topbooks, 2015)

Política de A a Z (em co-autoria, Contraponto, 2017)

2017 - As Frases do Ano (Contraponto, 2018)

Delito de Opinião (colectânea em co-autoria, Bookbuilders, 2018)

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Canções do século XXI (408)

por Pedro Correia, em 15.05.18

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Convidada: ANA C. BORGES

por Pedro Correia, em 14.05.18

 

Viajar devagar

 

Aqui há tempos li um artigo sobre um casal que visitou 60 países num ano. 60 países??? Em 12 meses??? Isso dá uma média de 5 países por mês, o que significa menos de uma semana em cada um. É certo que o elemento feminino do casal refere no blogue que só esteve um dia no Cairo (aqui sobraram-lhes alguns dias para estarem mais tempo noutro lado…) – e eu até concordo que o Cairo não é das cidades mais agradáveis para uma estadia demorada mas… um dia??? E mais: conseguiram ver nesse dia os três locais que se propunham visitar: a Esfinge e as Pirâmides de Gizé, o Museu Egípcio e o mercado de Khan el-Khalili. A prová-lo lá está uma foto muito gira da jovem, lindamente vestida, com as Pirâmides em fundo – uma foto perfeita para o Instagram ou qualquer outra rede social.

Bom, eu acredito que só lá tenham estado um dia. Até acredito que tenham visitado o que dizem – mas terá sido certamente entrada por saída, com pouco mais de tempo do que o suficiente para tirarem umas fotos bonitinhas e “instagramáveis”. Para o Museu é preciso pelo menos meio dia, mesmo não vendo tudo ao pormenor; outro tanto gasta-se à vontade em Khan el-Khalili; e Gizé também não se visita em quinze minutos, mesmo sem contarmos com o tempo da deslocação.

 

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Cada vez me faz mais confusão esta forma de viajar. Percebo que se queira aproveitar ao máximo o tempo para ver tudo o que for possível – há tantos lugares para visitar, e as horas passam tão rápido… – sobretudo se temos apenas alguns dias ou semanas de férias até regressarmos à rotina diária. Mas quando se trata de pessoas que largaram o trabalho fixo para andarem pelo mundo, não consigo entender de maneira nenhuma esta necessidade de correria.

Vivemos demasiado depressa nos dias de hoje. Contra mim falo, que ando constantemente a tentar esticar as horas do dia para nelas caberem tudo aquilo que quero ver, ler, escrever, conversar, aproveitar, e ainda descansar. Também eu já fiz viagens de carro de 12 horas seguidas, circuitos turísticos com jornadas de percorrer 600 quilómetros em autocarro – com paragens pelo meio para ver isto ou aquilo durante meia hora, uma hora no máximo – cruzeiros em que se chega de manhã a uma cidade para de lá sair ao fim da tarde e acordar no dia seguinte num outro lugar. Já fiz, sei como é e, muito francamente, não é a forma de viajar de que eu mais gosto.

 

Quando comecei a viajar regularmente para fora de Portugal, ainda antes da era dos telemóveis e da internet, tudo era marcado através das agências de viagem. E, apesar de todas elas terem pacotes fixos de viagens pré-feitas, era perfeitamente possível organizarem-nos uma viagem por medida. Consegui por isso arranjar sempre viagens mais ou menos de acordo com as minhas preferências de tempo. No mínimo cinco dias para uma cidade grande, e nunca menos de duas semanas para umas férias de praia e passeio num qualquer país mais distante.

Quando as agências passaram a praticamente só oferecer pacotes de uma semana, comecei eu própria a organizar as minhas viagens, de forma a aproveitar ao máximo o (pouco, sempre pouco…) tempo que tenho disponível para viajar, mas ao ritmo a que eu gosto.

Viajar devagar tem outro sabor. Não é viajar sem destino, porque organizo previamente um roteiro com aquilo que não quero deixar de ver; e é claro que tenho de marcar passagens e fazer eventualmente algumas reservas – porque não me apetece chegar à meia-noite a uma cidade e ainda ter de ir procurar alojamento, por exemplo, ou querer alugar um carro e não ter porque é época alta e estou num sítio onde a oferta é reduzida. Mas na minha “organização” reservo sempre tempo para poder conhecer com calma os lugares que vou visitar, e deixo espaço para o imprevisto e para a vontade de ficar mais tempo aqui ou ali, para passear com calma, para alterar o percurso se me apetecer.

 

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Viajar devagar é também um estado de espírito. Gosto de andar sem grande rumo numa cidade, fazer uma caminhada de vários quilómetros em vez de ir de carro, descobrir uma praia fantástica numa qualquer aldeola ainda fora dos roteiros turísticos, olhar para um mapa e decidir que em vez de ir para sul vou para leste. Gosto sobretudo de ser surpreendida – dar por acaso com algum sítio de que nunca ouvi falar e pelo qual me apaixono a ponto de querer ficar mais tempo, conhecer os seus recantos, comer num qualquer restaurante despretensioso mas onde a comida é deliciosa, falar do meu país com quem me pergunta de onde sou, e em troca ficar a saber alguns segredos que só conhece quem ali vive.

Viajar devagar permite-me criar uma ligação maior ao lugar que visito. Ao terceiro dia em Londres já olho automaticamente primeiro para a direita antes de atravessar uma rua, ao terceiro dia em Veneza já me oriento nalgumas ruelas sem precisar do mapa, ao terceiro dia em Annecy já conheço dois restaurantes onde se come bem e os empregados são conversadores. Ao fim de alguns dias numa cidade ou numa região começa a instalar-se um sentimento de familiaridade que, longe de me entediar, faz-me sentir mais relaxada e confortável. Começo a reconhecer algumas palavras na língua e escrita locais, já sei onde é o frigorífico das bebidas frescas no supermercado e não preciso de perguntar novamente se um determinado prato típico local leva queijo ou é picante. Começo a sentir-me em casa, mas numa casa nova que estou excitantemente a descobrir aos poucos.

Viajar devagar consolida as minhas futuras memórias do que vivi em cada lugar onde estive. Na voragem da correria o cérebro só vai conseguindo reter uma coisa aqui, outra acolá. Tenho uma memória sobretudo visual e olfactiva, preciso de estar efectivamente num local para absorver o seu ambiente, observar os pormenores, sentir as emoções que ele me desperta – ou não! Só assim consigo mais tarde reviver as experiências que tive, e ao revivê-las transporto-me para lá, é quase como estar a viajar novamente.

 

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Embora nem sempre me seja possível viajar tão devagar quanto de facto gostaria – ah, esta incapacidade de multiplicar para o dobro os dias de férias e os fins-de semana…! – tenho vindo cada vez mais a escolher a qualidade em detrimento da quantidade. Não quero simplesmente coleccionar lugares, não quero vangloriar-me de que visitei quatro cidades numa semana, não quero chegar de uma viagem com a sensação de que vi muita coisa mas não conheci quase nada. Quero viver plenamente cada experiência, sentir o local onde estou, desacelerar, ter tempo, aproveitar o tempo.

E é por isso que, sempre que posso, viajo devagar.

 

 

Ana C. Borges

(blogue VIAJAR. PORQUE SIM)

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O nosso livro (18)

por Pedro Correia, em 14.05.18

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«Dos textos reunidos comecei pelos de quem já partiu. Um critério, como qualquer outro.

Brevíssimas páginas. A nossa eterna dúvida, quanto ao que poderia ter sido, ao que esteve talvez quase a acontecer (se não fosse...); as sufocantes e omnipresentes estupidez e pesporrência da administração pública, essa interminável e sempre perdida guerra imposta ao cidadão (ao "contribuinte" que é o que conta) português. Depois, em registo bem mais saudável - os outros, não o sendo, não podem ser nem esquecidos nem branqueados, Antero (ainda que fatalmente triste) e os Açores.

Não me arrependo deste começo de leitura.»

 

Do nosso leitor Costa

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Canções do século XXI (407)

por Pedro Correia, em 14.05.18

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.05.18

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«Se há alguma coisa que nivele a humanidade, que iguale castas, sociedades, isso é a educação.»

Agustina Bessa-LuísDeuses de Barro, p. 136.

Ed. Relógio d'Água, 2017

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O nosso livro (17)

por Pedro Correia, em 13.05.18

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«Super parabéns ao Pedro Correia e a todo o DELITO, pelo livro acabado de lançar, e que eu ainda não tenho, mas irei ter. Também pelo blogue, onde é visível o esforço de acompanhamento da actualidade política, bem como de outros temas mais específicos mas de interesse geral. Os textos são claramente opinativos, mas não se apoiam no insulto obsessivo, nem na desqualificação desrespeitosa de quem pensa diferente, ou de quem se enquadra noutras latitudes ideológicas, coisa frequente em vários “inferninhos” que proliferam na blogosfera. Agrada-me que o DELITO seja um espaço de vida inteligente, constituído por uma turma heterogénea que transporta diferentes olhares, estimulando nos frequentadores do blogue ângulos de reflexão diversos. Os comentários, frequentemente, contundentes, controversos e irónicos, são, porém, civilizados, sendo isso uma das pedra de toque do DELITO. É, obviamente, um dos meus blogues de referência.»

 

Da nossa leitora Fátima MP

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 13.05.18

 

Quem se diz vítima de "assassinato de caráter" é porque não tem carácter.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Canções do século XXI (406)

por Pedro Correia, em 13.05.18

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Cinquenta vezes o pronome "eu"

por Pedro Correia, em 12.05.18

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Bruno de Carvalho em extensa entrevista ao Expresso de hoje. Curioso: há três meses pediu aos adeptos para deixarem de ler os jornais, mas continua disponível para receber a imprensa.

Leio a entrevista, desrespeitando o tal pedido. Ao longo de seis páginas, o presidente do Sporting pronuncia cinquenta vezes o pronome eu e apenas três vezes o pronome nós. Esquecendo a dimensão colectiva, componente fundamental de modalidades como o futebol.

É todo um programa. Todo um modo de encarar o desporto. Toda uma forma de estar na vida.

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Rio deixa marca na testa do PSD

por Pedro Correia, em 12.05.18

António Costa e Rui Rio

 

Rui Rio, suposto "líder da oposição", continua a tratar o Governo liderado pelo seu amigo António Costa com a delicadeza de um nenúfar. Acentuando, de caminho, o estendal de trapalhadas em que vem enredando o partido desde que iniciou o trajecto regular Porto-Lisboa, vai para três meses.

 

A mais recente surgiu agora, quando desautorizou Ricardo Baptista Leite, coordenador da bancada social-democrata para as questões da saúde. O deputado visou numa intervenção muito crítica o ministro Adalberto Campos Fernandes, culminando no pedido de demissão do titular da pasta da Saúde. Motivo: este responsável - confrontado com uma onda de greves no sector e o escândalo da ala de oncologia pediátrica do hospital de São João - transformou o Serviço Nacional de Saúde no "Serviço Nacional da Doença" .

O ministro não gostou, claro. Embora já deva estar habituado a isto, na medida em que a sua demissão tem vindo a ser sugerida por vários profissionais da saúde. E logo Rio saiu em defesa de Campos Fernandes, lembrando que compete ao chefe do Governo ponderar sobre o destino dos ministros. "Não é o meu estilo", acrescentou, demarcando-se da intervenção do seu deputado.

 

Especializando-se na oposição à oposição, o sucessor de Passos Coelho na presidência do PSD vai deixando assim uma marca inconfundível na testa do partido a que aspírava liderar há pelo menos uma década. Eis o resultado: na semana em que o PS, desgastado pelos casos Sócrates e Pinho, cai na sondagem do Expressoo PSD cai na mesma proporção em vez de subir.

Até nisto Costa e Rio andam irmanados. Unidos na doença e na saúde: só a sorte pode separá-los.

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O nosso livro (16)

por Pedro Correia, em 12.05.18

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«Conheço o Pedro Correia do muito que lhe tenho lido na bloga ao longo de, talvez mais, uma dúzia de anos. Certamente mais anos ainda, contabilizando o que já lhe lia nos jornais.
Isso basta-me para dizer que o conheço e que por ele tenho elevada estima que vai muito para lá de qualquer divergência ideológica ou política o que, aliás, nunca foi condição para que estabeleça laços de amizade.

Ontem voltei a encontrá-lo na Almedina do Saldanha na apresentação da primeira colectânea de textos do Blog Delito de Opinião e repetimos o abraço que há uns anos havíamos trocado quando me convidou para a apresentação de um livro da sua autoria sobre o (des)Acordo Ortográfico.

A bloga tem destas coisas e, principalmente, a bloga feita por pessoas que se respeitam nas concordâncias e nas divergências é um meio maior de civilidade e de cidadania.
Vamos para velhos, mas tal como disse o Pedro Correia no breve comentário (até na brevidade do discurso ele demonstrou ser boa gente), nunca seremos velhos do Restelo.

A toda a equipa do Delito deixo um abraço e, já agora, não deixem de comprar a colectânea escrita na linguagem escorreita que há muito nos habituou a trupe do Delito.» 

 

De Luís Novaes Tito, no blogue A Barbearia do Senhor Luís

 

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Canções do século XXI (405)

por Pedro Correia, em 12.05.18

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O nosso livro (15)

por Pedro Correia, em 11.05.18

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«Já chegou ao meu cantinho.»

 

Da nossa leitora  Maria Araújo, no blogue Cantinho da Casa

 

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 11.05.18

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Elizabeth Reaser

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Canções do século XXI (404)

por Pedro Correia, em 11.05.18

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O nosso livro (14)

por Pedro Correia, em 10.05.18

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Foi bom estar hoje reunido com a tribo "delituosa" na Livraria Almedina, em Lisboa, durante o lançamento do nosso livro DELITO DE OPINIÃO.

Foi óptimo encontrar nesta sessão gente amiga, que contribuiu para o nascimento da colectânea: entre outros, o Luís Novaes Tito, a Joana Santa Marta, o António Cochicho, o João Paulo Palha, o Gonçalo Silvestre. E poder abraçar o José Ribeiro e Castro e o António Rodrigues, que apareceram por lá. E o João Gonçalves, um dos pioneiros da bloga. E o Nuno Roby, o Paulo Carmona. E a Jonas, nossa generosa anfitriã do Sapo, que tão bem soube incentivar-nos quando o DELITO mal passava de projecto.

 

Dos autores da colectânea, estivemos quase todos: a Ana Vidal, a Francisca, a Leonor, a Teresa, a Cláudia, a Joana, o Adolfo, o Luís Naves, o Bandeira, o Zé Navarro, o Diogo e eu. Mais a Ana Lima e o João Villalobos, que também compareceram apesar de não terem textos neste (primeiro) volume.

Gostei de ouvir o nosso dinâmico editor, o Hugo Xavier, dirigir umas palavras iniciais ao auditório. E a Ana lembrar os tempos pioneiros do blogue, há quase dez anos (parece que foi anteontem...). E o Tiago Salazar, que aceitou o convite para apresentar o livro, enaltecer os debates que a blogosfera propicia - sobretudo quando combate o espírito de trincheira. Gostei também muito que tivesse elogiado o contributo para este livro do João Carvalho - um dos nossos da primeira hora, infelizmente desaparecido cedo de mais.

 

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 Tiago Salazar, apresentador do livro

 

Falei breves minutos no final para destacar o clima plural que sempre reinou no DELITO, o protagonismo que fomos concedendo aos leitores - ao ponto de alguns deles se terem tornado autores - e a saudável convivência que mantivemos mesmo contra os Velhos do Restelo. Que diziam não ser possível fundar um blogue com gente tão diversificada, que garantiam que um projecto destes teria vida curta, que juravam ser impossível transformar textos de blogue em livro, que afirmavam peremptoriamente que o modelo de subscrição antecipada da obra seria um fracasso.

Enganaram-se em tudo. É sina dos Velhos do Restelo: confundem o seu eterno pessimismo com a realidade.

Bem fizemos nós: ignorámos o que diziam e seguimos em frente. Cá estamos.

 

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 Durante o lançamento. Ana Lima, Ana Cláudia, Ana Vidal, Leonor, Francisca, Bandeira e eu

 

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Primavera chuvosa

por Pedro Correia, em 10.05.18

 

30 de Abril:

Presidente da ADSE, Carlos Liberato Batista, demite-se alegando razões pessoais. Na origem da demissão, uma reportagem da TVI alegando gestão danosa.

 

4 de Maio:

Ministro da Cultura exonera directora-geral das Artes, Paula Varanda, invocando «perda de confiança política».

 

7 de Maio:

Comandante da Protecção Civil, António Paixão, demite-se em divergência com ministro apos ter permanecido apenas cinco meses no cargo.

 

9 de Maio:

Demitiu-se o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, um dos pioneiros da Internet em Portugal.

 

9 de Maio:

Antigo secretário de Estado João Vasconcelos arguido num caso de suspeita de fraude relacionado com fundos comunitários numa empresa detida pela mulher.

 

9 de Maio:

Três ex-governantes do consulado de Sócrates estiveram sob escuta nos negócios milionários das 11 parcerias público-privadas: Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, podem vir a ser constituídos arguidos.

 

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O nosso livro (13)

por Pedro Correia, em 10.05.18

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«O DELITO DE OPINIÃO é um excelente blogue colectivo, com uma existência de quase uma década.

 
Para uma antologia de textos que decidiu agora publicar, o “Delito” convidou dois prefaciadores - Ferreira Fernandes e eu próprio - e um pósfaciador, João Taborda da Gama.
 
Eis aqui o meu texto, a que chamei “Palavras liminares”.»

 

 

De Francisco Seixas da Costa, no blogue Duas ou Três Coisas

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Canções do século XXI (403)

por Pedro Correia, em 10.05.18

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Tomem nota: amanhã, às 18.30

por Pedro Correia, em 09.05.18

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A sessão de lançamento do livro DELITO DE OPINIÃO realiza-se esta quinta-feira, pelas 18.30, na Livraria Almedina, situada no segundo piso do edifício Atrium Saldanha (Praça Duque de Saldanha), em Lisboa.

A obra será apresentada pelo escritor e jornalista Tiago Salazar.

Esperamos lá por vós.

Eu estarei meia hora mais cedo, no átrio central do edifício (junto ao piano), para autografar os exemplares de todos os leitores que contribuíram para esta iniciativa e possam ali comparecer. Aos restantes, a quem foi prometida uma dedicatória personalizada, terei todo o gosto de fazê-lo noutra ocasião - mesmo fora da capital - em local e data a combinar.

E a todos renovo os agradecimentos, em meu nome e dos restantes autores. Este livro é nosso. Mas é também vosso.

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Já li o livro e vi o filme (233)

por Pedro Correia, em 09.05.18

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  ZORBA, O GREGO (1946)

Autor: Nikos Kazantzaki

Realizador: Michael Cacoyannis (1964)

A obra-prima do escritor grego cedo fascinou um vasto grupo de leitores, que se foi alargando ao ser adaptada ao cinema, naquele que foi o maior papel da carreira de Anthony Quinn. Fascinante, a cena da dança com Alan Bates numa praia de Creta ao som da partitura de Mikis Theodorakis. Cinco estrelas para livro e filme.

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Palavras para recordar (37)

por Pedro Correia, em 09.05.18

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NICOLAU SANTOS

Expresso, 24 de Março de 2012

«José Sócrates continua a ser julgado em resultado de um conúbio lunar de alguns jornalistas, alguns polícias e alguns magistrados judiciais.»

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O nosso livro (12)

por Pedro Correia, em 09.05.18

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«O livro do DELITO DE OPINIÃO chegou! Fico feliz por saber que o crowdfunding foi um sucesso e que o blog agora passou a livro.

Trazia consigo uns marcadores de livros todos catitas.

Vocês já receberam o vosso?»

 

 

Da nossa leitora Cátia Samora, no blogue Há Mar em Mim

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Canções do século XXI (402)

por Pedro Correia, em 09.05.18

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O nosso livro





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