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Delito de Opinião

Trecho para um livro que nunca vou escrever

Francisca Prieto, 07.11.15

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Decidi que só te espero um par de horas por dia. Se olhares com atenção para o lado esquerdo da imagem, facilmente darás comigo a ler um livro para fazer passar um tempo que teima em fazer-se prolongar.

Só te posso esperar um par de horas por dia, que se ali ficasse toda a jornada, os dias teriam de ter mais de vinte e quatro horas, de tanto que os minutos custam a passar. Parece que esticam, como um cordel enrodilhado dos que cabem na palma da mão e que, depois de desemaranhado, chega para lá dos vinte metros.

Espero-te duas horas por dia e depois vou à minha vida. Se não vieres hoje, amanhã certamente chegarás. Connosco não há desencontros definitivos. Pode haver atrasos, trocas de estações, uma perda num apeadeiro. Mas por mais voltas que dermos, havemos sempre de nos reencontrar.

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