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Ex ore parvulorum veritas

por Ana Cláudia Vicente, em 11.01.20

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Sofonisba Anguissola (1527-1623), A Partida de Xadrez, 1555.

 

- Professora, aqui nesta parte do manual não aparecem mulheres. Só posso escolher um homem? Eu gostava de estudar uma mulher.

Não me tinha apercebido. Em retrospectiva é evidente, mas não me tinha apercebido. Em miúda não me teria ocorrido pôr a questão em aula de uma forma tão imediata e objectiva. Ora ali, no momento em que introduzi o projecto biográfico proposto - chamado Poliedro - pedia factualidade histórica e criatividade na análise e apresentação da vida de uma figura do Renascimento. Poderia ser artista, cientista, mecenas. O ponto de partida era o manual, a que se seguiriam outras fontes; nomes que aí não constavam já os tinha de retaguarda, para evitar repetições de trabalhos sobre as figuras mais evidentes e populares, como Michelangelo ou Da Vinci. Folha de instruções, plano de tarefa, calendarização, e no entanto não tinha antecipado esta questão que agora me punham: e mulheres? Mesmo que, dado o contexto de época, as figuras masculinas fossem a regra, por que não me ocorreram logo nomes de excepções femininas?

Em trabalhos sobre épocas posteriores tenho esse reflexo, mas porque não aqui? De improviso só me ocorreu o nome da infanta Isabel, filha de Manuel I de Portugal. Na aula seguinte, dedicada à definição das escolhas e execução do trabalho, suplementei a selecta inicial com algumas pintoras e mecenas relevantes; voltei, então, a olhar com admiração um nome difícil de pronunciar, mas cujas obras são facilmente reconhecíveis: Sofonisba Anguissola.

[Sofonisba Anguissola, Auto-Retrato, c.1560][Sofonisba Anguissola, Auto-Retrato, c.1560]

A Cremonesa, autora do notável retrato colectivo acima reproduzido onde figuram as suas irmãs Lucia, Minerva e Europa, integraria quatro anos mais tarde a corte de Filipe II de Espanha, onde foi estimada como retratista e professora de jovens talentos. Obteve reconhecimento em vida, sendo admirada pelos seus pares.

Captura de ecrã 2020-01-11, às 21.56.13.png[Sofonisba Anguissola, Retrato de Filipe II, 1565-1573]

Um dos aspectos mais felizes de ensinar História a gente nova é este: quem está aprender sobre o percurso da humanidade a partir de hoje não vive, não vê e não experimenta exactamente esse conhecimento como quem teve a mesma idade há vinte, cinquenta ou cem anos. E as suas perguntas não só nos levam a rever o que sabemos, como tiram do esquecimento saberes há muito havidos.

Mar interior

por Ana Cláudia Vicente, em 09.01.20

Olho o rio desde a banda de cá pela primeira vez, neste ano. Em rigor, em oito. É quase dia. De tanto olhar, emerge uma memória que não é minha. Dois irmãos no Mar da Palha durante a noite de Natal de sessenta e sete ou sessenta e oito, algures entre o Sul e Sueste e o Barreiro. Figuro o barco cheio de gente preocupada com a preocupação dos seus, mas nada a fazer. A rapariga e o rapaz, como os mais, nem telefones, nem água de beber, nem nada para além das prendas para as primeiras crianças da família. À espera de maré num mar interior. Daqui e agora o Tejo parece correr calmo, cendrado. Rente à ponte surge alguma claridade. Percebo-me a chegar a casa.

Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 09.06.19

"Nas primeiras aulas de Cultura Medieval que tive de dar na Faculdade de Letras, percebi que a linguagem simbólica utiliza comparações, metáforas, alegorias, porque lhe permite (ao contrário do caminho lógico e racional, que trabalha por meio de silogismos e cuja verdade já está contida nas premissas), formas de expressão inesperadas, que não se ficam na superfície das coisas. As coisas têm sempre qualquer coisa que está à primeira vista oculto e que, se nós procuramos, nos revela um aspecto diferente da realidade. Eu tinha de explicar estas coisas aos meus alunos. Mas isto correspondia, ao mesmo tempo, ao que eu queria aprofundar para mim mesmo. A face oculta das coisas."

Escolho para pensamento da semana esta resposta de José Mattoso a Anabela Mota Ribeiro (entrevista para o Público de 25-10-2010), por ocasião da recente atribuição do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes, 2019 (SNPC).

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 07.10.18

A impaciência e o seu contrário têm-me (a)parecido por estes dias como que em alto relevo, mas imagino que sempre tenham estado por aí à vista. À minha vista estão agora mais, pode ser apenas isso. A capacidade de alguns trabalhadores/as de atendimento ao público aguentarem a pressa, ou o vagar, a conflitualidade ou a sem-noção de tantos clientes é um clamoroso exemplo diário de paciência. Outro bem rotineiro é a capacidade que a generalidade dos condutores mantêm de tolerar no trânsito os que se estão a borrifar para a alternância de passagem em hora de ponta - uma das mais bonitas invenções da civilidade urbana - e aí vão eles. 

Mas e a falta de paciência? Para onde foi o dom de aceitarmos o que não controlamos, previmos ou desejámos? Que é esta agitação que há agora à flor de quase tudo? Dá-se por ela ou sente-se ao fim de poucos minutos numa fila, em qualquer ajuntamento inopinado de pessoas, ante mudanças de planos, frente a um sítio em obras, nos lugares com má receção de rede, na saída do estacionamento, em eventos de celebração ritual. Nos mais simples momentos de silêncio. 

Que é que se passa connosco?

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 08.07.18

A Michel de Montaigne (1533-1592) desagradava a arte de convencer os outros, particularmente para obter controlo, lealdade e admiração - poder.  

 

Relembrando a sua obra, proponho para estes primeiros dias de Julho o seguinte excerto:

 

«Aríston definiu sabiamente a retórica como a ciência de persuadir o povo; Sócrates e Platão, como a arte de enganar e lisonjear; e aqueles que isto negam na sua definição genérica, confirmam-no por toda a parte nos seus preceitos. [...]

[A arte retórica] É um instrumento inventado para manipular e agitar turbas e multidões desordenadas, e que, à maneira da medicina, só se emprega nos Estados doentes.»

Montaigne, Ensaios, c.1588.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Pensamento da semana

por Ana Cláudia Vicente, em 22.04.18

Para pensamento da semana, deixo-vos uma percepção e várias perguntas de quem trabalha no ensino há alguns anos.

Parece-me que estamos a assistir a uma mudança significativa em boa parte de quem nos chega para aprender. Não presumo saber se esta alteração é mais ou menos duradoura. Qual? A que se traduz no avolumar das reacções de espanto e de frustração ante o processo de tentativa/erro, de rascunho, de repetição. Para os mais pequenos que nos chegam, o lado mais oficinal do aprender, o fazer muitas vezes até sair melhor, até acertar, gera agora perplexidade e embaraço, acompanhados muitas vezes da recusa em recomeçar, por vergonha de falhar outra vez. Não me refiro a casos pontuais, antes à generalização de um modo de estar. 

O que é que está a acontecer na forma como lidamos com os mais novos para que, quando chegam à escola, lidem tão mal com o erro e a falha, tão inevitáveis quanto indispensáveis para se ganhar qualquer conhecimento e habilidade? O que é que andamos colectivamente a fazer para que uma criança (ou jovem) julgue ser possível dominar instantaneamente uma técnica, um conteúdo, uma ciência?

Aceito lições.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

A óptica do utilizador

por Ana Cláudia Vicente, em 14.04.18

Bola e escola: estes devem ser os dois mundos profissionais sobre os quais mais gente teima em achar que alguma experiência de juventude chega para formar opinião especializada.

Pensamento da semana

por Ana Cláudia Vicente, em 30.09.17

Procura, diante dos acontecimentos, ter as tuas reacções, não as dos outros.

Agostinho da Silva (1906-1994)

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Fora de Série (22)

por Ana Cláudia Vicente, em 19.06.16

Acenando a Alan Ball, autor da série, escolho começar por um fim. À mais miúda dos irmãos Fisher, Claire, caberá o guiar o epílogo de uma parte da história da sua família. Este será contado em tom e ritmo consideravelmente distantes de qualquer dos episódios das cinco temporadas de Six Feet Under / Sete Palmos de Terra: rápido, sem quês, entre a comoção e o ridículo para quem durante anos acompanhou todos os que desaparecerem e (re)aparecem no tempo desta melopeia: 

Vemos Claire (Lauren Ambrose) partir depois de crescer numa família que lida diariamente com o que, no nosso tempo e na nossa parte do mundo, a maioria tenta mais ou menos esforçadamente fazer de conta não (ha)ver: a morte. Assim sendo, a casa dos Fisher é também sede de agência funerária homónima, fundada por Nathaniel (Richard Jenkins), primeira baixa do primeiro episódio, a qual precipitará o regresso do seu filho mais velho, Nate (Peter Krause), e a recomposição do modo de viver de todos eles.

 

Treslendo um pouco a premissa desta série colectiva de posts, escolhi a história dos Fisher porque esta marcou a minha juventude, mais exactamente o seu fim. Guardo-a como a primeira da minha vida adulta. E sim, para adultos: dura, explícita, baralhante, grotesca, espiritual, angustiada. Pude vê-la porque passou na RTP2, tinha eu entre vinte cinco e os vinte sete ou vinte e oito anos; a personagem mais próxima da minha idade era David (Michael C. Hall), o filho do meio, o que tentava ser tudo para todos até já não o poder nem o querer. Muitas outras substanciais personagens nos foram apresentadas nesses anos, desde logo Ruth (Frances Conroy), a matriarca incompleta; ou Brenda, Federico, Keith e as suas famílias; George, Lisa, Maggie.

O melhor desta série não foi, pelo menos para mim, o ângulo talvez mais referenciado, de ilustração de um tempo e um espaço onde a morte e os seus ritos (ponto de partida de cada episódio) são fonte de estupefacção. O melhor foi, de longe, a representação do convívio entre os que ainda vivem e os que já partiram, qualquer que seja a interpretação (metafísica, onírica, psicológica) que dele possamos fazer. Como aqui:

Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 19.06.16

Não tenho prestado a habitual atenção a esse saltitante entretém global que é a bola, o que é obra: não há canto do bairro, corredor do supermercado, balcão da bomba de gasolina ou mesa do café que nos deixe ignorar a jogatana europeia em curso. Não pondendo descartá-la, chego-me a ela nos meus descompassados termos: umas vezes espreito jogos na televisão, outras ouço relatos, noutras limito-me a ler as twittadelas ou os artigos de rescaldo. A sugestão que aqui vos deixo para a(s) próxima(s) semana(s) tem que ver com a dita cuja. É a reactivação (para já sem pressas, mas é ir espreitanto, é ir espreitando) da demanda de um trio de bloggers não propriamente desconhecidos - Sérgio Gouveia, Rogério Casanova e maradona. Three boys, one cup.  

Captura de ecrã 2016-06-19, às 20.22.14.png

 

Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 17.01.16

Não sei se treze anos chegam para alcunhar de clássico o blogue que proponho para esta semana. Diria que sim. Ao seu autor, Tiago Cavaco, interessam várias coisas do sagrado e do mundano: fé, religião, música, livros, cinema, política. A Voz do Deserto é obra de espírito marcada pela temperança, convicção e entusiasmo. Ainda bem que se continua a deixar ouvir.

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O que parte dos que nos ficam

por Ana Cláudia Vicente, em 01.11.15

wassily-kandinsky-toussaint.jpg

 

 [Wassily Kandinsky, Toussaint, 1911]

Há qualquer coisa valiosa nisto de nos importarmos fundamentalmente com o mesmo de modos tão diferentes. Pensei-o ao ler o post sentido da Isabel. E apeteceu-me falar do outro viver a morte que ela enuncia. Eu vivo desse outro modo os que nos ficam depois de partirem. Presto culto aos mortos. Esses ritos, mais velhos que a nossa própria espécie, gestos agora feitos da limpeza de uma pedra, da deposição de uma flor, de uma oração, a mim fazem-me sentir ligada ao que é ancestralmente humano.

É um sentimento bastante primário, e de certa forma comunitário: lembro os meus e os que conheci não só por estes dias, mas nestes de outra maneira; lembro também os que pelos mesmos dias ou nas mesmas horas viveram noutro tempo coisa semelhante. E sim, há algo escuro e perturbador nessa religação. Também o há na meditação física e metafísica que ela oferece. Olhar o que parte dos que nos ficam pode ser isso - uma outra maneira de os deixar viver em nós.

Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 31.05.15

Como sugestão de leitura para semana que agora começa deixo-vos The Vault, o blogue de curiosidades históricas e arqueológicas da Slate, revista digital norte-americana que celebrará vinte anos daqui a uns meses. É um bom sítio para ficar a par das mais recentes ou exóticas perplexidades de quem lida com tempos e lugares que não são os nossos.

 

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Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 05.01.15

A sugestão que hoje vos trago não está em linha há muito tempo. Chama-se TV Walk With Me. Como o mote deixa entender, ali se fala do bom e do mau de um dos mais simples vícios do nosso tempo: a  televisão. E da nossa vida a par dela.

A Década dos Diários, Cap.1

por Ana Cláudia Vicente, em 04.11.14

Onde já vai o fim do Verão, diz esta chuva toda. Isso e este post do nosso Pedro, que tão certeiramente evidencia uma das bases que escoram a comunicação neste meio - um mesmo ímpeto de trocar ideias, comum a pessoas bem diferentes umas das outras - trazem-me ao prometido. E o prometido não pretende muito, só revisitar o que não parece distante, mas já o é: o início de uma década de diários em rede. A década, se calhar. Em vários casos, dirão com razão, um pouco mais. Páginas codificadas para registos frequentes e actualizáveis, emulando as de outros navegadores, sem pele nem papel. Weblogs, depois blogs. Hoje blogues, cá.

Uns dirão que lêem weblogs desde o tempo em que Pedro Couto e Santos abriu portas. Outros que obtiveram, por volta da Segunda Guerra no Iraque, no trabalho, no liceu ou na faculdade, mesmo em casa, acesso limitado à world wide web. Muito cabo telefónico se enrodilhou por onde passámos nessa altura, livra. Sabemos, isso sim, que a massificação só teve hipótese depois do boom na disseminação da tecnologia ADSL, com início em 2002. A par e passo, com a crescente familiarização com o hipertexto e mais ou menos netiqueta, procuraram-se pontos comuns sobre os quais falar. Pelo que ouço vários leitores e bloggers da primeira hora (blogueadores, dizia-se então) a genealogia desta adesão remontará a duas moradas: o Pastilhas (desativado, v.Memória Virtual), fórum gerado por Miguel Esteves Cardoso e alfobre de muitos dos que entretanto foram assentando praça (Carlos Carapinha lembrou-os aqui); pouco depois, a A Coluna Infame, (v.Memória Virtual) obra de João Pereira Coutinho, Pedro Lomba e Pedro Mexia.   

Eu estava a acabar a licenciatura, preocupada com o estágio, por isso cheguei aqui um pouco depois, lá por 2003. Adiante conto melhor.

Aos interessados em Arqueoblogia:

o incrível depósito que é a Way Back Machine ou, no caso português, o (in)estimável trabalho de Leonel Vicente, são bons pontos de partida para chegar a algumas fontes, mesmo considerando esta nova realidade

Delitos Poéticos (16)

por Ana Cláudia Vicente, em 16.07.14

 

O Portugal Futuro

 

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar                                                             
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo, in 'Homem de Palavra[s]' (1969)

Incentivos ao visionamento do Mundial, #4

por Ana Cláudia Vicente, em 13.07.14

Apesar de os resultados que se sucederam aos incentivos aqui declarados fazerem desta iniciativa um tremendo "pé-frio", opto por seguir adiante, deixando uma última chamada de atenção estética. Desta feita a escolha recai num argentino (que não o popular "Pocho" Lavezzi), de novo um médio: Fernando Gago, correntemente ao serviço do Boca Juniors.

 

 

[Gago numa perpectiva monoscópica]

 

[Gago numa perpectiva estereoscópica]

 

Blogue da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 13.07.14

Enquanto respigo arquivos e vou desenleando fiapos de ideias sobre a minha década nos blogues (lá para o final deste Verão postarei essa pequenina série, aqui no D.O.), tenho aproveitado para passar pelas 'casas' de vários dos autores que - mal sabem muitos dele(a)s - me têm feito virtual companhia, e com quem cresci um pouco do muito que tenho a crescer na leitura do que me rodeia.

 

Nestes anos houve de tudo: os que abriram e fecharam a mesma porta várias vezes; os que bateram com a dita porta de vez, depois algum arrufo com a vizinhança; os que, carregados de bagagem, fizeram mudanças com cadência regular; os que prometeram não regressar, mas já aí estão outra vez. Nesta década houve também os que mantiveram morada certa, constantes numa predisposição, num imaginário próprio, num programa, até. Dentre estes últimos - uma boa dúzia - destaco hoje A Natureza do Mal, um clássico de André Bonirre e Luís Januário. Foram raras as vezes que por lá passei sem aprender ou ficar a conhecer coisa alguma.

Incentivos ao visionamento do Mundial, #3

por Ana Cláudia Vicente, em 06.07.14

Os incentivos ao visionamento dessa telebolonovela a que os brasileiros chamam copa minguam com o passar dos dias, mas não desaparecem. Olhemos as áreas defensivas, sempre mais poupadas a grandes planos e replays - excepção feita a falhas clamorosas. Aí podemos encontrar Marcelo, carioca de um só nome mas muitos e belos caracóis. Eis, pois, o homem que lamentará ter inaugurado a contagem do Mundial 2014:

[Marcelo (Vieira da Silva, Jr.) a solo, quem sabe se acometido de uma premonição sobre o Brasil-Croácia.]

 

[Marcelo feat. David Luiz (amizade às vezes também é colo, ora essa), outro grande caracoludo.]

Incentivos ao visionamento do Mundial, #2

por Ana Cláudia Vicente, em 22.06.14

Resultando em indignação geral, escolhi no último mundial futebolístico, dentre o património nacional aquele que bem poderia responder, de momento, pela alcunha de Adamastor. Torço para que os seus atuais preparos provoquem um tal choque estético no adversário, que uma qualquer distração abra brechas nas suas caparrudas fileiras.  

Divago. Vamos à escolha de hoje.

Destaco como incentivo ao adiantado da hora a que se transmite a partida, a visualização do meio-campista Miguel Veloso. Um homem que faz vida nos rigores dos Urais Cárpatos, mal vai que não dê conta do bafo amazónico...

 

[Miguel Veloso em movimento.]

 

 [Miguel Veloso parado (mas muito cônscio das suas responsabilidades, bem como da gravidade da hora que aproxima).]

 

A melhor das sortes aos atletas portugueses para o embate de mais logo.


O nosso livro






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