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Tudo na mesma

por Patrícia Reis, em 28.12.16

O jornal Público só encontrou os cronistas do costume para dizerem de sua justiça sobre 2017 e colocou as fotografias dos senhores na primeira página. Não existem mulheres dignas desse nome? Parece que não. É certo que os tempos são outros, que temos mulheres ministras, procuradoras, já tivemos uma presidente da assembleia da república, mas ainda são excepções. Compõem o quadro, é tudo. As mulheres em Portugal - e no mundo - não são tratadas com sentido de paridade. Não se discute se temos alma, como na Idade Média; assume-se que não temos nada para dizer e, por isso, as mulheres não são cronistas com honras de primeira página, raramente se eternizam em programas de debate com eixos, círculos e outras figuras geométricas. Também é preciso dizer que quando se pensa que uma mulher que atinge um determinado cargo irá lutar para uma maior visibilidade das mulheres, o efeito é o contrário, para não melindrar, para não serem acusadas de mulherzinhas. Ou pior, de feministas. Conclusão? Tudo na mesma. Nem mesmo as mulheres que conseguem ter poder escapam à misoginia.

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6 comentários

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De Sansão a 28.12.2016 às 18:27

Não me leve a mal. Mas as mulheres em virtude da sua natureza materialista não sobem alto sobre as asas do pensamento. Incapazes de gizar pensamentos abstractos em altitude, aprofundar sistemas ideológicos metafísicos. A mulher tem o seu domínio na vizinhança dos seus pés. Apenas consegue ganhar altura de saltos altos. O homem, esse, faz do olhar distante a sua casa. São demais os exemplos do que digo. Na pintura, escultura, música clássica, filosofia, literatura etc. Não digo com isto que não se possa sentar uma mulher na cadeira do poder. Mas saberá apenas ver o que passa rente ao chão. É a sua escala. A mulher é sobretudo um ser que consome, sem olhar o que põe à boca. Ávida de preencher os seus vazios. E quando tenta ser algo mais que mulher torna - se uma caricatura de mulherzinha. Nem homem, nem mulher. Um interlúdio.
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De julianna a 28.12.2016 às 18:40

O único ser mais inteligente que o homem é a mulher. Aqueles que duvidam disto vêm em terceiro lugar. ( frase do livro "desaforismos" de Georges Najjar jr )
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De lucklucky a 28.12.2016 às 23:53

O que é que você que dizer com "mulher"?...

https://www.theguardian.com/world/2015/jan/16/vagina-monologues-eve-ensler-rejects-mount-holyoke-college-claims-reductionist-exclusive

Será que o Publico encontrou engenheiros - dentro destes há centenas de especialidades importantes -, arquitectos, militares, biologos, historiadores, comerciantes, industriais, geologos, médicos, etc, etc?

Ou foi só a mesma monocultura hiperpolitizada(leia-se neo-marxista) que define os "jornais de referência"? A mesma que define as pessoas por corporativismo sexual quando é conveniente.
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De Simong2 a 29.12.2016 às 09:39

Eu já disse, aí algures, que o Público não pôs mulheres na grelha dos cronistas porque não deve haver lá quem saiba o feminino de cronistas. Tá a ver?
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De pita a 29.12.2016 às 14:30

Pelo menos há um milhão de anos que o homo sapiens sapiens existe; escrevem os sábios.
Pouco, ou nada, se sabe desta espécie num passado anterior a 10 mil anos.
Por isso acredito que, não tendo mudado a espécie, existiram várias civilizações que se destruíram a si mesmas.
Quem fez as pirâmides (e os obeliscos) por este planeta fora, que a tecnologia de agora não sabe replicar?
Quem fez as estátuas da Ilha da Páscoa?
Quem ensinou a separar o trigo do joio?
Quem fez as 'pistas' e os desenhos da planície da Nasca?
Quem ensinou a fazer linhas e agulhas — fundamentais para a pesca e para o vestuário?
Dando 'de barato' que nunca as fêmeas foram ouvidas nem achadas, elas têm mais de 50% dos genes duma espécie. As mitocôndrias específicas dos XX contam.
Agora é que 'descobriram' que elas são importantes?
Em todas as culturas, as mulheres é que controlam essa cultura. Não as chamem de estúpidas, nem de indigentes.
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De Me a 29.12.2016 às 14:30

....quanto recalcamento que por aqui vai....arranje uma vida!

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