Trump entrega os Sudetas a Putin

O inquilino da Casa Branca estendeu-lhe passadeira vermelha, aplaudiu-o, deu-lhe boleia na sua bestial limusina. Partiu até para o Alasca dizendo que ia "à Rússia" - misto de confusão mental e capitulação psicológica.
Mal pisou solo, na base militar de Anchorage inaugurada durante a Guerra Fria, Vladimir Putin conquistou o mais ambicionado triunfo político: o reconhecimento oficial dos EUA, dando-lhe face após três anos e meio de violações, pilhagens e homicídios sem fim na Ucrânia.
Toda a linguagem corporal do antecessor e sucessor de Joe Biden revelou submissão ao ditador russo, indiciado por crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional. As "sanções" que anunciara ficaram prontamente esquecidas. O cessar-fogo que prometera exigir ao homólogo do Kremlin foi logo varrido para canto.
A "paz" de Putin prevaleceu: os Sudetas ser-lhe-ão entregues como troféu de caça. Donald Chamberlain Trump pode sonhar com o prémio. Não o Nobel, mas o Prémio Lenine.
Ele merece.

