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Um abraço

por jpt, em 25.10.20

steiner.jpg

Hoje, manhã de domingo, bebo um café, dois mesmo, com amiga que há muito, demasiado, não via, pois ela emigrada. Ainda tão bela, entusiasmante, até balsâmica, como o era aquando nós no liceu e no sempre depois, porventura mesmo mais se me deixar acreditar neste sentir já trôpego. Conversa larga, rápida mas larga. E diz-me que se testou com a competência necessária. E depois foi a casa da mãe, agora octogenária, já viúva: "Mãe, há quanto tempo é que ninguém a abraça?". "Há mais de seis meses, filha". E abraçaram-se, como é óbvio que deve ser.


14 comentários

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De Pedro Correia a 25.10.2020 às 17:20

Caramba, é a isto que cem bestas chamam "nova normalidade". E logo um milhão de gargantas de bonecos de ventríloquos desatam a repetir em coro "nova normalidade, nova normalidade..."

Sem perceberem, pobres imbecis, que tudo isto é anormal.
Profundamente anormal.
Dolorosamente anormal.
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De jpt a 25.10.2020 às 21:05

Sufrago esse "imbecis" ...
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De marina malheiro a 25.10.2020 às 18:24

Texto curto e tão tocante.
Obrigada.
Muita saúde.
Marina Malheiro
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De jpt a 25.10.2020 às 21:06

Obrigado pelo comentário. Saudações, também.
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De Anónimo a 25.10.2020 às 18:24

Boa tarde ,
Hoje fui a casa dos meus sogros(82 e 75 anos) com a minha mulher e os meus filhos , também os abraçamos .
Ao que nós chegamos , para uns, este é um acto revolucionário , para outros um homicídio .
Para a minha família, é o que deve ser e ponto .
Luis Almeida
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De jpt a 25.10.2020 às 21:06

Aplauso. Bravo.
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De Anónimo a 25.10.2020 às 18:26

Realmente já se começa a sentir aquela de estar afastado, máscara e nada convivência. Começa a fazer confusão ver nas tvs conversas entre pessoas sem máscara e não tanto afastadas
Até já surgiu uma nova palavra para descrever o cumprimento com o cotovelo:
abrecelo ou abraçovelo
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De Francisco Almeida a 25.10.2020 às 18:52

Desde o início repudiei o cumprimento de cotovelo a que nem sempre conseguia furtar-me. Mas logo me lembrei do cumprimento árabe - levar a mão direita ao coração acompanhando ou não com um ligeiro inclinar da cabeça - a que tenho recorrido com bastante êxito.
Para mim é como a grande diferença entre monarquia e república: é mais bonito.
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De jpt a 25.10.2020 às 21:06

máscaras na televisão deveriam ser proibidas
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De Bea a 25.10.2020 às 19:14

É melhor que não pensemos há quanto tempo ninguém nos abraça, podemos não ser tão idosos como a mãe da sua amiga e chegar a conclusões pouco animadoras:). Mas ter de fazer um teste antes de um abraço é, na sua crueza, coisa muito estranha.
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De jpt a 25.10.2020 às 21:05

Para os meus amigos inventei eu (pode ser que outrem o tenha feito mas se assim aconteceu foi-o paralelamente) a expressão "venham de lá esses vírus", antecipando os abraços com palmadas nas costas. Acompanhados de beijos másculos, para os meus super-amigos.
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De Bea a 27.10.2020 às 08:51

:)))) Apoiado.
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De Anónimo a 25.10.2020 às 23:05

Já não estou incluído, mas como será agora aquela do começo duma conversa interessante no miradouro do Adamastor, p.ex., no agarrar as mãos, um encostãozinho, um abraço de cara pró lado e vai-se ao atrativo intuitivo ...tiro a máscara...não tiro a máscara. Uf!!
Sem comparação, nem no tempo das perigosas doenças sexualmente transmissíveis havia tanto preconceituado cuidado.
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De Bea a 27.10.2020 às 08:58

Suponho que o miradouro do adamastor seja um atractivo e cativo posto de namoros e afins. E, se quer que lhe diga, embora o desconheça, avalio que isso de que fala já pouco acontece. No nosso tempo (no meu), sim. Por bem e por mal, muito mudou desde então e as liberdades de hoje levaram consigo um pouco dessa estranheza deliciosa e embevecida que se via. As liberdades de hoje levaram-na para lugares de maior recato, quiçá, mais desinibido. Mas devem continuar a existir. Penso eu de que:).

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