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Tristes tempos!

por Luís Menezes Leitão, em 29.11.16

Ainda sou do tempo em que na escola primária se ensinava a verdadeira tragédia nacional que foi o desastre de Alcácer-Quibir, que implicou que a Coroa de Portugal viesse a ser herdada dois anos mais tarde por Filipe II de Espanha. Seguiram-se 60 anos de decadência nacional, com Filipe III e Filipe IV, em que o país quase se converteu numa província espanhola. Só escapámos a esse destino graças ao heroísmo dos conjurados do 1º de Dezembro de 1640, que voltaram a colocar no trono um Rei português, D. João IV. Na altura ensinavam-nos na escola que por esse motivo é que celebrávamos o 1º de Dezembro, data da restauração da nossa independência.

 

Passados mais de 370 anos sobre essa data, tive ocasião de assistir à vergonha de ver um primeiro-ministro português decretar a abolição desse feriado. Este ano voltou a ser reinstituído mas, na véspera do mesmo, assiste-se à visita de outro Filipe, desta vez o VI, que pelos vistos a população do Porto entende que deve ser recebido com gritos de "Viva o Rei!", enchendo-se a cidade com bandeiras espanholas, como se estivéssemos em Madrid. Estou convencido de que nem em Barcelona ou em Vigo o Rei de Espanha seria recebido assim. Pelos vistos, há muita gente em Portugal que perdeu de vez, não só o orgulho nacional, como também a própria noção do ridículo. Tristes tempos, na verdade!


26 comentários

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De Luís Lavoura a 29.11.2016 às 17:46

Seguiram-se 60 anos de decadência nacional

Não propriamente, parece que Filipe 2º até foi um bom rei, que respeitou a separação da coroa portuguesa. Filipe 3º e 4º é que já foram cada vez piores.
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De Luís Menezes Leitão a 29.11.2016 às 17:54

Um bom Rei que até dizia: "Portugal é meu, porque o herdei, comprei e conquistei".
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De anonima a 29.11.2016 às 17:59

Os Tripeiros são pessoas sinceras, simples e acolhedoras que gostam de receber as pessoas. Não veja isso como "destratar" os nossos.Quando não gostam das pessoas dão a entender isso sem restar qualquer duvida.
Agora sim tem razão, talvez a altura não tenha sido oportuna.
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De Vita C a 29.11.2016 às 18:13

Eu, aniversariante a 1 de Dezembro, nunca me conseguirei habituar a esta palhacada!
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De Conde de Tomar a 29.11.2016 às 18:13

Tragédia, tragédia foi a inquisição e a influência fradesca nos mandos do Reino. Em pleno séc. XVI, fora da Ibéria, pensava-se já nas grandes questões do Espirito e na Filosofias naturais, mais tarde ciências naturais. Em Portugal eramos governados por um degenerado virgem que tinha "visto muitos filmes". D. João IV foi obrigado a aceitar ser o führer da restauração sob ameaça de se arranjar outro pretendente legitimo ao trono - o que não falta aí são bastardos. Tudo com o beneplácito e apoio dos ingleses, claro está.
Quanto aos aplausos, sempre gostámos de receber bem. Só fica bem
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De Luís Menezes Leitão a 29.11.2016 às 18:17

Pelos vistos agora, para receber bem, exibem-se bandeiras espanholas no Porto. Deve ser com essa tradição de receber bem que cidade ficou conhecida como Invicta…
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De Conde de Tomar a 29.11.2016 às 19:17

Por amor de deus. A nação somos nós que a fazemos.
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De Luís Menezes Leitão a 30.11.2016 às 07:13

O Porto é uma nação.
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De xico a 29.11.2016 às 20:43

Marcelo, filho do governador geral da colónia, recebido em Moçambique com bandeiras de "Moçambique"??? que até são iguaizinhas às de Portugal, para grande ofensa dos Luises Menezes Leitões lá do sítio, descendentes dos guerrilheiros que lutaram pela independência.
http://mediaserver4.rr.pt/newrr/marcelo214889908.jpg
http://rr.sapo.pt/noticia/53220/marcelo_em_mocambique_com_a_paz_entre_frelimo_e_renamo_na_agenda
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De xico a 29.11.2016 às 20:34

Essa dos ingleses e D. João IV foi só para despistar, não foi? E já agora dos templários lá do seu condado.
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De Conde de Tomar a 30.11.2016 às 21:06

Essa dos ingleses, para despistar? Recomendo aprofundamento da matéria em questão - archeiros ingleses? Já ouviu falar?
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De Coisa mai-linda a 29.11.2016 às 19:22

Coisa gira seria ver a Galiza,a Catalunha,a Bascaria e o Andaluz livrarem-se de
Castela real e esta aproveitar para alargar-se a oeste,velho sonho enfim realizado com as palmas e as boas-vindas do bananal tuga.Olaré|
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De Luís Menezes Leitão a 30.11.2016 às 07:14

Olhe que não espantaria...
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De xico a 30.11.2016 às 08:41

O Minho entregue à Galiza, o Alentejo com os burgueses suburbanos de Lisboa e os Algaves com os turistas do Porto mais os conjurados do 1º de dezembro, ao Andaluz, beirões e transmontanos com Castela. Olha que rica ideia!
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De WW a 29.11.2016 às 19:35

É o tempo novo...
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De xico a 29.11.2016 às 20:29

Filipe II era neto de D. Manuel e o seu reinado não foi propriamente uma época de decadência para Portugal que até teve direito a uma ponte sobre o Zêzere na terra de meus avós. A par de João II foi um dos maiores e melhores reis de Portugal. Portanto, na sua opinião a população do Porto deveria ter recebido os reis de Espanha, que descendem de Afonso Henriques, de João I (que casou no Porto) e de João II, aos gritos de morte e sob uma chuva de alhos porros, para não falar nas pedras de granito da calçada.
A rainha de Espanha é uma bonita mulher, razão suficiente para o povo do Porto se alegrar em a receber. Volte lá para os conjurados do 1º de Dezembro que mais não fizeram que defender o valor da sua fazenda.
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De Luís Menezes Leitão a 30.11.2016 às 07:18

Que maravilha a ponte sobre o Zêzere. Deve ter sido a primeira ponte alguma vez feita em Portugal. Só os espanhóis é que sabem construir pontes.
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De xico a 30.11.2016 às 08:32

"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia"

Filipe II (I) fez uma ponte na aldeia de meu avô. Eu gosto de Filipe II. Viva Felipe II.
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De xico a 29.11.2016 às 20:30

Viva o Rei e, sobretudo, viva a Rainha.
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De lucklucky a 29.11.2016 às 21:34

Não se deve esperar que reste alguma coisa na cultura Marxista excepto a moda e discricionaridade do momento.
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De Conde de Tomar a 30.11.2016 às 11:18

Em termos culturais não queira comparar a Esquerda com a preconceituosa direita. Inovação cultural implica rutura de regras e preconceitos. A direita, na cultura, mas não só, resume-se ao orgulho do Preconceito.
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De Fernando Kosta a 29.11.2016 às 21:34

Engana-se: os PORTUENSES estão é fartos dos chulos republicanos da centralista e colonialista lisboa. Veja-se o recente esbulho lisboeta da Carris...
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De Luís Menezes Leitão a 30.11.2016 às 07:15

Pelos vistos o Porto prefere a não menos centralista e colonialista Madrid…

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