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Atenção

por Rui Rocha, em 17.05.18

Não é necessário estar a favor de um para ser contra o outro. Podemos exigir simultaneamente a demissão de Bruno de Carvalho e Ferro Rodrigues.

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Então é isto, não é?

por Rui Rocha, em 05.05.18

ceguinhos.jpg 

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O Prémio Pulhitzer/Sakhanov

por Rui Rocha, em 05.05.18

Encurralado nas entranhas do seu distúrbio de personalidade, José Sócrates ainda não percebeu. Mas o movimento dos envergonhados é não só a estratégia possível para o PS, mas também aquela que mais lhe convém a ele próprio. A descolagem encenada do PS da figura de Sócrates é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para tentar uma maioria expressiva nas legislativas. Uma maioria expressiva, desejavelmente absoluta, é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para o PS poder mexer os cordelinhos necessários a que ninguém se magoe no Processo Marquês. O movimento dos envergonhados é como um xarope de óleo de fígado de bacalhau. Tem sabor intragável, a criança Sócrates esperneia quando o bebe, mas o pai extremoso PS sabe que no longo prazo lhe vai fazer bem. Assegurado esse contexto, e dando tempo ao tempo, chegará o dia em que se poderá pensar até numa reabilitação púbilica controlada. Criar, por exemplo, um prémio Pulhitzer ou Sakhanov para distinguir a vasta obra que Sócrates tem publicada ou a sua luta pela liberdade.

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Os Telefonemas da Proximidade

por Rui Rocha, em 01.05.18

Em declarações recentes, a Ministra da Justiça manifestou o seu entusiasmo com a evolução da actividade dos Juízos de Proximidade. Os números são de facto impressionantes. Estão a funcionar neste momento 43 unidades. No primeiro trimestre de 2018, realizaram-se 364 Julgamentos de Tribunal Singular. Em média, realizaram-se 2,8 Julgamentos por Juízo de Proximidade por mês. Mas a coisa não fica por aqui. Nestas unidades, praticaram-se, no mesmo trimestre, 55.831 actos. Nestes incluem-se, designadamente, actos praticados no Citius, registo de actos avulsos, fases informativas, conta/liquidação, actualização de intervenientes, emissão de registos criminais e cumprimento de despachos. Se tivermos em conta que os Juízos de Proximidade contam com uma equipa de dois funcionários, cada um deles praticará, em média, o arrepiante número de 10 actos por dia útil de trabalho, sem contar com o preenchimento do euromilhões às 3as e 6as feiras. É claro que, de acordo com dados oficiais do Ministério da Justiça, está incluído nestes o atendimento telefónico de mais de 13.000 chamadas. É algo surpreendente que o atendimento telefónico que, por natureza pode ser feito em qualquer local, conte para os números deste serviço de proximidade. Mas isso devo ser eu que não valorizo suficientemente a vantagem de um cidadão de Ansião ser atendido por um funcionário que tem o sotaque da terra. Ou o de a Dª Fatinha do Cadaval ligar para o Juízo de Proximidade e ter o seu primo Tonico a fazer-lhe uma consulta no Citius. Em todo o caso, se expurgássemos as chamadas telefónicas dos actos de proximidade, os diligentes funcionários deste serviço teriam praticado ainda assim 8 actos diários, sempre sem contar com o preenchimento do euromilhões. Uma canseira. Felizmente, hoje, Dia do Trabalhador, podem estar calmamente nas suas casas, sem terem de passar o dia com a angústia de inventarem formas de ocupar o tempo.

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Sexo, mentiras e vídeo

por Rui Rocha, em 23.04.18

Em artigo publicado no DN, Fernanda Câncio debruça-se sobre o registo de imagem e som em diligências no âmbito do processo penal. Como o faz a partir da sua experiência pessoal, acaba por incorrer numa série de equívocos. Importa recordar que o Processo Penal é regido por alguns princípios e que a decisão judicial resulta sempre não de um processo matemático e infalível mas da convicção do julgador formada a partir dos factos que constam do processo. Concretizando, o Processo Penal rege-se, entre outros, pelos princípios da oralidade e da publicidade. A gravação de som e imagem aproveita a ambos. O princípio da oralidade diz que o meio privilegiado de transmissão de informação por arguidos e testemunhas deve ser a palavra falada. É um princípio ligado à eficiência e celeridade processual. Se tudo tivesse de ser reduzido a escrito, os processos seriam ainda mais longos. Mas o princípio da oralidade tem um problema: a palavra falada perde-se. Por isso, tornava-se necessário um compromisso entre a celeridade e a certeza e muitas diligências acabavam por ter de passar-se a escrito de forma mais ou menos resumida. A gravação de som e imagem resolve este problema. Os depoimentos e testemunhos podem ser consultados as vezes que for necessário sem necessidade de assegurar processos longos de transcrição. Já o princípio da publicidade tem um objectivo fundamental: assegurar a imparcialidade do processo e do julgador. Estando os acto disponíveis para consulta, é mais fácil sindicar a conduta dos órgãos judiciais. A gravação do som e imagem reforça essa garantia de imparcialidade. O contacto com a informação não é feito de forma mediata, através de transcrição ou resumo, mais susceptível de enviesamento e distorção, voluntários ou não. Agora pode ver-se e ouvir-se exactamente o que foi dito. Mas também do ponto de vista da formação da convicção o som e a imagem, ao contrário do que Câncio parece entender, são úteis. A linguagem não verbal, a consistência, a atitude durante a prestação de declarações são importantes para avaliar a sua credibilidade. Um depoimento transcrito não permite avaliar estas dimensões, reforçando a subjectividade da decisão. Em geral, a gravação de som e imagem não diminuem as garantias dos intervenientes, pelo contrário, reforçam-nas e asseguram um processo mais justo. A questão, que Câncio aparentemente confunde, é então entre a publicidade do processo, essencial à garantia da imparcialidade, que a gravação da imagem e do som reforçam, e a publicação abusiva fora das situações previstas na lei. Mas impedir esta não implica prescindir daquela. Seria o mesmo que paralisar toda e qualquer investigação porque há situações recorrentes de violação do segredo de justiça. Mas Câncio vai mais longe e coloca a questão ao nível do direito à informação e do direito à imagem: quando presto depoimento gravado devo ser informado do facto e, no limite, posso recusar porque o direito constitucional à imagem mo permite. Quanto ao direito à imagem, parece difícil que este, por si só, justifique uma recusa. O próprio direito à liberdade não impede, inclusivamente, as autoridades judiciais de decretar a prisão preventiva em casos justificados. A questão não é portanto de direito de imagem mas de direito ao silêncio que está consagrado. Portanto, pode ou não falar-se e isso é um direito. Mas quando alguém fala, deve existir gravação de som e imagem do depoimento. Já no que diz respeito à informação, percebe-se o ponto, mas a verdade é que a gravação de som e imagem está prevista na lei. E está prevista na lei quer para o interrogatório de arguidos, quer para o depoimento de testemunhas. Mais, atendendo à garantia adicional de imparcialidade que traz ao processo, deve ser esse o modo normal de registo. Quem participa no processo, mesmo que não tenha ido ao cabeleireiro, deve ficar agradado por existir um registo fidedigno do que disse e fez. As diligências judiciais não são eventos sociais em que se pretende que as câmaras apanhem o nosso melhor lado. A ideia de consentimento para um registo que reforça as garantias do processo e do próprio interveniente parecem excessivas quando tal está previsto na lei. No fundo, teremos aqui provavelmente uma questão geracional. Para quem nasceu e vive na idade do vídeo, tudo isto é normal. Arcaico seria que tudo fosse dito e tivesse que ser passado a escrito. Perecebe-se, todavia, que a pessoas mais idosas como Fernanda Câncio a situação possa causar algum desconforto.

 

* não há aqui sexo, mas se eu não tivesse dado este título vocês não liam, pois não? 

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Vamos lá ver. O que está em investigação no Processo Marquês é uma situação gravíssima de corrupção e tráfico de influências. A Fernanda Câncio pode afirmar que não sabia de nada, que não participou em nada. Sim ou não, já veremos ou eventualmente nunca saberemos. Sobre tudo isso, podemos formar um juízo mais ou menos informado, mais ou menos parcial. Agora, há uma coisa sobre a qual não podem existir dúvidas. Num caso destes, a responsabilidade de um cidadão é colaborar com a Justiça. Dizer o que se sabe, responder com seriedade. O papel a que Fernanda Câncio se prestou nos interrogatórios, sonsa sempre, tonta quando lhe conveio, rufia quando lhe faltou melhor, é impróprio de alguém que faz da vida um sermão permanente sobre a sua superioridade moral. Se a toda a hora Fernanda Câncio se proclama séria, nos interrogatórios perdeu uma boa oportunidade de parecê-lo.

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Imaginemos então a seguinte situação. A final do campeonato do mundo joga-se entre o BES (Betinhos do Espírito Santo) e a SONAE (Sólida Organização Nortenha de Actividades Empresariais).

 

Estão em jogo mais de mil milhões de euros. O jogo é fundamental. O Presidente do BES sabe. E não quer arriscar um milímetro.

 

Para o BES, perder a partida significaria expor um conjunto de fragilidades internas. Há salários em atraso, activos do plantel sobrevalorizados, aquisições falhadas, esquemas tácticos muito duvidosos.

 

Antes do jogo, o clima de tensão cresce. Há adeptos indecisos. Uns apoiam a SONAE. Outros apoiam o BES. De um lado e de outro há quem vá mudando de opinião. Ainda faltam umas semanas para a partida decisiva.

 

O Presidente do BES sabe. Com todas as fragilidades, talvez seja possível ganhar o jogo. Mas o Presidente do BES sabe. E não quer arriscar um milímetro. Decide avançar com uma sondagem junto do árbitro. Estará disponível para ser corrompido?

 

O árbitro está disponível. O esquema de corrupção avança. Uma soma avultada faz o seu caminho percorrendo várias offshores até à conta de um primo do árbitro que, por sua vez, a fará chegar a um amigo do árbitro.

 

Chega o grande dia. O BES tem o jogo controlado. Defesa sólida, ataque agressivo. Tudo corre bem. O BES marca dois golos. Nada a temer. Lá mais para o final do jogo, o árbitro cumpre a sua parte. Vai marcando faltas a meio-campo para pôr gelo no jogo.

 

Se fosse preciso, o árbitro marcaria um penalti inexistente. Mas não é. Está tudo controlado até ao apito final.

 

Uns anos depois, a situação está em investigação pelas autoridades judiciais. O árbitro, o Presidente do BES e alguns intermediários afirmam que a tese da corrupção não faz sentido porque, afinal de contas, o árbitro nem teve de influenciar o jogo.

 

Na bancada, alguns comentadores conhecidos pela sua inteligência e clarividência, acenam a cabeça em concordância e afirmam que este é um belo argumento.

 

Ao mesmo tempo, estes comentadores, que não consideram a tese da corrupção credível (muito fraquinha, pá, o árbitro nem teve de fazer nada), admitem como plausível que o amigo do árbitro lhe empreste um milhão de euros, em numerário, na sequência de dezenas de conversas em código.

 

Como diria o próprio árbitro, porreiro, pá!

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- Não, ó Carlos. Deixa estar. Eu pago o jantar.

- Ó pá, Zézito, nem pensar. Eu pago.

- Não, pá, eu pago.

- Não, Zézito, a sério, pago eu.

- Eu insisto, Carlos. Não me vais fazer agora a desfeita de não aceitar.

- Mas não há necessidade, Zézito. Eu pago, pá.

- Não, ó Carlos. Já pagaste as férias. O jantar é comigo.

- Pronto, Zézito. Se insistes... paga lá tu.

- Emprestas-me dinheiro?

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PEC

por Rui Rocha, em 14.04.18

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Entretanto, em Paris

por Rui Rocha, em 11.04.18

- A propósito, Premier Costa: como se chama aquela zona ali quem vai para o Estádio Nacional?
- Linda-a-Velha, Presidente Macron.
- Concordo, Premier Costa. Mas como se chama aquela zona ali quem vai para o Estádio Nacional?

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Literacia

por Rui Rocha, em 04.04.18

Não temos a certeza se é melhor receber o ordenado anual em 12 ou 14 meses. Não conseguimos determinar se a carga fiscal diminuiu ou aumentou em 2017. Mas sabemos que o Ronaldo se elevou exactamente dois metros e trinta e oito cêntimetros para fazer um pontapé de bicicleta contra a Juventus.

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Que susto, caramba

por Rui Rocha, em 03.04.18

Um tipo lê que faleceu a antiga companheira do líder histórico, perseguido, preso político e pai do desenvolvimento sócio-económico do seu país e pensa: queres ver que... Mas não. Foi a Winnie. A Fava, a Fernanda, a Célia, a Lígia e a Sandra estão bem.

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Para que a terra não esqueça

por Rui Rocha, em 26.03.18

Em Agosto de 2016, em Pedrógão Grande, depois de um incêndio de grandes proporções, Marcelo Rebelo de Sousa afirmava: "Eu próprio acompanharei muito de perto para ter a certeza de que no pino do Inverno ninguém se esquece do que aconteceu no Verão". Apesar desta promessa, em Junho de 2017, Pedrógão Grande chorava a morte de dezenas de pessoas num incêndio trágico. Logo de seguida, em Outubro, e com todos os avisos e alertas, o Estado foi incapaz de proteger mais algumas dezenas de portugueses que encontraram a morte noutros incêndios. Marcelo, pelo meio, desancou António Costa quando este adoptou um comportamento miserável (dirão os mais cépticos que o fez apenas porque intuiu que a desgraça podia afectar a sua própria imagem) e desdobrou-se em manifestações públicas de afecto, mensagens e sublinhados. Entretanto, a acção do Presidente nesta matéria confluiu com a do governo durante o último fim-de-semana, numa operação mediática de sensibilização ou, dirão outros, de propaganda. Agora que os fogos do próximo Verão são ainda uma ameaça que parece longínqua, é importante afirmar isto: em matéria de incêndios, não é só o governo que esgotou o seu crédito; a credibilidade política de Marcelo nesta matéria também chegou ao seu limite.

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É que ninguém esperava, Jerónimo

por Rui Rocha, em 11.03.18

Nas últimas horas, algumas almas têm manifestado indignação por Jerónimo de Sousa ter afirmado que as mulheres que importam não estão no CDS. A estes, vou contar um segredo: Jerónimo defende regimes responsáveis pela violação de liberdades elementares e pela chacina de milhões de pessoas. Pronto. Agora já sabem. Guardem só para vocês.

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Acabou a paródia à custa do Benfica

por Rui Rocha, em 10.03.18

A partir de 2ª feira deixam de oferecer camisolas do Eliseu e do Douglas.

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Gonçalves, o proletário

por Rui Rocha, em 09.03.18

Há um par de dias, o Paulo Gonçalves era o "braço direito" de Luís Filipe Vieira. Passou rapidamente a "assessor jurídico" do Benfica e, agora, já vai em "assalariado" do departamento jurídico. Não tarda, sindicaliza-se e aparece-nos nas manifestações da CGTP a lutar pela semana das 35 horas.

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Piçarra, twelve points?

por Rui Rocha, em 27.02.18

Não é de agora que levar o Diogo Piçarra à Eurovisão é uma aposta de alto risco. Aquela coisa do funcionava bem. Já  não sei, digam vocês.

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Blogue da semana

por Rui Rocha, em 18.02.18

Uma praia de lucidez e serenidade em tempos revoltos, mesmo quando o espaço é ocupado pelo cantinho do hooligan. A Origem das Espécies do Francisco José Viegas é o nosso blogue da semana.

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O Luso-portuguesismo

por Rui Rocha, em 12.02.18

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Em 13 de Fevereiro de 2016, a seleção espanhola de futsal sagrou-se campeã europeia. No dia seguinte, os 3 jornais de referência do país tinham grandes manchetes de primeira página sobre tão extraordinário feito, certo? Errado. Não lhe fazem, sequer, uma minúscula referência. Compare-se isto com o que se pode ver hoje no DN, no JN ou até no Público, ou nas aberturas dos jornais televisivos. Com as homenagens, as condecorações e as recepções a que já assistimos ou que já foram ameaçadas nas últimas horas. Uma das características de sermos pequeninos, não de geografia mas de cabecinha, é não termos a mínima noção da real e relativa importância das coisas. Outra, que no fim é a mesma, é este entusiasmo infantil com qualquer sucesso, por irrelevante que seja, em que se ostente a nossa pobre bandeira. Cada vez que um luso-canadiano, um luso-francês, um luso-nepalês ganha na carica, o país abana em espasmo. Quando a gesta é daqueles portugueses mesmo daqui, quase caímos todos ao mar. No sábado, o fulano que exerce de primeiro-ministro, com apenas 5 minutos de jogo decorridos na primeira parte, já festejava um golo no twitter. Dói ser-se tão tacanho. Dói esta doença a que podemos chamar luso-portuguesismo.

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Sim, porquê?

por Rui Rocha, em 28.01.18

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Um manto de espuma no Tejo

por Rui Rocha, em 25.01.18

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Sim, Senhor Pinheiro Ministro

por Rui Rocha, em 24.01.18

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Sapatinho à fosga-se, casaco verde e meia a fazer pandã.

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"Não quer dizer que o pinhal não vá ser pinhal. O pinhal vai ser pinhal e só é pinhal se tiver pinheiro. Mas, para nós termos um bom pinhal e um bom pinheiro que seja, também ele, resistente ao fogo, é preciso que este pinhal não seja só de pinheiro e tenha a boa composição e o bom ordenamento que ajude à sua resistência".

António Costa, 22 de Janeiro de 2018

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O salto tecnológico

por Rui Rocha, em 21.01.18

Um vírus? Agora as escutas foram danificadas com um vírus? Porra. Ainda sou do tempo em que o Pinto Monteiro tinha de cortar as escutas do Sócrates à tesoura.

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Orientar uns bilhetes

por Rui Rocha, em 08.01.18

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#2018

por Rui Rocha, em 31.12.17

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#2018

por Rui Rocha, em 29.12.17

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Bitchcoin

por Rui Rocha, em 21.12.17

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- Estou sim?
- Boa tarde. Estou a falar com o Senhor Rui Rocha?
- O próprio...
- Boa tarde, Senhor Rui Rocha. O meu nome é ***** ******* e estou ligar-lhe para efeitos de controlo de qualidade da linha da Via Verde.
- ...
- O Senhor Rui Rocha ligou para a linha da Via Verde em Agosto. Está recordado?
- Bem vê, estamos em Dezembro. Passaram três ou quatro meses...
- Então o Senhor Rui Rocha não se lembra?
- Lembro, claro. Estava a brincar consigo. Nunca me esqueço das chamadas que faço para a linha da Via Verde. Era só o que faltava.
- Nesse caso, vou pedir-lhe que responda a algumas perguntas.
- Muito bem. Mas vou precisar que aguarde uns momentos para eu consultar o meu caderninho onde aponto as coisas importantes que me acontecem na vida por ordem cronológica. Não desligue.
- Er... muito bem Senhor Rui Rocha.
(2 minutos)
- Senhor Rui Rocha?
- Sim.
- Estava só a confirmar que continuava aí. Já tem as informações?
- Ainda não. Acabei de passar Novembro. Estou mesmo a entrar em Outubro. Menos mal qua a chamada não foi em Maio ou em Fevereiro. Mantenha-se em linha.
- (2 minutos)
- Senhor Rui Rocha?
- Sim.
- O Senhor Rui Rocha não está a consultar um livrinho, pois não? Está só a gozar connosco, não está?
- Estou. Mas vocês é que começaram.
- Muito obrigado, Senhor Rui Rocha.

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Os verdadeiros herdeiros da parada

por Rui Rocha, em 13.12.17

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- Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.
- Conta, Tó, conta!
- Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o José Eduardo dos Santos tinha a família toda metida em altos cargos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino... ai como é que se chama o gajo?
- O Eduardo Cabrita?
- Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou à filha do Vieira da Silva... ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?
- A Mariana, a Secretária de Estado?
- Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou à Sónia Fertuzinhos e digo: o Eduardo dos Santos e a família...
- Ahahahah!
- Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao irmão da Ana Catarina Mendes...
- O que é Secretário de Estado?
- Esse! E digo: e esta coisa da família do Eduardo dos Santos, hã?
- Ahahahah! 
- Depois vou ao Zorrinho...
- E quê, Tó, e quê?
- E digo: e aquilo da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois, ligo à Rosa Matos Zorrinho a desejar-lhe boa sorte nas funções de Secretária de Estado e digo: e aquela coisa da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?
- Depois fui ao Carlos César.
- Ahahahah!

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Ensaio sobre a cegueira

por Rui Rocha, em 12.12.17

O ministro Vieira da Silva esteve ao lado de Sócrates mas não viu. Foi membro dos órgãos sociais da Raríssimas mas não descobriu. Queira Deus que nunca tenha recebido um mail do Príncipe da Nigéria.

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Há vidas tristes

por Rui Rocha, em 08.12.17

De entre estas, as daqueles que passam o tempo à espera que aconteçam tragédias nos fogos da Califórnia ou em qualquer outro local para justificar ou desvalorizar o que se passou em Portugal em 2017 são particularmente miseráveis.

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 02.12.17

Não façamos da situação do Infarmed um drama. Em regimes que o simpático Jerónimo e a aguerrida Catarina apoiam, estas deslocalizações de centenas de pessoas por decisão unilateral do Estado são comuns. E nem sempre para locais tão agradáveis como o Porto.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Dos anos terríveis

por Rui Rocha, em 01.12.17

Vamos lá ver, pazinhos. Em 2016 disseram que estava a ser um ano terrível porque morreram o Prince e o Bowie. Agora dizem que 2017 está a ser um ano terrível porque morreu o Zé Pedro. Na verdade, não é bem isso. À medida que o tempo passa, é natural que desapareçam os ícones. Os anos não são nem mais nem menos terríveis. Estamos é a ficar velhos.

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Lá no bairro

por Rui Rocha, em 28.11.17

Isto é uma merda. A Mariana Mortágua esfrega o chão, faz o comer, trata dos filhos, passa a roupa do Costa a ferro, dobra-lhe as camisolas interiores, arruma-lhe os peúgos brancos na gaveta de baixo da mesa de cabeceira. E depois, o gajo anda na rambóia com a EDP. A Mortágua esbraceja, grita, ameaça, diz que faz e acontece. Mas no dia seguinte lá está outra vez com a esfregona na mão ou a coser-lhe as trusses enquanto o fulano vai ter com a outra. Na rua, a Mortágua anda com a cabeça muito direita, caminha muito digna. Mas todo o bairro vê o que se passa. O bardina sabe que é bonito e aproveita-se da fraqueza dela.

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- Não há dinheiro para tudo; 

- Não há problema em deslocalizar trabalhadores mais de 350km;
- Devemos ficar felizes pelo "Portugal cumpridor" das obrigações assumidas junto das Instiuições europeias; 
- As pessoas estão primeiro mas apenas se continuarem a pagar IMI por casas que arderam na tragédia dos incêndios;
- O trabalho ao Domingo pode ser pago em vales de desconto do Pingo Doce.

 

Mais duas semanas assim e temos de pedir a intervenção da troika para nos salvar destes austeritários cegos e fundamentalistas.

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Pergunto

por Rui Rocha, em 27.11.17

Constato que os caríssimos andam por aí a gozar com o Morais Sarmento por este apoiar o Gui Guio. Consideram, portanto, que a coisa funcionaria melhor se apoiasse o Pedgo?

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Notas sobre o Focus Group e assim

por Rui Rocha, em 26.11.17

1 - É óbvio que o governo utilizou o estudo do focus group e o evento de hoje em Aveiro como instrumento de propaganda política. É, pois, uma imoralidade utilizar dinheiros públicos para financiar uma acção promocional descarada de Costa y sus muchachos.

2 - A validade da metodologia e a probidade de quem agora ou antes (Carlos Jalali ou Marina Costa Lobo) conduziu o estudo não estão em causa. Mas o que é claro é que os académicos não perceberam (ou não quiseram perceber) que uma coisa é a validade científica e outra, bem diferente, é a instrumentalização do seu trabalho para uma manobra de lavagem e promoção de imagem à custa do dinheiro do contribuinte. A intervenção de hoje de Jalali, focada na metodologia e na sua credibilidade, é bem o exemplo disso. Não é obviamente esse o ponto fundamental da discussão. É penoso ver alguém com créditos académicos prestar-se ao papel de idiota útil ao serviço dos propósitos do governo.

3 - O evento está, em todo o caso, morto e enterrado. Aquilo não funciona. Não há entusiasmo. Não há sequer aparência de contraditório que crie uma percepção de credibilidade. Nada daquilo é verosímil. Se o que Costa pretendia era projectar uma imagem de proximidade e transparência, tudo o que conseguiu provocar foi um enorme fastio. Não fosse a polémica prévia e ninguém teria suportado aquilo mais de 10 minutos. Assim, os mais resistentes terão chegado aos 15. Este modelo de comunicação não conseguiria entuasiasmar um exército de formigas ainda que lhes acenasse com um pacote de açúcar.

4 - O governo deu este fim de semana dois sinais claros de que se encontra numa situação fragilizada e que sente que perdeu o contacto emocional com os eleitores. Ontem, pôs todos os ministros na estrada, nas mais diversas iniciativas um pouco por todo o lado. Eduardo Cabrita esteve na inauguração do Centro Regional do Sistema de Alerta de Tsunamis, no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Centeno visitou a Alfândega do Aeroporto de Lisboa. Manuel Heitor, da Ciência e do Ensino Superior, foi a Matosinhos e a Braga para lançar uma nova iniciativa – «Manhãs Com Tecnologia». Hoje, foi o que se viu. Uma tentativa falhada de falar com o país em ambiente controlado, fazendo lembrar, nos propósitos e no contexto, as Conversas em Família de Marcello Caetano. Seguramente, não será pondo os membros do governo a esvoaçar como libelinhas tontas ou com iniciativas de comunicação postiças que Costa recuperará da imagem que, por sua inépcia, viu degradar-se nas últimas semanas.

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Muita força

por Rui Rocha, em 25.11.17

"Venha cá, querida. Venha cá ao Costa. Tem de ter muita força, coração. Muita força, hã!!! E em Novembro não se esqueça de pagar a prestaçãozinha do IMI da casa que ardeu, meu anjo."

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O mundo está perigoso

por Rui Rocha, em 19.11.17

Um dos riscos de situações como a que está a acontecer em Angola é provocar fenómenos de imitação. A certa altura, Vieira da Silva pode cair na tentação de tentar substituir todos os parentes de Carlos César que trabalham na Administração Pública por familiares seus.

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Blogue da Semana

por Rui Rocha, em 19.11.17

Tenho ideia que este que vou indicar já foi blogue da semana aqui no DO alguma vez. Mas se foi (não fui confirmar), presumo que tenha sido pelas razões erradas. Pela política, pela religião, pela literatura, pela educação, enfim, coisas que não são propriamente entusiasmantes. O que distingue verdadeiramente o Destreza das Dúvidas é o conhecimento de roupa interior feminina e é por isso que devem ir lá ver. Para além disso, concedo, alguma daquela malta parece ter lido uma coisa ou outra do Kahneman, o que também lhes fica bem.

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Qual é a tua desculpa?

por Rui Rocha, em 16.11.17

Ao fim de sete ou oito de negação, já consegues encarar a realidade. Deixaste-te enganar pelo Sócrates. Acreditaste nas teorias da conspiração, leste os postes do Peixoto com devoção, ouviste embevecido o Galamba, admiraste a sagacidade do surfista prateado Adão e Silva. Não chegaste a participar em manifestações públicas de desagravo, mas sozinho na tua casa de banho também tu entoaste "Sócrates sempre" enquanto sentias um arrepio angustiado pelos atropelos ao estado de direito ao folhear o primeiro livro. Tudo bem. Demoraste muito mas enfim. O tipo é bom naquilo. Orquestrou bem a coisa. Também há quem acredite nos mails do Príncipe da Nigéria. Estavas indefeso e não imaginavas que fosse possível chegar a tal grau de manipulação. Escrevia bem o sacana do Peixoto. Tão modernaço, o Galamba. E o Adão e Silva? Uma vez até citou o Rawls e o caralho. Tudo bem. Mas e quanto ao Costa? Qual é a tua desculpa?

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Costa, o farolzinho da solidariedade

por Rui Rocha, em 14.11.17

Quer dizer então que o Costa, o príncipe da política, o estadista das emoções, esse ser empático e altruísta, o farolzinho da solidariedade, o alfa e o ómega do humanismo, bem como a maioria que suporta o seu goverrno, os de esquerda, os das pessoas, os dos direitos, dos progressos e das conquistas, das indignações, do diabo a quatro, aprovaram um regime de compensação pela tragédia de Pedrógão que deixa de fora os feridos graves, seres humanos que ficarão indelevelmente marcados para toda a vida por consequência da incúria de um Estado que os deixou abandonados à sua sorte? Pois muito me contam.

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Enviei para o Panteão

por Rui Rocha, em 11.11.17

panteao.png 

 

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tancos.jpg 

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Separados à nascença

por Rui Rocha, em 01.11.17

magoo.jpg 

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A semiótica do cenário

por Rui Rocha, em 30.10.17

costa quartel.jpg

Quando a tua imagem ficou claramente afectada e precisas urgentemente de projectar uma ideia de consistência e credibilidade, como deves organizar o cenário da tua entrevista? Precisamente. Carros de bombeiros em exposição como se estivessem em parada, mangueiras a esmo, machados e outros adereços espalhados profusamente para que se crie no espectador a percepção imediata de que o que se vê é tudo menos realidade. É de génio. Aliás, a entrevista de Costa no Quartel dos Bombeiros, rodeado de extintores, capacetes e mangueiras, só encontra paralelo nos aviadores ingleses do Allo Allo que andavam com cebolas ao pescoço para passarem por vendedores locais.

cebolas.jpg 

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Sobre a moção de censura

por Rui Rocha, em 24.10.17

1 - Não há melhor justificação para uma moção de censura ao governo do que a morte trágica de mais de 110 portugueses em circunstâncias em que foi evidente o compadrio na nomeação para funções de liderança da Protecção Civil, a completa desorganização de meios, a imprudência na avaliação de informação que permitiria prever e prevenir o que veio a acontecer, a ausência de qualquer intenção voluntária de confortar as vítimas e tomar medidas estruturais e a boçalidade, frieza e falta de vergonha do discurso.
2 - Medidas legislativas adoptadas há 3 anos em matéria de liberalização do eucalipto, certas ou erradas, não podem ser consideradas causa directa de nada do que aconteceu. É do mais elementar bom-senso e afirmar o contrário é demagogia barata.
3 - Em todo o caso, se tivéssemos que fazer um exercício constante de avaliação do passado para aferir a legitimidade de posições presentes, dificilmente poderíamos aceitar soluções governativas suportadas por partidos que apoiam regimes que conduziram milhões de seres humanos à morte e à miséria ou um governo de um partido que levou o país à bancarrota há seis anos.

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