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Trova ao vento que passa (1)

por Pedro Correia, em 22.10.18

 

Sabemos que estamos a ficar velhos quando dizemos frases do género "A vida é assim."

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34 comentários

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De Pedro a 22.10.2018 às 10:57

Diria, que estamos sábios quando dizemos , a vida não se importa. A vida é assim.
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 12:42

Sabedoria e velhice costumam andar associadas. Mas nem sempre, longe disso.
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De Anónimo a 22.10.2018 às 11:15

Não sabemos.
Alguém tem que no-lo dizer.
E mais - a maioria de nós já nasce velha.
O mundo mudaria rapidamente, se muitos de nós, em vez de desabafarmos um "a vida é assim", proclamássemos consequentemente um "a vida é como deveria ser".
O que significa isso?
Significa dignidade, justiça, fraternidade, solidariedade...
Já sei, os da "vida é assim" chamam a isso ingenuidade e acrescentam com ironia: "está bem, está bem, vais tu mudar o mundo...".
Sim, não é fácil mudar o mundo; se calhar, nem é possível; mas, se cada um for mudando o seu próprio mundo, ...
João de Brito
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 12:42

Nascer velho e morrer jovem é a utopia de alguns.
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De Luís Lavoura a 22.10.2018 às 11:17

Ou "é a vida..." na versão de Guterres.
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De kika a 22.10.2018 às 12:34

A vida é curta mas muito larga
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 12:46

Para alguns é chata e comprida. Como a espada do Rei das Estátuas.
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De kika a 22.10.2018 às 12:50

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De kika a 22.10.2018 às 13:03

O Pedro Correia com tanta estátua
oxalá não acabe petrificado.
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 13:30

Antes petrificado do que lapidado. Ou decapitado. Ou (raios...) ainda coisa pior.
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De kika a 22.10.2018 às 14:13

Perfeitamente de acordo .
Não faça essa cara triste. Aceite partilhar comigo o que acabei de ouvir.

Zaz - sous le ciel de Paris ( clip officiel) youtube
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 16:21

Merci bien. Recuperei graças a esta chanson de que gosto tanto.
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De Maria Dulce Fernandes a 22.10.2018 às 12:42

A idade é um mito. Ninguém tem idade cronológica. Muitos terão menos idade do a que reza no documento, outros carregarão centenas de anos-vida, cuja comparação com o número da estatística de nascimento é assombrosamente superior.
Estes últimos, aqueles a quem o peso da vivência quebrou o ânimo, são os que tudo aceitam e se conformam, porque viver não é fácil e saber viver é uma arte.
Os outros, os pueris de espírito, os indomáveis, os rebeldes, acabarão mais cedo ou mais tarde por se aperceber também da falha mecânica que lhes suporta os humores e, no fim acabarão por aceitar também que a vida é assim. O princípio e o fim são a parte seca do bolo que cabe a todo e qualquer um de nós saber rechear para que um sabor inesquecível prevaleça no entremeio, mesmo que este seja apenas um bolo pequeno ou um achatado pão azimo. É saber encontrar o melhor no pior. É saber viver assim.
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 12:47

Certo, Maria Dulce: ninguém tem idade cronológica. Excepto para um funcionário do registo civil.
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 13:22

já vou nos 52 e jamais disse semelhante 'atrocidade', que a vida é também aquilo que dela fazemos, mesmo que numa escala que, comparada com a exterior, isto possa parecer quase ingénuo.

não, a vida não é - 'só '- assim", é mais, muito mais,
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 13:28

Pensamento juvenil.
Direi mesmo: sinal de alguma imaturidade.
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 13:37

aposto que o Pedro julgou que eu ficaria encanitada com sua opinião.
de todo, fui sempre uma moça tão seriamente meditabunda (muitos anos, não sempre) que esta forma de pensar me veio ajudar muto a olhar as cousas de outra(s) forma(s).

mais: o que melhor me caracteriza é a capacidade de observação. eu quero é rir, sabe?
(e não perdi a dita capacidade).

o Pedro, por aquilo que de si nos dá a ver, é excessivamente - como encontrar a palavra, caraças? - introspectivo, ou demasiado focado, talvez, e as provas estão na sua compulsão para as séries de, as compilações de, os temas, que persegue quase até à exaustão. nada contra, é o que observo, mas estou em crer que tamanho desvelo lhe fará menos bem... :)

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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 13:53

Apostou mal, Alexandra.
Mas se é meditabunda acaba de subir ainda mais na minha consideração.
Sempre apreciei gente meditabunda.
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 14:03

cheers!
(apesar de ser meditabunda e revelar alguma "imaturidade" e "pensamento juvenil", aprendi - helás! - a fazer um brinde, principalmente quando também coloquei várias cartas na mesa, nem todas sobre mim... :)
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De Von Kalhau a 22.10.2018 às 14:46

eu sou mais de bunda...
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De Pedro a 22.10.2018 às 15:22

Quantos choros são necessários para um sorriso?
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De Pedro a 22.10.2018 às 14:45

A melhor forma de esconder o que temos dentro é mostrar uma gargalhada sonora. Quantos tristes se fingem contentes com a sua tristeza?
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 15:53

mas que que que, Pedro a.!

nem sei como isso possa acontecer, a menos que se possuam dotes de grande actor/actriz, o que não é o meu caso (sou mais de detrás da câmara, observando, já o repeti).

já agora, qual é o seu lugar, lá de onde vem a emissão de palavras?...
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De Pedro a 22.10.2018 às 16:23

Os latinos denominaram ‘persona’ as máscaras usadas no teatro pelos actores, e também chamaram assim aos próprios personagens teatrais representados.


Todos representamos. Excepto o eremita.
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 18:09

depende: quando o contexto é deliberadamente ficcional, há mesmo quem esteja desnudo por detrás das câmaras, enquanto, diante delas,
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De Pedro a 22.10.2018 às 17:17

O único que espreita por detrás de uma lente é o Criador….


Acaso é uma deusa? Se sim , mande-me o email
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De alexandra g. a 22.10.2018 às 22:23

no meu entender, o meu criador foi papai e a criadora, mamãe :)

____
most obviously, sou uma deusa!
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De Cristina M. a 22.10.2018 às 20:59

... é... cá estamos.
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De Pedro Correia a 22.10.2018 às 22:41

«Caminhando contra o vento. / Sem lenço, sem documento...»

https://www.youtube.com/watch?v=uY3aNTPGg8U

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De Cristina M. a 22.10.2018 às 23:32

cool

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