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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 17.02.19

Não sei se leitores e autores jogam ou gostam de videojogos, mas provavelmente muitos de nós cresceram com a evolução dos mesmos. Tenho poucas dúvidas que alguém não conheça o mítico Tetris. Pois bem, este jogo tem uma nova versão, o Tetris99, que podem conhecer no blogue da semana: Vida Extra, cuja descrição é auto-explicativa "Aventuras e desventuras no universo dos videojogos.".

Sobre o Tetris: 

É tão simples que qualquer pessoa o consegue perceber e começar a jogar de imediato, mas é tão desafiante que nos deixa agarrados e a pensar em todas as formas de encaixar as suas peças.

Deixo esta sugestão para quem quiser saber mais sobre o Tetris99, ou videojogos em geral. 

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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 10.02.19

 

Das redes sociais: quando não és mais do que se lê, és quem (a)parece aqui. E tudo bem. Até ao dia.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 18.11.18

Hoje destaco o blogue "Ainda sou do tempo". Desde 2012 o seu autor, Hugo Silva, faz uma valiosa recolha de memórias dos anos 80 e 90, da TV (Ainda sou do tempo...em que davam Desenhos Animados antes dos filmes) aos bilhetes de comboio em cartão duro, literalmente picados pelo revisor, passando por jogos e brincadeiras, músicas marcantes, guloseimas e os tantas vezes relembrados anúncios. Passear pelas tags deste blogue é viajar no tempo. 

Não é um blogue saudosista no sentido de "antes é que era bom", que invoque obrigatoriamente o brincar na rua como a melhor coisa de sempre, como tantas vezes terminam as conversas sobre esses tempos. É um blogue que nos faz reviver esse tempo, como cada um se lembra, e isso já é dizer muito. 

E porque hoje é dia do 90º aniversário do Rato Mickey, escolho para celebrar, este post sobre o Clube Amigos Disney de cujo cartão também fui uma orgulhosa detentora (antes disso fui sócia do Clube do Rato Mickey). 

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 30.09.18

Esta semana o blogue da Moira, Tertúlia de Sabores.

Não é apenas um blogue de receitas, é uma cozinha acolhedora, onde cheira a memórias de cozinhas da nossa infância e o apetite cesce a cada fotografia.  

Estas linhas resumem bem a Manuela:

Receitas favoritas tenho muitas, apesar de gostar de experimentar sabores de outras paragens e também de inovar, as minhas receitas favoritas são sempre as mais simples e tradicionais.

 

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Como eu gosto de ver a História

por Marta Spínola, em 28.09.18

Escrevi em tempo este texto. Reli-me e gostei de voltar a ser quem fui. 

 

No comboio, senta-se ao meu lado um homem que parece o meu antigo professor de Civilizações Clássicas. Quero ser um capitel, não me apetece conversar. Tudo o que tenho a dizer do curso, é que continuo a gostar de História, mas assumidamente mais para saber segredos e intrigalhada de alcova. Esta manhã, sou a porteira de Atenas.
Eu não fui uma aluna aplicada, Zeus sabe que não. Nesta cadeira, fiquei com um 16 graças a Esparta, aos bebés fortes que sobreviveram para terem o ventre roído por lobinhos, e ao mega-espartano que era Aquiles e eu venerei em papel. Ai, porque sim, nunca deixarei de ter 15 anos. Na altura, as Termópilas ainda não tinham o Butler como Leónidas, e já me faziam vibrar: In your face, Xerxes, filho de Dário! Não é bem in your face, que os persas ganharam, mas fica a ideia. E os gregos morreram livres, que era o big deal da altura. Mais ou menos isto.
Mais sobre porquê Esparta: sempre sonhei com a máquina do tempo. Na falta de mesma, tendo a transportar-me para tempos e lugares sobre os quais vou sabendo. Às terças pelas 8 (havia mais horas de Civilizações Clássicas, mas é mais fácil viajar no tempo com muito sono), seguia para a Grécia. Sendo mulher, não era uma emoção… mas sempre foi em Esparta que quis estar: entre zelar por bebés fortes que não sejam atirados de ravinas, ou recolher ao gineceu porque a rapaziada vai pensar e amar-se para a acrópole, não hesito.

O 16 à dita cadeira de Civilizações Clássicas veio muito – tenho tanto essa noção, já na altura tive – pelo elogio a Esparta que pus em página e meia. A manipulação da paixão de um professor, podiamos chamar-lhe. Ele também era team Esparta, e deixou-me perceber não só isso, como que a concordância era valorizada. Alinhei, não me custou muito.
Ainda da cadeira, Roma não foi a emoção que eu esperava: a quantidade alarve de informação sobre instituições, cônsules, pretores, senado e quejandos, fez-me perder a ansiedade pelo pão e circo. O meu professor não gostava de Roma, e disse-o em sala. Passei a não gostar dele. Tudo muito pedagógico, portanto.
Entretanto, o homem ao meu lado não era quem pensei. Mas saiu em Belém, o mesmo destino do meu professor naquela altura, e fico a pensar se já os clonam. Posso deixar de ser um capitel.

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 05.08.18

Sigo a Ana no twitter há vários anos, já lhe pedi uma outra opinião, e recebi até umas simpáticas amostras para aferir o que me tinha sido dito. O blog: The skin game

Pragmática e descomplicada, a Ana fala clara e abertamente no que a sua formação em Farmácia, atrevo-me a dizer paixão, lhe ensinou e vai ensinando diariamente. Percebe-se o empenho e entusiasmo na aprendizagem constante. Para conhecer um pouco mais da Ana é ler aqui

Desta vez a Ana põe o dedo na ferida. Perante um disparate de alguém com 40k seguidores, a Ana avançou e desmistifica os medos sobre protectores solares

Deixo a parte técnica para a Ana. Mas além desse lado, é importante salientar uma vez mais a irresponsabilidade com que se fala para 40k pessoas. Dir-me-ão que se seguem merecem, mas infelizmente não me parece assim tão simples. Nem todo o influenciador é uma boa influência. O sentido crítico está adormecido em muita gente, e isso é assustador. 

Saibamos seguir, ouvir e tirar as nossas conclusões. E já não é pouco. 

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Ontem voltei a ver o meu poeta preferido

por Marta Spínola, em 10.06.18

Foi a segunda vez que vi Chico Buarque ao vivo. Doze anos separaram uma vez de outra, mas ambas valeram cada segundo. 

Gosto de Chico Buarque há muitos anos, na família materna sempre se ouviu MPB, posso dizer que cresci a ouvir génios como Jobim, Vinicius, Toquinho, Chico ou Caetano, para mencionar apenas alguns. Das vozes às letras há uma serenidade, e uma quase ingenuidade, que sempre me comoveu. Sempre me foram passados como temas engraçados, simpáticos, numa língua que nos era muito (literalmente) familiar. 

Tenho pena que não cante alguns dos êxitos mais antigos, os que me levam à infância, aos discos em capas de papelão, tenho pena que a versão de "Partido Alto" partilhada com Caetano Veloso nunca se ouça, mas é uma pena egoísta. Ouvir Chico vale sempre a pena. 

A minha relação com as letras de Chico Buarque é um caso de amor. Os sambas, os desamores, as felicidades ao luar, os boleros, os amantes, os fait divers cantados numa voz grave e tão calma (na voz tranquila só Jobim o bate), são talvez o happy place em que nunca penso quando alguém fala nisso. Quis guardar a sua voz na memória mais uma vez, o que, mesmo sabendo as letras, me fez ficar em silêncio só para o ouvir cantar. 

É seguro dizer: "Foi bonita a festa, pá, fiquei contente."

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Eurovisão. Fui lá espreitar

por Marta Spínola, em 14.05.18

A Eurovisão para mim é da infância, remete-me para os anos 80 e o video beta que havia lá em casa. Tinhamos alguns festivais gravados e eu via-os de enfiada, cantarolava e dançava o que podia. Lembro-me de algumas músicas improváveis como a da Holanda em 86 (quatro miúdas, na altura mulheres para mim, que pareciam vestidas pela Migacho), ou a Turquia em 85 (Didai didai didai) que eu cantava destemidamente sem pensar se percebia a língua, numa ousadia típica de criança. Já não falo do hinos da minha infância que foram "Sobe sobe, balão sobe", "Playback" e "Bem Bom". 

Não sou, nem vou agora fazer-me passar por pessoa que segue a Eurovisão todos os anos, de há muito tempo para cá. Vou sabendo quem é a música portuguesa, sei depois vagamente quem ganhou, ou no limite, se estou em casa, acompanho a final como barulho de fundo. Claro que o ano passado, até porque me calhou trabalhar nessa dia, vi a vitória do Salvador Sobral cheia de nervos no twitter, onde muita gente como eu, não estava habituada a estas votações com público e tudo.

Falemos das pontuações. Já não há júri a dizer todos os pontos que dá a quem. Ainda há um júri que fala por cada país, mas só referem os ambicionados 12 pontos, twelve points, douze points. O resto é acompanhar no ecran como se puder. E é aqui que começam países a desandar sorrateiramente na tabela se não se estiver antendo. Mas piora quando chegam os pontos do público porque os valores são outros e há concorrentes que dão pulos enormes até ao podium (foi o caso da Itália ontem). O ano passado foi divertido e com muitos nervos porque havia mais gente no twitter com atenção à votação, e quando chegou a esta parte, nós, os que ignorávamos como funcionava, íamos tendo uma síncope. O final, é sabido, foi feliz para Portugal. Foi uma boa noite de twitter.

Mas tudo isto para dizer, que tive oportunidade de ir assisitir in loco à final organizada por Portugal, e gostei muito. Como evento é espectacular. Muita luz e cor, tudo a funcionar ao minuto, um ambiente feliz e de festa, pessoas de todos ou quase todos os países em prova a circular por Lisboa durante a semana. Gostamos muito disto. Ou gosto eu. No Euro2004, na websummit, na Eurovisão, perceber de onde vê e para onde vão.

Uma coisa que pude verificar é que apesar de virem com as cores dos seus países, não torcem necessariamente só por estes. Durante as actuações havia reacções unânimes à música da Austria, da Estónia, de Chipre, Israel, Espanha, Austrália e Reino Unido, por exemplo. Também se verifica este comportamento durante as votações. Há uma diplomacia admirável. Ali estava eu, habituada a escolher o lado e ser-lhe leal até ao fim, meio amudadinha com a falta de pontos para Portugal mesmo gostando de outras canções, e os habitués aproveitavam, aplaudiam, gritavam de exctiação cada vez que alguém se adiantava no primeiro lugar. Saudável esta forma de ver uma competição, sem dúvida. Só quando Montenegro deu 12 pontos, twelve points, douze points à Sérvia se ouviu um "buuuuu" geral, mas até isso foi curioso de perceber. 

No fim como sabemos, venceu Israel com aquele espalhafato todo. Não sou contra, a votação até já conta com o público, e foi o público que catapultou Netta e o seu Toy para o primeiro lugar. Mas dificilmente nos lembraremos das outras 25 daqui a um ano. 

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Interessa é participar

por Marta Spínola, em 25.03.18

Hoje li o seguinte tweet:

 

Twitter 2011: twittava "aula de física mo chato" rolava duas curtida um RT e alguém comenta "é mesmo" Twitter 2018: twitta "aula de física é mó chato" 5k de curtida 2k de RT nos comentários todos brigam sobre a importância da física, te xingam e falam q vc votou no PT

 

Sou utilizadora diária do twitter desde 2009 e confirmo o que ali está. Claro que se trata de um tweet brasileiro, mas o essencial está lá, e aplica-se globalmente: antes lia-se e percebia-se comentando ou não. Agora lê-se e dá-se uma lição. Tento manter-me à margem desta tendência, mas é geral, as redes estão sufocantes com moralismos e filosofia de pacotilha. E como esta não é uma questão de agora, fiz uma busca pelos meus posts no Delito e encontrei este, sobre como nos comentários em geral as pessoas apontam muito rapidamente o dedo, sem pensar muito, importa é participar (da pior maneira possível). 

Tenho pena que o twitter também esteja agora a sofrer com isso. E não, digo já a quem nunca o usou muito, não era assim, a tendência era a inversa. Ali podíamos rir de subtilezas e coceguinhas no cérebro, quem percebia percebia e dava um RT ou interagia, complementava, alimentava uma espiral saudável de boas piadas, quem não percebia passava à frente e ria para a próxima. A timeline seguia o seu curso e pelo meio divertia-me muito. Ainda me divirto, ainda me rio, mas já faço um esforço por procurar o conteúdo e antes não era preciso.

O pior continua a ser o Facebook parece-me (e caixas de comentários de jornais), e nem é preciso procurar. Às vezes vejo o Jogo do Tanso, da Cátia Domingues para crer. É possível que o missing link esteja entre os visados. 

Tenho a convicção de que a saturação com o comentário maldoso vai chegar e teremos o reverso nas redes em geral, ou pelo menos o sossego nas redes. Pode ser só wishful thinking. 

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Ainda os animais em restaurantes

por Marta Spínola, em 03.03.18
Disclaimer: não me levem demasiado a sério, estou apenas num exercício de reflexão que ainda não tinha feito sobre o tema.

          ....................................

Bem sei que os projectos têm diferentes contornos, e não está em causa uma gata na mesa, um cão na cozinha. Mas é divertido pensar nos vários cenários ainda assim. 

Pergunto: quererão os mesmos lá estar? Esperar que a refeição acabe, quietos, ao lado da mesa, ou mesmo que participem recebendo bocadinhos da dita, preferirão isso a estar num espaço que lhes é familiar? E que dizer da companhia que não pediram e terão a cheirá-los, a inspeccioná-los em busca de uma amizade? Tenho muitas dúvidas que cães e gatos adorem a ideia, mas não tenho animais, não posso garantir. E não acho que tenha a ver com a educação dos mesmos, mas com a sua própria natureza. 
Além disso, conheço donos que dispensam que os seus cães estejam em sítios com outros cães, basta ver locais de férias que aceitam animais e promovem o convívio entre os mesmos: não raras vezes os donos preferem que os seus fiquem recatados no quarto. Foram de férias com eles, mas preferem mantê-los longe dos restantes animais. Num restaurante, ainda que haja uma área restrita, não será simples controlar esse convívio. 

Também penso em situações pontuais como gatos nos santos populares. Tem um lado divertido, se fosse um desenho animado, mas quantos de nós apreciarão partilhar uma sardinha com o gato do vizinho? Ou vários? Imagine-se o Castelo ou Alfama cheios de donos e gatos em noite de Santo António. Já estou cheia de pena e ainda nem começou (estou a brincar, relembro).

Na verdade, cães e gatos nem são a minha maior preocupação. Eu quero saber é se a lei abrange aquelas aves que há quem traga ao ombro, porque de papagaios e araras é que eu morro de medo. Nesses restaurantes não entro. E se tiver o azar de já lá estar, fujo. 

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É de uma boa história que eu gosto

por Marta Spínola, em 25.02.18

Já de há uns anos - as minhas memórias dos vinte anos já têm vinte anos, é um facto em que tenho reparado no último ano - para cá, quando os filmes nomeados começam a chegar, tento ver a maioria. Por hábito, não por ser muito entendida, mais por gostar de estar a par e desde pequena ver os Oscars, ainda que com um enstusiasmo decrescente de ano para ano. 

Ainda gosto que em cerimónias como Oscars e Globos, possamos ver actrizes e actores como nunca os vemos. Mas claro, com a idade também vem a noção de que nada é inocente ou muito espontâneo e a magia perde-se de entrega para entrega. Ainda assim, não é este ano que desisto. 

Uma coisa de que me tenho apercebido com os anos, é de que não tenho a pretensão de perceber qual é o melhor filme. A melhor realização, a maior produção é necessariamente a melhor? Cada vez tenho menos interesse em perceber o que julgo ser subjectivo tantas vezes. Todos os anos há satisfeitos e atónitos com as escolhas, todos os anos há forum sobre a credibilidade da Academia. 

A mim, que gosto de ir ao cinema nesta ou outra época, basta uma boa história. O story telling é o que me interessa mesmo no meio de tudo. Vale para cinema ou literatura, mas é saber de uma história bem contada que me leva às salas. Vi ontem "Eu, Tonya" e apesar de ser muito baseado no documentário "The price of gold" da ESPN, que aconselho vivamente, é um bom filme, uma história bem contada. Há umas semanas vi "Todo o Dinheiro do Mundo", e há um mês ou dois, vi também Borg vs McEnroe que são História Contemporânea pura. Ambos falam vidas de pessoas do nosso mundo, de acontecimentos contemporâneos. Gostei de juntar nomes e eventos perdidos na minha memória, coisas vagas da infância, que através do cinema posso reconstituir.

É decididamente do que mais gosto no cinema, um bom relato, fictício ou não. Que me entretenha e leve a outros mundos e vidas. 

Sobre comportamentos em salas de cinema podemos falar num próximo post. 

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 04.02.18

"O Chef(e) gosta de cozinhar. Muito. A Fotógrafa gosta de fotografar. Muito."

 

Podia ser esta a apresentação do Tudo Qué Bonito! mas a visita vale sempre a pena. As imagens e descrições do que os apaixona, a forma como nos levam pela mão e o coração aos seus gostos e desgostos, às tradições e novidades, a Inês e o Kiko fazem-nos sentir numa casa quentinha onde a sopa de cebola reina. 

Cada foto é acompanhada da sua descrição acolhedora, e da receita quando se aplica. Há sugestões de onde comer bem, e ideias para saborear e experimentar. Acima de tudo há um dar que pensar sobre cada post.

Deixo a descrição dos próprios autores: 

 

O Tudo Qué Bonito! é um sítio onde partilhamos convosco alguns dos nossos amores: comer, beber, cozinhar, passear e fotografar.

As receitas saem sem medidas fixas e com muito amor. Não queremos que cozinhem por cópia. Queremos que pensem na comida, que ponham os vossos gostos nela, a vossa paixão, aquilo que querem dizer, transmitir. Não vos vamos falar em dietas, nem vos vamos julgar por pecarem na comida. Vamos trazer de volta à nossa mesa algumas das tradições de Portugal e tentar sempre ser fieis a nós mesmos. Somos tasqueiros, taberneiros, refilões, cantores de alvorada, bem dispostos por natureza, malta do campo, amantes de animais. Parece-vos bem?

 

A mim parece. Muito bem e sempre. 

Boas visitas e bom apetite! 

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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 29.12.17

Quem dera pudéssemos meter o espírito de Natal em frascos e abrir um em cada mês do ano.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 05.11.17

Há muito tempo não via nascer um blogue. No Domingo à tarde o David debruça-se sobre o quotidiano, e disserta sobre o que lhe vai passando pela cabeça.

Porque me lembrou o que era, há alguns anos, ter um blogue, e porque o seu entusiasmo com a escrita é genuíno, é o blogue que escolho destacar esta semana. 

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 16.07.17

Em véspera de estreia da sétima temporada de Game of Thrones, trago o 42 do Manuel Reis. Isto porque o Manel criou um podcast chamado (SPOILER Alert para quem não viu a primeira temporada) "A Cabeça do Ned", no qual o Manel fala com convidados sobre cada episódio da série a seguir à sua transmissão na TV. O último episódio foi gravado ao vivo e nesta temporada haverá mais quatro episódios do podcast a cuja gravação se pode assistir. 

Mas o blogue Quarenta e Dois é ainda mais. Aborda temas tão distintos como cinema e redes sociais, ou futebol, TV e streaming. O Manel acompanha a cultura pop, os 2.0 da vida, e sabe sempre um bocadinho sobre tudo. Passar por lá, é ficar a conhecer a Cabeça do Manel. E do Ned. 

 

Após uma 1ª temporada de crescimento e uma 2ª temporada de enorme sucesso, pensei: “porque não acabar a temporada com uma viewing party antes da gravação do episódio?” Contactei um bar que acreditei ter um bom ambiente para o evento, os donos gostaram da ideia, a rádio tinha material disponível para exteriores. E assim aconteceu o primeiro episódio d’ A Cabeça do Ned ao vivo, evento promovido com pouca antecedência, mas que juntou alguns ouvintes do podcast na cave da Cervetoria, em Lisboa. Viu-se “The Winds of Winter” primeiro, assistiu-se à gravação do podcast depois.

A Cabeça do Ned regressa em 2017.

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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 01.07.17

 

Onde há fogo, há fumo.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 19.03.17

Por hoje ser Dia do Pai, deixo como sugestão O Melhor Pai do Mundo, e aproveito para desejar um bom dia aos pais autores e leitores do Delito de Opinião.

 

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Das obras por Lisboa

por Marta Spínola, em 06.01.17

Deve dizer-se que na Fontes Pereira de Melo há três novas passadeiras, em locais onde as pessoas, durante anos, insistiam em tentar passar. Uma espécie de dor de membro fantasma invertida. 

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A Lena do bibe encarnado

por Marta Spínola, em 04.01.17

No João de Deus, onde andei dos 3 aos 10 anos (para sempre na minha cabeça, ou "pela vida fora João de Deus"), a referência para anos diferentes é a cor do bibe. Quem lá andou ou anda, orienta-se assim -"estávamos no bibe castanho", "em que bibe andas?", "Qual é o teu bibe este ano?", é uma coisa que nos fica, lá  está, pela vida fora. 

A Lena do bibe encarnado era uma das educadoras da altura em que eu estava no dito bibe (o dos 4 anos). Não era a minha, mas acompanhava os almoços, ficava connosco em alguns recreios, e por isso havia contacto. 

Eu tinha medo da Lena. A memória que tenho é de uma senhora um pouco ríspida, apesar de me lembrar de a ver sorrir - um sorriso de lado, só com um canto da boca -, de poucas palavras connosco. Tive um episódio com ela que me ficou sempre: uma vez, ao almoço, pus de parte o bocadinho mais apetitoso do peixe (quem nunca?) para ser o último. Aquele estava mesmo bom para ser o último a saborear. A Lena, que estava na supervisão dos almoços, apareceu por trás de mim, pegou no meu garfo, e misturou o peixe todo, enquanto dizia "o peixinho é para comer todo!". E eu chocadissima, mas em silêncio, que nem me atrevia a responder a adultos, muito menos aos que me metiam medo. Lembro-me que o meu pensamento imediato foi: "Nãoooooo! Eu não sou aqueles meninos que não gostam de peixe!".  E não era. 

A Lena tinha um dom: contava histórias como ninguém. Naqueles intervalos em que não podíamos ir brincar para o jardim, e ficávamos no salão, contava-nos histórias. Era uma narradora nata, tinha o tom certo, a entoação perfeita, fazia cada personagem sem grandes teatros mas de uma forma que eu, ainda sem saber ler, os vivia como os dos livros que li mais tarde. Contava-nos histórias, e eu ficava presa em cada palavra até ao fim.

Ouvi "A guardadora de patos", "A princesa e o sal", entre outras, muitas vezes. A que me marcou mais, tanto que nem a versão Disney a suplantou, foi "A Bela e o monstro". A Lena contava-a tão bem, que eu via a fera (não sei se ela não lhe chamaria fera) nas suas torres, serpenteando e perdendo a pele no fim da história. Ontem vi uma rosa numa cúpula de vidro, anunciando a nova versão de "A Bela e o monstro", e mais uma vez me lembrei da Lena e os recreios em dias de chuva, a ouvir histórias.  

Nos bibes que se seguiram, gostava sempre de tudo, mas tinha pena de já não fazer parte daqueles intervalos de histórias de encantar - ficaram sempre no bibe encarnado. Era encantada que eu ficava, juro.

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São loucos, estes americ... Romanos, pois!

por Marta Spínola, em 09.11.16

Vamos cá a ver: havia duas possibilidades e nunca houve uma maioria clara de Hillary Clinton. Não é que haja uma surpresa com Trump, a questão para mim não é tanto ele, que com o seu discurso desta manhã deixou em aberto um caminho para a moderação. Também é ele, que fez uma campanha de palhaço (literalmente) rico e venceu. Veremos o que por aí vem, que remédio.

Deixo a análise política para quem a sabe fazer, eu gosto (ou não) é de observar as pessoas. E o que continua a chocar-me é que as pessoas gostam de um bom circo, mesmo na vida real. Gostam ao ponto de levar circo ao poder para verem mais. Talvez também seja culpa dos canais pagos, pelo menos o presidente tem de dar em sinal aberto, e é entretenimento garantido. O que me preocupa de momento é que quem votou o fez ou porque crê naquela conversa da família americana - quando nem a dele o é! -, ou, e arrisco que pior, quem riu muito com ele, as suas alarvidades e grosserias. Isso não é frontalidade, é circo.

Já sei que a Hillary tem imensos defeitos e "ele é péssimo mas ela também é má" (e foi esta conversa que a vez perder, não tenhamos ilusões), e não sabemos, nem saberemos, como seria se fosse ela a eleita. Agora já está. Olho para trás e vejo como o meu choque com a reeleição do W Bush, parece tão ingénuo perto do de hoje.

Esta campanha foi só circo, e a minha fé na seriedade das pessoas está cada vez mais fraquinha. Sendo eu uma pessoa que adora rir e não reconhece limites ao humor, já vêem o que a ignorância me assusta.

Se falarmos no circo romano, há choque e horror, era um absurdo e uma barbárie. O pão e circo como campanha é uma coisa muito mal vista, mas só à distância de uns séculos. Vemos mal ao perto.

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