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Tudo se transforma

por Pedro Correia, em 10.12.17

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Este foi o último fim de semana em que se tornou possível comprar um exemplar do El Mundo nos quiosques portugueses. Na próxima quinta-feira cessará a distribuição no nosso país do influente diário espanhol, a partir daí só disponível para nós na versão digital. É mais uma etapa no progressivo confinamento da imprensa aos meios electrónicos, tendência iniciada no virar do século.

Confesso a minha predilecção pelo papel, embora seja sensível ao argumento ecológico e não ignore os incomportáveis custos de impressão e distribuição associados às publicações que dependem de uma empresa gráfica para circularem no mercado. É portanto com nostalgia antecipada que me preparo para dizer adeus a um hábito de longos anos: folhear um dos meus jornais europeus preferidos, sublinhá-lo e recortá-lo e transportá-lo para qualquer lado.

Deixarei de ler em papel os textos de jornalistas e colunistas de que tanto gosto, como Lucia Méndez, Jorge Bustos, Emilia Landaluce, Manuel Hidalgo, Santiago González, Carmen Rigalt ou Arcadi Espada. E de saborear no mesmo suporte o humor sarcástico do cartunista Ricardo ou da dupla Gallego & Rey em caricaturas como as que aqui reproduzo, com vénia irónica mas sinceramente grata.

Por cá terei apenas a opção de reencontrá-los no ecrã. Mas não os afastarei da vista. Nada se perde, tudo se transforma.

 

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9 comentários

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De Anónimo a 10.12.2017 às 22:21

"embora seja sensível ao argumento ecológico"

hum.
já conversei (tinha uma enorme curiosidade, sou também, por questões sensitivas adepta do papel)sobre isto com um informático que mantém enormes dúvidas sobre os custos que implica manter em versão digital toda a informação que habitualmente escolhemos. Ninguém desconhece aquelas salas gigantescas com servidores em ambiente condicionado, por exemplo.
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De Pedro Correia a 11.12.2017 às 15:22

Essa é uma questão que ainda não está devidamente debatida. Urge travar esse debate.
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De Carlos Faria a 10.12.2017 às 23:08

Pois compreendo a aversão ao suporte digital, embora eu praticamente só leia notícias em suporte digital, até porque das que chegam cá a casa em papel só as locais procuro e, mesmo assim, apenas nos casos em que não tenho as edições on line. Nacionais não só leio na net, como assino por esta via.
Agora livros: ficção e poesia, até agora só em papel... mas ensaios, análise política, econónomica já aderi em força ao digital.
Afinal tenho uma aversão selectiva ao digital
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De Pedro Correia a 11.12.2017 às 15:21

Não faço divisões dessas, Carlos. Há excelentes ensaios e péssimos romances. Gosto de ter 'Massa e Poder', de Canetti, em livro. Mesmo que ocupe espaço na estante.
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De Anónimo a 11.12.2017 às 17:05

A distinção que fiz não é qualitativa, foi uma estratégia de adaptação, até porque cerca de 90% dos livros também não os folheio em papel antes de os adquirir, pois compro-os pela Net por aqui não ter boas livrarias. Como os ensaios consulto-os mais amiúde, eles assim estão sempre acessíveis nos meus gadgets.
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De Helena Sacadura Cabral a 11.12.2017 às 00:23

Também eu vou estranhar pelos mesmos motivos. Mas a vida faz-se caminhando e o digital será o futuro enquanto os quânticos não derem cabo do que resta!
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De Pedro Correia a 11.12.2017 às 15:20

Tudo se transforma, Helena. É isso mesmo.
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De Trigueiros a 11.12.2017 às 15:09

Era tão bom que acabassem com a distribuição do Correio da Manhã...
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De Pedro Correia a 11.12.2017 às 15:19

Alguns gostariam de acabar com todos os jornais. Sobretudo com os jornais mais lidos.

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