Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Twilight zone

por Pedro Correia, em 21.02.15

twilight_zone_wallpaper_hd-t2[1].jpg

 

«A Alemanha teve de ceder.»

Nicolau Santos (hoje, na SIC Notícias), comentando a decisão do Eurogrupo de estender por quatro meses a assistência financeira à Grécia sob a condição de Atenas manter o programa de austeridade

Autoria e outros dados (tags, etc)


24 comentários

Sem imagem de perfil

De Panda Bera a 21.02.2015 às 22:16

O sr. dr. Baptista da Silva não diria melhor.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.02.2015 às 22:57

Com a autoridade acrescida de ser consultor das Nações Unidas.
Sem imagem de perfil

De João a 21.02.2015 às 22:51

Claro, austeridade com força. Gregos, a austeridade continua, logo, o vosso futuro é: fome com fartura, não ter lar, não ter direito à saúde, não ter direito a nada, a não ser, nascer e morrer. Nem os animais agem assim com os seus pares que os defendem com unhas e dentes. O homem explora o outro até à morte.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.02.2015 às 22:58

É verdade! Se ainda existissem Neandertais que é que lhes seria feito?
Sem imagem de perfil

De José a 21.02.2015 às 23:01

Não sei se esse é o futuro dos gregos, mas gostava que o meu não passasse por ser chulado pelos gregos...
Sem imagem de perfil

De João a 21.02.2015 às 23:44

Pois é, mas entretanto já chuleou os finlandeses, alemães, franceses........... E vai continuar. É que ainda não pagámos um cêntimo da dívida.
Sem imagem de perfil

De rmg a 22.02.2015 às 00:33


Você tem que deixar de beber, homem!

Já não chegava a conversa de estar sempre muito preocupado com os gregos e de os defender com unhas e dentes (já vi que de animais só conhece os domésticos aí de casa) como agora também vem defender os finlandeses, os alemães(!!!), os franceses e os pontos por ali fora.

Mas gostei da sua expressão "chulear".
É assim que as pessoas se descaem e acabam por confirmar o que alguns já tinham topado, tanta solidariedade de opereta com os gregos mas nós aqui
chuleámos os outros.

Claro que na sua conversa foi o "José" que chuleou, claro.

E eu e muitos outros, mas o "João" não, o "João" não chuleou ninguém, o "João" aliàs informa-se bem antes de pisar uma rua, usar uma estrada,entrar num edifício, utilizar um serviço qualquer se aquilo foi feito com verbas comunitárias, se foi não entra, vai dar uma volta grande por uma calçada do tempo do Marquês de Pombal, por exemplo (mas isso foi com dinheiro chuleado às colónias, se calhar).

E como é evidente recusa qualquer rendimento comparticipado de uma forma ou outra pela UE.



Sem imagem de perfil

De José a 22.02.2015 às 06:50

Pois... e por causa da chulice do 44 e respectivo bando de irmãos metralha xuxalistas, que continuam sem ver os «seus» bens nacionalizados, sou daqueles que vai continuar a pagar com 7 palmos de língua essas vigarices nos próximos 30 a tal anos - porque as dívidas são mesmo para pagar, ou o João é um mãos largas como o amigo de engenheireiro?...
Quanto aos franceses sou daqueles que gostava que os gajos devolvessem o que por aqui roubaram durante as invasões, e depois fazíamos contas.

Agora veja lá João se não tropeça nos atacadores, e com o argumento que empregou não apareça por aqui a lamuriar-se pelos gregos.

Já agora: olhe que chular não é sinónimo de chulear...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 24.02.2015 às 00:12

Chulear é uma actividade muito mais inócua. Não tem comparação.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.02.2015 às 23:04

Pois, fome e tal.
Com o maior orçamento da defesa entre os países europeus da NATO (sendo três quartas partes dos gastos em pessoal):
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/grecia_ainda_lidera_gastos_em_defesa.html
Com os poderosos armadores gregos, protegidos pelo artigo 107º da Constituição, isentos do pagamento de impostos apesar de obterem lucros anuais de 17 mil milhões de euros
http://www.thinkfn.com/forumbolsaforex/index.php?topic=1181.540
Com um PIB 'per capita' de quase 22 mil dólares anuais:
https://www.google.pt/?gfe_rd=cr&ei=Fw3pVOibMpKs8wfn74CoBg&gws_rd=ssl#q=pib+per+capita+gr%C3%A9cia
Sem imagem de perfil

De João a 22.02.2015 às 00:26

Pois, eles vivem no país da Alice das Maravilhas. Os armadores gregos não pagam impostos e os nossos empresários, têm as empresas sediadas na Holanda. Diga lá como vão os gregos pagar a dívida e já agora, como vamos nós, pagar a nossa. Não pode esquecer que não pagámos um cêntimo e falamos como se fossemos uns ases, quando estamos de rastos e precisamos de ajuda como eles.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.02.2015 às 00:54

Não pagámos um cêntimo?
Quando desembarcar da nave espacial, cá no planeta Terra, poderá ler notícias como esta:
http://www.publico.pt/economia/noticia/portugal-vai-antecipar-pagamento-ao-fmi-1682877
Sem imagem de perfil

De João a 22.02.2015 às 02:13

Só pagámos juros, dívida zero. Desculpe, está a escrever para quem? Para Portugal pagar ao FMI, vai ter de pedir aos bancos, para pagar juros mais baixos. Paga ao FMI, pede aos bancos. O triste, no meio disto tudo, é que o senhor sabe disto perfeitamente e está aqui, a fazer dos outros parvos e isso não é correcto.
Sem imagem de perfil

De José a 22.02.2015 às 07:30

Após ler este comentário já percebi que está completamente perdido...
Vamos lá a por ordem no assunto.
1. O Estado Português gastou mais do que o que ganhava.
2. Como os gestores do Estado Português não tiveram para fazer aquilo que os portugueses que não são comunistas, socialistas, sindicalistas, jornalistas ou artistas, fazem, pediu dinheiro emprestado (para continuar a festa), declarando que pagava de seguida, e com os juros que duma forma cristalina lhe foram indicados pelos credores no preciso momento que antecedeu a entrega do «taco».
3. Os subsídio-dependentes que vivem «à pála» do Estado Português, aparecem agora a querer mentir, roubar e vigarizar os credores.
Espero que esta síntese tenha deixado as coisas mais claras na sua cabeça daqui para a frente.

Já agora partilho consigo uma sugestão para Portugal cortar nos custos e poupar para pagar a dívida: reduzir o número de políticos no activo de 60.000 para menos de 10.000 . Para isso faz a seguinte regionalização: os Distritos passam a ser Câmaras, e as Câmaras actuais passam a Freguesias. Tudo o que está a mais é extinto.
De facto é bizarro que um país de 10.000.000 de habitantes, tenha mais políticos que as cidades com o mesmo número de habitantes que há por esse mundo fora…
Contas feitas ao número de parasitas, que não incluem os sindicalistas e as restantes ressalvas lá indicadas, podem ser verificadas, por exemplo, aqui:

http://oportugalbipolar.blogspot.pt/2013/02/reestruturacao-do-estado-onde-cortar-4.html#gpluscomments
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 22.02.2015 às 00:28

Parece-me uma boa definição de explorador quem vive da dívida e não quer pagar.

Mas como é obvio o primarismo marxista de que um menos rico tem sempre razão contra um mais rico não o deixa ver.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.02.2015 às 01:04

Nada como um "marxista errático", como o ministro Vadefroskis.
Sem imagem de perfil

De Septuagenário a 21.02.2015 às 23:37

A Grecia, perdida por um perdida por mil, jogou os trunfos todos .

E tem alguns.

A Europa rota como está, com a Alemanha virada a leste , com a Ucrânia ao rubro, a Hungria um cata-vento, e a Alemanha do Leste muito recente, e a Inglaterra de fora a rir-se e até contra este EURO, é como que esteja na 3ªa guerra mundial.

A Grécia e Lampedusa as principais portas da invasão mediterrânica do terrorismo afro-asiático-islâmico, tem montes de trunfos na mão e pô-lo na mesa.

Portugal, corre o risco de ficar esquecidinho neste cantinho à beira mar plantado.

Para o bem ou para o mal.

O tempo dirá
Sem imagem de perfil

De rmg a 22.02.2015 às 00:16


"..., jogou os trunfos todos.
E tem alguns"

Linda frase, de belo efeito dramático.
E depois não enumera um único trunfo da Grécia, vai buscar Lampedusa mais a "invasão mediterrânica do terrorismo afro-asiático-islâmico" (acho que ainda podia ter ali posto mais 2 ou 3 hífens).

É um bocado confrangedora tanta ingenuidade para não lhe chamar outra coisa.

Seria lógico que as suas preocupações fossem para o bem-estar dos gregos, incluíndo aqui a segurança não só material mas também física.

Mas pela sua lógica o governo grego tem um trunfo: ou nos dão a massa sem discutir muito ou isto se torna a porta de entrada dos terroristas todos e mais alguns.
Portanto para si o actual governo grego ameaça com algum caos "terrorista", caos esse de que o próprio povo grego seria a 1ª vítima.

É caso para dizer que com amigos como o "Septuagenário" ninguém por lá precisa de inimigos...

Já agora: qual é o problema de ficarmos "esquecidinhos" no estrito âmbito das opções que põe (e mais nenhum)?



Sem imagem de perfil

De Septuagenário a 22.02.2015 às 12:20

É caso para dizer que com amigos como o "Septuagenário" ninguém por lá precisa de inimigos...

rgm, os gregos são gregos há milénios.

Os portugueses somos portugueses há uns anitos.

Os gregos já sabem a música de cor, nós ainda nem aprendemos a soletrar.

Não é num lugar destes que cabe uma explicação do "esquecidinhos".

Sabemos que aqueles zorbas continuarão a ser eternamente "incorrigíveis"
Sem imagem de perfil

De rmg a 22.02.2015 às 16:36


Septuagenário

Agradeço a sua resposta.

Os gregos são gregos há milénios?
Não sabia.
Em que livro de História está isso escrito?

Nós somos portugueses há uns anitos?
Também não sabia.
Em que livro de História está isso escrito?

Ou será que para si os portugueses de hoje não são descendentes dos de há mil anos mas os gregos de hoje são descendentes dos de há 2 mil anos?
Mas aí é capaz de ter razão, na famosa democracia ateniense que enche as conversas de tanta gente havia 10 escravos por cada cidadão livre, boa parte do serem livres devia-se a terem muitos a trabalhatrem (à borla) para eles.


"Os gregos já sabem a música de cor, nós ainda nem aprendemos a soletrar".

Fale por si, não o conheço pessoalmente para ajuízar e lê-lo não ajuda.
Não tenho feitio nenhum para a auto-comiseração pessoal quanto mais como cidadão, esta choradeira constante de que somos uns coitadinhos é que faz de nós uns coitadinhos.
Só neste país é que se diz só neste país, já lá canta o Sérgio Godinho, perigoso reaccionário...

Mas admito que esta hipocrisia colectiva, que ataca mesmo muitos conhecidos meus, de que é preciso mudar tudo para ficarem bem na ideia que fazem de si próprios, ao mesmo tempo que rezam para que nada mude me deixa perplexo.

É que postos perante a simples questão de como fariam se deixassem de receber a reforma ali certinha a dia 10 ou dia 20 (conforme os casos), embatucam e começam com grandes tiradas sobre o mundo que vamos deixar aos netos (em especial os que não os têm).

Ora o mundo que vou deixar aos netos eu sei que não será grande coisa (porque nunca foi, a natureza humana não ajuda nada).
Portanto não venho pôr-me com tiradas grandiosas aqui nos intervalos da soneca no sofá (que não faço) a ver programas parvos na TV (que nunca vejo).
Faço outras coisas mas essas é que não vêm para aqui ,por muito menos que isso já me chamaram exibicionista e aldrabão.


Daí o pragmatismo do Syriza, que eu saúdo.
Como critico a bravata para uso interno (e não só), uma ingenuidade que lhes fez perder tempo, o memorando que não assinaram há 10 dias era muito mais vago que o que está a ser agora discutido.

Eu não sei nem deixo de saber se os "Zorbas" são incorrigíveis (revi o filme pela 10ª vez a semana passada, tenho-o aí), os gregos não são "Zorbas", acho que devia rever o filme.

Basta que o governo grego actual altere as isenções de impostos que constam da Constituição, nomeadamente aos maiores proprietários e à maior marinha mercante do mundo, somando a isso uma fiscalização apertada dos deveres fiscais dos profissionais liberais (a Grã-Bretanha já lhes ofereceu ajuda nisso)
para que metade do problema fique resolvido.
Isso é o que eu espero de um governo de esquerda algo radical, que proceda à rápida, justa e equitativa distribuição da riqueza.

Fico por aqui, o senhor disse-me 3 frases "bonitinhas" mas sem qualquer suporte e eu procurei dizer umas coisas "não menos bonitinhas" a que procurei dar suporte.

Só não percebi essa do "num lugar destes", se lhe merece pouco crédito não devia perder tempo aqui.

Cumprimentos


Sem imagem de perfil

De Miguel R a 21.02.2015 às 23:42

Agora estou a ler o D.Quixote... é não é? O jornalismo em Portugal... leia-se o Guardin, NY TImes, FT, El País... e depois Público, DN... em que mundo vivem? Tirando questões formais e de semântica, a Grécia cede em toda a linha, Conseguiu um alívio no superavit e uma co-definição das medidas (ah coisa que antes não sucedia, aliás nunca sucedeu em Portugal, os ajustamentos ao memorando, em especial o de 2012, são invenções!)... mas perdeu mais noutros pontos. E durante este filme o dinheiro voou dos cofres dos bancos e do Estado grego. Os próprios gregos tiraram o tapete ao seu governo! Eu pergunto aos lúcidos e bons homens da nossa rés qual, qual de vocês coloca o seu dinheiro na Grécia? Qual de vocês investe nesse país? Senão por confiança, que seja por solidariedade.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.02.2015 às 01:01

Alguma esquerda, por cá, olha com inveja para a Grécia como se fosse a Dulcineia. «Todos los vicios, Sancho, traen un no se qué de deleite consigo: que el de la envidia no trae sino disgustos.»
Sem imagem de perfil

De am a 22.02.2015 às 00:03

D. Ermelinda Drago, presidenta do Sindicato das Cabeleireiras ( da CGTP) disse na SIC Zyricusa: -"estou muito agradada com a vitória do Vodkafakis e pela accão das Bloquistas vamos exigir que as cabeleireiras portuguesas passem a ter os mesmos direitos das suas camaradas gregas: - Reforma aos 55 anos, visto a profissão ser de desbaste e desgaste.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.02.2015 às 00:58

Eureka! Mal o ministro Vadefroskis surgiu em cena, os governantes europeus ficaram todos ensyrizados.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D