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Um bom negócio!

por Luís Menezes Leitão, em 31.03.17

Deixem-me ver se eu percebi bem:

 

1) Vendemos 75% do Novo Banco a troco de nada.

2) Ficamos ainda com 25% do mesmo mas está estipulado que não podemos exercer os direitos correspondentes a esse capital.

3) Os 4.900 milhões que foram metidos no Novo Banco estão irremediavelmente perdidos.

4) Acessoriamente ainda damos ao comprador uma garantia de 4.000 milhões.

 

É assim, não é? Indubitavelmente um bom negócio.

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17 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 31.03.2017 às 12:55

BES faz disparar défice para 6%. Ministra havia garantido que não seriam usados dinheiros públicos
https://www.youtube.com/watch?v=vlZ0Q0eU4vs

Cavaco Silva - Portugueses podem confiar no BES
https://www.youtube.com/watch?v=PKk0Zber4JU

Aumento de Capital no BES - O Seu Dinheiro de 26/04/2012
https://www.youtube.com/watch?v=9uE31NescpU

Conheça o que precisa fazer para exercer os direitos sobre as novas acções do BES. Como sempre, no seu dinheiro....obrigado, pá!
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De oscar maximo a 31.03.2017 às 12:58

As espectativas são tão baixas, que se o banco que for vendido não for no futuro comprado de novo, já se pode considerar bom negócio.
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De Reaça a 31.03.2017 às 13:02

Qualquer solução seria sempre um mau negócio.

Um bom negócio, só devidamente aconselhado por alguém que já não se encontra entre nós há muitos anos.

Vou a Santa Comba perguntar ao vento que passa!

E o vento nada me diz!
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De Tiro ao Alvo a 31.03.2017 às 13:52

Bom negócio não acredito, mas engenharia financeira criativa, com os custos e os riscos por nossa (dos contribuintes) conta, sim.
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De Jorg a 31.03.2017 às 13:54

... e permanence accionista até haver mais valias - ou seja, quando as coisas começarem a melhorar, deixa de o ser..
Parece aquela "visão" de Pacheco Pereira há um par de anos atrás - necessidade de convocar eleições "antes das coisas começarem a melhorar".... :-))
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De Vento a 31.03.2017 às 14:13

O que se percebe, até agora e pela notícia que anexa, é o seguinte:

1 - O Fundo de resolução, isto é os bancos a operar no mercado, não é chamado a injectar novamente dinheiro no Novo Banco;

2 - Esse mesmo Fundo de Resolução mantém 25% do capital sem direito a voto. Significa isto que os resultados positivos futuros revertem a favor do mesmo na quota correspondente;

3 - O fundo de Resolução é responsável pela garantia de 4.000 milhões e tem direito a parecer e a aparecer na venda dos stocks no "side bank. Significa isto que a garantia diminui com a venda desses stocks";

4 - Sendo o Fundo de Resolução uma espécie de sindicato financeiro bancário qualquer eventual empréstimo futuro por parte do Estado será sempre resolvido por tal sindicato;

5 - Depois de resolvida a situação tal sindicato possui um activo correspondente a 25% para vender ou manter tal participação.

Não me parece assim tão negro o negócio. Ainda que eu preferisse que a resolução do BES tivesse sido feita de outra forma.
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De Luís Menezes Leitão a 31.03.2017 às 15:35

Gostava de saber se diria o mesmo se fosse você a celebrar esse negócio. Mas como são os tansos dos contribuintes, até devem estar felizes por não entrarem com mais visto.
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De Vento a 31.03.2017 às 16:04

Eu comentei o negócio de acordo com a notícia que anexa. A sua percepção é errada, nesta matéria.
Num de seus posts tem a minha perspectiva de como devia ter sido resolvido o negócio, então os governantes eram outros.
O negócio, na forma como vem reproduzido na notícia, pretende precisamente evitar o surgimento de tansos a resolver o negócio.
Você fala em Estado e eu escrevo sobre a responsabilidade do sindicato bancário.
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De Einstürzende Neubauten a 31.03.2017 às 14:19

António Lobo Xavier felicita governo pela boa solução..
Quanto ao resto sobre o Estado não mandar nada, "pondo lá dinheiro", são regras de Bruxelas, segundo dizem...e essa malta sabe...ó se sabe!!

Aposto que o Montepio aumentou, este ano, remunerações dos "gestores"

Vai, uma aposta?!
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De Luís Lavoura a 31.03.2017 às 14:29

É como o BPN. Nesse caso a merda (= nacionalização) foi feita por um governo do PS. Neste caso foi feita por um do PSD-CDS.
E dizia a ministra que o BES não iria custar nada aos contribuintes...
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De Luís Menezes Leitão a 31.03.2017 às 15:35

Pos eu sempre disse aqui que iria custar e não seria pouco…
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De Fernando S a 01.04.2017 às 17:44

António Costa diz hoje o mesmo, não ?!...
Mas afinal qual era "boa" a alternativa ?... Deixar falir tudo ?... Nacionalizar ?...
Os males do sistema bancário vêm de trás, estão intimamente ligados ao modelo economico "expansionista" herdado do passado, não se resolvem fácilmente, rápidamente e sem custos, ainda menos enquanto o crescimento économico for fraco (eu até admito que não é por acaso que os problemas com o Banif, a CGD, o Novo Banco, o Montepio, etc, se têm vindo a agravar ... porque se percebe que com o governo actual a economia do pais está de novo num impasse que pode durar ...).
Que tudo isto possa servir de lição e inspiração para o futuro : os Estados não devem interferir no funcionamento natural das economias sob pena de favorecerem o aparecimento de "monstros" que depois são dificeis de controlar e neutralizar !...
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De JPT a 31.03.2017 às 15:03

Falta o n.º 5: houve um cidadão a quem o Banco de Portugal pagou 460 mil euros (à razão de 25.400 por mês) para gerir e promover a venda.
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De Luís Menezes Leitão a 31.03.2017 às 15:36

Face à excelência do negócio, esse dinheiro tem que se considerar como muito bem gasto…
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De Anónimo a 31.03.2017 às 16:40

Como não sou da área, há aspetos que me escapam nestas negociatas.
Mas eu é que não escapo a arcar com os prejuízos.
E nem sequer sou ouvido nem achado na questão.
Por isso pergunto:
- Aquilo que se passou na Islândia só se passou por ser uma população pequenina?
Então por que não dividimos os 10 ou 12 milhões que somos em parcelas de cerca de 400 mil e as distribuímos pelos bancos falidos ou candidatos à falência?!...
João de Brito

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