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Um ano particularmente saboroso.

por Luís Menezes Leitão, em 14.12.17

Agora António Costa resolveu declarar que o ano de 2017 foi particularmente saboroso para Portugal. Depois dos 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande em Junho, a que se somaram os 45 mortos do incêndio da Lousã em Outubro, sem que nenhuma destas famílias tenha recebido até agora um cêntimo de indemnização, mas antes se tenha defrontado com uma teia de burocracias, segredos e impunidades em que o Estado é fértil, só faltava mesmo que o Primeiro-Ministro viesse avaliar assim o ano. Mas as suas declarações não espantam ninguém. Depois de António Costa ter avisado que só podiam esperar que ele se risse, quando lhe sugeriram que demitisse a sua Ministra depois dos fogos, está à vista a sua insensibilidade para o estado do país. E no fundo tem razão. Como o governo não quer saber do país para nada, para o governo na verdade 2017 foi um ano particularmente saboroso. Já para o resto do país foi um ano particularmente amargo.


22 comentários

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De jpt a 14.12.2017 às 09:42

O homem não tem tino.
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De Rão Arques a 14.12.2017 às 10:56

Com tantas peças a tombar quando será que o efeito dominó vai fazer cair esta peste de buda?
Porque teima no amparo quem o tem andado a segurar?
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De Anónimo a 14.12.2017 às 11:09

Inacreditável, se a gente não soubesse a indiferença, a insensibilidade da classe política, perante as dificuldades e o sofrimento do povo eleitor.
Pior: a classe política não hesita em ser ela própria a provocar dificuldades e sofrimento, tirando partido deles!
E, como se tudo isto fosse pouco, ouvi outra pérola política, na sequência da anterior:
- Carlos César criticou o secretário de estado implicado nas Raríssimas por se ter demitido no dia seguinte, em vez de o ter feito no próprio dia da notícia da TVI.
Ou seja, a razão da demissão está na notícia e não no ato.
O subconsciente, às vezes, atraiçoa-nos.
Aproveito para, mais uma vez, me indignar:
- Por que votamos?!...
João de Brito
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De Pedro Correia a 14.12.2017 às 11:38

Os mortos de Pedrógão são oficialmente 66.
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De Anónimo a 14.12.2017 às 14:54

Todos os feridos já tiveram alta, não tendo falecido nem um único...!!!
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De Luís Lavoura a 14.12.2017 às 11:58

Eu concordo com António Costa: para a maioria dos portugueses, 2017 foi um ano bom. Foi um ano em que muitos portugueses que estavam sem emprego arranjaram um.
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De JgMenos a 14.12.2017 às 12:46

Tretas de amparo a cretinos.
Para a matilha geringonça foi um ano mais que passou no poleiro. Que bom!
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De Rão Arques a 14.12.2017 às 13:13

Empregos para a seita diz bem, para arranjar trabalho é que é o caralho.
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De A.Vieira a 14.12.2017 às 19:36

Quem será este agricultor (lavoura) com comentários saborosos de reconhecimento ao. "patrão-sem-tino ?
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De Luís Lavoura a 14.12.2017 às 12:01

sem que nenhuma destas famílias tenha recebido até agora um cêntimo de indemnização

Mas por que raio haverão elas de receber uma indemnização? Alguém lhes fez um prejuízo pelo qual deva indemnizá-las? Será que o Estado português tem alguma culpa dos incêndios florestais, devidos essencialmente ao desordenamento florestal, à seca e a um calor excessivo?

Eu no ano passado perdi nos incêndios talvez uma dezena de milhares de euros em madeira que ardeu, e ninguém me indemnizou!
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De lucklucky a 14.12.2017 às 14:46

O Estado Socialista do Luís Lavoura talvez não mas um Estado só existe para proteger pessoas e bens de quem lhe paga impostos para esse Estado existir.
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De Luís Lavoura a 14.12.2017 às 16:11

Então se é assim, o Estado no ano passado não protegeu os meus eucaliptais, acha que lhe devo pedir uma indemnização?
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De Luís Lavoura a 14.12.2017 às 16:13

Eu julgava que lucklucky fosse um liberal, defensor do Estado mínimo, da responsabilidade individual e do abaixamento de impostos. Afinal vejo que lucklucky é a favor de um nanny state que protege os cidadãos de todos os seus prejuízos, os quais ficam a expensas dos contribuintes.
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De lucklucky a 14.12.2017 às 20:47

!?
Sabe muito bem que Estado Minímo é para só se dar pelo Estado numa catástrofe que incluí entre outros: guerra, terramotos, incêndios, etc.

Não é para se dar pelo estado todos os dias com sindicatos e corporações.

Ainda, um eucalipto é inferior em qualidade/valor a uma casa de uma pessoa esta por sua vez é inferior à vida de uma pessoa. O Estado Socialista falhou em tudo.
Pois o Estado Socialista necessariamente virado para para a política e compra de votos descura a segurança e protecção básica em catástrofes que o Estado Mínimo deve proporcionar.

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De Anónimo a 05.01.2018 às 17:45

Portugal é tão "socialista" que deixa as suas grandes empresas pagarem impostos na Holanda. Certo.
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De amendes a 14.12.2017 às 12:34

E eis que J. Galamba acaba de ser nomeado mais um "Assessor de Avisos Prévios"----

-- Meu 1º - vai arrebentar a "bomba" do Rarissimas....

--- Sr 1º M que tem a dizer do caso Rarissimas?
--- Como sabe, no estrangeiro nunca comento assuntos de politica interna
portuguesa...

Galamba... fica bem atento aos mails "Benfica".... para eu mandar marcar passagem

Isto não é teatro... acontece sempre que há bronca...

AM
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De lucklucky a 14.12.2017 às 14:30

São pessoas com a cultura limitada pela sua urbanidade.
Vivem em caixas de vidros espelhados onde todos dizem a mesma coisa.
Fora daí nada regista.

É como se os mais de 100 mortos em zonas campestres do país pertencessem a outra civilização para a cultura do complexo político-jornalista lisboeta.



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De Cristina M. a 14.12.2017 às 17:15

sempre tive sérias reservas quanto ao QI do xôr Costa.
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De Anónimo a 14.12.2017 às 20:12

as vítimas dos incêndios dão muito jeito aos abutres... haja decência

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