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Um travão contra o populismo

por Pedro Correia, em 28.06.18

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 Joana Marques Vidal com a ministra da Justiça, Francisca Van Dunen

 

O Governo anda cheio de vontade de afastar a procuradora-geral da República que mais resultados obteve no combate ao chamado crime de colarinho branco desde o 25 de Abril. A tal ponto que logo no início do ano a ministra da Justiça, certamente com conhecimento e autorização de António Costa, se apressou a mostrar-lhe a porta de saída - ainda por cima cometendo a deselegância de o fazer numa entrevista a um órgão de informação, a TSF.

Joana Marques Vidal respondeu não com palavras mas com resultados. Que estão à vista de todos. Ontem, por exemplo, com a chamada Operação Tutti Frutti, que investiga adjudicações superiores a um milhão de euros a militantes do PSD por parte de juntas de freguesia de Lisboa que estão ou estiveram controladas por este partido. Uma investigação que também abrange o PS - a tal ponto que os gabinetes dos vereadores Duarte Cordeiro, Manuel Salgado e do próprio presidente da Câmara, Fernando Medina, também estão na mira da Judiciária.

O combate às práticas criminosas na política é decisivo para travar os movimentos populistas anti-sistema que proliferam pela Europa e não tardarão a chegar aqui. Porque nada como a corrupção mina tanto a credibilidade das instituições políticas. Mais um motivo para o Presidente da República reconfirmar Joana Marques Vidal no final do Verão, quando o mandato dela se abeirar do fim. Convém lembrar que neste processo de recondução ou exoneração da procuradora-geral da República a palavra decisiva será sempre a do Chefe do Estado - como, de resto, estipula a Constituição portuguesa.

Os estados de alma do Governo importam pouco.

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28 comentários

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De Tiro ao Alvo a 28.06.2018 às 20:14

Este Lavoura não tem emenda: para ele investigar é chatear pessoas e coisa e tal, não é encontrar criminosos.
Ele não sabe que todos os dias o MP faz acusações a criminosos em Tribunal e que, mesmo que os réus não sejam condenados, os criminosos são, por regra, perseguidos pela Justiça, acabando alguns por não serem condenados, não porque não tenham cometido crimes, mas, sim, porque não foram reunidas provas, que, nos crimes de colarinho branco, são difíceis de encontrar.
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De Pedro Correia a 28.06.2018 às 22:31

Ele até sabe. Mas por vezes esquece-se.

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