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Solidários com os milionários

por Pedro Correia, em 27.01.20

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Pode ter sido distracção minha, mas até ao momento ainda não ouvi uma palavra oriunda do PCP sobre o que está a ocorrer em Angola - nomeadamente, as mais recentes notícias acerca das «lucros fabulosos» (expressão muito cara a Jerónimo de Sousa) acumulados pela filha do antigo Presidente da República que ali se perpetuou durante quatro décadas no poder - e foi amealhando também uns cobres muito razoáveis, ao que rezam as crónicas.

A repugnância dos comunistas perante fortunas pessoais - neste caso em contraste com as situações de extrema pobreza que afligem grande parte da população angolana - dissolve-se quando os milionários pertencem ao MPLA, "partido irmão" do PCP?

Não haverá, nas fileiras comunistas, vozes críticas capazes de se insurgirem contra esta chocante conivência? Pode ser que existam, mas andam emudecidas. Porque daquelas bandas nem um sussurro se tem escutado.

 

A verdade é que, ao longo de todos estes anos, o PCP alinhou sempre com José Eduardo dos Santos, a sua próspera família e o partido que tem gerido Angola em sistema monopolista. Com indecorosas atitudes de subserviência perante o poder angolano, agora deposto. Basta lembrar a censura ao livro Diário de um Preso Político Angolano, de Luaty Beirão, na Festa do Avante! de 2018, e o chumbo comunista de um voto parlamentar contra as penas de prisão aplicadas a 17 activistas angolanos, em 31 de Março de 2016 - aqui em jubilosa parceria com o PSD e o CDS.

Sem um reparo que fosse, sem o mais ligeiro tremor de perturbação. Pelo contrário, o exercício da crítica, por parte dos comunistas portugueses, visou sempre aqueles que ousavam contestar a autocracia angolana, inserindo-os em maquiavélicas conspirações orquestradas por Washington - numa patética recriação da linguagem soviética dos tempos da Guerra Fria.

 

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Aqui ficam alguns exemplos, com sublinhados meus:

 

Avante!, 22 de Outubro de 2015:

«Portugal não deve ser instrumento e servir de plataforma para a promoção da ingerência contra um Estado soberano, designadamente ao serviço daqueles que, envolvendo e mobilizando cidadãos angolanos partindo de reais problemas, contradições, fenómenos negativos e legítimos anseios, de facto agem com o intuito de os instrumentalizar para desestabilizar e concretizar a denominada «transição» ou «mudança» de regime em Angola. (...) Existem interesses externos e sectores da sociedade angolana que consideram criadas as condições e chegado o momento de fomentar a desestabilização neste país. (...) Não seremos instrumento para fazer de Angola uma nova Líbia com o seu rasto de destruição, sofrimento, devastação e morte.»

 

Declaração de voto parlamentar, 31 de Março de 2016:

«O PCP não acompanha campanhas que, procurando envolver cidadãos angolanos em nome de uma legítima intervenção cívica e política, visam efectivamente pôr em causa o normal funcionamento das instituições angolanas e desestabilizar de novo a República de Angola. (...) O PCP não acompanha os votos apresentados na sequência da decisão do Tribunal Provincial de Luanda, adoptada em 28 de Março, que condenou 17 cidadãos angolanos a penas de prisão pelos crimes que o Tribunal considerou como de actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores. (...) A rejeição do presente voto por parte do PCP emana da defesa da soberania da República de Angola e da objecção da tentativa de retirar do foro judicial uma questão que a ele compete esclarecer e levar até ao fim.»

 

Avante!, 7 de Abril de 2016:

«Usam ora Rafael Marques ora Luaty Beirão para se guindarem a educadores do povo angolano, ditando aos angolanos o que o seu país é e o que dele devem fazer. (...) Será que ninguém estranha que as posições assumidas por BE e PS nos votos que apresentaram sobre Angola sejam convergentes com aquelas que foram assumidas pelo Departamento de Estado norte-americano e pela União Europeia? (...) O PCP nunca será instrumento ao serviço das operações que querem fazer de Angola mais uma vítima, que queiram fazer de Angola uma nova Líbia

 

Avante!, 14 de Abril de 2016:

«Interesses externos e sectores da sociedade angolana que, não deixando de utilizar uma qualquer oportunidade para envolver cidadãos angolanos a partir de reais problemas e legítimos anseios, de facto agem com o intuito de os instrumentalizar para promover a desestabilização de Angola e, se possível, concretizar a sua tão almejada mudança de regime. (...) Os significativos e genuínos laços históricos e afectivos que unem o povo português ao povo angolano e Portugal a Angola não devem ser instrumentalizados por intensas e hipócritas campanhas mediáticas que, objectivamente, contribuem para "legitimar" obscuras operações contra Angola e os interesses e aspirações do seu povo.»

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.01.20

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O Segredo de Afonso III, de Maria Antonieta Costa

Romance

(edição Clube do Autor, 2019)

"Por vontade expressa da autora, a presente edição não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 27.01.20

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João Carvalho: «O ministro das Finanças levou a proposta do Orçamento de Estado ao Parlamento. Portugal precisa de baixar o défice para três por cento até 2013. Teixeira dos Santos garante que vai já este ano baixar (repito: baixar) um por cento em relação ao ano passado, para que o défice de 2010 desça (repito: desça) aos 8,3 por cento. Já liguei ao James Cameron a pedir uns óculos do Avatar, para saber se estou a ver bem a coisa. Só tenho medo que a 3D seja pior do que me parece.»

 

Teresa Ribeiro: «A ideia de que algumas mulheres preferem os homens mais velhos para se sentirem protegidas, para mim sempre tresandou a "engenharia psicológica" de macho. O próprio Freud não escapou a esta  fantasia e logo tratou de a caucionar com as suas teorias edipianas aplicadas a mocinhas em idade casadoira: o que elas procuram, dizia ele, é um pai, que substitua o papel que o biológico teve na sua infância.»

 

Eu: «Sócrates, que não é Guterres, neutralizou eficazmente os nostálgicos do "frentismo de esquerda" com honrarias simbólicas de todo o tipo. E a última fila da bancada parlamentar socialista, outrora um viveiro fervilhante de indignações, é hoje a montra de um "socialismo" ordeiro e cordato, que não ousa perturbar o sono do chefe. Se fosse preciso, transportaria hoje em ombros Daniel Campelo de Ponte de Lima a Lisboa enquanto se empaturrava com doses torrenciais de queijo limiano. A bem da Nação.»

Canções do século XXI (1029)

por Pedro Correia, em 27.01.20

Leituras

por Pedro Correia, em 26.01.20

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«Mesmo o mais feroz ateu, a prática confirma-o, tem a sua restiazinha de fé ou, se preferirem, de descrença na sua ausência de fé. E também o mais radical radical, o mais gauche e guedelhudo estudante guedelhudo, alberga em si o seu toquezinho nacionalista e reaccionário.»

Rui ZinkHotel Lusitano, p. 83

Ed. Planeta, Lisboa, 2011

De Amaro da Costa a Chicão

por Pedro Correia, em 26.01.20

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Adelino Amaro da Costa, 1980

 

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Francisco Rodrigues dos Santos, dito Chicão, 2020

 

Quarenta anos de história do partido que já foi "rigorosamente ao centro" (com Freitas do Amaral) e liberal (com Lucas Pires) e democrata-cristão (com Adriano Moreira) e eurocéptico (com Manuel Monteiro) e eurófilo (com Paulo Portas) e conservador (com Ribeiro e Castro) e de centro-direita (com Assunção Cristas) e agora é... mal se sabe o quê.

Duas fotografias que, só por si, explicam a profunda crise que grassa hoje no território político situado à direita do PS em Portugal.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.01.20

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Aprender com os Melhores 2, de Francisco Alcaide Hernández

Tradução de Clara Dias

Auto-ajuda

(edição Planeta, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 26.01.20

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J. M. Coutinho Ribeiro: «Há, pelo menos, uma coisa em que José Pedro Aguiar Branco e eu estamos de acordo. Tal como ele, também acho que o PSD não pode falhar na escolha do próximo líder. Ando a dizê-lo há muito, e o Alberto Gonçalves deu conta disso na sua última crónica no DN.»

 

João Campos: «Uma situação hipotética: fulano liga para o emprego a informar o seu chefe de que não vai poder ir trabalhar nos próximos dois dias, e apresenta uma justificação à partida válida ("emergência familiar", por exemplo). Essa justificação é, porém, falsa, e fulano tirou o dia para ir até outra cidade a uma festa. Chegado a casa, publica fotografias dessa festa no seu perfil do Facebook. Esqueceu-se fulano de que o seu chefe - ou algum colega mais mal intencionado - está na sua lista de "amigos". E, por isso, acaba por cair nas mãos do chefe, directa ou indirectamente, provas de que fulano mentiu para justificar a sua ausência no trabalho. E assim, fulano lixou-se.»

 

João Carvalho: «Para o governador da Califórnia, o problema da sobrelotação das cadeias tem solução. A ideia de Arnold Schwarzenegger é enviar os milhares de imigrantes indocumentados para o México, pô-los lá a construir prisões e pagá-las às autoridades mexicanas, que também têm sérios problemas com a escassez de penitenciárias para tanto crime. Se calhar, podíamos negociar uma coisa assim com os espanhóis. Não é certo que a ideia tenha pernas para andar, mas é bem capaz de dar um guião para um filme de acção.»

 

Leonor Barros: «Se pensarmos que cerca de quarenta e oito milhões de americanos gostam de observar passarinhos e se, como diz a organização Stop Bird Porn, birdwatching is bird porn, há muito voyeur taradão, perverso e depravado atrás das moitas, espalhados pelos bosques e florestas, aos ais e uis de binóculos nas mãos, numa pelo menos, enquanto o passarinho e a passarinha se passarinham. E isto é que acho fantástico, que alguém viva uma experiência erótica a observar passarinhos em acasalamento e que, por outro lado, alguém se preocupe em fundar uma organização para banir a observação de aves. God bless America.»

 

Luís M. Jorge: «Quer ser empreendedor? Pretende viver com o sucesso, a performance e a segunda dama de honor da Elite Model Look? Então visite o site da empresa na hora e perca um minuto a vasculhar a lista de firmas disponíveis. Aí encontrará, garanto-lhe, uma inesquecível Paelha d'Oportunidades

 

Teresa Ribeiro: «Nas esplanadas, nas paragens de autocarro, no metro, em todo o lado observo gente a falar ou a clicar no telemóvel. Numa época em que tanto se fala de solidão andamos conectados mais que nunca. É curiosa esta aparente contradição. Não fosse a tal fobia ficaria, talvez, um pouco confusa. Assim, pareceu-me lógico presumir que o medo de ficar sem telemóvel e a sua utilização massiva e compulsiva são a expressão do mesmo horror ao vazio.»

 

Eu: «Há um ano, vivia-se o tempo das hipérboles: o céu era o limite, a fé nas capacidades do sucessor de George W. Bush quase suplicava por milagres. Obama, o primeiro Presidente mestiço da história dos EUA, chegava à Casa Branca com o país envolvido em duas guerras sem fim à vista, com a imagem das instituições em Washington manchada por inadmissíveis violações de direitos humanos e o maior défice das contas públicas de que há memória, além da latente ameaça terrorista. O desafio era gigantesco. Não admira que no seu discurso de investidura o chefe do Executivo norte-americano tenha mencionado seis vezes Deus e uma vez as Escrituras.»

Frases de 2020 (4)

por Pedro Correia, em 26.01.20

 

«Não há direita em Portugal desde o 25 de Abril.»

Jaime Nogueira Pinto, ontem, em entrevista ao Sol

Canções do século XXI (1028)

por Pedro Correia, em 26.01.20

O melhor candidato do CDS

por Pedro Correia, em 25.01.20

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Menciono-o com declaração de interesses: sou amigo dele. Para mim, o melhor candidato à sucessão de Assunção Cristas seria ele, o Adolfo Mesquita Nunes. Capaz de alargar as fronteiras do partido, hoje muito estreitas. De lhe dar consistência ideológica, sem rumo errante. E de começar a construir uma verdadeira alternativa de futuro na área política não-socialista e não-comunista em Portugal. Fazendo uma oposição firme, fundamentada e frontal ao Executivo pós-geringonça.

Infelizmente, há cinco candidatos à presidência do CDS - tantos como os deputados que lhe restam na Assembleia da República - mas o Adolfo não é um deles. O que diz muito sobre o rumo do partido no momento actual.

Ao fundo da sala, cada vez mais satisfeito com esta falta de alternativa à sua direita, António Costa continua a sorrir.

A chuva e o bom tempo

por Pedro Correia, em 25.01.20

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Lembram-se do "risco de seca severa e extrema" que ainda há pouco nos gritavam ao domicílio de telediário em telediário? Lembram-se dos desesperados alertas para as "barragens em mínimos históricos de água", entre outras mensagens de igual teor apocalíptico?

Foi há pouco tempo. Trombeteado pelos mesmos órgãos de informação que agora lançam uivos de advertência contra o "mau tempo". E o que é afinal o "mau tempo"? Simplesmente a boa e velha chuva invernal, acompanhada do inevitável e velho frio e por vezes da pura, alva e velha neve. Tudo próprio da estação. A mesma chuva pela qual as tais trombetas do Apocalipse imploravam para encher barragens e pôr fim à seca.

Um final feliz é uma chatice quando se desespera por cliques em tempo de escassez. Não de chuva, mas de leitores e audiência.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.01.20

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Bucareste-Budapeste: Budapeste-Bucareste, de Gonçalo M. Tavares

Romance

(edição Relógio d' Água, 2019)

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 25.01.20

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Ana Margarida Craveiro: «Lopes da Mota acordou um belo dia de manhã, e decidiu que não gostava da palavra Freeport. Primeiro, não é uma palavra portuguesa, e, depois, até é difícil de dizer, com aquele "t" pendurado no final. Assim, fez pressão sobre dois procuradores, para que a famigerada palavra desaparecesse do léxico processual. Não era por mais nada, a sua motivação era tão só a pureza da bela língua portuguesa. Teve algum sucesso, que esperamos ver confirmado no final do mês, com a conclusão do caso, e a erradicação da referida palavra do nosso quotidiano. A luta semântica vencerá.»

 

Ana Vidal: «Já ouvi mais do que um estilista português afirmar - com ar  ofendido, ainda por cima - que não existe anorexia na moda portuguesa. (...) Não existe anorexia??? Por favor! E, mesmo que não existisse "no interior" do mundo da moda (o que é falso), o que dizer do mundo "cá fora", a quem a moda se destina? Ou será que a influência daquelas figurinhas cadavéricas (que dão pelo nome de manequins) nos adolescentes, também é inexistente? É só ter a coragem de ir até ao Hospital de Santa Maria, por exemplo, e ver... com olhos de quem quer ver. Mais: não é apenas um problema feminino. Cada vez mais está a afectar os rapazes também.»

 

João Campos: «Saio ao cair da noite para um pouco de ar puro e para um whisky. No café, vejo a equipa portuguesa de futebol de salão ser metodicamente arrasada por Espanha. Ainda não podem vir de comboio-de-alta-velocidade até às calientes praias do Mar da Palha, os coitados dos espanhóis, por isso entretém-se a fazer-nos correr atrás de uma bola num campo sintético. Podia dar-lhes para pior, entenda-se.»

 

Teresa Ribeiro: «Nas esplanadas, nas paragens de autocarro, no metro, em todo o lado observo gente a falar ou a clicar no telemóvel. Numa época em que tanto se fala de solidão andamos conectados mais que nunca. É curiosa esta aparente contradição. Não fosse a tal fobia ficaria, talvez, um pouco confusa. Assim, pareceu-me lógico presumir que o medo de ficar sem telemóvel e a sua utilização massiva e compulsiva são a expressão do mesmo horror ao vazio.»

 

Eu: «É a pergunta, dramática mas inevitável, que fica a repercutir na mente de qualquer leitor que percorra estes parágrafos transbordantes de emoção. Haverá um amanhã para o Haiti? Haverá um amanhã para países forçados a enfrentar catástrofes naturais somadas à criminosa negligência dos homens? Haverá um amanhã para um jornalismo cada vez mais distante das parcelas do globo que só conseguem ser notícia quando são varridas pela tragédia?»

Canções do século XXI (1027)

por Pedro Correia, em 25.01.20

O único poder dos jornalistas

por Pedro Correia, em 24.01.20

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É um disparate considerar o jornalismo o "quarto poder". Os jornalistas não exercem nenhuma função que possa equivaler-se aos poderes clássicos dos políticos que legislam, governam e definem as normas destinadas a ser aplicadas pelos magistrados nos tribunais.

Um jornalista só tem um poder ao seu alcance: o poder da pergunta. Cabe-lhe suscitar questões, desfazer dúvidas, interrogar-se sobre tudo quanto não sabe. O simples poder da pergunta, quando bem exercido, tem um inegável valor social, permitindo aferir o comportamento dos agentes políticos e sedimentar a cidadania. Naturalmente, as perguntas que se impõem só podem ser feitas em sociedades livres - por isso os sistemas ditatoriais elegem sempre os jornalistas como inimigos principais. Acertam no alvo ao proceder assim.

Infelizmente, muitos profissionais da informação demitem-se do seu direito - que é também um dever deontológico - de questionar os poderosos. É, de facto, uma missão muitas vezes incómoda - mas da qual nenhum jornalista digno da profissão que exerce deve demitir-se sob pretexto algum.

Há que continuar a interrogar, a interpelar, a questionar ministros, deputados, autarcas, gestores públicos, líderes partidários. Mesmo quando muitas portas se fecham nas caras, quando o assessor do assessor manda dizer que Sua Excelência não está, quando as ameaças de represálias surgem com a insídia recomendada nos manuais do ramo, há que continuar a fazer perguntas. Incomode-se quem se incomodar.

Este é o único poder dos jornalistas. E não se iludam: não existe mais nenhum.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.01.20

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Os Relâmpagos Gostam de Oliveiras, de Rosinda Diogo Carvalho

Romance

(edição Guerra & Paz, 2019)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 24.01.20

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Alba Galocha

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 24.01.20

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Ana Sofia Couto: «Quando temos grandes interpretações e um bom argumento, o resultado é, quase sempre, este: um excelente filme. É o que acontece com Nas Nuvens, um filme sobre o que significa ter uma "filosofia de vida".»

 

Paulo Gorjão: «As coisas são como são e não há forma de o spin político o ultrapassar ou atenuar. A candidatura de Manuel Alegre tem o apoio de uma parte significativa do PS, mas gera também anticorpos importantes entre os socialistas. Porém, a sua candidatura é consensual no Bloco de Esquerda...»

 

Eu: «A minha breve história com a MEO tinha chegado ao fim. Pelos motivos mais simples. Não me apetecia inaugurar um segundo capítulo nem perder outra manhã.

- Não estou interessado no vosso produto. Ponto final.

- Mas, Senhor Pedro...

- E deixe de me chamar assim. O Senhor Pedro é o homem do lugar da hortaliça. Aprendam a falar correctamente com os clientes.

Desliguei. Depois disso já voltei a receber três outras chamadas da MEO. Queriam saber os números do meu bilhete de identidade e do meu cartão de contribuinte.»

Canções do século XXI (1026)

por Pedro Correia, em 24.01.20


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