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Um epitáfio

por Rui Rocha, em 08.01.17

As contradições de Soares salvaram o país da coerência de Cunhal.

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39 comentários

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De BELIAL a 08.01.2017 às 11:40

Doa 6, dia de reis. Dia 7, dia de "homenagem" e festa. Tanta rolha de espumante e champagne a explodir por essa país fora. Eu não o fiz. Entre o que digo e faço, existe um certo pudor que me impede. A ideia da coisa é melhor que a coisa em si.
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De JS a 08.01.2017 às 12:28

Uma análise do que passa pela comunicação social sobre o tema Mário Soares diz muito sobre a coerência do personagem, mas diz muito mais sobre a coerência da referida comunicação.
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De tric.Lebanon a 08.01.2017 às 12:46

mas não nos salvaram da Europa anti-Católica e pró-Islamica
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De V. a 08.01.2017 às 15:16

E pró-escurinhos. Não hostilizem a Rússia porque um dia vamos todos ter de nos esconder lá das catarinas martins e dos catarinos martins. Nós, os europeus, bem entendido.
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De kika a 08.01.2017 às 17:23

Sua Santidade o Papa ainda não disse
nada? Santo Soares até soa bem e ficava-se
com mais um. Em tempos de crise... vale tudo.
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De Anónimo a 08.01.2017 às 18:20

A alternativa ao que vou dizer era estar calado.
Juntar-me ao discurso laudatório só porque alguém morreu é que não.
Deixo isso para os que se dão bem com esta democracia que Soares ajudou decisivamente a instaurar, primeiro, e galhardamente defendeu, depois.
Dizem que Soares foi muito à frente do seu tempo.
Discordo: a Ditadura é que durou tempo demais.
Dizem que Soares foi um paladino da liberdade.
Relativizo: liberdade dos eleitos, porque os eleitores, tolhidos pelo formalismo perverso da dita democracia, nunca tiveram a liberdade de parar a incompetência e a corrupção, que têm feito dos pobres cada vez mais pobres e dos ricos cada vez mais ricos.
Mais: em vários momentos, Soares indiciou considerar a classe política intocável nos seus privilégios, mesmo acima da lei que rege os comuns cidadãos.
Concluindo: Soares foi de facto um animal político como nenhum outro em Portugal, mas num regime que de democracia só tem o nome e a forma, que consiste em reduzir a participação dos cidadãos em eleições de quatro em quatro anos, como maneira de legitimar as maiores tropelias da classe política.
Paz à sua Alma.
E solidariedade pessoal na dor dos familiares.
João de Brito
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De Soares é fixe a 08.01.2017 às 20:48

Os vícios que aponta à nossa democracia não são específicos da democracia portuguesa. Não são patognomónicos.
A ditadura de Espanha durou ainda mais. A de Itália não, em virtude do seu alinhamento com o Eixo. A da URSS durou também mais, como a de inúmeros países onde houve ditadura.
Quanto a intocabilidade da classe politica é a mesma que afecta os grandes banqueiros e empresários. Ou seja a mesma para quem detêm Poder, nãos endo uma invenção Soarista.
Existe aquilo que se chama voto de protesto (ex: Bloco Esquerda e PCP) que pode servir de indicador e reflexão à classe politica - veja-se a viragem à esquerda do PS da geringonça,
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De Anónimo a 08.01.2017 às 21:35

Sem ele e outros como ele, hoje não teria escrito o que escreveu.
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De isa a 09.01.2017 às 10:20

Curiosamente, com um "pequeno" erro que ele cometeu, dentro em breve, além de não se poder escrever, também não o poderá dizer e, provavelmente, até só vai comer aquilo que os novos "latifundiários" quiserem se conseguirem tomar o Poder a nível Global (comida orgânica cara demais porque as grandes corporações querem que coma aquilo que eles quiserem, geneticamente modificada e com químicos e, o estarem a patentear tudo, até as sementes, é mero "acaso" para além de muitos outros "acasos", portanto, uma ignorância perigosa)

Por acaso ainda não percebeu o caminho para onde nos estão a querer levar, com uma centralização do Poder a nível Global?
Por acaso já pensou na diferença entre uma Ditadura Local a uma Ditadura Global (esta até com "facilidades" tecnológicas)? É que na 1ª você pode depor os Ditadores, na 2ª nem sequer vai ter para onde fugir.
Nunca a Humanidade enfrentou um perigo tão grande, no entanto, o maior perigo é a ignorância do que se passa a nível Global.

Por acaso pensa que as novas Leis europeias, para tentar controlar a net, o google até informar que páginas foram retiradas por causa da legislação europeia, o politicamente correcto que não passa de censura, para não se poder dizer o que se pensa e, a nova "luta" contra as "Falsas" notícias, quando corporações a nível Global já estão a controlar 90% da informação que lhe dão a "comer", são tudo coincidências ou com a desculpa do terrorismo, um problema que eles próprios criaram, primeiro bombardeando países e depois abrindo fronteiras, mais acasos?

Sabe quantas bombas foram lançadas de avião num tempo em que as pessoas pensam ser de paz? Quase 27.000 nos 365 dias do ano de 2016.
Se lhe matarem a família toda, pensa que "eles" não sabem estarem a criar mais terroristas? Sabe a quem beneficia as guerras? Diabolizar os governantes de países que foram eleitos democraticamente, serve os interesses de quem?

"Acorde" e não acredite em mim nem em ninguém, investigue por conta própria porque há décadas que muitos avisaram, agora, é tão óbvio que só não vê quem estiver "cego", acomodado ou a pensar num futuro "tachinho" nesse governo a nível global. Há demasiados a pensar nos seus próprios interesses pessoais e só querem manter a "mentalidade de rebanho" onde até há "ovelhas" a quererem policiar o que as outras "ovelhas" dizem.

Se em 2011 poucos percebiam, data deste vídeo que lhe deixo, basta ver para confirmar, como até endividar os países foi feito deliberadamente. Se havia um FED nos EUA, agora temos um BCE, Banco privado pertencente aos mesmos e que nos querem escravizar mas, desta vez, a nível Global... tão bom poder escrever agora... temporariamente, não é?
https://www.youtube.com/watch?v=vB5LK-jihgk
Glenn Beck Exposes the Private Fed; Gets Fired by Fox

Um jornalista despedido em 2011 nos EUA e, agora, por cá, jornalistas com medo de ir ao Congresso dos Jornalistas?
No entanto, acabei por dar um grande suspiro (de desespero) porque sei, por experiência própria que ninguém nos pode "acordar", podemos apenas ser alertados para um ou dois problemas mas, temos de investigar sozinhos porque, quanto mais vamos sabendo... mais difícil fica de acreditar.
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De Anónimo a 09.01.2017 às 10:51

É um argumento, no mínimo ridículo, mas muito usado e possivelmente com impacto assegurado entre aqueles menos prendados pela flexibilidade de raciocínio.
Virou chavão.
E consiste precisamente em declarar solenemente que, não fora a Revolução ou o Mário Soares e ainda andaríamos descalços ou estaríamos em Caxias a ser torturados pela Pide.
O que é isto senão uma completa estreiteza de vistas, que só vislumbra uma via, uma solução, um regime, para o futuro da Humanidade!
João de Brito

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De Charrua a 09.01.2017 às 10:59

João, veja de outra forma, se me permite. Com o Marocas e a Revolução pouparam-se os muitos que "não tiveram tempo" de lá ir parar.
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De Anónimo a 09.01.2017 às 12:03

Gostava de "ver de outra forma", mas não percebo o que quer dizer com... "pouparam-se os muitos que "não tiveram tempo" de lá ir parar".
Reconheço que na descodificação da linguagem sou muito formal e pouco intuitivo.
Ou, se preferir, não tenho muito sentido de humor.
Infelizmente!
Mas que gosto de ver os vários lados de uma questão, lá isso gosto.
João de Brito
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De Charrua a 09.01.2017 às 12:20

Bom, o que lhe queria dizer é que se o 25 de Abril de 1974 se desse em Julho de 1987, possivelmente o número de presos políticos teria sido maior do que aquele foi (A PIDE esteve activíssima durante o marcelismo). Quanto ao sentido de humor, espero que ainda vá a tempo dele.
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De isa a 08.01.2017 às 22:02

Tenho resistido à tentação de comentar este assunto porque, propositadamente, nem sequer tenho visto a informação "tradicional" e, como tenho boa memória e pouco "detergente", esta tendência de amnésia e de apostar nos "floreados", quando alguém "passa para o outro lado", na realidade, não faz parte da minha natureza.
No entanto, um epitáfio adequado seria recordando as palavras de quem o conhecia melhor do que ninguém, a própria Maria Barroso que o descreveu como "um menino a quem a vida satisfez todos os caprichos" que, em conjunto com outras coisas, podem reler aqui:

http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/mimado-mulherengo-e-socialista

O problema deste País tem sido, precisamente, os "meninos" que nunca se transformam em adultos responsáveis ou, no mínimo, responsabilizados por aquilo que fazem. Como o exemplo tem, sempre, de vir de cima, hoje até temos cidadãos que sofrem do mesmo mal, imaginando que, com birras e, apenas, concentrados nos seus desejos imediatos, para eles, nunca chegará o dia de enfrentar as verdadeiras dificuldades ou as consequências das suas escolhas porque, em último caso e, como de costume, culparão "os papás meninos" passados ou presentes.

No entanto, tenho pena que ele tenha falecido, agora que estamos prestes a "saborear", em pleno, a nossa entrada na U.E., sem Referendo nem Debates.
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De Soares é fixe a 09.01.2017 às 08:51

Para uma apologista do amor livre, revela-se um pouco preconceituosa. Mário Soares, tal como a Isa, devem ter lido Osho. ..que grande sorte tem aquele a quem vida satisfez todos os caprichos.
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De isa a 09.01.2017 às 12:24

Mas onde é que ouviu essa do amor livre? O que eu digo é que adultos responsáveis não precisam de delegar o Poder em "grupinhos"e, mesmo numa versão soft tem o caso dos Suíços onde há Referendos para quase tudo e onde os políticos não poderem "abusar" do Poder que têm e, deve ser por "acaso", não terem uma percentagem de dívida referente ao PIB, como os outros "inteligentes" todos, de 134,18%, 143,22, 103,32 e até bem menor do que a da Alemanha cujo PIB nem se lhe compara e, já vão com 78,06% mas, 15,84% ou outros que só por não terem o euro, conseguem uma percentagem bem menor. Raposas a guardar galinheiros, só para quem goste de enfiar barretes ou comer nas mesmas gamelas.
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De Charrua a 09.01.2017 às 14:12

A Isa é uma anarca. Acredita na boa natureza humana. Segue Rosseau. Eu sigo o Hobbes e acredito que somos animais, por natureza, cruéis. Acredito na democracia parlamentar, e não na popular. Quanto aos suíços não os admiro em nada, todos uma cambada de calvinistas cruéis.

"O referendo da Suíça, em 2014, teve um resultado que não é só embaraçoso para a União Europeia. É uma vergonha para os suíços. Ou melhor para os 50,3% dos suíços que foram na cantiga da extrema-direita contra os imigrantes"

E depois perde tempo com as cantilenas do Bundaberg e nem olha para quem lhe serve de exemplo. Muita parra e pouco Osho.

Quanto a gamelas, se fossemos seguir os seus exemplos/ideologia era de onde, decerto, passaríamos a comer.

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De isa a 09.01.2017 às 17:58

Não gosto da palavra anarquismo porque já a sujaram, suficientemente, para enganar os "rebanhos" e, até, terem medo dela. Sou Voluntarista porque não acredito nos resultados de tudo o que seja feito, obrigado pela força, seja ela de que natureza for, até a legislativa.

Se você segue alguém, eu apenas ouço todas as opiniões, depois, racionalmente, sem misturar emoções, chego à minha própria conclusão e, não sigo ninguém especificamente, apenas sigo a minha consciência que sabe, perfeitamente, a diferença entre o Mal e o Bem. Não sou perfeita mas, pelo menos tento e é um trabalho para uma vida inteira.

Curiosamente, todos nascemos com uma Consciência, se a ouvem ou não, é um problema pessoal e, imagine que até nascemos com livre-arbítrio (nem pela força, seguirei uma Ordem que faça mal ou possa prejudicar outro Ser Humano portanto, nem podia ser polícia e, muito menos, militar, correndo o risco de me ordenarem, matar pessoas, muitas delas que só querem viver a sua vida, exactamente, como nós) e, se pensa que os Seres Humanos só conseguem viver debaixo de coação, está completamente enganado, apenas precisam de ter bons exemplos na sociedade onde nascem e vivem. A sua própria consciência os fará viver conscientemente, não com, cada vez mais leis, quase impossíveis de as saber todas e, é assim que temos o mundo que temos onde uma grande maioria só espera continuar a fazer o Mal mas, conseguir fazê-lo, à socapa.

Posso dar-lhe um exemplo de como a sociedade onde se cresce faz a diferença:
Há muitos anos, conheci uma família de portugueses que emigrou para a Holanda e, quando chegou à parte de entregar o equivalente ao IRS, não os preencheu da mesma maneira que os holandeses, coisa que mais tarde vim a confirmar, numa conversa, com uma holandesa de que, eram incapazes de mentir nos dados desse IRS e, considerava, não mentir no papel dos impostos, a coisa mais natural do Mundo.

Imagina o que fizeram os portugueses, quando descobriram que não tinham de comprovar nada?
Inventaram um pai que não existia, pobre e inválido, para terem direito a maior dedução?
Pior do que isso, passaram não só a ter dedução mas, direito a um reembolso extra, a que nunca teriam direito (uma espécie de subsídio).
O mais chocante foi ver a chacota e, sentirem-se muito importantes com a sua chico-espertice.
Ora, numa sociedade onde o Exemplo e a Consciência são a única "Lei", se tivessem nascido e sido criados naquele tipo de sociedade, sentiriam-se da mesma maneira que um holandês, seria uma vergonha e sabiam que estariam a prejudicar outros holandeses, nem pensar ou imaginar, em sonhos, mentir nos impressos. (holandeses daquela época porque, desta, não conheço nenhum e, com tanta moléstia vinda de fora, o Mal mais depressa prolifera do que o Bem)

Extrema direita contra os refugiados? Mas você só se "alimenta" da "palha" que lhe dão a comer? Nisto, não lhe posso fazer a papinha, já deve ser "crescidinho" para poder procurar outras fontes informativas e, se não souber inglês, aprenda porque estamos sempre a tempo de aprender coisas novas
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De isa a 09.01.2017 às 19:03

Esqueci-me de explicar que era um pai, pobre e inválido... a viver em Portugal, em qualquer altura, até podiam pedir mais um extra, para o funeral desse pai imaginário.
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De Charrua a 09.01.2017 às 20:14

Na Holanda também existe fraude, ou é só em Portugal?

“Eu quero fechar as fronteiras holandesas. Os meus constituintes não querem mais refugiados. Eu não tenho vergonha de representar estes eleitores. Eu orgulho-me disso”, refere na entrevista à publicação alemã.

Geert Wilders, o líder de extrema-direita holandesa e anti-Islão, reagiu ao atentado de Berlim com um tweet chocante, que traduziu em imagem a acusação que os radicais anti-imigração europeus faziam à chanceler alemã, por causa da política de portas abertas aos refugiados: Angela Merkel tem as mãos sujas de sangue.

Geert Wilders, o líder do Partido para a Liberdade Holandês
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De Charrua a 09.01.2017 às 19:26

https://www.publico.pt/2015/10/18/mundo/noticia/direita-antiimigracao-vence-eleicoes-na-suica-1711596

http://www.swissinfo.ch/por/elei%C3%A7%C3%B5es-2015_-su%C3%AD%C3%A7os-caem-nos-bra%C3%A7os-da-direita-/41727764

O SVP adere ao conservadorismo nacional, visando a preservação da soberania política da Suiça. Além disso, o partido promove o princípio da responsabilidade individual e é cético em relação a qualquer expansão dos serviços governamentais. Essa postura é mais evidente na rejeição da adesão da Suíça à União Europeia, a rejeição da participação militar no exterior, e pela rejeição dos aumentos nos gastos do governo com a previdência social e educação.
O discurso partidário concentra-se em questões de política externa, imigração e política de segurança interna, política fiscal e previdência social. Entre os opositores políticos, o SVP ganhou uma reputação como um partido que mantém uma postura linha-dura sendo constantemente, classificado como um partido de extrema-direita.

Perdão, pelo arroto
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De Anónimo a 09.01.2017 às 12:31

Aos poucos, tenho vindo a concluir que, no essencial, partilhamos as mesmas convicções políticas.
E não somos assim tantos.
Acresce ainda que Você documenta profusamente os seus comentários, já de si bastante longos.
Admiro a sua clarividência no meio de tão grande tempestade de areia, que é a comunicação que nos chega, e a sua dedicação à causa.
Mário Soares, que os instalados do regime consideram paladino da liberdade, mais que ninguém, instaurou e desenvolveu uma ditadura de partidos, em todo o seu esplendor.
Como é bom ver alguém verdadeiramente livre de partidos, de paternalismos, de corporativismos, de cultos de personalidade, de espírito de rebanho...
Viva a cidadania plena!
Saudações amigas e um bom 2017!
João de Brito
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De Charrua a 09.01.2017 às 14:14

Leia então a Sagrada Escritura de David Icke
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De isa a 09.01.2017 às 18:07

Documento muito os meus comentários?
Se calhar, ainda tenho de explicar melhor o que digo, não reparou naquele comentário que me fizeram lá em cima?
"Para uma apologista do amor livre, revela-se um pouco preconceituosa"

Isto de tentar explicar bem o que digo, serão resquícios da minha breve passagem no ensino (5 anos), há mais de 37 anos e, nem sei como era dada a disciplina de português mas, ao que vejo, a interpretação deve estar nas ruas da amargura.
Imagino como este anónimo deve interpretar uma simples receita culinária:
"Juntar, adicionar, amassar, esfregar"... deve confundir a receita com um conto erótico
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De Charrua a 09.01.2017 às 20:15

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De V. a 09.01.2017 às 10:31

Só não sei por que carga de água acabaram com a PIDE. Todos os que estiveram presos dizem que aprenderam muito lá dentro e ocupam hoje lugares de destaque na parafernália do Estado.
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De Charrua a 09.01.2017 às 11:20

A PIDE tinha as virtudes de uma doença. Também se aprende muito com ela.
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De lucklucky a 09.01.2017 às 11:03

As Contradições de Soares é que trouxeram o PCP para o Governo.

Na verdade o regime do 25 de Abril é tão ou mais corporativista que o anterior, até temos mais corporações hoje.
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De Anónimo a 09.01.2017 às 11:48

Não me lembro de alguma vez ter estado mais de acordo consigo!
João de Brito
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De Anónimo a 09.01.2017 às 11:50

"...o regime do 25 de Abril é tão ou mais corporativista que o anterior, até temos mais corporações hoje"
Não me lembro de alguma vez ter estado mais de acordo consigo!
João de Brito
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De Conde de Tomar a 09.01.2017 às 12:03

Deriva da haver mais gente a trabalhar. Mais tecido empresarial. Mais lobyng. Mais saúde democrática. Mais diálogo e mais concertação social. E não é corporativismo. São associações criadas pelos seus membros, por quem trabalha, e não ditadas de cima, pelo Governo, como no tempo da outra senhora.
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De V. a 09.01.2017 às 12:15

Da perspectiva de uma caixa de previdência e das pensões, o corporativismo tal como existia no Estado Novo é uma solução superior em relação a uma assistência social onde alguém que ganha um ordenado elevado quando se reforma vai pilhar as "caixinhas" dos outros. Se o sistema de reformas e assistência médica estiver compartimentado por classes profissionais, o Mexia da Edp já pode ganhar o que quisesse porque a sua pensão só virá da caixa dos outros Mexias (que provavelmente lhe vão fazer folha e nunca o vão deixar ganhar tanta massa). Tal como está, vai esmifrar as velhinhas todas todos os meses.
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De Charrua a 09.01.2017 às 14:15

E assim dava-se cabo do Estado Social/Pacto Social. Cada um por si.
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De V. a 09.01.2017 às 14:37

Qual pacto social? O que os comunistas, esses gloriosos 5% da Pátria, exigem mas nunca assinam? Além disso, a boa maneira republicana, é imposto à força com golpadas parlamentares. Qual pacto social? O salário mínimo, por exemplo, que impede que as pessoas ganhem mais onde há mais riqueza?
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De Charrua a 09.01.2017 às 15:21

O salário mínimo impede que os patrões paguem pela jorna uma sopa de legumes.
Quanto ao pacto social, tenho como exemplo a Social-Democracia.
Quanto aos Mexias era legislar de modo a limitar todos os salários máximos- ninguém deveria ganhar mais de 1.000.000€/ano, por exemplo. Talvez daqui decorresse não haver necessidade de salários mínimos.
Também o IVA é imposto pela força, como todos os impostos.
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De V. a 10.01.2017 às 12:31

Lá está, isso é a velha cartilha de que os "patrões" são necessariamente maus e que os trabalhadores precisam de ser protegidos — quando na realidade qualquer negócio com futuro tem de ser gerido por alguém que sabe que, num mundo moderno e competitivo, se eu não tenho trabalhadores satisfeitos e motivados eles vão naturalmente procurar outras coisas e o meu negócio falha. Se eu for um mau patrão terei sempre maus empregados e não passo da cepa torta. O salário mínimo permite, não que as pessoas sejam menos mal pagas, mas que um mau negócio sobreviva indefinidamente porque não precisa de pagar aquilo que teria de pagar para ser melhor (ou permite pagar um valor fixo "legal" onde esse valor é insuficiente para uma vida decente, como acontece em Lisboa). E por isso é que temos um país de comes e bebes que são os únicos negócios que conseguem sobreviver mesmo que sejam maus.
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De Charrua a 10.01.2017 às 18:35

Percebo o que diz. Mas a minha experiência de vida não é muito abonatória para ao patrões (diferente de empresários)
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De Conde de Tomar a 09.01.2017 às 11:59

Concordo. Aliás temos hoje menos Liberdade, e menos ouro, no BdP, que no tempo de Salazar
Assim num repente, recordo, que as grandes conquistas do 25 de Abril foram, apenas, a TV a cores e os canais da cabo. O que para mim é zero, pois continuo a ver as miss Portugal e o Festival da Canção na minha Radiola a preto e branco
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De Nuno a 09.01.2017 às 15:23

O elogio de Ricardo Salgado a Mário Soares publicado hoje (a queixar-se do PREC de direita por não lhe terem amparado a queda) demonstra bem isso.

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