Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Upstairs, downstairs

por Pedro Correia, em 19.12.16

Começo a convencer-me que é sina nossa: enquanto a sociedade puxa para cima, os decisores políticos insistem em puxar para baixo. Neste caso, fazendo coro com o sindicalista vitalício que lidera as corporações do sector em função dos interesses partidários.

E no entanto, apesar de uns e outros, lá vamos progredindo. Com reconhecimento internacional.


48 comentários

Sem imagem de perfil

De Conde de Tomar a 18.12.2016 às 15:18

Pedro, como se podem comparar escolas privadas, com escolas publicas?
Nas publicas vai tudo lá parar. Miúdos que querem estudar seriamente, pois vêm na Escola a única hipótese de subirem na escada social, e outros, cada vez em maior número, que o que querem é fazer 18 anos e saírem de lá - os meus filhos andam na escola pública e no outro dia fiquei a saber que uma colega de um deles faltou a um teste para ir ver um concerto do Justin Bieber.

Nas Escolas privadas as propinas são altíssimas, em termos absolutos ou relativos (ex:500€ mensais, ou mais). Existem muitos pais que já fazem contas só para comprar os manuais escolares, e os porem nalguma actividade extracurricular. Adicione-se a isto que muitos colégios privados além de exigirem jóia fazem um pré-selecção dos alunos - ex: as chamadas entrevistas; uma forma dissimulada de fazer a filtragem, muitas vezes usando como critério de admissão a apelido familiar).

A meu ver o problema da Escola Pública é um problema de autoridade/disciplina. Os professores não tem mando na Escola e as direcções da escolares são coniventes com isso.
Isto resolvia-se de forma muito simples. Reprovando com faltas injustificadas os alunos indisciplinados, pondo-os numa escola técnico-profissional, sempre com a possibilidade de retomarem o ensino regular quando se sentissem preparados. Além do mais quando os problemas de indisciplina fossem frequentes a Segurança Social deveria ter o poder de avaliar a ambiente familiar do aluno em questão (de qualquer aluno, de qualquer família).

Estamos melhor nas estatísticas em virtude de ser dificílimo alguém reprovar até ao 10ºano. Uma vergonha!
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.12.2016 às 19:40

Meu caro, receio que a sua frase inicial possa fazê-lo pagar direitos de autor ao primeiro-ministro:
http://www.dn.pt/portugal/interior/nao-se-podem-comparar-escolas-publicas-e-privadas-5557946.html

Sem imagem de perfil

De Conde de Tomar a 18.12.2016 às 19:57

Ao PM e a si, por falta de acentos.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.12.2016 às 21:14

Do mal o menos. Antes falta de acento do que falta de assento.
Sem imagem de perfil

De Jorg a 20.12.2016 às 11:07

A "Escola Pública" enquanto emanação da tralha centralista e medianamente idiota (até pelo coalescimento de anquilosados preconceitos "ideológicos" do "eduquês" e das "crianças felizes") e até para o sorna e calaceira que anda alapada nos e aos ministérios da Capital, horrorizada por qualquer aceno "descentralista" que re-dimensiona o seu papel de "pensador" e "farol de pensamentos" a "regulador" e "servidor" do Cidadão, vai sempre aparecer desfasada nestes "rankings" e os seus ideologos a vão sempre aparecer a fazer tristes figuras com palavrosas revisões de "critérios" que só na cabeçinhas deles se estruturam.

Ora perca-se uns instantes a olhar para Arruda dos Vinhos
http://observador.pt/opiniao/o-misterio-da-estrada-de-arruda-sobre-o-ranking-das-escolas/
para se avaliar que, se calhar, uma das vantagens de um projecto escolar pode estar na procura e cultura de autonomia. Conheço, na mesma linha, um exemplo, numa escola pública da Margem Sul, onde uma idêntica "assimetria" se observa, igualmente pautada por uma capacidade de autonimização se calhar ainda mais meritória porque tem que lidar, fintar e limitar os danos das recorrentes interacções com os verbos d'encher dos Ministérios. Tal autonomia concede que, por exemplo, nos estamos a "lixar" (pode escolher em alternativa aquele verbo do Dr. Ferro..) para os vomitados de pedagogos de gabinetes sobre informar as criançinhas a partir dos 10 anos sobre o Aborto ou os Trans-generos ou posições de copula "diferentes"...
Como salienta, de forma exemplar FJV ("Correio da Manhã) o problema da Escola Pública é o de consentir que o ensino (ou melhor a aprendizagem dos petizes) seja arrigimentado na História, Português, Filosofia ou Educação Sexual pelas tretas (FJV chama-lhes, com generosa ironia, "ideologias") paridas por gente que tem pouco que fazer, e certamente pouco por que se responsabilizar!
Quem lida com os petizes no dia a dia, e quem vive com o minimo de compatibilidade com a realidade ao seu redor, sabe que os problemas são outros, e que estes rankings, porventura, servem um pouco para se aprender, para fazer melhor, trabalhar melhor, aprender e ensinar melhor.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2016 às 12:30

Estas classificações têm pelo menos um grande mérito: estimulam a competitividade mais saudável. E como pode a Escola permanecer à margem da competição num mundo em que a todo o tempo avaliamos e somos avaliados?
De resto, o Estado português também como "educador" é avaliado. E nem se tem dado mal com isso, como demonstram os mais recentes testes PISA, da OCDE. Com resultados que nos devem orgulhar a todos.

Comentar post



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D