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Uma fraude que só serve para enganar os portugueses que querem

por Sérgio de Almeida Correia, em 09.08.14

"That makes the BES rescue a fudged hybrid of bail-in (where investors foot the bill) and bail-out (where taxpayers do). Portugal’s assertion that the rescue comes at no cost to taxpayers is highly questionable: a total of €4.9 billion is being injected into Novo Banco from Portugal’s bank-resolution fund. Though all lenders contribute to this kitty, the fund has been bolstered by a €4.4 billion government loan, using EU and IMF money left over from Portugal’s sovereign bail-out in 2011." - The Economist

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12 comentários

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De Miguel R a 09.08.2014 às 18:14

O problema não é bem o que cita do artigo. Como o Pedro Romano explica o risco está na mudança de regras (pressões políticas) ou na falência do sistema financeiro:

«O risco para o contribuinte, obviamente, é que haja problemas no sistema de capitalização e que a determinada altura surjam pressões, por parte dos beneficiários, no sentido de colocar o Estado a ‘complementar’ os pagamentos, ou a subsidiar as contribuições. Mas o risco resulta dessa mudança de regras, e não da aplicação das regras em vigor. E isso é precisamente o que acontece com o FR: o risco para os contribuintes não advém do registo – convencional e arbitrário – das contribuições como receita pública e das recapitalizações como despesa pública. Advém da possibilidade de as regras do FR mudarem e daquilo que parecia responsabilidade da banca se revelar, posteriormente, um problema para os contribuintes (ao qual se soma, obviamente, o risco de o sistema financeiro falir e não conseguir ressarcir o FR)»

E explica bem melhor que o «The Economist».

Como já disse ninguém sabe o que vai acontecer. Não voltemos aos erros do passado (bô...). Esta era a melhor solução para a Economia Nacional. Por exemplo, com a falência do BES pelo menos 12 pessoas que trabalham comigo ficariam desempregadas. Eu estaria safo, para já. E não se trata de uma empresa do sector financeiro. E não, não estou a exagerar. Eu imagino o resto. Não nos podemos esquecer da importância do BES no financiamento das PME. O risco de um aumento de desempregados (e das prestações sociais) com uma menor contribuição fiscal não seria bem mais grave? De resolução mais demorada e difícil?

Sim, tinha de se fazer «a €4.4 billion government loan, using EU and IMF money left over from Portugal’s sovereign bail-out in 2011» com todos os riscos inerentes para os contribuintes. A vida não é outra coisa e esta era a solução (à data) com menores riscos. E sim, tem razão: os políticos portugueses têm de ter coragem para assumi-lo. São demasiado fracos de carácter.

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De Vento a 09.08.2014 às 22:24

O que o Miguel diz tem sentido na medida em que o único instrumento económico que tem sido usado desde a era socrática (mas antes também) tem sido o ENCANTAMENTO.
Foi precisamente este tipo de ENCANTAMENTO que conduziu ao crash bolsista em 1929. Mas este carácter especulativo dos ditos agentes económicos já tinha antecedentes naquilo que tinha acontecido na Florida (Miami, Miami Beach, Coral Gables, a costa Oriental até Palm Beach e toda a região ao longo do golfo) no sector da especulação de terrenos e, consequentemente, na construção.
Quero com isto dizer-lhe que a situação económica e financeira da Europa, e em particular em Portugal, só é boa e tem boas perspectivas através da conduta de encantamento que se faz sentir nas bocas dos políticos e até mesmo de reguladores.
Neste sentido, tendo em conta a recessão no mercado português (e não só), do qual o sector da construção é o indicativo fiel, não se avizinham perspectivas de que a actividade bancária possa refelectir uma realidade contrária à própria realidade.
Sonhar com uma realidade destas é não compreender que a ruína de um boom especulativo tem como causa e efeito a existência desse mesmo boom.

Aqui chegados, e pelos factos expostos, é correr um risco alto obrigar a banca a participar naquilo que não tem condições para fazer, ainda que haja as garantias dos activos do Novo Banco.

A Europa não pode pensar que o risco sistémico se resume ao facto do BCE, e dos Bancos que aí injectaram dinheiro, em particular os alemães, deixarem de receber as rendas, os juros, dos empréstimos concedidos para a compra da dívida soberana.

Por isto mesmo a solução que se avizinha racional era a participação directa do estado através da CGD como já referi aqui num post de Luís Leitão.

Para atender a esta realidade não são necessários bitaites de ditos economistas e financeiros que tanto têm inquinado de informação ignorante a realidade do nosso país. Para isto basta bom senso e experiência e não mais canudos e canudinhos, papeis e papeizinhos que já demonstraram que os que entram no circuito dos bitaites e na economia, tal como seus mestres, nunca entenderam nada desta merda. E são eles, tal como os anteriores, os principais responsáveis pela falta de uma reacção adequada a uma realidade que começará a sair da recessão para entrar numa depressão.

Haja juízo, porque as pessoas desesperadas querem sempre sangue.
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De William Wallace a 10.08.2014 às 03:49

Nota introdutória :

Raramente (quase nunca) leio os posts em inglês aqui escritos ou citados por preguiça, o ultimo que li com atenção foi este :

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/as-coisas-que-eles-sabem-6574971

Este post (transcrição) é muito esclarecedor acerca das relações perigosas (para os contribuintes) que existem entre o sector financeiro e o Estado.

Moreira Rato e Cristina Casalinho (quadros de topo do BPI) foram "requisitados" ao BPI pelo actual governo para assumirem a gestão do IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Publico que é responsável pela administração e colocação de divida soberana de Portugal) e agora Moreira Rato deixa o IGCP e vai assumir (na minha visão) a verdadeira acção executiva do BANCO NOVO o que face aos conhecimentos que possui do mercado bancário, concorrentes e a própria estratégia (partindo do principio que existe uma) do Estado Português em relação á gestão da sua divida soberana levanta sérias questões de idoneidade (além do resto mencionado no post que acima faço referência) e transparência.

Eu se fosse CEO de um pequeno / médio banco estaria seriamente preocupado com estes tipo movimentações que distorcem o mercado no qual concorro.


Posto isto há que analisar os custos de uma falência do BES pois que está em marcha é uma Falência Controlada para proteger grandes depositantes e grandes stakeholders (vide PT) de perderem parte substancial dos seus depósitos e activos que estavam dados como garantia para empréstimos de milhões feitos com clausulas de salvaguarda totalmente diferentes do crédito concedido a PME ou a particulares tal como acontecia no BPN.

Se o Banco falisse de modo "normal" os depósitos até 100 mil euros estariam assegurados, haveria perda de postos de trabalho, os créditos concedidos ás PME e particulares seriam considerados incobráveis pois o BES falindo não teria meios para cobrar esses créditos e os accionistas receberiam ou teriam de pagar por rateio o valor obtido com a venda dos activos / liquidação de passivos detidos pelo BES dos quais eram legítimos donos.

O custo dessa falência seria indubitavelmente inferior aos 5 Biliões de Euros agora injectados a custo ZERO (o Estado não ganha nada) e ainda por cima obriga outros bancos que não estão sólidos a contribuírem quando esses mesmos pagaram (muito mais) e continuam a pagar pela ajuda que receberam, criando-se assim mais uma distorção no mercado.

A seguir á falência haveria despedimentos mas o efeito da migração de clientes para outras entidades a médio prazo resolveria parte do problema além de que as PME e particulares ficariam com as contas mais aliviadas o que não acontece com a actual solução e porventura muitas dessas PME e particulares subscrevaram também produtos de risco para poderem também usufruir de taxas de juro e prazos de pagamento mais favoráveis e eu gostaria de saber como com a solução encontrada irão responder a essas questões.

Por último e como a explicação da minha visão de como a economia de mercado deve funcionar já vai longa convém fazer a resenha histórica do que se passou.

1º Entrada da Troika em 2011

2º Recapitalização da Banca que a administração do BES rejeita "convencendo" os accionistas a realizarem um aumento de capital com o objectivo de esconder as contas do banco e as "engenharias" financeiras praticadas dos reguladores e da Troika e de todos os accionistas não relevantes na gestão diária do banco.

3º Bes condenado nos USA e em Espanha pelos respectivos reguladores por delitos graves de manipulação de contas, lavagem de dinheiro e fuga ao fisco, factos ignorados pela Troika, Banco de Portugal e CMVM, pois quem o faz lá fora de certeza o faria também em Portugal.

4º Accionista de referência (Pedro Queirós Pereira) alertado por informação priveligiada inicia investigação á solidez do banco e á segurança dos seus activos e chega á conclusão que correm sérios riscos e confronta a gestão do BES "obrigando-a" a dar-lhe maneira de se retirar sem perder dinheiro e num acto a louvar informa o Banco de Portugal que supostamente começa a agir em Setembro de 2013 mas vai-se "satisfazendo" (não sei se de forma dolosa) com as garantias dadas apesar dos graves problemas evidenciados todas as semanas.

Continua.....
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De Luís Lavoura a 11.08.2014 às 12:52

3º Bes condenado nos USA e em Espanha pelos respectivos reguladores por delitos graves de manipulação de contas, lavagem de dinheiro e fuga ao fisco

Nunca ouvi falar de tais condenações! Quando ocorreram? Pode dar referências?
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De William Wallace a 12.08.2014 às 15:04

Caro Luís Lavoura, obviamente poderia usar o Google, não é fácil, mas com persistência chega-se lá.

Eu inúmeras vezes já tive de o fazer partindo de informação escassa e em assuntos que não domino mas lá consigo obter resposta ás minhas duvidas.

O ultimo ex. foi descobrir qual a marca do turbo do meu carro e respectiva cotação em "aftermarket" já que no concessionário oficial da marca não souberam dizer-me (só deram o preço) por sinal mais do dobro do que em aftermarket, veja lá que o óleo que recomendam para o motor agora é diferente do que a própria marca recomenda, além da especificação do fabricante do próprio óleo. Já noutro concessionário de uma marca irmã lá recomendaram o óleo que acabei por voltar a colocar.

Aqui fica em Espanha :

http://expresso.sapo.pt/espanha-multa-bes-em-mais-de-um-milhao-de-euros-por-infracoes-muito-graves=f862198

Isto seria só a ponta do icebergue, normalmente como nos icebergues o verdadeiro perigo está naquilo que não se vê.

Aqui fica nos USA :

http://expresso.sapo.pt/bes-paga-multa-de-7-milhoes-de-dolares=f682911


Ninguém consegue gerar perdas bancárias desta dimensão sem passar despercebido a não ser que o faça de modo calculado para confundir reguladores e esconder em paraísos fiscais e com regulação fraca ou inexistente como o Luxemburgo (nem sequer exige auditores certificados) ou Suiça.
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De Luís Lavoura a 11.08.2014 às 12:53

com a falência do BES pelo menos 12 pessoas que trabalham comigo ficariam desempregadas

Ficariam desempregadas exatamente por quê? O salário delas é pago pelo BES? A que título?
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De Miguel R a 12.08.2014 às 08:51

Directamente não, mas o projecto em que estão envolvidas sim. Se você faz um trabalho, ele é financiado por uma entidade e essa mesma vai à falência ou do dia para à noite surgem-lhe outros de igual monta ou então...
Imagine que é uma empresa que faz cabelagem para a WV. Se estes falirem...
Existem muitas empresas que para poderem responder a necessidades do mercado, precisam de financiamento para conseguir produzir. Sem esse financiamento...
Há sempre a hipótese de se arranjar outro financiador.
Veja a situação do SL Benfica por exemplo.
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De Miguel R a 12.08.2014 às 13:17

VW*
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De William Wallace a 10.08.2014 às 04:42

Continuação.............

5 º Manuel Pinho (ex-ministro da economia) começa de forma surpreendente a negociar a reforma que lhe é devida pelo BES , este facto foi noticiado em Março de 2014 (acho eu) de modo jocoso e a que poucos ligaram importância, revela que muita mais gente sabia das dificuldades do BES e pôs a salvo activos.

6º O BdP continua a pronunciar-se pela estabilidade do BES e que o banco é sólido e que a gestão das empresas GES está agora a ser feita de modo totalmente independente da gestão do banco.

Em Maio, Junho e Julho de 2014 é afiançado por todas as pessoas detentoras de poder VISÍVEL que o Banco é seguro e está correctamente provisionado contra EVENTUAIS perdas em alguns negócios.

A administração do BES tenta a todo custo sossegar (para esconder) accionistas , colaboradores e clientes reforçando ainda mais nesses três meses as fortes campanhas de Marketing institucional (iniciadas em 2014) e pede aos colaboradores que redobrem os seus esforços na captação de negócios junto dos seus clientes - facto que pode ser confirmado por muita gente que foi neste período contactada pelos funcionários do banco (alguns pela 1ª vez).

Quando no incio de Julho a informação da verdadeira dimensão do descalabro sai da redoma do conselho de administração e chega ao conhecimento de grandes players da bolsa começa uma queda lenta mas constante das acções do BES com a habitual especulação nestas alturas.

A administração do BES vai perdendo elementos e a assembleia geral de accionistas para a sua substituição tarda em realizar-se, no entanto todos os detentores de poder politico e regulatório continuam a garantir a solidez do banco e que está correctamente provisionado.

Fica-se a saber do empréstimo da PT á Rioforte o que aumenta a exposição da PT e do próprio BES a prejuízos muitos significativos.

O empréstimo feito pela PT não é pago - note-se que o BES é um dos maiores accionistas da PT.

Apesar disto continua a dizer-se que o BES é sólido e que o problema é o GES e que este já está totalmente "desligado" do BES , informação veiculado pelos governantes, reguladores e comunicação social especializada e não especializada.

O relatório e contas semestral é conhecido oficiosamente por muitos players do mercado e as acções chegam a cair 50% NESSE dia e seguinte.

O relatório e contas é divulgado a 30 de Julho e no dia seguinte as acções voltam a cair 40% no entanto continua a veicular-se a informação de que o banco é sólido.

Na sexta-feira (1 de Agosto) as acções são suspensas de cotação na bolsa após nova queda.

A legislação aprovada para o Fundo de Resolução é promulgada no fim de semana e é criado o NOVO BANCO sendo a constituição de um bad bank veiculada por órgãos de comunicação social e explicada em 1ª mão por Marques Mendes de modo oficioso no Sábado á noite (2 de Agosto). A explicação oficial surge um dia depois de todos os tramites legais que era possível executar num fim-de-semana estarem prontos.

A conclusão a que chego é a seguinte, até á ultima hora foi pedida ajuda Internacional ao BCE que a não deu invocando o facto de o Estado Português ter já á sua disposição fundos para usar na recapitalização da banca e que agora e visto estarmos perante mais uma falência controlada não serão ressarcidos na sua grande maioria e terão efeitos no défice estrutural de 2014 e em diante com o agravar do peso da divida e dos juros por ela pagos com as consequências que todos conhecemos.

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De William Wallace a 10.08.2014 às 05:02

Continuação (3)

A ajuda pedida pelo governo Português ao BCE teria segundo o BCE de ser enquadrada num segundo resgate razão pela qual não foi aceite pelo governo Português optando este por empurrar o problema para a frente (2015 e por diante) e assim tentar uma manobra de sobrevivência politica.

A ida do vice 1º ministro a Angola foi a de pedir que pelo menos o Estado Angolano não executa-se de imediato todos os créditos do qual se tornou detentor com a garantia estatal que deu ao BESA e que depois retirou para dar tempo a uma eventual venda de activos no NOVO Banco e BESA que possam diminuir os prejuízos do estado Português com a falência controlada que está em marcha.

A minha leitura dos factos pode parecer uma teoria de conspiração mas creio profundamente na mesma á luz dos factos conhecidos até agora.
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De Vento a 11.08.2014 às 01:26

William, compreendo tudo quanto refere. Mas aguardemos até que Ricardo Salgado comece a falar.
A minha reflexão debruça-se sobre um facto consumado, a constituição do Novo Banco e a solução que se pretende implementar. Mas faço também um brevíssimo resumo histórico sobre o comportamento dos mercados e os seus tombos.
Só não quero que, por aquilo que aprenderam na Grécia, os agiotas que usam as instâncias reguladoras, e não só, queiram impôr novas leis e leizinhas para nos enterrar de maneira diferente e saltarem fora do barco sem prejuízos.

Já chega de tanto terem enterrado este país através da troika e dos que a seus pés se aqueceram para impôr uma política conveniente que acabou por estoirar-lhes na cara e a colocar tantos na miséria.
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De Miguel R a 10.08.2014 às 13:41

Colocaram-me a cabeça a fervilhar. Excelentes reflexões, estejam certas ou erradas. Foi um prazer.

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