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Um crime.

por Luís Menezes Leitão, em 29.07.15

A esquerda nacional andava deslumbrada com Tsipras e Varoufakis. Como quando se zangam as comadres, sabem-se as verdades, ficou agora claro o que esses dois andavam a arquitectar desde o início: a saída do euro. Se a medida em si é legítima, parece óbvio que os meios não o eram. Estava em causa fazer um ataque informático à autoridade tributária, apreender as reservas em euros do banco central, que é independente do governo, e se necessário prender o seu governador. Temos aqui medidas ao puro estilo do PREC, que é o que actualmente se vive na Grécia. Isto em política tem um nome: golpe de Estado. E o mesmo é um crime em qualquer país do mundo. O Ministro que chamava terroristas aos seus parceiros do Eurogrupo, afinal comportava-se como um verdadeiro terrorista. Não admira por isso que se multipliquem as acções contra ele na Grécia. Mas se Varoufakis vier a ser preso, já se sabe que iremos ter uma peregrinação internacional de apoiantes a protestar, e a qualificá-lo como preso político. Coisa que nunca aconteceria ao desgraçado do governador do banco central, se por acaso o golpe de Estado tivesse tido sucesso. Como salientava Orwell, há sempre uns mais iguais que outros.

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11 comentários

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De Luís Lavoura a 29.07.2015 às 10:16

Entretanto, Schaeuble queria retirar a Grécia da Zona Euro durante cinco anos, o que não tem qualquer suporte legal mas, aparentemente, não constitui um crime.
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De Costa a 29.07.2015 às 12:16

Pois não. Não terá passado da apresentação de uma mera eventual via de evolução de todo este triste processo. Foi afastada e - perante esse afastamento - nem é sequer de colocar no caso concreto a eventual violação do direito comunitário. Não se chegou aí, pura e simplesmente.

Concorde-se ou discorde-se dela, não foi consumada; não chegou a ser afinal objectivamente tentada. Não passou do suscitar de uma hipótese (e se se tivesse optado por tentar a sua concretização, aí sim, não tendo isso sido feito antes, haveria que a confrontar com o direito aplicável; e só se verificada a sua inexequibilidade, à luz desse direito, ainda assim se pretendesse concretizá-la se poderia falar de ilícito).

Onde está o crime, quererá o Lavoura dizer-me?

Costa

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De Costa a 29.07.2015 às 21:12

Sei.
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De lucklucky a 29.07.2015 às 16:40

Sabe a diferença entre algo proibido e algo não regulado?
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De jo a 29.07.2015 às 12:38

Duas ações é um multiplicador um bocado pequeno.
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De Rui Quinta a 29.07.2015 às 14:06

Suponho que nesta situação, a esquerda nacional já não sente grande afinidade com o Syriza e a sua forma de enfrentar a Europa.

Cumprimentos,
Rui Quinta
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De cristof a 29.07.2015 às 16:13

Acho que este tipo de gente, irresponsável e incompetente, devia ser proibido de representar um país, no seio da UE.
Será que há detectores, tipo dos aviões?
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De Anónimo a 29.07.2015 às 17:40

Esse vai ser preso! Esse praticou um crime! Os que o antecederam quantos crimes fizeram? Fizeram malabarismos tais que deixarem o país na ruína e não vão presos? Afinal como é? Denegrimos uns e deixamos outros num limbo... Isto assim não é sério.
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De lucklucky a 29.07.2015 às 18:11

O que isto nos demonstra é que os "Idiotas Úteis" venceram na Esquerda.

Não foram os Comunistas, esses ainda queriam gerir a siderugia, a refinaria. Não interessava se aquilo era deficitário mas pelo menos não recusavam o real.

Não foram os Socialistas com algum senso de probidade e o deve e haver especialmente nos países protestantes.

Os vitoriosos da Esquerda hoje para quem os Socialistas olham como farol moral e os Comunistas com inveja são os "Idiotas Úteis" que estiveram sempre na margem e nunca fizeram uma maquina funcionar com os seus próprios recursos.
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De Anónimo a 29.07.2015 às 19:27

Os idiotas úteis, são gente, que apesar de tudo, quiseram fazer pelas pessoas aquilo que os não idiotas, nunca fizeram nem tentaram.
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De lucklucky a 30.07.2015 às 15:17

Os idiotas úteis são os mais repelentes cumplices de crimes contra a humanidade. Apoiantes de Pol Pot a Lenine.
Moralistas puritanos, não quiseram fazer bem a alguém, quiseram fazer bem ao ego. Que é o que os move.
Defendendo "custe o que custar" como preço aceitável para construir a sociedade perfeita obrigando ou matando quem não concorda com eles.
Habitualmente medido em milhares a milhões de mortos.

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