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Upskirting

por Cristina Torrão, em 14.11.19

Upskirting.jpg

Imagem daqui

Os telemóveis transformaram o acto de fotografar, outrora reservado para ocasiões especiais, num gesto banalíssimo. E também iniciaram modas, como a das “selfies”, que enervam muita gente. Comparado, porém, com outras práticas fotográficas, a do auto-retrato é inofensiva. Venho hoje falar do upskirting: fotografar por baixo da saia, ou do vestido, de uma mulher, a maior parte das vezes, sem que esta o note. A maioria das vítimas são jovens, algumas ainda menores.

Duas jovens alemãs, vítimas de upskirting (uma delas tinha apenas treze anos, quando assim foi fotografada pela primeira vez), iniciaram, há meses, uma campanha, acompanhada de petição, com o objectivo de criminalizar esta prática. Não sendo o upskirting considerado assédio sexual, já que não há qualquer contacto físico, não é crime e as suas vítimas nem sequer podem apresentar queixa à polícia. É assim visto com condescendência por muita gente, como outras práticas que, alegadamente, apenas servem para que os rapazes se divirtam. Um argumento muito usado pelos defensores do upskirting é: «não queres ser fotografada por baixo da saia? Veste calças!» Machismo? Que ideia! As duas activistas é que são umas feministas radicais, que querem impor mais censuras aos coitados dos homens, que, qualquer dia, nem sequer podem olhar para uma mulher, blá, blá, blá…

Na verdade, além de representar uma violação não consentida da intimidade, o upskirting está longe de ser um mero divertimento. As fotografias são partilhadas em chats e, muitas vezes, comercializadas e/ou publicadas em sites pornográficos. Tudo isto sem o consentimento das visadas que, muitas vezes, ignoram a existência das imagens. Noutros casos, porém, as vítimas são identificáveis, o que em nada diminui a sua gravidade.

As duas jovens activistas estão de parabéns. Ontem, o governo alemão decidiu criminalizar a prática do upskirting (incluindo fotografias tiradas a decotes, sem o consentimento da visada) com penas que vão da multa a dois anos de prisão, à semelhança do que já tinham feito outros países como a Finlândia, a Austrália e a Grã-Bretanha.

Além do upskirting, foi criminalizado, com penas semelhantes, o péssimo hábito de fotografar vítimas, mortais ou não, de acidentes de viação.


99 comentários

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De Anónimo a 14.11.2019 às 10:12

Porque é que é preciso uma nova lei? Espiar/filmar uma casa de banho das mulheres (ou homens) não é já punido?

Punir a fotografia do decote que está à vista de todos é simplesmente censura. Nada surpreendente vindo da Alemanha.



lucklucky
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 11:57

Estas fotos não são feitas em casas-de-banho.

Se tirassem uma foto ao decote da sua mulher, ou da sua filha, e a imagem surgisse num site porno, o lucklucky não se importava nada.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 19:01

A tipologia é a mesma é uma violação de privacidade. Seja uma foto por baixo das saias ou na casa de banho.

Suspeito que a razão é ter uma "notícia", justificar a existência de "política" e auto promoção. Assim há uma nova lei o que justifica uma notícia para aumentar a burocracia, implica claro mais papel e mais Co2 que tanto mal causa... dizem-me.
E os políticos podem auto promoverem-se.
Em vez de se usar a lei existente ou acrescentar algum artigo especifico.
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Como é que um decote é pior que foto inteira? Como raio quer controlar isso?
lucklucky
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 19:12

A violação da privacidade não estava prevista para este tipo de fotos.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 19:44

É isso!

Eu resolvi comentar pois estou a fazer algo pela Humanidade.

Estes fundamentalistas do "politicamente correcto" são um dos problemas que temos! Com tantas coisas graves que acontecem, as preocupações de alguns são um sinal preocupante de retrocesso.

E não percebi o que as fotos conseguem apagar! Esta imagem foi intencional, na prática não se consegue colocar a camera naquela posição. A montanha pariu um rato! Triste!

Não acredito que alguns sejam ignorantes ao ponto de desconhecerem que acontecem muitas coisas graves, desumanas. Sendo assim é algo intencional com o objectivo de criar ruído, de manipular.
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De José Carlos Menezes a 14.11.2019 às 10:52

Ou de bebés que chegam mortos às praias do mediterrâneo.
E porque não das barcaças sobrelotadas de imigrantes, quase 100% negros, vindos da África Subsaariana que felizmente não morreram. Na realidade, os mesmo motivo porque pereceram os bebés mencionados.

Ou os corpos carbonizados e retorcidos que apareceram na imprensa vítimas da "Estrada da Morte", vítimas, não do fogo florestal, mas sim do falhanço do SIRESP.

SIRESP esse que, adivinhamos porquê, não foi substituído a seu tempo pelo então ministro do MAI, o Dr. António Costa do governo do Sr. José Sócrates (ainda não sei se lhe devo chamar engenheiro). Quando a OPTIMUS do grupo SONAE lhe pediu para devolver o actual da MOTOROLA, ainda dentro da garantia e já com provas dadas de falhanço total (fogos no Verão e na enxurrada na Madeira), por metade do preço e garantia de que não falharia.

Bem, noticiam-se acidentados ou não?
Os corpos carbonizados não chegaram para incriminar o actual primeiro ministro de CORRUPTO?

NOTA: Fugi ao tema, levei-o para o pouco importante caso da insignificante corrupção que existe em Portugal. Desculpe.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:04

Se fotografassem a sua filha, ou a sua neta, de 13 anos por baixo da saia e a imagem surgisse num site porno, estou a ver que o José Carlos Menezes não se ralaria.

Isso de fazer escalas, conforme a importância dos problemas, ou comparações, não leva a lado nenhum. O facto de eu denunciar esta situação não implica que não denuncie os males que refere, ou que abrace outras causas.
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De o cunhado do acutilante a 14.11.2019 às 12:44

Senhor José Carlos Menezes.
Esse é um problema de significativo maior, imenso na sua essência, contudo não justifica a devassa de intimidade, cujo teor o post refere.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 13:04

Agora, é o que está a dar, ou ainda, antes que esqueça.
SIRESP, Dr. António Costa (não sei o nome todo), e, ainda, o Eng. Sócrates (parece que não é engenheiro).
A queda da árvore no Funchal, e o furacão nos Açores, alguém tem que ser culpado. Já não falando nos fogos da Califórnia e Austrália, o furacão em Moçambique e as cheias em Veneza. Visto bem as coisas, não querem saber as verdades, estes rapazes têm culpa nisto tudo.
Mas, já passaram as eleições. E isto de botar palavra nas redes sociais é muito bom para se saber as verdades ou aquilo que eu penso, que eu é que sei tudo.
A psiquiatria tem resposta para esta doença do 'eu que sei tudo ou penso que assim seja' em relação a pessoas que não se gosta ou não se gosta em determinado espaço de tempo ou, ainda, ser altamente influenciável pelo 'mexerico tabloide'

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De Anónimo a 14.11.2019 às 17:03

Bora lançar mais uma de 'não apresento queixa na polícia, queles safam-se sempre'. O Costa corrupto vamos esperar quele vá para Paris e depois quando vier cá é preso. Alguns são manhosos, nunca gastam o dinheirinho da corrupção.
O Loureiro safou-se, daquele grupo encavacado alguns vão se safando.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 11:09

Eu tiro fotografias mentais. Duram mais tempo. Ainda é(é?) permitido.

(mas foi preciso criminalizar? O acto em si não é violação de privacidade? Não é legal tirar fotos a terceiros sem o seu consentimento, e muito menos divulgá-las)
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:07

Penso que ninguém paga multa, ou vai preso, por divulgar fotografias de outras pessoas, apesar de o divulgador ser obrigado a retirar as fotos, se dele tal for exigido. Mas isso não chega, quando são reveladas partes íntimas sem consentimento
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De Anonimus a 14.11.2019 às 12:40

Foi como Anonimo(?)

Tinha ideia de que não se pode fotografar pessoas alheias à sua vontade. Até os googles têm de desfocar pessoas durante os seus mapeamentos
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:49

É um pouco diferente. O Google divulga as fotos publicamente, já se sabe à partida. Se eu tirar fotos a pessoas na rua e alegar que não vou divulgar, ninguém me pode proibir.

Agora imagine que uma moça nota que lhe tiram uma fotografia íntima, sem o seu consentimento, por alguém desconhecido. Sem legislação, ela não pode fazer queixa na polícia, pois não pode provar que o autor da foto a vai divulgar. Com esta legislação, o simples facto de tirar a fotografia já é crime.
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De Anonimus a 14.11.2019 às 16:52

Duvido que assim seja.
Acho que posso recusar que alguém me tire uma foto (lá está, à partida nao sei o uso). Mas não sou jurista.
Sei que, alguns locais, proíbem uso de máquinas e câmaras, excepto em eventos públicos.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 19:34

Sim, claro que pode recusar que alguém lhe tire uma foto, assim como pode pedir a uma pessoa que tirou uma foto de si que a apague. Porém, não sei se essa pessoa é obrigada a apagá-la. Claro que, neste caso, a pode processar e esperar uma eternidade que o caso seja resolvido. Normalmente, casos destes resolvem-se no momento, pois o desejo de alguém de não ser fotografado é cumprido.

Mas passemos ao upskirting: no caso de a mulher o notar e recusar, o Anonimus pensa mesmo que o "fotógrafo" atende ao desejo dela? Acha mesmo que basta a mulher dizer que não deseja ser fotografada por baixo da saia, para o prevaricador lhe pedir desculpa e não o fazer?
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De Anónimo a 14.11.2019 às 19:05

Como raio isso é lógicol, não vê as pessoas num estádio de futebol ou um vídeo de rua de uma qualquer TV?

Uma foto é proibida mas um vídeo não??


lucklucky
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 12:08

Para esclarecer a questão de vez: fotos e vídeos não são proibidos! Qualquer pessoa pode tirar fotografias e filmar em locais públicos o que quiser. Imaginemos agora que alguém se sente incomodado com isso. Pode comunicá-lo à pessoa, mas fica dependente da sua boa-vontade, caso deseje que as fotos/vídeos sejam apagados, ou não deseje que sejam publicados na internet. Repito: fica dependente da boa-vontade do fotógrafo, ele não é obrigado a apagar nada! Ou fica dependente da sua palavra em como não irá publicar.

Podem agora dizer-me que é complicado, pois ninguém sabe quantas fotos já nos tiraram em locais públicos, ou quantas vezes fomos filmados. De facto, este é um problema do nosso tempo. Se encontrarmos uma foto nossa, ou aparecermos num vídeo, publicados sem a nossa autorização e descobrirmos quem o fez, podemos processar essa pessoa, mas ela não cometeu nenhum crime. Não vai presa, nem tenha talvez de pagar multa nenhuma. O tribunal é capaz somente de exigir que as fotos/vídeos em questão sejam apagados.

Até aqui, as fotos "upskirting" também não eram proibidas e lidava-se com elas como com qualquer outra foto. Agora, em certos países, são proibidas! A polícia pode actuar, caso alguém seja apanhado em flagrante, e o prevaricador pode inclusive ir para a cadeia. Isso nunca acontece com outras fotos. É esta a diferença!
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De Luís Lavoura a 14.11.2019 às 11:25

Não tenho grande opinião sobe a criminalização, mas questiono, porque é que se considera admissível toda e qualquer fotografia tirada a toda e qualquer pessoa sem autorização dela. Em minha opinião, não são somente as fotografias tiradas às partes íntimas que são condenáveis: todas as fotografias em geral o são. As pessoas têm o direito à sua imagem - não somente à imagem das suas partes íntimas, nem somente o têm quando foram vítimas de um desastre rodoviário.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:08

Penso que há uma grande diferença entre fotografar e divulgar o meu rosto e fazer o mesmo às minhas cuecas (vestidas).
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De Luís Lavoura a 14.11.2019 às 14:06

Sem dúvida que há diferença. Mas eu penso que nenhuma das duas coisas deve ser tolerada.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 19:08

Ou seja ninguém pode filmar a rua ou um jogo de futebol. Nem filmar os miudos se aparecer alguém por detrás, ou fotografar um edifício histórico sem expulsar toda gente do ângulo da camera de vídeo.


lucklucky
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De Luís Lavoura a 15.11.2019 às 12:12

Pode fotografar se (1) a fotografia fôr apenas para seu uso pessoal, e não a fôr divulgar publicamente, por exemplo nas redes sociais, ou (2) as pessoas que forem visíveis na fotografia não forem reconhecíveis (por estarem desfocadas ou a grande distância).
O google publica na internet fotografias de ruas, em que pessoas e carros são visíveis mas não são identificáveis. As mesmíssimas regras devem aplicar-se a fotografias divulgadas na internet por particulares. Não faz sentido que certas regras se apliquem a empresas (google) mas não se apliquem a particulares.
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De Anonimus a 15.11.2019 às 14:03

Pode, por exemplo, filmar ou fotografar (e divulgar) um jogo de Petizes. Mas não um treino.
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De Bea a 14.11.2019 às 11:46

Apoio a medida penalizante do governo alemão. Que é isso de andarem a devassar o corpo de cada um(a) sem o seu consentimento. É crime. Violação de privacidade e do respeito que se deve a cada ser humano. Além de mau carácter e da nojice que vai dentro dessas mentes que se disfarçam de brincalhonas. Olha para o que lhes havia de dar. O corpo é a única casa que temos e é verdadeiramente e sempre nossa. Para o bem e para o mal.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:11

Muito obrigada pelo seu comentário, Bea!
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De Anónimo a 16.11.2019 às 23:46

Estes elementos que se atrevem a este esterco, quase sempre são gente devassa e que por qualquer motivo já foi também devassada. Pessoas que nunca se realizaram profissionalmente, falhados da vida com pouca bagagem na imaginação; e propõem-se tentar brilhar passando por cima do seu semelhante -aniquilando-o, ridicularizando-o, bebendo-lhe a vida para recrearem a deles , na perspectiva de algum prémio ou medalha que os faça vir "ao de cima"! - Nem pensam em penalização . A Justiça, sabem eles muito bem, que em Portugal não funciona.
O lema é "salve-se quem puder…!"


São a vergonha da nossa sociedade.
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De Luís Lavoura a 14.11.2019 às 11:49

"não queres ser fotografada por baixo da saia? Veste calças!" não me parece propriamente um argumento machista. Toda a gente se veste, mais ou menos, em função da forma como quer ser vista pelos outros. Se uma mulher não está muito interessada em ser vista como objeto sexual, pode e deve vestir-se de forma um pouco mais "tapada"; se, pelo contrário, se destapa muito, só pode esperar (e, em princípio, desejar) que os homens olhem para ela de forma gulosa.
Se a mulher está encalorada, não precisa de andar de saia, pode andar de calções.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:19

Não é olhar de forma gulosa que está aqui em causa.

Mais "tapadas"? Bem, há as burkas e as saias até aos pés. Queria ver um homem a fotografar as cuecas de uma mulher assim vestida, sem ela notar... Conclusão: adoptar os hábitos muçulmanos é a melhor solução.

As mulheres gostam de mostrar os seus atributos, sim, mas não gostam que os homens façam algo que elas não desejam, ou que devassem a sua privacidade. Uma regra básica que todos os homens deviam aprender de vez!
É assim tão difícil?
É tão difícil de perceber que uma mulher goste de agradar, mas que só permite certas coisas, com quem quer e quando quer?
É tão difícil de perceber que uma mulher que ande de mini-saia e decote não pretenda oferecer-se a qualquer um?

Metam lá isso na cabeça!

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De Luís Lavoura a 14.11.2019 às 14:11

As mulheres gostam de mostrar os seus atributos mas não gostam que os homens façam algo que elas não desejam

Claro: todas as pessoas gostam de ter toda a liberdade de fazerem o que quiserem e todas as pessoas gostam que as outras só façam certas coisas e não façam outras. Isso é uma trivialidade.

Mas não podemos aceder aos gostos de toda a gente. Não podemos atribuir às mulheres 100% de liberdade e aos homens 100% de responsabilidade. A liberdade e a responsabilidade têm que se acompanhar uma à outra.

As mulheres são livres de se vestir como quiserem, mas partilham a responsabilidade das consequências da forma como se vestem.
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De Teresa Ribeiro a 14.11.2019 às 17:12

Pelos vistos é muito difícil, Cristina. As descendentes de Eva, a maléfica, é que têm a culpa de todo o mal que inspiram nos homens. Porque os atiçam e depois eles, coitados, não se conseguem controlar. No fundo é isto. Sempre :(
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De Joca a 14.11.2019 às 19:19

"não se conseguem controlar. " Não é verdade, em geral conseguem. Mas é muito difícil. Concordo que devem controlar-se a todo o custo. As mulheres não calculam o esforço porque não têm erecções. O facto de elas não calcularem não ilibado a os homens. Há situações em que é preciso um esforço sobre-humano (ou quase).
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 12:13

De facto, Teresa, até agora tem sido o contrário do que o Lavoura diz: os homens têm 100% de liberdade, as mulheres 100% de responsabilidade.
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De Joca a 15.11.2019 às 13:45

"homens têm 100% de liberdade, as mulheres 100% de responsabilidade."
Sobretudo na guerra.
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 18:36

Referia-me à vida social, entre homens e mulheres.
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De Joca a 16.11.2019 às 17:26

"Referia-me à vida social"
Eu referia-me à vida.
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De Cristina Torrão a 17.11.2019 às 11:49

A guerra está longe de poupar as mulheres.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 12:22

Exmos. Senhores e Senhoras comentadores , desculpem-me, mas a coisa já evoluiu acerca de métodos de fotografia.
Agora não adianta a mulher tapar-se toda, de calças e saias até aos pés e até tapar os pés com meias, e andar ás escuras, mesmo dentro de casa, tapar-se com um edredon até aos cabelos, mesmo em Agosto! Agora o método da fotografia é efectuado, pelo interior do corpo, por aplicação de energia, a longa distância.As mentes nem precisam sequer de imaginar. Está lá tudo!
A objectiva, esteja onde estivar, ás escuras ou ás claras, tapada ou destapada, a aplicação circula por energia smartfonica e mortífera!
Temos autores desta descoberta mesmo em Lisboa. Podem tirar a prova...
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De o cunhado do acutilante a 14.11.2019 às 12:31

A mulher tem o legítimo direito, por sociabilidade e natureza, de andar como quiser e lhe aprouver sem ser importunada por ninguém.
De calças ou vestido, de saia até aos pés ou de mini-saia, de generoso decote ou abotoada até ao pescoço, de sapatilhas ou de saltos, anda como lhe apetecer mantendo o direito ao respeito que lhe é devido.
E quando o Luís Lavoura diz:
" Se uma mulher não está muito interessada em ser vista como objeto sexual, pode e deve vestir-se de forma um pouco mais "tapada"; se, pelo contrário, se destapa muito, só pode esperar (e, em princípio, desejar) que os homens olhem para ela de forma gulosa." Está muito enganado na presunção de que é para o "macho" que ela se emperiquita.
Se quiser posso elucidá-lo melhor.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 18:38

O homem também tem esse legitimo direito.
Quantos homens, jovens, adolescentes, ou mais velhos, são constantemente assediados com olhares 'doentios' para as suas entrepernas por outros homens, com certeza homossexuais, duma forma altamente incomodativa?
Já não falando do caso dos 'mirones', como de moscas se tratasse, que permanecem horas nos urinóis públicos ou dos cafés para incomodar com olhares fixos no que se passe com o 'vizinho do lado. É absolutamente doentio.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 13:00

Coitadas das mulheres do Lavoira ...


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De Miguel a 14.11.2019 às 13:22

Que tibieza a sua, Lavoura! Quais calçōes? Nunca viu uma jogadora de voleibol de calções (Deus me perdoe - benzo-me já três vezes pela invocação)? Ou uma esquiadora? Mulher que não quer ser vista como provocadora e como objecto sexual: não pratica natação (fato de banho), não pratica voleibol (calçõezinhos curtos), não faz esqui de qualquer tipo (desde fatos coleantes que cobrem o corpo todo no alpino até à pouca vergonha completa no náutico), não faz remo (fatos colantes ao corpo e com alcinhas), nem entra na cozinha (cenouras, chouriços, grelos. ...) .... vá Lavoura, está na hora de ir para a cozinha para fazer o jantar.
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:22

Fico chocada com a maneira fácil com que certos homens desvalorizam um problema destes.

As vossas mulheres, filhas e netas são mulheres e não acredito que andem tapadas como as muçulmanas em países islamitas radicais.

OK, se não funcionam, vamos tentar com rapazes!

Algum dos senhores ficava indiferente ao facto de fotografarem o vosso filho de 12 anos a fazer chichi e essa foto surgir num site para pedófilos? Alguns dos senhores diria então: há problemas mais graves no mundo?
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De Luís Lavoura a 14.11.2019 às 14:16

não acredito que andem tapadas como as muçulmanas

Não é necessário exagerarem, de facto. Mas, se uma mulher não deseja ser importunada, pode (e deve) ocultar ou disfarçar os seus atributos físicos (se é que os tem, claro). Há muitas formas de vestir que o fazem, sem necessitar de se ir a extremos.

Eu conheço mulheres jovens, ocidentais, urbanas, que se vestem de forma muito discreta e modesta.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 19:26

Lavoura pelo menos é um socialista aparentemente honesto.

Se tens e mostras - que é que quer que isto signifique, uma curva, uma meia curva, uma concavidade, uma convexidade de quantos graus? quantos centímetros quadrados de carne tenra à mostra? É justificação para seres "importunado".

lucklucky

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De Luís Lavoura a 15.11.2019 às 12:16

Eu não disse que era justificação. Não é.
Mas, se a mulher quer evitar ser importunada, deve fazer por isso.
É mais ou menos como você não querer que mexam no seu carro. Se não quer que isso aconteça, então não deve deixá-lo na rua com as janelas abertas ou com a chave na porta. É claro que isso não justifica que alguém mexa no carro. Mas, se você não quer que mexam, deve esforçar-se para que isso não aconteça.
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De Maria a 14.11.2019 às 22:17

Mulheres que se vestem de forma modesta? O Luís Lavoura acabou de chegar do Portugal rural dos anos 40? Ainda não conseguiu perceber que a questão se resume ao respeito pela liberdade do outro, seja homem ou mulher, e que por contra ela atentar tem de ser criminalizada?
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De Luís Lavoura a 15.11.2019 às 12:18

Maria, você tem toda a liberdade de se vestir como quiser. Também tem a liberdade de deixar a chave da sua casa na porta do lado de fora, ou de deixar o seu carro estacionado na rua durante a noite com as janelas abertas. Tem todas essas liberdades. Mas não se deve admirar de algumas consequências desagradáveis.
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 18:39

Caro Luís Lavoura, o carro é um objecto que lhe pertence. A mulher é um ser humano.
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De Luís Lavoura a 16.11.2019 às 16:46

Cristina, parece que tenho que lhe fazer um desenho.
O meu carro é um objeto que me pertence. Eu não quero que mo roubem. Por isso, não o deixo demasiadamente exposto.
O corpo de uma mulher é algo que lhe pertence. Ela não quer que lho "roubem". Para isso, será aconselhável que não o exponha em demasia.
Tal como um carro de janelas abertas ou com a chave na porta é um convite ao roubo, também uma mulher demasiadamente exposta pode constituir um convite (às fotografias, aos olhares, aos dichotes, aos apalpões, ou a coisa piores).
Porque "a ocasião faz o ladrão", quem não quer ser roubado, não cria ocasiões que o propiciem.
Uma mulher que não quer ser maltratada convem que não crie ocasiões que o propiciem.
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De Cristina Torrão a 17.11.2019 às 11:58

Luís Lavoura, independentemente da maneira como a mulher se veste, ou se comporta, o que está errado é os homens pensarem que podem dispor dela, como se fosse propriedade pública.

O que caracteriza uma roupa decente? O bikini é decente? Porque é que uma mulher de mini-saia e top a mostrar a barriga não se pode queixar que abusem dela? Se assim fosse, as mulheres de bikini, na praia, eram carros de janelas e portas abertas durante toda a noite, com um letreiro a dizer "rouba-me"!

A sua comparação não faz sentido. A ocasião faz o ladrão só para quem tem tendências criminosas. Quer dizer que todos os homens têm tendências criminosas em relação à mulher? Mais uma razão para que se modifiquem!

Acha que nos países islâmicos, onde se usa a burka e roupas até aos pés, não há violações?
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De Todo pelas partes e as partes pelo todo... a 18.11.2019 às 03:28

Cristina, não sendo eu advogado de ninguém, a comparação do Lavoura tem o seu sentido. E a Cristina está a usar de falácias na sua argumentação com ele...

Tal como a Cristina e o Lavoura, eu também acho que nada justifica essas (e outras) violações da intimidade.

Mas muita gente passa por um carro sem chave na porta sem sequer lhe passar pela cabeça roubá-lo. Tal como pode a Cristina trancar o carro dentro de uma garagem fechada a cadeado e cercada por arame farpado, e ficar sem ele na mesma...
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De Cristina Torrão a 18.11.2019 às 11:35

Exactamente. Concordo inteiramente consigo. Não depende do cadeado e do arame farpado, assim como não depende de roupas modestas. Depende da mentalidade, depravada, ou não.

Sendo assim, não sei porque me acusa de usar falácias.
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De Todo pelas partes e as partes pelo todo a 19.11.2019 às 10:29

"(...) não sei porque me acusa de usar falácias."

Fiz questão de frisar não ser advogado precisamente para tentar retirar a "acusividade" ao tom do que escrevi. Apesar de necessáriamente (por falta de alternativa) em público, a intenção era somente a de a fazer notar.

Que na argumentação que utilisou para negar o sentido à comparação feita pelo seu interlocutor ("(...) A sua comparação não faz sentido.(...)") existem raciocínios falaciosos. Podia tê-los concretizado, mas não me pareceu necessário. Podia também aproveitar para os concretizar agora, mas prefiro em vez disso, deixar-lhe a minha leitura da comparação em causa.



Basta que hajam alguns prevaricadores, para que as pessoas na sua generalidade queiram trancar e efectivamente tranquem os seus carros e as suas casas.
Por isso, quando acontece estes serem invadidos ou mesmo violados, sentem-se, naturalmente, surpreendidas.
O que não "deveriam" sentir-se se, porque lhes apetece e é seu direito, (e mesmo que tendo apenas algumas noções básicas sobre a sociedade em que vivem) resolverem deixar as suas portas escancaradas.

E parece-me que isto faz sentido, independentemente do enquadramento legal.
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De Aurélio Buarcos a 14.11.2019 às 12:27

Se for uma mulher a fotografar por baixo da saia do assessor do Livre também é machismo?
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 12:54

Há muita mulher machista, sem dúvida.

Quanto à foto que refere, deve ser proibida como qualquer outra que devasse a privacidade de alguém.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 18:54

As mulheres são muito mais machitas
do que ao homens!! Porque ELAS adoram os homens...especialmente, mas não só, os da família! Os meninos...podem ir jogar futebol que a mana ajuda a mãe na cozinha...o pai agora não pode ajudar porque o TYUIOKJH está a jogar Além disso ELE não sabe ver quando a sopa está a ferver!!! O meu filho tem que entrar na faculdade...ela não gosta de estuda!! Além de que é natural que se esforçem para dar o carro ao menino que faz desporto..longe de casa...(ele tem muito jeito) mas ela mão pode ir para tão longe estudar!!!
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De Cristina Torrão a 14.11.2019 às 19:44

É isso mesmo.

Em muitos casos, são as mães que transmitem o machismo aos filhos, mais do que os pais.
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De Joca a 15.11.2019 às 17:14

" são as mães que transmitem o machismo aos filhos, mais do que os pais."
Obviamente a culpa é delas.
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 18:40

Em muitos casos, sim, é.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 13:24

Tenho a certeza que ele ficava encantado
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De Anónimo a 14.11.2019 às 22:54

Anónima kika 🤷‍♀️
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De M. Tavares a 15.11.2019 às 13:49

"Se for uma mulher a fotografar por baixo da saia do assessor do Livre também é machismo?"
Não, ao sexo fraco tudo é, e deve ser, permitido.
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De Anónimo a 14.11.2019 às 14:20

upskirting já é antigo e varia conforme os tempos.
Tempos houve que era utilizado o chamado espelho de bolso (redondo) que colado na parte superior do sapato dava para espreitar entre as pernas das mulheres.
Mas, o interessante será a explicação plausível deste procedimento para descobrir o que haverá de misterioso entre as pernas de uma mulher.
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De Cristina Torrão a 15.11.2019 às 12:16

Ambas as práticas são repugnantes.

E, sim, a explicação para tal comportamento, principalmente, num homem adulto, deve ser bem interessante.

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