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Delito de Opinião

Um pesadelo sem fim à vista

Pedro Correia, 17.11.20

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Vivemos submersos em más notícias. É assim há nove meses. Manhã após manhã, serão após serão. Uma das mais perturbantes foi esta a que o semanário Expresso deu destaque na edição de sexta-feira (mudou o dia habitual de saída devido ao estado de emergência): «Contágio não baixou nos concelhos fechados há mais tempo».

Até que ponto esta amostra recolhida em Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras pode servir de fundamento para uma tese geral? O facto de serem três concelhos caracterizados por larga actividade industrial será determinante para que o fluxo de infecções prossiga sem travão apesar de ali vigorar há quase um mês o regime de semiconfinamento entretanto alargado a outros 188 perímetros municipais? Haverá relação entre o número de contágios e a idade média da população, visto Lousada e Paços serem os dois concelhos com população mais jovem do País?

Algumas interrogações que persistem em ficar sem resposta. Como uma infinidade de outras, ecoadas por tantas vozes ansiosas desde o início de um ano que prometia ser risonho e próspero e afinal se transformou num pesadelo sanitário, económico e social sem fim à vista.

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