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Uns quantos álbuns de 2014 (18)

por José António Abreu, em 22.01.15

 

Monuments to an Elegy, dos Smashing Pumpkins.

 

Em várias ocasiões, o ego de Billy Corgan pareceu atingir o tamanho de uma galáxia de dimensão média. Se os primeiros álbuns dos  Smashing Pumpkins (o inicial Gish, que comprei sem ouvir - há duas dúzias de anos, a net era um boato estranho - por recomendação do defunto jornal Sete, o fantástico Siamese Dream, que os pôs no mapa, e o monumental Mellon Collie and the Infinite Sadness, que por instantes os transformou numa das maiores bandas do mundo) justificavam todas as megalomanias, a maioria da música que Corgan (sozinho, com bandas momentâneas ou em nome dos Abóboras) lançou desde então (e em particular desde Machina / The Machines of God, de 2000), não era má mas esquecia-se em dois minutos e trinta e nove segundos (fiz o teste mas não foi fácil porque me esquecia de desligar o cronómetro no mesmo instante em que me esquecia da música). A situação evoluiu com Oceania, o álbum anterior a este, e continua a evoluir com Monuments to an Elegy, um conjunto de nove canções curtas e globalmente melodiosas, onde a raiva (por vezes espalhafatosa) e o desespero (por vezes lamuriento) habituais em Corgan cedem lugar a algo mais parecido com maturidade (ou talvez resignação, que - quem diria - pode afinal ser coisa boa). Não trazendo o que quer que seja de verdadeiramente novo (é rock alternativo baseado em guitarras, com acrescentos de sintetizadores), não indo ficar na história (até porque o rock continua fora de moda), Monuments to an Elegy parece-me o melhor trabalho de Corgan em muitos anos. A única coisa grandiloquente nele é mesmo o título.


1 comentário

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De da Maia a 22.01.2015 às 20:38

Creio que antes do Machina, estive uns tempos nos EUA, e falaram-me de um concerto deles, que iria ocorrer num bar(!). O músico que me falou, dizia ainda que não era claro se iria encher. Isto só para relativizar as coisas... porque eu disse que se fossem a Portugal certamente podiam encher um estádio (nessa época). Ele também ficou admirado, e achou que eu estava a exagerar.
Portanto, dizer-se que foram uma das maiores bandas do mundo, parece relativo.

Há bandas que têm a sua época, e raramente conseguem surpreender de novo. O tema é bom, mas poderia pertencer a uma faixa de um álbum antigo.

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