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Uma detenção sem carpideiras

por Pedro Correia, em 20.03.18

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Nicolas Sarkozy, ex-Presidente francês, acaba de ser detido por suspeitas de financiamento ilícito da sua campanha eleitoral de 2007 pelo deposto ditador líbio Muamar Kadafi. Nos países com instituições sólidas e democracia consolidada é assim: a justiça segue o seu curso, doa a quem doer. E os políticos - estejam no activo ou já retirados - respondem perante os investigadores como qualquer cidadão.

Sem  coros de carpideiras a anunciarem o fim do regime, como sucedeu em Novembro de 2014, quando por cá foi detido o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

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68 comentários

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De Anónimo a 20.03.2018 às 08:59

Parabéns por este post. Acertou em cheio.
Anonima
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:06

Merci bien, Anónima.
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De Robinson Kanes a 20.03.2018 às 09:04

A procissão ainda vai no adro, vamos ver se França mostra a Portugal como se faz justiça...
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:05

Ainda não deparei com ninguém a gritar por lá que "a democracia está em perigo", como fez o advogado Magalhães e Silva, quando Sócrates foi detido. Ou a jurar que Sarkozy "não será julgado com isenção", como disse a Clara Ferreira Alves na mesma data relativamente a Sócrates.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 17:46

Na Gália também houve canais de TV a chegarem antes da Gendarmerie?
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 18:52

Os jornalistas, quando são competentes, acompanham sempre que possível os acontecimentos 'in loco', não relatam por "ouvir dizer que aconteceu".

Veja-se o que ocorreu em Abril de 2015 em Madrid, quando o poderoso Rodrigo Rato - ex-vice-primeiro-ministro do governo espanhol, ex-director do FMI e banqueiro do Bankia - foi detido por presumíveis delitos de fraude e branqueamento de capitais.
A detenção foi coberta em directo pelos mais diversos órgãos de informação espanhóis - como aqui recordo:
http://www.elmundo.es/album/espana/2015/04/16/553008e522601d187c8b456e.html

Ou o influente e poderoso presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, detido e algemado praticamente em directo, sob as câmaras e os holofotes dos 'media', incluindo jornais tão conservadores e bem-comportados, como o britânico 'Telegraph':
https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/8515799/Dominique-Strauss-Kahn-escorted-by-police-after-forensic-exam.HTML

Sem coros de carpideiras a bradar contra os jornalistas.
Como de costume, isso só acontece cá.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 19:16

O meu juízo não depende das modas, medievais, de dentro ou de fora. Deve-se julgar. Não humilhar.

An unbelievable photo of DSK in jail wearing a blue suicide prevention smock has been obtained by the NYDailyNews.

It is cruel.

The French media is already saying that they will refuse to run it.

http://www.businessinsider.com/photo-dominique-strauss-kahn-in-jail-wearing-a-blue-suicide-prevention-smock-2011-5

Por vezes parece que caem na real
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 19:19

As carpideiras indignavam-se com a sistemática violação da segredo de justiça, ao mesmo tempo que à Defesa era-lhe negado o acesso ao Processo.

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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 19:40

Tal e qual as putativas carpideiras espanholas, que se terão preocupado imenso com a "violação do segredo de justiça" quando o ex-número 2 do Governo espanhol foi detido, com jornalistas a fotografarem e filmarem.
Que haja políticos desta dimensão indiciados (e acusados) de crimes com tamanha gravidade, é algo irrelevante para alminhas tão sensíveis.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 20:30

Pedro, não é o conteúdo. É a forma de dar a notícia. Contudo a forma pode minar o conteúdo. Ou seja fala-se nesse Direito Sagrado do Estado de Direito - presumível inocente até trânsito em julgado - mas depois mandam cá para fora material do Processo que visa exclusivamente conduzir a opinião pública para um veredicto. E desta forma Arguido=Culpado.

Um tipo se aparecer como arguido na TV independemente de ser , ou não , absolvido nunca mais se livra da mácula da culpa. Está acabado!

Mas há gostos para tudo. Gostando de estar informado enjôo com facilidade. Felizmente há muito por onde escolher
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 20:51

Ao menos na Rússia de Putin e na Turquia de Erdogan não há destas modernices: onde é que já se viu, jornalistas com fontes policiais? Algo impensável.
Lá os polícias não são fonte de ninguém: só servem mesmo para prender jornalistas.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 22:30

Pois. Polícias que violam o segredo de justiça. Que violam a lei.

Gosto mais dos fjordes
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 22:39

E o direito à informação? Vai borda fora?
O "segredo de justiça", que é um direito instrumental, e portanto secundário, deve sobrepor-se à liberdade de informação, pilar dos direitos essenciais de qualquer Estado democrático?
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 22:51

escutas socrates Pai, já estou farto de dormir num hotel

https://m.youtube.com/watch?v=3cP_YZHsrPA

Escutas telefónicas a José Sócrates e mãe

https://m.youtube.com/watch?v=3oY2B1I86Z8


José Sócrates ESCUTAS Interrogatório sobre a dívida a amigo Carlos Santos Silva

https://m.youtube.com/watch?v=qn_ykxIypFM

Até no Ju Jitsu quando o adversário está no chão existe respeito.

Isto não envergonha qualquer cidadão médio que respeite o Estado de Direito?

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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 23:02

No chão porquê?
https://observador.pt/2018/03/19/jose-socrates-volta-a-universidade-para-falar-sobre-a-crise-pre-troika/

Nunca vi pessoas "no chão" darem palestras na Universidade de Coimbra.
Mas há sempre uma primeira vez.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 23:10

Falávamos na Comunicação Social e na violação, enviesada, do Segredo de Justiça. Não em catraios ou no Movimento Cívico José Sócrates.

Que relevância jornalística tem a publicação daquelas escutas senão o achincalhar de pessoas que nem estão no Processo Marquês?

Fui educado à moda antiga. Mea culpa.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 09:04

Sarkozy será uma estrela prisional com os seus sapatinhos de salto alto.

E a Bruni? Viu a entrevista miserável ao Vitor Gonçalves?
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 09:28

Não vi. Ela cantou?
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 09:40

Diria antes (desen)cantou!

Pedro, começo a apanhar-lhe o jeito
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:06

Ela não precisa de cantar: basta-lhe sussurrar.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 17:20

Nem sussurar. Basta fazer boquinha
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De Anónimo a 20.03.2018 às 10:39

Ela cantou...de sabrinas.
Ahahahahha,
anonima
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:02

Por mim até poderia cantar descalça. Como a Sandie Shaw.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 17:24

Descalça!. ....Pedro, como estudioso da Língua Pátria (des)calça pode tomar também o significado de sem calça (des - negação )
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 18:53

Quer dizer que estava de saia?
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De Beatriz Santos a 20.03.2018 às 09:13

Pode que seja rápida e eficiente a investigação e sirva de exemplo à morosidade portuguesa.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 09:27

Rápida e eficiente são dois adjectivos que combinam mal quando está em causa uma complexa investigação judicial.
Seguir o rasto de dinheiro alegadamente ilícito é uma das operações mais complexas da justiça e das polícias no mundo contemporâneo.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 09:47

Não seja assim .Veja a Mãe Rússia, por exemplo.

Pedro, a propósito, Estudos de Opinião ou Sondagens em ditaduras radioactivas são para serem levadas a sério?

PS: Exagerei nas vírgulas? !

PS2: "são para serem". ...isto não soa bem!
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 10:56

Se exagera nas vírgulas, é meio caminho andado para produzir uma copiosa tese de mestrado.
https://observador.pt/especiais/lemos-a-tese-de-barreiras-duarte-e-e-quase-um-poema-eis-a-nossa-critica-literaria/

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De Beatriz Santos a 20.03.2018 às 10:38

Vamos ver quanto tempo dura a investigação. Comparamos. E depois voltamos a falar, ok?
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 10:53

Este inquérito judicial em França foi aberto em 2013. Já leva cinco anos, portanto.
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De Anónimo a 20.03.2018 às 13:33

Pois, mas o potencial acusado não ficou preso durante esses 5 anos sem acesso ao processo.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:08

Conhece algum "potencial acusado" que tenha ficado cinco anos detido?
Eu não.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 22:56

Potencial acusado não. Mas potenciais culpados sim.

https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2013/06/21/sociedade/noticia/justica-portuguesa-demora-em-media-425-dias-a-decidir-processos-1598012/amp

Relatório da OCDE indica que a duração média dos processos judiciais em primeira instância em Portugal é de 425 dias, uma lentidão que só é ultrapassada pela Itália (564 dias). Eslovénia (420 dias), Eslováquia (354 dias), México (342), Holanda (305) e França (304) são os outros países com uma duração mais longa dos processos em primeira instância.
Já o Japão (107 dias), Áustria (129), Suíça (121), República Checa (135), Coreia (144), Grécia (155), Noruega (160), Polónia (167), Nova Zelândia (171), Rússia (176) e Suécia (186) são países que apresentam uma duração média dos processos em primeira instância inferior a 200 dias, ou seja, menos de metade do tempo gasto em Portugal para o efeito.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 23:00

Ah, pois. Justiça célere é a russa.
Mais célere ainda é a turca.
E ninguém bate em velocidade a chinesa.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 23:16

A Turquia pertence à NATO e à OCDE. Aí não há pruridos. Dão um jeitasso.

Mas confesso que não são os melhores exemplos para um estudo sobre justiça.


E agora cama....
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 23:01

BPN ,BES. ...

Dez anos depois, "Operação Furacão" chega a julgamento
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De Beatriz Santos a 21.03.2018 às 14:47

E já há uma diferença: só prenderam Sarkozy depois de cinco anos de investigação. Veremos se são eficientes e, dentro da morosidade própria, lhes podemos reconhecer alguma presteza.
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De Pedro Correia a 21.03.2018 às 14:54

Para já não está preso. Foi só detido.
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De Vlad, o Emborcador a 21.03.2018 às 17:32

Preso é um detido com grilhetas?
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De Beatriz Santos a 22.03.2018 às 15:48

significa que maior foi a cautela.
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De Maria Dulce Fernandes a 20.03.2018 às 10:44

Um país que não vive permanentemente fantasias de Natal, a França.
Estou muito curiosa das reacções e comentários dos ditos who's who de cá, também autoproclamados peritos na mátéria .
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 10:55

As carpideiras, por cá, acham muito bem. Que os ricos e poderosos sejam detidos lá fora.
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De Fatima MP a 20.03.2018 às 14:36

Veremos agora, na imprensa francesa, quantos blogs e grupos de apoio serão criados para, durante anos, exaustivamente promoverem o branqueamento da coisa antes do seu total apuramento. À semelhança do que tem vindo a acontecer na "versão tuga" com uma permanentes tentativa de lavagem cerebral, visando sentimentos de indignação e culpabilização no bom povo português ...
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:12

Sou capaz de apostar que em França não haverá nenhum "grupo de apoio" ao ex-Presidente. Nem almoços ou jantares de "solidariedade". Nem editoriais lacrimejantes da imprensa amiga.
Outras terras, outros hábitos.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 17:28

E autocarros e hinos sarkosyanos?

Proponho para as canções do século XXI:

https://youtu.be/ED0NPejFMQk

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De Anónimo a 20.03.2018 às 11:51

Não vale a pena bater mais no ceguinho.
As coisas óbvias, por tão óbvias, passam desapercebidas.
Como a respiração.
Acontece que a democracia representativa é uma invenção nórdica, onde as pessoas são organizadas, disciplinadas e com um forte sentido do bem comum. Se assim não fosse, não sobreviveriam às condições naturais adversas.
Acontece que, quanto mais para sul, mais as coisas (e as pessoas) se invertem.
Indiferentes ao óbvio, cometeram o óbvio lapso de transferirem o norte para o sul.
Obviamente nunca resultará.
Com carpideiras ou sem carpideiras.
Não batam mais no ceguinho!
João de Brito

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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:09

Que tem isso a ver com a detenção de Sarkozy?
Não entendi.
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De jo a 20.03.2018 às 12:34

Será bom comparar os métodos das justiças e o resultado que alcançam.

Ando por fora da justiça/política francesa. Alguém me sabe dizer qual o jornal oficioso da Procuradoria de lá, para eu poder ver as gravações das chamadas telefónicas e dos interrogatórios?
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:01

Por lá ainda não surgiram carpideiras a uivar contra a justiça, como aconteceu por cá em Novembro de 2014.
São muito pacóvios, aqueles franceses.
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 18:31

E-mails a que a VISÃO teve acesso...

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2018-03-20-Centeno-pediu-bilhetes-para-o-Benfica-Napoles

De nada! Ora essa!

Não há inbestigação jornalística como a nossa.

Com tanta violação a Justiça deve estar toda rebentada.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 18:58

Bons eram os tempos em que o Arquivador Geral da República se queixava de não ter poderes para investigar, intitulando-se a si próprio de "Rainha da Inglaterra":
https://www.dn.pt/dossiers/politica/caso-freeport/noticias/interior/pgr-tenho-os-poderes-da-rainha-de-inglaterra-1632789.html

Ai que saudades, ai, ai...
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De Vlad, o Emborcador a 20.03.2018 às 17:29

Corrier de la Matin
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De Anónimo a 20.03.2018 às 13:35

Por muito que seja de louvar o facto é que Sarkozy já se safou (a palavra é a certa) de outros casos semelhantes. Outros antes de ele também (alguém falou em Jacques Chirac??). Pelo que la fora (as vezes) funciona, mas também está longe de ser a regra
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:19

E houve carpideiras parisienses a lamuriar a "perseguição judicial" a Chirac e Sarkozy?
Não me lembro de nenhuma.
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De Peregrino a Meca a 20.03.2018 às 17:04

Claro que houve! aqui a mais recente: "
Christian Jacob, président du groupe LR à l’Assemblée, qui assure M. Sarkozy « de toute l’amitié et du soutien du groupe LR » :

« C’est un acharnement incompréhensible. Onze ans après, à quoi tout cela rime ? On a vu ce que cela donnait l’acharnement sur l’affaire Bettencourt [dans lequel M. Sarkozy a finalement bénéficié d’un non-lieu]. »

(http://www.lemonde.fr/police-justice/article/2018/03/20/premieres-reactions-politiques-a-la-garde-a-vue-de-nicolas-sarkozy_5273521_1653578.html)

Isto que o Sarkozy já não é Presidente há mais de 5 anos, já não tem cargos (nem amigos em posições relevantes) no partido e que "entalou" bem entalado o partido noutros casos (Affaire Bygmalion).

Política é política, aqui, na França e na China. O que varia são as formas (digamos que no Sul somos mais exuberantes). Esperemos é que a justiça seja melhor.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 19:02

Essas reacções são de partidos políticos e de dirigentes políticos. Nada mais natural.

Nada que se compare aos comentadores televisivos, alegadamente "independentes", que por cá se apressaram em vir em socorro de Sócrates enquanto vergastavam as autoridades judiciárias:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-que-eles-disseram-9623958

Estas carpideiras chegaram a dizer que a democracia estava em perigo com a detenção do ex-primeiro-ministro.
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De jj.amarante a 20.03.2018 às 14:36

" Nos países com instituições sólidas e democracia consolidada é assim: a justiça segue o seu curso, doa a quem doer. E os políticos - estejam no activo ou já retirados - respondem perante os investigadores como qualquer cidadão."

Em França, segundo a BBC (http://www.bbc.com/news/world-europe-43469316) o Sarkozy foi o primeiro ex-presidente francês a ser detido para ser interrogado e isso foi em 2014, mesmo ano em que o Sócrates foi detido. Com uma enorme diferença, o Sarkozy foi detido, interrogado, aguardando em liberdade o julgamento e não foi condenado, o Sócrates foi logo preso preventivamente e ficou 9 meses preso sendo a acusação, proferida apenas passados uns anos e ainda não foi julgado.

E em França o Jacques Chirac ficou imenso tempo a marinar em boatos e quando a Procuradoria finalmente se decidiu a acusá-lo já era tarde porque estava com Alzheimer, ou Parkinson ou outra doença que impossibilitava que fosse apresentado a tribunal.

E sobre os anteriore presidentes-reis franceses correram imensos rumores sem qualquer ida a julgamento.

Não quero dizer que não devam ir a julgamento mas não são acções triviais.
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De Pedro Correia a 20.03.2018 às 16:16

Os casos são diferentes, com molduras penais diversas e com base indiciária muito distinta.
Interessa-me é fazer o paralelo entre a detenção do ex-Presidente da República francesa, notícia recebida sem que aparentemente ninguém apareça a rasgar as vestes nem a bradar contra o sistema judicial, e a detenção do ex-primeiro-ministro português, que suscitou de imediato, na altura, este conjunto de reacções histéricas (a amostra peca por ser muito escassa):
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-que-eles-disseram-9623958

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De Fatima MP a 20.03.2018 às 17:59

Pedro, com o tanto que carpimos, será que seremos, mesmo, "piegas"??? Óh, palavrinha abominável ...
(e já estou achando vírgulas a mais aí em cima ...).
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De Rão Arques a 20.03.2018 às 17:21

Nós cá temos carpideiras pagas em notas ou com favores.
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De Vlad a 21.03.2018 às 15:47

Gostei da "selfie"...mas continue vestido!

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