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Um epitáfio

por Rui Rocha, em 08.01.17

As contradições de Soares salvaram o país da coerência de Cunhal.


39 comentários

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De Anónimo a 08.01.2017 às 18:20

A alternativa ao que vou dizer era estar calado.
Juntar-me ao discurso laudatório só porque alguém morreu é que não.
Deixo isso para os que se dão bem com esta democracia que Soares ajudou decisivamente a instaurar, primeiro, e galhardamente defendeu, depois.
Dizem que Soares foi muito à frente do seu tempo.
Discordo: a Ditadura é que durou tempo demais.
Dizem que Soares foi um paladino da liberdade.
Relativizo: liberdade dos eleitos, porque os eleitores, tolhidos pelo formalismo perverso da dita democracia, nunca tiveram a liberdade de parar a incompetência e a corrupção, que têm feito dos pobres cada vez mais pobres e dos ricos cada vez mais ricos.
Mais: em vários momentos, Soares indiciou considerar a classe política intocável nos seus privilégios, mesmo acima da lei que rege os comuns cidadãos.
Concluindo: Soares foi de facto um animal político como nenhum outro em Portugal, mas num regime que de democracia só tem o nome e a forma, que consiste em reduzir a participação dos cidadãos em eleições de quatro em quatro anos, como maneira de legitimar as maiores tropelias da classe política.
Paz à sua Alma.
E solidariedade pessoal na dor dos familiares.
João de Brito
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De Soares é fixe a 08.01.2017 às 20:48

Os vícios que aponta à nossa democracia não são específicos da democracia portuguesa. Não são patognomónicos.
A ditadura de Espanha durou ainda mais. A de Itália não, em virtude do seu alinhamento com o Eixo. A da URSS durou também mais, como a de inúmeros países onde houve ditadura.
Quanto a intocabilidade da classe politica é a mesma que afecta os grandes banqueiros e empresários. Ou seja a mesma para quem detêm Poder, nãos endo uma invenção Soarista.
Existe aquilo que se chama voto de protesto (ex: Bloco Esquerda e PCP) que pode servir de indicador e reflexão à classe politica - veja-se a viragem à esquerda do PS da geringonça,
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De Anónimo a 08.01.2017 às 21:35

Sem ele e outros como ele, hoje não teria escrito o que escreveu.
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De isa a 09.01.2017 às 10:20

Curiosamente, com um "pequeno" erro que ele cometeu, dentro em breve, além de não se poder escrever, também não o poderá dizer e, provavelmente, até só vai comer aquilo que os novos "latifundiários" quiserem se conseguirem tomar o Poder a nível Global (comida orgânica cara demais porque as grandes corporações querem que coma aquilo que eles quiserem, geneticamente modificada e com químicos e, o estarem a patentear tudo, até as sementes, é mero "acaso" para além de muitos outros "acasos", portanto, uma ignorância perigosa)

Por acaso ainda não percebeu o caminho para onde nos estão a querer levar, com uma centralização do Poder a nível Global?
Por acaso já pensou na diferença entre uma Ditadura Local a uma Ditadura Global (esta até com "facilidades" tecnológicas)? É que na 1ª você pode depor os Ditadores, na 2ª nem sequer vai ter para onde fugir.
Nunca a Humanidade enfrentou um perigo tão grande, no entanto, o maior perigo é a ignorância do que se passa a nível Global.

Por acaso pensa que as novas Leis europeias, para tentar controlar a net, o google até informar que páginas foram retiradas por causa da legislação europeia, o politicamente correcto que não passa de censura, para não se poder dizer o que se pensa e, a nova "luta" contra as "Falsas" notícias, quando corporações a nível Global já estão a controlar 90% da informação que lhe dão a "comer", são tudo coincidências ou com a desculpa do terrorismo, um problema que eles próprios criaram, primeiro bombardeando países e depois abrindo fronteiras, mais acasos?

Sabe quantas bombas foram lançadas de avião num tempo em que as pessoas pensam ser de paz? Quase 27.000 nos 365 dias do ano de 2016.
Se lhe matarem a família toda, pensa que "eles" não sabem estarem a criar mais terroristas? Sabe a quem beneficia as guerras? Diabolizar os governantes de países que foram eleitos democraticamente, serve os interesses de quem?

"Acorde" e não acredite em mim nem em ninguém, investigue por conta própria porque há décadas que muitos avisaram, agora, é tão óbvio que só não vê quem estiver "cego", acomodado ou a pensar num futuro "tachinho" nesse governo a nível global. Há demasiados a pensar nos seus próprios interesses pessoais e só querem manter a "mentalidade de rebanho" onde até há "ovelhas" a quererem policiar o que as outras "ovelhas" dizem.

Se em 2011 poucos percebiam, data deste vídeo que lhe deixo, basta ver para confirmar, como até endividar os países foi feito deliberadamente. Se havia um FED nos EUA, agora temos um BCE, Banco privado pertencente aos mesmos e que nos querem escravizar mas, desta vez, a nível Global... tão bom poder escrever agora... temporariamente, não é?
https://www.youtube.com/watch?v=vB5LK-jihgk
Glenn Beck Exposes the Private Fed; Gets Fired by Fox

Um jornalista despedido em 2011 nos EUA e, agora, por cá, jornalistas com medo de ir ao Congresso dos Jornalistas?
No entanto, acabei por dar um grande suspiro (de desespero) porque sei, por experiência própria que ninguém nos pode "acordar", podemos apenas ser alertados para um ou dois problemas mas, temos de investigar sozinhos porque, quanto mais vamos sabendo... mais difícil fica de acreditar.
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De Anónimo a 09.01.2017 às 10:51

É um argumento, no mínimo ridículo, mas muito usado e possivelmente com impacto assegurado entre aqueles menos prendados pela flexibilidade de raciocínio.
Virou chavão.
E consiste precisamente em declarar solenemente que, não fora a Revolução ou o Mário Soares e ainda andaríamos descalços ou estaríamos em Caxias a ser torturados pela Pide.
O que é isto senão uma completa estreiteza de vistas, que só vislumbra uma via, uma solução, um regime, para o futuro da Humanidade!
João de Brito

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De Charrua a 09.01.2017 às 10:59

João, veja de outra forma, se me permite. Com o Marocas e a Revolução pouparam-se os muitos que "não tiveram tempo" de lá ir parar.
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De Anónimo a 09.01.2017 às 12:03

Gostava de "ver de outra forma", mas não percebo o que quer dizer com... "pouparam-se os muitos que "não tiveram tempo" de lá ir parar".
Reconheço que na descodificação da linguagem sou muito formal e pouco intuitivo.
Ou, se preferir, não tenho muito sentido de humor.
Infelizmente!
Mas que gosto de ver os vários lados de uma questão, lá isso gosto.
João de Brito
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De Charrua a 09.01.2017 às 12:20

Bom, o que lhe queria dizer é que se o 25 de Abril de 1974 se desse em Julho de 1987, possivelmente o número de presos políticos teria sido maior do que aquele foi (A PIDE esteve activíssima durante o marcelismo). Quanto ao sentido de humor, espero que ainda vá a tempo dele.

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