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Touradas: "Vitória ou Morte"?

por jpt, em 25.11.18

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Sobre isto de touradas bloguei em 2012 (um texto um pouco mais longo que recoloquei aqui). Resmungando que a) numa sociedade que trata fauna e flora desta forma omnívora e voraz, e que tem estas práticas de produção alimentar, o centramento das preocupações com o episódico sofrimento taurino mostra uma enorme inconsciência e mediocridade intelectual (e moral); b) a oposição à tauromaquia é, fundamentalmente, a raiva ideológica face à socioeconomia rural, em particular a de "lezíria"; e que c) estas preocupações ("civilizatórias" nas palavras da actual ministra da Civilização) mostram o primado uma política de cabotagem, encerrando a questão ecológica numa redoma de "petização" (no duplo sentido de "pet", animal doméstico, e "petiz", infantilização dos cidadãos) - consagrada na recente legislação sobre o acesso de animais domésticos a cafés e restaurantes. Esta política centra-se na domesticidade, pois as relações da sociedade com a sua natureza são olhadas e criticadas através das preocupações mais quotidianas das famílias elementares (e do crescente isolamento individual) em palco urbano e suburbano.  Ou seja, obedece à irreflexão típica do quotidiano do eleitorado, e é nesse sentido que é política de cabotagem (e também muito cabotina, e não só por tendencial homofonia).

Nunca fui a uma tourada, e o que vi na tv não me criou qualquer afeição. Por mais que os seus defensores clamem é óbvio que a festa sanguinolenta tem os dias contados, deixou de corresponder às sensibilidades e valores predominantes, tanto no país urbano como no contexto cultural mais amplo em que nos inserimos. Tal e qual outras actividades festivas e económicas que fazem actuar animais, como a luta de galos ou de cães. Ou algumas formas de caça (ainda se caça com armadilhas?). No mesmo âmbito de mudança que instituiu novas formas de controlo sobre as corridas de cães e de cavalos, evitando a sua exaustão, ou os circos. Ou foi transformando o tétrico paradigma dos horrorosos "jardins zoológicos" com animais enjaulados. Os adeptos da tauromaquia podem então continuar a clamar mas não há nada a fazer, o tempo desta tourada passou. E, mais uma década ou menos uns anos, ela será terminada. Ou então evolui.

Não sou nada especialista, e um conhecedor porventura ficará escandalizado com o que digo. Mas julgo que o toureio português tem duas especificidades preciosas: o equestre, uma dressage peculiar que possibilita e até histrioniza a encenação do conúbio homem-animal (a cultura) enfrentando a besta (a natureza); a pega, a encenação do colectivo humano, armado apenas de força e destreza, enfrentando a natureza.

Ora estas encenações são algo anacrónicas: por um lado, e ainda que a estética tauromáquica muito se cruze com as estéticas dos movimentos políticos homossexuais actuais, a pega apela a uma rusticidade máscula que afronta a presente homofilia, que àquela diz "tóxica". E esse é um grande inimigo ideológico, indito, subterrâneo das touradas. Talvez mesmo o mais importante neste curto prazo. Por outro lado, mais estrutural, a encenação ritual do conflito homem(/animal)-natureza perdeu estes referentes: a natureza está domada (escavacada até), fauna desaparecida ou domesticada, flora recondicionada, e até vírus e bactérias recuam face à indústria química. A natureza agressiva é hoje a climatérica, muito menos (ou até nada) simbolizável numa arena.

Como preservar a tourada? Seus valores, e em particular a criação equídea e taurina, e um precioso ambiente de diversidade ecológica? "Mudar ou morrer" é o que lhes resta. Mas a proposta socialista de introduzir protecções para touros é recebida com apupos pelos imobilistas aficionados ("Vitória ou morte!", urram, na antevéspera de ulularem "Viva a Morte"). E com gozo pelos adversários das touradas - pois a estes, de facto, não preocupam os touros mas sim o meio social, e seus valores, ligado às touradas, que abominam. 

Deixemo-nos de rodeios. Por mais que seja obrigação (intelectual, patriótica, até moral) pontapear tudo o que advém do partido do vice do miserável José Sócrates, esta proposta tem toda a pertinência. Permitirá, para desespero dos puristas, preservar mas também disseminar a tourada, potenciar o seu carácter simbólico, a festa. Tornará a tourada uma encenação? Não. Pois ela já é uma encenação. Transformará a cenografia, potenciará a representação. Será um pouco circense? Será. Mas, de facto, não o é já?

Olhe-se para o wrestling (esse sobre o qual Roland Barthes escreveu, iluminadamente, há mais de 60 anos). Veja-se como essa encenação, ridícula que seja aos olhos mais secos, se tornou num espectáculo global e milionário. Sem precisar de ser efectivamente um combate físico, mas sendo a ritualização (até exasperadamente) histriónica do combate. A tourada, "mudando sem morrer", pode ser isso, e assim um monumental filão de recursos. Com criatividade e inovação, com coreógrafos e dançarinos (perdão, cavaleiros e forcados). Entre os quais haverá "forcados pobres" (qual a personagem do magnífico Mickey Rourke) e "cavaleiros ricos". Fazendo assim continuar, e até bem mais rica, a lezíria. Os seus magníficos cavalos, os touros livres. E a gente. Essa, felizmente, nada suburbana.

Ou então não. Aquilo acaba e far-se-ão campos de golfe. E uns condomínios para reformados com "vistos doirados". 

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225 comentários

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De luis eme a 25.11.2018 às 11:41

Também não sei o que vai acontecer, concordo que algo terá que mudar.

Mas não como os "defensores de animais" querem (que nos deixam a respectiva bosta dos seus mais queridos à nossa porta de casa), ou a "gente civilizada" minoritária, quer impor, quase à força, juntamente com os seus valores (estava para escrever algo "homofóbico", mas não vale a pena...).

O Manuel Alegre tem razão. Não se trata apenas de touradas ou animais, esta discussão também se mete com a Liberdade de cada um de nós...
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 23:43

Fizessem um referendo e logo via de que lado está a minoria
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De jpt a 26.11.2018 às 07:25

Cá para mim seria uma surpresa. O Povo Unido Jamais Será Vencido não apareceria enfileirado na senda da propagandista do lesbianismo
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 09:14

O que é isso da senda do lesbianismo? Têem -lhe batido, à porta? A mim incomodam-me mais os jeóvas.
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De jpt a 26.11.2018 às 10:31

a gerência pede o favor de alguma atenção às palavras. Onde se escreveu "na senda da propagandista do ..." não deve ser lido "na senda do ..."
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De Anónimo a 27.11.2018 às 18:40

E porque é que não me surpreende que "jpt" seja escumalha homofóbica? Será que a mulher dele o trocou por outra mulher? É que se foi o caso compreendo-a e muito bem.
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De jpt a 27.11.2018 às 21:15

Ó anónimo a boca, pobre, que será o máximo a que você chega, desperdiça o pouco fel que tem nessas aspas, a mostrarem o periclitante teclista
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De JgMenos a 25.11.2018 às 23:49

À cautela logo se concorda que alguma coisa há que mudar.

É com base nesse pressuposto 'progressista' que todo a idiotia é incessantemente tentada.
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De jpt a 26.11.2018 às 07:24

Jg- neste caso garanto-lhe que não estou a tomar caldos de galinha, a questão é-me mera pastilha elástica. Mas que não seja por isso que evitarei a minha confortável arrogância: estou apenas a constatar evidências. Que em muito ultrapassam qualquer meu progressismo.
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De jpt a 28.11.2018 às 08:07

O Manuel Alegre entretanto abriu a porta ao velcro
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De Anónimo a 25.11.2018 às 12:47

as Touradas é para continuar!!! destroem as comunidades cristãs no centro de lisboa e promovem as comunidades dos mohameds...é sempre a perseguir a cultura cristã estes citadinos !! coitadinho do touro...sofre tanto !!! inacreditável como estes citadinos a querem dar lições de moral ao mundo rural cristão...
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De jpt a 26.11.2018 às 07:26

As cidades são, como sempre o foram, um coito de paganismo pecaminoso.
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De Anónimo a 26.11.2018 às 13:23

sim é por isso se nós queremos encontrar alguma civilização temos que ir até mundo rural...os citadinos agora é só bytes...
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De jpt a 26.11.2018 às 15:25

e soundbytes, como se diz no português actual
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De Anónimo a 26.11.2018 às 21:31

Agora coitadinhos nao podem ver sangue no touro...tao sensiveis...
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De jpt a 27.11.2018 às 21:17

É por causa das cidades
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De JgMenos a 25.11.2018 às 12:54

Morrer como um touro ou extinguir-se vivendo capado, é dilema que nunca é equacionado.
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 23:44

Meu caro o fim das touradas não implica o fim dos touros. As vacas ainda não os fazem sozinhas
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De jpt a 26.11.2018 às 07:27

ainda não há inseminação artificial?
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 08:46

Haver há, mas o sémen ainda é bovino.
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De luis eme a 26.11.2018 às 08:44

Nunca ouviu falar de bois, Pedro?
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 09:40

Sim. E? Os touros são também usados para melhoramento genético de raças bovinas destinadas à produção de carne/leite.
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De jpt a 26.11.2018 às 10:46

Dizem os especialistas que o fim das touradas causará a tendencial extinção dos touros. Mas eu destas questões percebo pouco mais do que uma bolota
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 12:04

Como a proibição das lutas de cães extinguiu raças criadas para o efeito. Se existem espécies animais criadas artificialmente e exclusivamente para a luta não vejo nenhuma imoralidade na sua extinção natural.
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De jpt a 26.11.2018 às 15:28

ora aí está um tema que eu gostava de ver desenvolvido, dado que desconheço por completo
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De jpt a 26.11.2018 às 17:18

Muito obrigado pela literatura inclusa, vou guardar referências e lerei com interesse
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De JgMenos a 26.11.2018 às 18:22

Este inventou que o gado bravo foi inventado….
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De Pedro Vorph a 27.11.2018 às 09:04

Isto desconhece o que é a selecção artificial
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De Sarin a 27.11.2018 às 18:49

Isso não foi em 2016?
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De jpt a 28.11.2018 às 07:50

O que foi em 16?
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De Sarin a 28.11.2018 às 07:57

Selecção artificial. Acho que parte de nós ainda tenta perceber aquele Euro...
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De jpt a 28.11.2018 às 11:42

O de 4? Ou o de 16?
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De Sarin a 28.11.2018 às 11:50

Ambos, jpt... mas o de 4 que nos deixou de 4 pareceu-me bem genuíno, sabe? E metade da população aprendeu muito sobre o expansionismo português, reflectido na nossa bandeira com pagodes e torres, escudos e coisas...
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De jpt a 28.11.2018 às 14:10

Não sei, estava longe, mas impressionou-me muito. Principalmente, vem com todo a propósito, aquela cena da selecção nacional na estrada escoltada por campinos. Nem digo nada.
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De Sarin a 28.11.2018 às 14:58

Confesso que andei que nem louca a buzinar pelas ruas e a acenar contente a outros contentes após alguns jogos, quase todos - o primeiro vi-o em Belém ao engano, contando encontrar ecrã gigante entre o Super Rock e o Santo António...

E que a minha esteticista desenvolveu graças a mim uma peculiar aptidão para pintar unhas às cores - mas eu só pedia, da primeira à última vez, meia unha vermelha meia unha (arghh) verde, porque uma coisa são as cores e outra a bandeira e eu não sou muito dada a símbolos mas.
E, sim, caiu-me a lagrimita na final. Na minha Luz, o meu Rui Costa despede-se com brilho e glória mas sem o caneco... mas pronto, foi assim :)
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De jpt a 28.11.2018 às 08:09

pois, sobre isso da (i)moralidade não deixa de ter alguma razão. Mas já que a "gente" tanto faz extinguir, caramba, tentar preservar um bocado do que criou também não fará mal. Já agora, e porque percebe destas matérias, disseram-me que os cães também não têm qualquer moralidade, ou seja, são frutos da selecção artificial, da nada invisível mão humana. É verdade? Se sim é para extinguir?
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 09:18

A base da nossa moralidade humana tem raízes na moralidade animal. "Sentimentos" como o altruísmo, injustiça/justiça , favorecimento de "amigos" e parentes , empatia existem no Reino animal, sobretudo nos nossos parentes primatas.

Até nós, humanos, já não estamos sujeitos à seleção natural. Daí o egoísmo andar tão em voga - um animal gregário, como nós, se sujeito à seleção natural não teria a mínima hipótese se fosse egoísta ou mentiroso .

Anda toda a gente preocupada com a extinção do bicho quando por dia desaparecem centenas de espécies vegetais e animais .

O que disse foi que seleccionar animais, exclusivamente, para o combate não me parece ético nos dias actuais. Tal como no passado havia raças de cães para caçar escravos e hoje não. Mas pelo desaparecimento de umas outras surgiram/aperfeiçoaram- ex raças caninas do séc XIX- Pastor Alemão, Dobermann, Pastor Suíço, BullTerrier, Labradoodle, .....até em Portugal, com o Barbado da Terceira (aperfeiçoamento genético ).
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De jpt a 28.11.2018 às 11:43

eu fujo da etologia como o diabo da cruz. Talvez por impulsos corporativos, concedo.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 13:15

Faz mal. A etologia não deve ser motivo de embaraços.
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De jpt a 28.11.2018 às 14:11

Não. Mas esta via de entender os valores sociais como transmutação de tendências animais não me diz rigorosamente nada
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 14:41

Jpt, mas faz-nos descer à terra quanto pensamos na transcendentalidade do Homem.


Jpt, gostava de chagar aos 300 comentários, mas vamos ainda em metade….vou começar a falar de vinhos. JP tinto conhece? 2 euros e picos...do melhor em termos de preço/qualidade
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De jpt a 28.11.2018 às 15:24

"Chegar aos" não será objectivo. "Falar de vinho" será sempre objectivo. Aqui? Bater na ministra actual, forma de escangalhar o possível esta clique de cúmplices de José Sócrates que está no poder. Há número indicado de comentários para fazer isso?
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De jpt a 29.11.2018 às 07:40

Grande memória, esteve aqui muito bem
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De jpt a 29.11.2018 às 07:45

https://www.dn.pt/poder/interior/uma-faena-sem-volta-a-arena-ps-dividido-ao-meio-no-iva-das-touradas-10248321.html

Entretanto, e sobre a matéria do postal (que não sobre a importante temática vinícola) este artigo é relevante - lateralmente: faz-me sempre espécie o bovino acatar pela população da afirmação de que, por vezes, os deputados têm "liberdade de voto". Isto é surreal, décadas de surrealismo
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:57

O desvirtuar do conceito de Partido, consagrado na nossa Constituição.
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De jpt a 29.11.2018 às 10:02

É o desvirtuar da democracia. A população vota em representantes propostos por partidos. E estes apropriam-se da liberdade individual de cada eleito, e disso fazem gala. Não está explícito em lado nenhum, é uma deriva partidocrática em nome da "funcionalidade" e "estabilidade". Claro que nenhum dos partidocratas levanta a questão, e os inanes comentadores vão falando sem nada dizerem sobre isto.
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De jpt a 29.11.2018 às 15:35

O Herman era (e é) fantástico Não me lembrava desta E na altura não se ouvia falar disto (eu pelo menos não sabia nada disso) https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Tourette
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 16:13

Jpt, pior que a síndrome de Tourette, é a Síndrome do Pinóquio:

Um tipo de epilepsia cujas convulsões se manifestam quando se está a mentir….

'Pinocchio syndrome': a peculiar form ofreflex epilepsy?

Reflex epilepsies can be defined as epilepsies in which all or a significant part of the seizures can be regularly provoked by a given triggering factor, most often a sensory stimulus. Sometimes it may be unexpected, such as, reading or decision-making.' We report a very unusual epilepsy in which seizures occurred when the patient lied.


https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1015158/pdf/jnnpsyc00481-0098a.pdf
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De jpt a 29.11.2018 às 16:42

Mau, agora V. vai-me à foto do perfil e mete-se a gozar com a minha penca, ainda para mais ilegitimando-me os postais?
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De Sarin a 28.11.2018 às 16:27

Já passei a carta de vinhos, não todos porque faltou-me a baba, quero dizer, o tempo, mas se soubesse que era para chegar aos 300 teria sido mais comedida...

Para mim com pouco Syrah, que me faz alergia, 'tá?
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De Sarin a 29.11.2018 às 10:00

Portanto, o ethos foi path para chegarmos ao pathos: o enos....
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De Sarin a 27.11.2018 às 17:15

O que esses especialistas evitam que se saiba, porque lhes dá cabo do "grande argumento", é ser a carne de touro muito apreciada em gastronomia (natural, animais em extensivo) e ter, até, prevalência em alguns pratos tradicionais.


E nunca subestime os conhecimentos de uma bolota, nela se educam carvalhos e sobreiros :)
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De jpt a 28.11.2018 às 08:05

Essa da bolota foi bem sacada. Mas, junto-lhe, a pobre bolota tem que saber medrar
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De Sarin a 28.11.2018 às 09:01

Também... que isto de bolotas nem todas são pérolas.
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De jpt a 28.11.2018 às 08:06

Bife de touro? Ou coisas mais tipo caldeiradas, cozidos ou cabidelas de touro-bravo. Verdadeira curiosidade, estou no meu início (tardio) das práticas culinárias.
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De jpt a 28.11.2018 às 10:30

Ok, já tenho programa para quando foi aí à "santa terrinha". Que os colesteróis me permitam tal desiderato. Obrigado pela sebenta
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De Sarin a 28.11.2018 às 12:05

Pensei que tinha pedido receitas... se soubesse que era convite tinha-lhe enviado também a carta de vinhos.
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De jpt a 28.11.2018 às 14:11

fico à espera, obrigado pela atenção.
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 08:59

Essa do Cabeça de Toiro, é mesmo só para chatear

Alentejo :

Comporta Reserva Tinto Fundação Eugénio de Almeida.

Tejo:

Cavalo Bravo Tinto Reserva.

Setúbal :

Valentina da Casa Ermelinda Freitas.

Rovisco Pais Premium

Beira interior:

Beyra reserva tinto

Douro:

Quinta do Crasto Reserva

PS:convém estar ébrio para largar o guito nalguns destes vinhos...


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De jpt a 29.11.2018 às 09:09

Obrigado. Eu, nesta minha era geológica, escolho pelos preços.
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:17

Como me conheces bem! o Cabeça de toiro foi só mesmo para chatear

O Valentina não tem Syrah?
Até nisto - as outras castas são boas, mas as nacionais é que me tiram do sério...
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 10:47

Correcção :

Cartuxa Reserva Tinto Fundação Eugénio de Almeida
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De jpt a 29.11.2018 às 10:52

Eu quero crer que há aqui, nesta linha de comentários, a proposta implícita de uma coligação política, a da consitituição de uma geringonça entre produtores vinícolas e criadores de touros e cavalos. Será isso?
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De Sarin a 29.11.2018 às 11:36

Alguns serão de casta ambígua, os produtores; mas toiros, para mim, no campo e no prato.

Mas não sou avessa a geringonçar numa coligação de apreciadores de vinhos e de toiros em arenas de faiança. Quem diz toiros diz outros animais, que eu sou inclusiva.
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De jpt a 29.11.2018 às 11:53

arenas de faiança está muito boa
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 12:59

Os Socialistas, os intelectuais de esquerda, são de casta mista...investem pela esquerda, comendo à direita.
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De jpt a 29.11.2018 às 15:35

Ambidextros? Ou ambivalentes?
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De Romão a 26.11.2018 às 14:40

Como se engana. O touro bravo só existe para ser toureado. Caso contrário já estaria extinto. É só um facto. não sou a "favor" das touradas mas também não tenho nada contra. Acho é que há assuntos bem mais importantes neste país que a porra das touradas.
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De jpt a 26.11.2018 às 15:27

Romão esse seu "Acho é que há assuntos bem mais importantes neste país que a porra das touradas" é o fundamental dos dois postais que escrevi sobre isto. Juntanto-lhe eu que serve também para que os "defensores dos animais" se aconcheguem junto ao aquecedor moral sem que, de facto, actuem para a efectiva "defesa dos animais"
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 16:00

Jpt, por essa linha de pensamento o país parava pois há sempre alguma coisa mais importante para fazer do que aquela que decidimos fazer:

Ex: Túnel do Marão vs Hospitais; Estádios vs Escolas; o IP não sei quantos vs cuidados paliativos…


Não estou a dizer com isto que não tenha, em certo sentido, razão.
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De jpt a 26.11.2018 às 17:25

Eu também me costumo irritar quando vêm dizer sobre o que é que as pessoas se devem interessar - hábito que até leitores de blogs têm. Como se houvesse uma metafísica agenda de preocupações e interesses cuja hierarquia todos devessem seguir, um ditame ético e racional. Mas neste caso é diferente, insisto que o centramento na questão tauromáquica (que é uma conversa antiga) é acompanhado, tanto pela sociedade em geral com pelos grupo anti-tourada em particular, por uma efectiva irreflexão e concomitante inacção face às questões ecológicas. E é essa alienação, que se traduz neste fenómeno de moda e muito urbano-identitário ("nós", os activistas anti-touradas ..) superficial. E que, claro, se articula com estas agendas da velha política "pós-moderna", o folclore que desde o binómio Mário Soares (velho) - Sérgio Sousa Mendes (novo) se chamam "causas fracturantes". E é por isso que esta ministra, que vem das tais franjas do MES homófilo desta era, surge tão empenhada na questão - mesmo que não saiba onde é o Sado, mostrando o quanto desconhece o país para além dos preconceitos civilizacionais do seu grupito da civilização Bairro Alto
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 17:55

"por uma efectiva irreflexão e concomitante inacção face às questões ecológicas."

É verdade.
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De jpt a 27.11.2018 às 21:19

Afinal estamos mesmo de acordo
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De Sarin a 25.11.2018 às 13:24

Tentam cilindrar-me sempre que pergunto aos críticos das touradas porque querem eles legislar contra as touradas em vez de exigirem-se legislar a favor dos animais, numa óptica menos antropocêntrica e mais transversal. A resposta é, geralmente, "que os animais sofrem mesmo é nas touradas", e quase dou por mim a argumentar em defesa dos forcados ou da tourada à corda em comparação com dressage, lutas de cães e algumas explorações intensivas onde as regras do bem-estar animal ficam à porta. Entrar na questão "conservação dos animais selvagens" como o lobo ou o lince, então, parece por vezes ser mais fácil com aficcionados do que com alguns dos seus críticos.


Mas penso que a maioria dos críticos não será levada pela "luta de classes", tal como não é apenas aficcionado quem vive do touro de lide - há mais tourada para além da lezíria. Vão, creio, atrás da turba com genuíno sentimento de pena pelo touro - desconhecendo outras formas de tourada, e não conseguindo, pelo menos não ainda, separar noutros contextos a utilidade do animal do respeito devido ao animal.

Tal como as touradas, é uma questão de tempo. Mas o tempo corre mais depressa para uns animais do que para outros.
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 22:39

"algumas explorações intensivas onde as regras do bem-estar animal ficam à porta."


Quais? As regras de bem estar animal têm a força da lei.
Lutas de cães são proibidas.


E parece-me abstruso comparar touradas, com explorações que visam exclusivamente produzir alimento. A tourada vive do sangue do bicho, mais nada.
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De Sarin a 26.11.2018 às 01:05

Já me perguntaste isto, noutro postal recentemente, e já te respondi. Mas repito;

Ter força de lei, tem - mas não é cumprido e muitos opositores das touradas assobiam para o ar. Como veterinário, sabes perfeitamente que há muito incumprimento, muita negligência e muito a melhorar.

Defendo os animais por princípio e não por actividade, que é o oposto de muitos opositores das touradas. Que falam do mal que se faz ao touro e esquecem o cavalo; e esquecem os cavalos noutras actividades, desportivas e lúdicas, como esquecem animais selvagens ou animais em exploração intensiva. Vai lá ver o que passam apicultores com os senhores que não gostam de touradas e usam insecticidas no jardim nos pomares nos passeios que fazem "pela mãe natureza"; vê as fiscalizações que fazem a aviculturas e vacarias - suiniculturas sim, mas só às pequeninas que essas, mesmo cumprindo o bem-estar animal, fecham-se facilmente com o Ambiente porque as ETAR não dão resposta...
Pedro, sou contra as touradas não pelas touradas mas pelo princípio. E vejo muitos a serem contra a tourada mas a desculpar e a minimizar o sofrimento dos animais noutros desportos e actividades. Para mim são argumentos incompletos, e considero-os uma questão cultural - de defesa do antropocentrismo e de hieraquização do sofrimento animal de acordo com modas e paixões.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 09:37

Falo aqui sobre as touradas. Quanto à exploração intensiva temos um problema muito maior. Habituamo-nos a comer demais e barato. Aliás ninguém fala, mas um dos principais responsáveis pela emissão de gases com efeito estufa é a agropecuária.

Mas ninguém é obrigado a mudar os hábitos de consumo com o fim/reforma das touradas.Com as explorações intensivas a coisa muda de figura. Julgo que a médio prazo tal discussão será necessária sobretudo por não haver recursos naturais que suportem o nosso consumo exagerado (a comida desperdiçada pelos europeus/ ano dava para acabar com a fome em África )

Se seguirmos o teu raciocínio seria imoral falar sobre direitos dos animais quando existe em Portugal homens e mulheres com trabalho escravo. Acho que podemos discutir sobre uma coisa de cada vez....o caminho faz-se caminhando.

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De Sarin a 26.11.2018 às 10:50

Mas, Pedro, a questão é essa: tu falas das touradas, eu falo dos animais.

Não me revejo num projecto que vise especificamente touradas, mas antes num quadro global de bem-estar animal. De acompanhamento e controlo. De desenvolvimento dos gatis municipais não apenas como centros de acolhimento mas também do controlo da população de ratos, por exemplo - como saberás melhor do que eu o touro sofre por questões lúdicas; e os cães e os gatos abandonados ou já nados e criados na rua? Tens legislação, mas não tens cultura, não tens infraestruturas nem tens acompanhamento...

E irritam-me alguns dos argumentos usados contra as touradas porque deviam ser abrangentes mas o foco é, apenas, a tourada...
Repara que no Conselho e no Parlamento da UE falam em touradas, mas ninguém toca nas corridas de galgos nem nas corridas de cavalos - agora com o Brexit nem deve valer a pena - mas percebe-se também por aqui a questão dos valores culturais vs valores de defesa dos animais.
Então dos rodeos, é caso para dizer que nem os ouves tugir nem mugir...

Estamos no topo da cadeia alimentar (em grupo) e não conhecemos outra espécie que tenha um tão grande domínio sobre as restantes. Mas isso não faz de nós o centro do Mundo, e as carástrofes naturais causadas pelo homem provam-no à saciedade.

Por isso, não apenas não é imoral como é imperativo, até por uma questão de sobrevivência da espécie, que se fale em direitos dos animais e do Ambiente enquanto falamos de Direitos Humanos.

O caminho faz-se caminhando, mas há caminhos e há atalhos; o que muitos opositores das touradas fazem é seguir por atalhos porque acabar com as touradas é o objectivo. Sou opositora das touradas e de tudo o que seja sofrimento infligido gratuita e evitavelmente a animais, mas nada tenho contra as touradas se em vez de touros e cavalos usarem bonecos. :)
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 12:47

Sarin , a tourada é mais impactante visualmente, afinal é um bicho a jorrar sangue da boca ( nas touradas à espanhola, a estocada nem sempre é letal) , ou do dorso, ao passo que um galgo não experimenta o mesmo grau de dor ( animais lesionados não conseguem obter grandes resultados pois não há analgésicos perfeitos - a dor porventura será semelhante àquela dos atletas de alta competição; não se vêm cães doentes, a ganir , a claudicar, a competir - a dor não é percebida ) . A dor não sendo pressentida visualmente torrna-se menos objectiva, sendo também mais fácil atribuir àquela uma natureza semelhante à dor experimentada por um atleta humano de alta competição.

Quando decides sobre a moralidade de algo usas o raciocínio lógico - córtex deliberativo - mas também o córtex emocional (dorsomedial) , aquele que te faz SENTIR ser imoral uma determinada prática. Desta forma as touradas produzem maior indignação pois não precisamos de um raciocínio elaborado para sabermos que o "bicho" sofre, e que a dor sentida é objectiva - facas cravadas no dorso, o mugido de dor, o olhar atarantado do animal, a tentativa de fuga para as bancadas, o evitar do investir, quando o touro procura as tábuas. ...Com a dressage , a dor não sendo visível, torna a sua percepção mais subjetiva. Aliás qualquer proprietário de um galgo , ou cavalo , quer que o seu "campeão" viva o mais saudavelmente possível - assegura serviços veterinários, com vista à manutenção do bom estado clínico do animal. Não se podem comparar com as touradas. A tourada visa exclusivamente a morte do animal feita espetáculo. A dressage ou a corrida de cães, ou a matilha de cães de caça não visam a morte, nem infligir propositadamente dor nos animais .
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De Sarin a 27.11.2018 às 19:01

O facto de os outros apenas verem sangue não faz com que eu deixe de ver tendões e sobredopagem, problemas respiratórios e engorda, desequilíbrios metabólicos e stress por falta de espaço, ainda que tudo isto acompanhado por muitas vacinas e muitas atenções sanitárias. Algumas vezes.

Que um poeta só veja sangue, ok; mas biólogos e histologistas? médicos e médicos-veterinários? engenheiros agrícolas e engenheiros zootécnicos? Estamos a falar de activistas pró e contra com obrigação de ver mais do que sangue.

Por isso dizer ser cultural, a negação.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 09:27

Dopagem. Falas portanto de práticas ilegais. Também os atletas humanos têm problemas com tendões e vão treinar diariamente. Obviamente que se a dor /lesão for grave não há analgésico que lhe valha a ele e ao cavalo.

A legalização têm vindo a ser progressivamente melhorada no referente ao espaço. Quanto a tratamentos hormonais são proibidos no espaço europeu (ou eram, nomeadamente com hormonas da crescimento )....a minha área é outra.
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De Sarin a 28.11.2018 às 10:42

Falo de dopagem, sim. A fiscalização nos humanos é uma treta, nos animais ainda mais.
Nos humanos há a possibilidade da oposição, da recusa, da manifestação muito clara da dor. Nos animais, não, e por isso os muitos abusos.
Não o praticas, ainda bem; mas certamente tens conhecimento destas realidades. Possíveis porque, como dizias, não se vê sangue - e porque, como venho dizendo, não conta para tantos que toureiam as touradas.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 13:20

Conhecimento de "ouvir dizer " sim. Mas não acredito que seja prática corrente em veterinária - cassam-te a licença profissional. Há é um submundo de tráfico de drogas à margem dos veterinários e obviamente das autoridades. Mas isso é outra questão
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De Sarin a 28.11.2018 às 13:53

Sim, e mesmo de licença cassada... cacei um desses, há 20 anos lá pelo além-Tejo para cá do Sado.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 14:43

Porra….outra advogada….é por isso que me enrolas tão facilmente
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De Sarin a 28.11.2018 às 15:22

Engenharia, moço, agrícola; e mais umas coisas doutras coisas mas não isso
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 17:20

Devias mudar o nome de batismo para Hipátia!....Sarin, a Mulher Renascentista
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De Sarin a 29.11.2018 às 08:19

É um nome muito grande, e os meus pais carregaram-me com seis - dava cá uma trabalheira assinar....
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 13:23

Legislação queria eu dizer....
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 16:17

Falamos disto e não da Lagosta suada:

https://www.youtube.com/watch?v=1cZBEgkcREQ


Quanto aos cães e gatos tens duas hipóteses. Eutanásia (morte sem dor), ou politicas de controlo (castração obrigatória em animais não destinados à criação) e adopção. O que preferes?
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De Sarin a 27.11.2018 às 18:46

Controlo da população. De gatos, e de ratos. Vê o caso de Valência.
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De jpt a 28.11.2018 às 10:31

que aconteceu em Valência?
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De Sarin a 28.11.2018 às 10:59

Decisão municipal de cuidar dos gatos vadios, instalando gatis em vários pontos da cidade.
Os gatos são teritoriais, não se afastam do seu domínio.
Vacinados, castrados os machos, cuidados e alimentados, continuam a vadiar pela cidade contribuindo naturalmente para a desratização da cidade, flagelo que esteve na base de tal decisão.

O mutualismo a funcionar.
Castração é método invasivo, mas é a única forma de conseguir o equilíbrio e a sustentabilidade do projecto e dos próprios animais. Evitar reprodução ou matar excedentários? Não tenho dúvida na resposta.

[Aliás, temo que o futuro da espécie humana passe também por aí. Os chineses escandalizaram com a política do filho único, mas nem reduzindo drasticamente o consumo conseguiremos garantir a nossa sustentabilidade. Seremos 9 biliões em 2050.
Desculpe a ousadia, e de novo a derivação do postal, mas se tiver ineresse falo desta questão da sustentabilidade em https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/o-trigo-e-o-pao-que-o-diabo-amassou-35285]
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De jpt a 28.11.2018 às 11:45

obrigado
Em Lisboa, ao que me dizem, são as gaivotas, feitas aves terrestres, que fazem a desratização
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De Sarin a 28.11.2018 às 11:55

Puro empreendedorismo das gaivotas.
E arriscam-se sem qualquer plano municipal [de controlo da população de gaivotas (nem de pombos, ratos com asas), que se estão a tornar caso sério de saúde pública em algumas zonas costeiras]
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De jpt a 28.11.2018 às 15:22

quanto a pombos, abjectos, refiro-os sempre como ratazanas aladas
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De Sarin a 28.11.2018 às 15:50

Ensinei as criancinhas a chamarem tais animaizinhos dizendo "canjinha, canjinha", porque, sinceramente, os pombos citadinos só são bons para canja de cão.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 13:28

Em Portugal tens associações de defesa dos animais que já o fazem. Aliás hoje já não é ilegal alimentar gatos "vadios". No passado, sim.....

As câmaras em Portugal estão com a corda ao pescoço. Cada vez mais atribuições e orçamento igual. Nem para o aumento da área dos canis/obras elas têm dinheiro....
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De Sarin a 28.11.2018 às 13:55

Conheço muito bem essa realidade. Os opositores das touradas também, mas a eles isso já não interessa. Não se vê sangue, como dizes.
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De jpt a 28.11.2018 às 15:21

Pois, essa - mesmo no âmbito estreito dos animais "domésticos" - é uma questão bem mais real mas muito sonante aos zoófilos agit-prop
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De Sarin a 28.11.2018 às 15:36

Exacto (suponho que falta o pouco), essa entre muitas outras que não são sequer sazonais mas diárias.
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De jpt a 29.11.2018 às 15:30

exactamente; quis dizer "muito pouco sonante aos zoófilos agit-prop"
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De Sarin a 29.11.2018 às 16:17

Por vezes não nos entendemos, mas não é por falta de uma palavrita ou outra - até porque esquecê-las será por dispormos de tantas, está visto :)
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 13:31

"mas nem reduzindo drasticamente o consumo conseguiremos garantir a nossa sustentabilidade. "

Isso já não sei. Tens novas técnicas de cultivo como hidroponia em Torres verticais. Tens uma inesgotável fonte energética geotermal (não há é investimento nestas áreas )....tens já "carne" produzida em laboratório. ....
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De Sarin a 28.11.2018 às 13:58

Tens isso tudo, mas para produzires isso tudo usas outros recursos fundamentais. E continuas a ter 30% de subnutridos no mundo, e 40% no limiar da pobreza, e movimentos migratórios, e daqui a 20 anos somos quase 9 biliões. O que deitaremos abaixo para cabermos?
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 16:44

Nota:
Sobre o dressage não incluo as técnicas de ensino, ditas de estimulo negativo - já nem se usam no ensino dos cães - pois não considero relevante, para o debate, pormos num mesmo nível procedimentos legais (touradas) e ilegais (ensino de dressage, etc, através de estímulos negativos)
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De jpt a 28.11.2018 às 08:11

onde há escravos em Portugal?
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De jpt a 26.11.2018 às 15:29

Sarin não posso concordar mais com estas opiniões com que brinda o interlocutor
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De Sarin a 27.11.2018 às 18:47

Obrigada, jpt.
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De jpt a 26.11.2018 às 07:30

Eu não reduzo a coisa a uma luta de classes. O que digo é que há uma (pequeno)burguesota "boa-consciência", infantilizada e acrítica, distraída dos verdadeiros problemas da relação com fauna e flora, que é sublinhada neste caso pela repulsa por uma socioeconomia rural com valores que lhes (aos suburbanos e à rapaziada sensível pós-Bairro Alto) é desagradável ...
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De Sarin a 27.11.2018 às 19:03

Também não reduzi nem interpretei que o jpt o tivesse feito :)
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 13:27

Quanto à a):

A produção alimentar visa produzir alimento , ao contrário das touradas, cuja razão de existir é o sofrimento do animal feito espetáculo. O progresso legislativo e assim o progresso civilizacional tem sido o de pôr regras à forma como são tratados os animais destinados ao consumo humano. O mesmo sucedendo com os animais de laboratório, usados para pesquisa médica

Quanto à b)

Não vejo nenhuma raiva contra a socioeconomico rural. Nenhuma luta de classes boviniana. Vejo essencialmente uma sociedade mais preocupada com a forma como os animais são tratados.


Do mundo rural faz parte a matança do porco e não o touro de lide, criado por meus dúzia de citadinas famílias "brasonadas" . A criação dos touros de lide é extensiva sendo o número de empregos criados por fora actividade muito modesto. Facilmente quem cria touros para touradas cria gado bovino para alimentação, sem perda de empregos.

"por um lado, e ainda que a estética tauromáquica muito se cruze com as estéticas dos movimentos políticos homossexuais actuais:

?


"vírus e bactérias recuam face à indústria química."

Parece que já não jpt. Veja as recentes hibridizações virais do tipo Inflenza - gripe A, gripe suína, aviária, Ebola, os vírus Keystone e MKPV.

Quanto às bactérias basta relembrar as estirpes crescentes com resistências ao mais modernos antibióticos (Portugal lidera).

Quanto à escritores e poetas amantes da festa brava, cito outro:

"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! (...) Bárbaros agarram esse cão que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem as suas veias mesentéricas.

Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquires à natureza tão impertinente contradição."
- Voltaire, Dicionário Filosófico
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De JgMenos a 25.11.2018 às 17:20

'cuja razão de existir é o sofrimento do animal feito espetáculo'


Só mesmo a gente distorcida dos ornamentos ocorre pensar que a tourada, em vez de celebrar a valentia dos homens, mobiliza tarados focados no sofrimento animal!
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 22:41

A valentia dos homens é provada num ringue de boxe ou num octógono...ou numa pista de popós...ou noutra coisa qualquer...tipo escalada, queda livre...
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De jpt a 26.11.2018 às 00:54

Vou ser "neo-realista": a valentia dos homens (das pessoas, neste mundo de "género") acontece no dia-a-dia, opressivo e absurdo.
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De JgMenos a 26.11.2018 às 18:25

Antes de tudo isso ser inventado já se ia ao campo matar o gado bravo.
Sabe muito pouco para tão insistente opinar!
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De Sarin a 28.11.2018 às 14:04

Também se ia a pé e usava machados de pedra.
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De jpt a 27.11.2018 às 21:21

Só agora reparei nesta da "gente distorcida dos ornamentos" - está muito boa ...
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 23:41

Quanto à a):

A produção alimentar visa produzir alimento , ao contrário das touradas, cuja razão de existir é o sofrimento do animal feito espetáculo - não pode haver tourada sem o martírio do bicho . O progresso legislativo e assim o progresso civilizacional tem sido o de pôr regras à forma como são tratados os animais destinados ao consumo humano. O mesmo sucedendo com os animais de laboratório, usados para pesquisa médica, e ainda com os designados "animais de companhia"

Quanto à b)

Não vejo nenhuma raiva contra o meio socieconómico rural. Nenhuma luta de classes" boviniana". Vejo essencialmente uma sociedade preocupada com a forma como os animais são tratados. Tratar humanamente não é humanizar, pelo contrário

Do mundo rural faz parte a "matança do porco" e não o touro de lide, criado por meia dúzia de citadinas famílias "brasonadas" . A criação dos touros de lide é do tipo extensiva sendo o número de empregos criados por esta actividade económica muito modesto. Facilmente quem cria touros, para touradas, cria gado bovino para alimentação, em regime extensivo, sem perda de empregos.
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De jpt a 26.11.2018 às 07:37

a) a situação em laboratório ou unidade de produção é ainda (e tem sido) hedionda. Não colhe um pentelho de atenção destes zoófilos de pacotilha. Para além disso, muito para além disso, as políticas e práticas gerais de manipulação do meio ambiente são escandalosas - sendo que os tais zoófilos sobre isso se importam mesmo é com a percentagem de aumento salarial, o nível de poder de compra e as reformas antecipadas. Deixemo-nos de coisas ...

b) mais uma vez o "luta de classes". O bloguismo serve-me para catarse mas também para aferir se sou capaz de expressar em termos mais ou menos explícitos a confusão inane que me habita. Sei, comprovadamente, que sou capaz disso. Ou seja, sei que se não pensei em luta de classes a este propósito também não o escrevi. Não é isso que está neste texto (nem no anterior que a isto dediquei)
Gente genuinamente preocupada com os animais? Sim. Mas da forma estuporada, ignorante, preguiçosa, típica dos apoiantes destes propagandistas de extrema-esquerda, deste MES homófilo agora no poder tutelando a Civilização.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 09:58

A) Não é comparável com a situação de há duas décadas atrás em virtude da exigência da opinião pública por um tratamento mais humano, e não humanizante, dos animais. Por exemplo na indústria dos cosméticos era frequente o uso de animais. Hoje não.

http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/291-ue-deixa-de-comercializar-produtos-cosmeticos-testados-em-animais.html

E mesmo nas áreas económicas de produção alimentar a situação é incomparavelmente melhor em virtude de legislação europeia, legislação esta que reflecte uma maior exigência científica, mas também da população em geral, pelo bem estar animal


Atrás falava do lesbianismo não sei do quê. Agora do MES homófilo. Não percebo a associação . Talvez por o jpt ser licenciado em ciências sociais e eu não.
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De jpt a 26.11.2018 às 10:36

Não tem a ver com as licenciaturas. Tem a ver que o capital político de determinados sectores ("fracções" dizia-se na antiguidade) e de alguns e algumas individuos e indivíduas - fica bem, escrever assim - se reforça (empodera, como se fala agora) nos grupos corporativos (pró)homossexuais. Quanto ao lesbianismo nunca disse que era do "não sei do quê". Era o da actuala (fica bem assim?) ministra da civilização, que se exponenciou sobremaneira, até alcandorando-se a ministra, utilizando as suas práticas sexuais como dado político, como capital político. Mas isso você já percebera, está a querer tourear-me.
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De Sarin a 27.11.2018 às 19:43

Desculpe, jpt, é tema marginal ao postal mas não ao discurso actual, e já que falou nisso (há mais tempo mas só hoje vi), o que pretende dizer com a capitalização via práticas sexuais?
1. Que a actual ministra conseguiu o ministério "na horizontal", como se dizia?
2. Que G.F. se assumiu homossexual para subir na hierarquia do aparelho?
3. Que G.F. foi alcandorada (o que contraria o seu alcandorando-se, mas poderei ter lido mal) por ser de uma minoria, e logo uma minoria transversal a outras minorias?


Não poderá ter sido nomeada pela sua individualidade?
Tende-se a esquecer que num representante de uma minoria está uma pessoa com identidade própria.
Não se poderá ter assumido porque entendeu ser importante demonstrar que um homossexual é um indivíduo como os outros e pode ter qualquer profissão ou cargo?
No outro dia, lia sobre um homossexual que explicava a importância da visibilidade (na aclimatação, acrescento eu): num local que frequenta desconhecem-no homossexual e as conversas são normalmente cordatas, mas num dia foram-lhe penosas porque, aqueles mesmos afáveis colegas, falavam de "paneleiros" como se de uma espécie distinta.


E, claro, poder-se-à ter assumido só porque estava farta que a tentassem casar com o primo do amigo de não sei quem :)
(O solteiro da aldeia foi mais subtil, nos casamentos dos primos as velhotas perguntavam-lhe "então, o próximo será o teu?" e só pararam quando ele lhes começou a perguntar o mesmo nos funerais)
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De jpt a 28.11.2018 às 10:06

Não acho que seja verdadeiramente marginal ao postal. Pois está, de forma pouco linear, articulado com o seu cerne.

1. Eu blogo há muitos anos, V. não conhecerá isso, mas permito-me invocar isso. Terei escrito muitas asneiras. Mas nunca aludi às práticas estritamente pessoais, e nesse âmbito sexuais, de alguém. Para o caso destas temáticas homossexuais vou invocar até alguns episódios: nos velhos tempos do bloguismo intervi, por mensagens privadas, junto de dois bloguistas que conheço, activistas dos direitos homossexuais e então BE (depois, claro, PS), que faziam nos seus blogs o que o jargão apelida de "outings forçados", a tétrica "denúncia" da presumível homossexualidade de "políticos de direita". Ficaram um bocado atrapalhados e apagaram os postais. Mas mostra a atitude, a deles e a minha. Um outro bloguista, defensor dos direitos homossexuais, um conhecido fervoroso socialista - e até muito elogiado neste DO - fazia, anos depois, a chccarreira alusão aos "solteiros" do PSD, nomeando-os. Também pontapeei isso, em público, pois o homem é por demais execrável para suscitar qualquer trato privado. Vamos lá deixar-nos de rodeios, são alguns dos mais conhecidos políticos e opinadores homossexuais que fazem vil uso das "práticas sexuais" alheias. Recordo-lhe um texto que coloquei já aqui no DO, o "Viva Spacey" - não me lembro de ver referências a textos de militantes portugueses da causa homossexual a defender o actor, vergonhosamente queimado nesta vaga de moralismo actual, aquecida por evidente homofobia.
Já lá acima, nesta caixa de comentários, tenho um pateta anónimo a invectivar-me de homófobo, a fazer alusões à minha vida conjugal. Esta é a perversão típica dos militantes de baixo nível, do estribilho.
Ou seja, não aludo a quaisquer práticas sexuais privadas da senhora, nem tenho que o fazer, nem aceito que esse seja o caminho da discussão.

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De jpt a 28.11.2018 às 10:07

2/3. Graça Fonseca na condição de governante anunciou a sua condição de homossexual, e explicitou que o fazia enquanto acto político. Escrevi então (acho que aqui também), e face aos ataques que ela sofreu (um pouco na linha dos que Fernando Rosas fez ao dirigente do CDS que também afirmou a sua homossexualidade, sem que por isso lhe tivessem sondado especulativamente a vida conjugal), que eu considerava legítimo - e até saudável - que alguém presente na vida pública sentisse que a sua publicitação das opções sexuais e afectivas contribuiu para a redução da discriminação (que já não descriminação, felizmente) dos cidadãos e para a generalização do bem-estar, e que actuasse nesse sentido.

Agora o que isso tem como corolário é a que política em causa passou por isso a colher particular simpatia e apoio (e o seu contrário) por parte de grupos de opinião homófilos. E que o escrutínio do seu percurso e das suas actividades não é totalmente alheio a isso. Já não está na moda em Portugal (mas se calhar ainda aparecerá de novo,e a curto prazo) que alguém apareça a reclamar publicamente, a afirmar uma identidade política e a colher apoios por isso, a sua heterossexualidade liminar vivida num contexto de monogamia radical. Eu não sou adversário da heterossexualidade, nem do casamento indissolúvel e monopolizador da sexualidade ("vive e deixa viver"). Mas se alguém (imaginemos um façanhudo doutor de fato azul e gravata com muito padronizadas riscas) vier à liça reclamar essa mui católica identidade (política), sendo saudado por políticos e opinadores ligados ao jornal "O Diabo", a Associação das Famílias Extensas, conhecidos activistas da Opus Dei e etc, e até por um outro eclesiástico, ele passará a ser escrutinado politicamente em função dos apoios políticos que esses sectores lhe dão.

Fonseca (que tinha uma boa imagem pública em termos de competência), depois de colher esse apoio extra dos grupos homófilos, ascende a ministra. Eu julgo que isso é fruto de uma estratégia pessoal, ambiciosa. E penso, com muito mais certeza, que o PS capitalizou essa sua osmose com grupos com grande repercussão mediática para a instalar num meio socioprofissional que tem grande impacto mediático (ainda que de muito menor efectiva relevância sociológica), ainda para mais em vésperas de ciclo eleitoral, e na sequência de um ministro com falta de habilidades políticas. E o que é interessante, lateralmente, é que a homossexual afixada é enviada para o domínio da cultura (mas não para outros mais "ríspidos" e "produtivos" sectores). O que ecoa a velha mentalidade machista - sobre isso escrevi, há muitos anos, um blogotexto chamado "primeiro-damismo", se não estou em erro: sobre a ilegalidade e ilegitimidade cultural de constituir "casais presidenciais" com a falsa "primeira-dama" a cumprir as velhas funções atribuíveis às mulheres nas famílias burguesas de antanho, as referentes à domesticidade - filantropia/caridade/assistencialismo; lavores, modas e bordados; a educação das crianças desvalidas; o apoio à mitra; um pouco de artes e culturas. E agora surge o mesmo na lógica da ascensão do "género" homossexual, no seio da esquerda portuguesa: a primeira homossexual (declarada) põe-se na cultura. Depois eu (até para comentadores normalmente simpáticos, como nesta caixa de comentários se vê) é que sou o machista e até tão homofóbico (as pessoas nem sequer sabem quem, de facto, sou, qual a minha vida afectiva e sexual mas não se importam de atirar coisas assim) que tendente "à bestialização dos homossexuais" - esta atoarda foi escrita aqui, sem pudor.
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De Sarin a 28.11.2018 às 12:23

Não recebi alerta deste comentário, e tendo lido o 1. através da ligação do mail, este passou definitivamente ao lado. Daí o meu comentário com o bicharoco que o jpt abomina - mas garanto que pensei "pronto! esqueceu-se de escrever os outros pontos!" e daí a gargalhada.


Esclarecido este ponto, avanço que esclareceu também a questão.
E solicito que fique esclarecido que o não pensei nem homofóbico nem homofílico.
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De jpt a 28.11.2018 às 12:57

nem hemofílico, espero
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De Sarin a 28.11.2018 às 13:27

Se não é, também já não apanhará essa mania de deixar assim correr o sangue como se touro na arena.


Mas não saberem quem de facto invectivam é o que dá mais cor à coisa; divertia-me imenso quando me chamavam panasca, por exemplo, e por vezes reforçava a ideia comentando aspectos que, heterossexual que sou, não tenho por hábito comentar "ah, é mau deputado, mas tem um sorriso tão doce" ou "foi frango, é verdade, mas as coxas dele são bem mais apetecíveis" e etc. Houve mesmo uma vez que, não fora o discurso ser demasiado ofensivo genericamente, teria puxado ainda mais pelo senhor - que me manifestava todo o seu nojo pelos que, como eu, levavam e davam em certos orifícios, e que tinha todo o direito de mo dizer assim na cara (!) porque pagava os meus medicamentos e os dos outros nojentos como eu que só pervertíamos e pesávamos à sociedade" isto a propósito de uma notícia sobre desporto, há uns 4 anos. Na fúria da falta de argumento, o imbecil confundiu os séculos e a cor do laço. Teria sido divertidíssimo se não fosse tão angustiante para eventuais leitores terceiros.

Gosto muito de caixinhas de comentários, descubro tanto sobre os meus semelhantes! E ainda mais sobre os outros.
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De jpt a 29.11.2018 às 08:05

essa distinção entre semelhantes e outros é muito discriminatória ... Do que me diz retiro que anda encapuçado pelos comentários alheios a confundir os interlocutores. Não é coisa que eu aprove
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De Sarin a 29.11.2018 às 08:39

Pelo contrário, jpt - nunca andei encapuçada, apenas nunca me pareceu que o meu género fosse importante a não ser em relações afectivas e sexuais; as ideias não têm género - sexo, por vezes parece que como coelhos, tantas surgem.
Nunca mo perguntaram - assumiam que eu era homem. Tal como assumiam e ainda assumem outras coisas engraçadas quanto ao meu tempo, ocupação, rendimentos.
E não me acho minimamente obrigada a explicar-me perante idiotas que assumem e, com base em assumpções erradas, invectivam; mas reservo-me o direito de, a propósito, responder jocosamente como responderia a amigos que efectivamente me conhecem pois para falar da minha vida particular só com amigos.


Todos os seres humanos são meus semelhantes, na biologia e nos direitos; não certamente na forma de tratar os outros. E aos que se acham no direito de maltratar a pessoa que, baseados em nada, julgam que sou reservo-me o direito de os tratar com a ironia que me aprouver.

Explico-lhe isto porque me merece consideração, não para solicitar aprovação :)
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De jpt a 29.11.2018 às 08:54

Bem, se o laço promove o confusionismo alheio ... Mas entretanto está aqui a defender uma saudável posição político-ideológica, muito avessa ao paradigma que-se-faz-dominante, que consagra o pensamento "genderizado"
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:03

É uma das minhas características, pensar por mim.
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:05

Atenção, que pensar por mim implica também tentar perceber o pensamento dos outros; não presumo ser original no pensamento.
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De jpt a 29.11.2018 às 09:11

sim, não há nada de novo sob este sol. A gente apenas procura o seu próprio chapéu
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:20

E, como sabemos, chapéus há muitos.
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De Sarin a 28.11.2018 às 10:32

jpt, apenas pedi se me explicava aquele seu "que se exponenciou sobremaneira, até alcandorando-se a ministra, utilizando as suas práticas sexuais como dado político, como capital político".
Que se presta a muitas interpretações, qualquer delas rebatível.

Percebo este seu último comentário como rejeição de conversas sobre a vida privada de cada um, e subscrevo. Mas o que está em causa é a sua interpretação das declarações públicas de um indivíduo sobre a sua vida privada, bem como aparentemente das causas e consequências de tais declarações. Retiro a primeira hipótese (confesso que apenas a incluí por alusão a práticas e acusações ancestrais), mas a minha questão, específica, permanece.
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De jpt a 28.11.2018 às 11:50

Lamento mas a minha resposta, com os 4 pontos que coloquei é o que tenho a dizer (o que consigo dizer) relativamente às suas questões E não posso ser mais explícito
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De Sarin a 28.11.2018 às 11:58

Não insistirei.

Mas penso que a sua explicação e o meu entendimento se desencontraram naqueles 3 pontos em falta
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 08:53

Jpt o caso de Spacey não se limita à sua homossexualidade. Mas sim de assédio desenfreado e desbragado. Segundo li algo na fronteira da tara.
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De jpt a 29.11.2018 às 09:08

Assédio? Isso é distorcer o termo e o conteúdo do que implica. O homem é um libertino, desbragado como refere, mas a lembrar o tempo em que a libertinagem era anunciada como libertária.
Sobre isso escrevi isto, deixo-lhe a ligação para o caso de ter paciência https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/viva-spacey-9757639

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De jpt a 28.11.2018 às 08:15

Há aqui uma coisa a que me parece necessário regressar: progressos havidos nas legislações e nas práticas, seja no trabalho laboratorial seja nos processos de produção alimentar, em Portugal não derivaram de movimentos sociais (com relativa amplitude) interessados nas matérias, mas sim da acção do Legislador por influência de correntes saudavelmente importadas. É esse vazio social que me apetece apontar a este taurino propósito
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De jpt a 28.11.2018 às 10:07

4. Finalmente, e o mais relevante, até estritamente associado ao conteúdo do postal: Fonseca ascende a ministra, impulsionada e/ou protegida pela sua militância homossexual. Como tem sido ela? Que fundamentos para o seu exercício que possam ilegitimar a referência à sua ascensão como suportada no homofilia?

Eu tenho uma co-bloguista, também ligação-FB, que não conheço pessoalmente, que é quadro das instituiões culturais, sendo de esquerda (à esquerda da ministra, percebe-se) e que tem a dignidade (e coragem) de, apesar da condiçáo profissional, escrever publicamente sobre o desajuste do olhar e dos discursos da ministra. Outra das minhas ligações-FB, pessoa muito bem informada e boa pensadora, publica um discurso da ministra apelando à Gulbenkian para reinstalar a rede de bilbiotecas (com incidência digital), esquecendo que o seu ministério gere uma vasta rede com esse conteúdo - isto é o mesmo que o ministro da defesa faça um apelo a que instituiões privadas montem forças armadas. Ou que o ministro da saúde apele à iniciativa privada para que replique a rede de centros de saúde (oops, o que seria na esquerda, no PS, nos grupos homófilos, se um governante de "direita" dissesse isto), ou da educação fizesse o mesmo para a sua tutela (idem). Isto mostra uma pungente ignorância sobre o seu sector, das instituições públicas e sobre a área da tutela.

Avançou para questão das touradas - e de que maneira, com o paleio "civilizacional", ecoando o mais vácuo dos evolucionismos oitocentitas, uma incultura vergonhosa, bem pior do que a dos violinos de Chopin que o outro descobriu. Vamos lá a ver, a senhora potenciada pelos grupos de pressão de tendências no seio da sociedade que veio trazer à sociedade que veio trazer para a sua área de influência? A questão dos direitos dos animais, da ecologia. Veio ela com um discurso agregador, indutor de produções e consumos culturais e até educacionais, para que a sociedade portuguesa reflicta e actue face aos grandes, enormes e até revolucionários desafios que se colocam ao país, à Europa e ao mundo todo, as questões ecológicas, o aquecimento, a industrrialização, os combustíveis, as práticas de consumo, a globalização, etc; VEio ela articular com o ministério do Ambiente, até com a secretaria de Estado da Cooperação (e Negócios EStrangeiros), com as camaras municipais, com o Ministério da Educação, com as instituições para-estatais ou estatais ou privadas? Nada disso, na tal política de cabotagem, veio criar a confrontação com núcleos sociais e o desconforto com outros, em prol de um conflito que, se importante, não é fundamental. É apenas uma "causa fracturante" e a sua postura é efeito de uma visão da política que muito se afirmou nas últimas décadas, em torno destes tais grupos urbanos que se imaginam radicalizados no seu imenso conformismo. No seu efectivo reaccionarismo. Esta mulher, que só diz asneiras sobre as matérias que tutela neste curto espaço de tempo que leva de ministra - criticar as touradas e enganar-se quanto ao Sado, demonstrar a pequenez da intensidade com que conhece a área geográfica taurina, mostra muito mais do que uma gaffe, que a todos pode acontecer. Mostra um desconhecimento essencial sobre aquilo que a levou a actuar - é nitidamente um epifenómeno deste mundo de associações de interesses, destas aparentes "fracturas". E é por isto, Sarin, que esta sua condição de "propagandista do lesbianismo" é um factor relevante no escrutínio das patacoadas que vai dizendo e fazendo.
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De jpt a 28.11.2018 às 10:33

Sarin, a minha resposta tem um anterior comentário meu, intercalado entre 2/3 e 4, e tive que dividi-la em três comentários devido aos limites quantitativos dos comentarios no sistema
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De Sarin a 28.11.2018 às 12:31

Pois tem, e se me tivesse dito isto no primeiro comentário ter-se-ia poupado a figura de distraído que fez na minha cabeça ao ler-lhe apenas o ponto 1.
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De jpt a 28.11.2018 às 13:15

Torna-se dificil, o sistema de caixa de comentários não é muito amigavel. Mas o que interessa é que consegui fazer-me entender
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De Sarin a 28.11.2018 às 13:46

O FB presta-se mais a estas dinâmicas trocas de comentários.

Mas depois tem as outras coisas todas que me chateiam...
mas enfim, se o Vlad resultou em Pedro Vorph com blogue e tudo, um destes dias sou gaja para voltar ao face só para vos chatear em tempo real.
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De jpt a 28.11.2018 às 14:06

O Vlad, que mal conheço e julgo ser um demoníaco (ou draculiano) comentador residente, afinal é este Pedro Vorph, até algo aprazível comentador? Nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma, diz este sagaz licenciado em ciências sociais
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De Sarin a 28.11.2018 às 14:17

Eu não disse nada disso, auem, eu???? Não foi mesmo nada nadinha disso que disse, cruzes canhoto!!!
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 14:50

Jpt, como dizia Alberto Pimenta:

Lema do Filho da Puta:

Que nada se crie
Que nada se perca
Que nada se transforme

https://www.youtube.com/watch?v=tFEkmRNo354
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 14:47

Não contem comigo para ter uma página pessoal no FB...só serve para alguns verem se o amigo da escola está pior, mais gordo, careca, etc, que ele, ou para engates...
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De jpt a 28.11.2018 às 15:18

Não serve só para isso, cada lhe dá o uso que quer. Quanto ao resto, registo a soberba, muito sousatavarista, do moralismo anti-engates ... Gente da sacristia, está visto.
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De Sarin a 28.11.2018 às 15:19

Se criar, é do blogue - parece que somos caso raro, temos blogue e mai'nada :D
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De jpt a 04.12.2018 às 14:51

Devido a um debate mais aceso, noutro postal, sobre esta questão acabo de copiar e transcrever estes três meus comentários que lhe respondem (e que agora ficaram todos seguidos) no

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-raposao-com-a-ministra-no-mexico-10397111
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De Sarin a 04.12.2018 às 15:46

Obrigada pela informação.

Fui apanhada de surpresa com este comentário, perdida no "quanto ao tema" pois abordámos alguns - e por 2/3 de segundo pensei "será por o ter suposto distraído pela falta-que-não-foi?"
Lendo a sequência do outro lado, percebi do que falava. Intercalados entendi-o, mas seguidos ficam indubitavelmente mais perceptíveis.

Interessante, o debate por lá. Talvez o canse, ter que responder tantas vezes às mesmas questões... sugiro-lhe, caso não o faça já, ter alguns textos sempre à mão. No meu blogue criei uma etiqueta, "coisas da casa" onde tenho uns quantos sobre regras do blogue, identificação e outros temas similares. Quando necessário, remeto para aí. Um descanso. :)

Aproveito o embalo e informo que criei conta no FB, mas não o pude chatear porque a) encontrei a página do seu blogue mas não sei "pedir amizade" (deve ser uma qualquer incompatibilidade filosófica, pois acredito que a amizade se dá e merece, e esta coisa de se pedir bule-me com os nervos); e porque b) os tipos do FB são piores que o Echelon e poucas horas depois de criada suspenderam-na "por actividade suspeita" - basicamente por ter uma página chamada Sarin... já lhes mandei ID e insisti na conta, pois agora atacaram-me os brios! Veremos.
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De jpt a 05.12.2018 às 00:36

É óbvio que usando uma alcunha venenosa, de uso terrorista e até demoníaca, o sistema FB a vai controlar. Também estava à espera de quê. Crie lá um perfil com o nome Sara Inês e dedique-se ao Sarinismo, se o pretende. Quanto aos purismos da "amizade" ( e aos similares com aquilo dos "seguidores", aka faulauéres): "amizade-FB" tem como significado "ligação" ("link" no mau português bloguístico, "elo" na "pronúncia culta" do bloguismo). E "seguidores" (FB ou alhures) significa "acompanhantes". Não há razão para pruridos. Pode então "propor ligação" a este bloguista no FB, basta procurar o primeiro e último nome, um tipo barbudo com blog.
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De jpt a 05.12.2018 às 00:43

Quanto ao que diz sobre "termos de referência bloguísticos" isso terá razão de ser num blog individual - ou num colectivo muito orgânico (eu estive num, o ma-schamba, onde éramos todos amigos), em que se comunguem pontos de vista sobre como responder (nós tínhamos um "estatuto editorial" mas apenas para os autores - não se falava de política moçambicana e não se podia fazer a apologia do benfica e do porto) aos comentários. Num blog colectivo mais alargado é mais difícil ter isso, e nem terá pertinência. Cada um interage com os comentadores como entende. Eu confesso que tenho grandes dificuldades em gerir os humores diante dos comentadores. Se no És a Nossa Fé durante a crise brunista se viu surgir o mundo do comentário iletrado e furioso, isso é manuseável. Agora o comentário letrado deturpador irrita-me. Isto é tudo gratuito, é o radioamadorismo dos tempos actuais, para quë a má onda? Um tipo lê um blog, se gosta frequenta se não gosta não volta. E se gosta pode discordar (e é muito melhor assim, pois permite o debate, a converseta) mas fá-lo com termos. Que sejam ríspidos, agora adulterar o que se lê para contestar?
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De Sarin a 05.12.2018 às 05:09

Há quem goste de navegar apenas para criar conflito, no FB (onde tive conta há muito tempo), nos jornais (venho das caixas originais do Expresso) ou nos blogues.
Comentário letrado deturpador, se interpretei bem, pode resultar de dúvida ou de leitura distinta; já quando a deturpação se alia à invectiva murmurada, àquele sub-reptício insulto que recorre à elaboração ou ao ainda pior liminar "Típico" sem avançar nem tipologia nem tipificação, gera-se um antagonismo muito mais profundo pois sente-se deliberação no deturpar da mensagem.
Há tantas barreiras à comunicação que evitar o ruído gratuito poderia ser anelo de quem anda pelos blogues... mas a chicana é, como a tourada, uma questão de cultura.

Num blogue terão eventualmente sentido declarações relacionadas com a génese, o conceito, o objectivo; as regras comins serão mais difíceis de estabelecer e, sem moderador comum, dependerão sempre de cada autor. Falei-lhe das regras como exemplo (se leu as minhas perceberá quão pouco limitativas são), pois noto que o jpt (e outros seus co-bloguistas) é confrontado por quem vai chegando com perguntas já antes respondidas. Óssos do ofócio.
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De jpt a 06.12.2018 às 08:35

o chato é que isto não é ofício - mas foi o que botei no postal "embuçados", falando um pouco do que refere, gente que vem dos comentários nos jornais, e que vem desagradada para desagradar -, é uma actividade gratuita. Que haja discordâncias e debates é óptimo, que venham azedos é patético
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De Sarin a 06.12.2018 às 09:03

Chamei-lhe ofócio propositadamente.
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De jpt a 06.12.2018 às 09:08

sim, eu percebi, só reforcei
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De Sarin a 05.12.2018 às 02:03

Mas, jpt, criar perfil com o meu nome criei... a actividade suspeita foi ter criado também a página do blogue.
E o que é que o Zuckerberg queria?! A alcunha foi-me dada ainda ele limpava e continuou a limpar o nariz às fraldas da camisa; colou-se-me na net com o tempo - parafraseando, a alcunha sou eu. Quando criei o blogue, ainda para mais sem intenção de ser bloguista, o nome surgiu naturalmente, e o Zuckerberg que vá chatear outros - chateei-me com a falta de regras da plataforma e com o excesso de "regras sociais dos utilizadores" muito antes do Mr. Zed ter problemas com protecção de dados, é antipatia antiga...

Entretanto, aguardo que me restituam a conta, com ou sem ligação ao blogue... foi mesmo desactivada :)
Depois pedir-lhe-ei batatinhas.
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De jpt a 06.12.2018 às 08:37

penso que há excesso de críticas ao controlo do FB - estão centenas de milhões de pessoas em inúmeras línguas e imensas tendências e objectivos. É normal que haja sinos de alarme Que vistoriem o Courbet é uma parvoíce, que controlem a nudez não vejo como não. E que controlem a apologia do terrorismo também Claro que uma provocadora que use um termo que é associável é vistoriada
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De Sarin a 06.12.2018 às 09:50

As minhas críticas são distintas e antigas.

Quando o FB surgiu, versão hiper-rudimentar, não apreciei a falta de segurança evidente, não apreciei a facilidade de exposição e abominei não apresentarem contactos directos para resolução de problemas.

Uns bons anos depois, acabei por criar uma conta, que não usava muito e que acabei por desactivar. A poesia era assinada Sarin.
Continuavam os problemas anteriores, agora acrescidos das regras sociais: ser identificada por terceiros em fotos e ser ofensiva se anulasse; a "obrigação" de aceitar pedidos de amizade se viessem de amigos de amigos, irmãos de amigos, colegas, ex-colegas, o raio que os parta; a "obrigação" de aceitar publicações de tais amigos, de laicar as publicações de amigos, de responder às conversas solicitadas (ainda não se podia desactivar o chat para alguns), enfim, por pouco que se publicasse a falta de privacidade era evidente. Além das falhas de controlo (visível apenas para amigos era treta) e da ausência de contacto directo com a gestão da plataforma. Saí menos de 3 anos depois.
Começaram a falar em segurança de dados no FB há relativamente pouco tempo. E continuam a não ter contacto directo com a gestão da plataforma..


Não sou provocadora. Sarin, além de ser alcunha antiga e de se me ter colado há muito, é o nome que atribuíram a um insecticida organofosforado que se esperava diminuisse drasticamente as perdas de produção de culturas essenciais como trigo e milho. Não resultou. O nome é acrónimo para os químicos que nele trabalharam.
Como alcunha, resulta de corruptela do meu nome "sar' inzabel" como me chamava uma vizinha, analfabeta e coração de ouro; de a minha formação de base estar fortemente ligada a fitofármacos; e da circunstância em que me foi atribuído.
Não abdico. Nem tenho que explicar a origem da alcunha, mas por vezes faço-o para que se perceba que há muitas perspectivas para qualquer assunto, até para uma simples alcunha.
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De Sarin a 28.11.2018 às 12:28

E eis o ponto 4. que faltava...

Espero que tenha percebido a gargalhada.
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De Pedro Vorph a 29.11.2018 às 13:02

"Há aqui uma coisa a que me parece necessário regressar: progressos havidos nas legislações e nas práticas, seja no trabalho laboratorial seja nos processos de produção alimentar, em Portugal não derivaram de movimentos sociais"


Ontem, sim. Hoje, não. Derivam e muito dos movimentos sociais, em rede.
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De jpt a 29.11.2018 às 15:37

Em rede, no sentido de localizados na internet? (não ironizo, apenas não ouço falar - mas se calhar não é necessário grande extroversão pública, pede muito mais acções no seio das corporações profissionais)
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De jpt a 26.11.2018 às 15:33

para além de ser um óbvio recurso retórico (um tipo às vezes espalha-se no teclado) essa minha referência à fauna bravia invisível assenta na constatação de que o capitalismo químico tem dado muita porrada e feito recuar a natureza ofensiva à humanidade. Que esta, malévola, intente resistir e até estrategicamente inove, é uma realidade (basta ver a corporação defensora da malária para o constatar). Mas tem sido amplamente derrotada e domesticada. Para gáudio geral.
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De Pedro Vorph a 28.11.2018 às 09:33

Amplamente extinta - 200 espécies animais desaparecem por dia, devido sobretudo à tal química

https://www.google.pt/amp/s/m.huffpost.com/us/entry/684562/amp
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De jpt a 28.11.2018 às 10:33

Isto está num estado de calamidade
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De jpt a 28.11.2018 às 07:55

escapara-se-me recomentar uma questão fundamental a que V. alude em termos que explicitam parte do meu argumento - sim, a socioeconomia da lezíria parece ("parece" no sentido em que há muito que não leio sobre o assunto e a realidade pode entretanto ter mudado) remeter para uma estrutura de propriedade e de organização do trabalho encimada pelas tais famílias "brasonadas", a que V. alude. E a tourada activa um conjunto de valores que estão articulados com essa estrutura social - insisto, esse é um dos vectores que leva à oposição (pequena)urbana a esta actividade e socioeconomia
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 14:52

Jpt que salganhada acabei de escrever . Talvez depois do Natal comece a escrever melhor se a prenda for um novo telemóvel. Abraço
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De jpt a 26.11.2018 às 07:38

Boa sorte (aconselho uma ida à worten)
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De Anonimus a 25.11.2018 às 15:34

Sou contra a humanização dos animais.
A sociedade como a conhecemos é um conceito abstracto, ao qual o animal "irracional" não pertence.
O Zico não pode ser julgado como um Homem depois de ter mordido o menino porque a Justiça é uma invenção humana.
O animal doméstico não é na sua génese um animal de estimação, nem um membro da família. Tem o seu lugar.
O animal não tem livre arbítrio, não toma decisões, não pode abandonar a sua "família".
Os ditos sentimentos de lealdade extrema, tão adoráveis, são defeitos no ser humano.
O pessoal abomina quem dá um pontapé no caniche, mas não se importa de pisar uma aranha. Não come o coelho felpudo, mas coze uma lagosta na boa.
No fundo vai dar ao mesmo, estes direitos dos animais não são evolução, são uma abstração criada pelo Homem, à imagem do que vê como uma sociedade.
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 22:35

Presumo que seja contra a humanização do Homem. Afinal, não somos, nós, humanos, Animais?

Porventura existem muitos bípedes implumes que numa conversa de 5 minutos denotariam a racionalidade de um periquito.
Comparar o Sistema Nervoso de uma aranha com o de um cão ou o de um touro é ter caca de galinha na moleirinha.
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De Anonimus a 26.11.2018 às 08:00

Tal como os porcos do outro, há animais e animais.
Porventura o ser humano, alguns espécimes pelo menos, já terão evoluído para lá das leis básicas que regem a natureza. É como é. Essas coisas do livre arbítrio, solidariedade, igualdade... ou terei perdido um comício da Catarina e da Ferro em prol de mais direitos para as leoas?
Ou no fim tudo se resume ao sistema nervoso? Afinal, afinal, animais de primeira e de segunda. Por mais voltas que damos, voltamos ao mesmo. Proponho legislar quais os bicharocos que podemos mandar abaixo sem infringir as leis do pan.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 09:10

Não, não nos libertamos das leis básicas de natureza. Basta falar com um primatologista, ou ler sobre a nossa neurobiologia para o saber. Tornámo-nos foi melhor a disfarçar a nossa natureza animal, que é a mais complexa de todo o Reino animal. Igualdade, não existe naturalmente. Existem é espécies animais mais igualitárias que outras.
Altruísmo recíproco / Solidariedade existe no mundo animal.

Sim tudo se resume ao sistema nervoso, genética e ambiente onde se é criado. Isso do livre arbítrio é conversa para nanar.

https://www.google.pt/amp/s/www.theatlantic.com/amp/article/480750/

https://www.google.pt/amp/s/www.bbc.co.uk/news/amp/uk-politics-41612352

https://www.goodreads.com/book/show/389530.Chimpanzee_Politics

De Waal reminds readers through his account of the chimps' sexual rivalries and coalitions, and intelligent rather than instinctual actions, that the roots of politics are older than humanity.
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De Anónimo a 26.11.2018 às 12:41

Já vi muita dessa argumentação ser usada em defesa de certos arguidos...
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 15:33

É verdade. Por exemplo um número considerável de presos por crimes violentos apresentam lesões corticais (o córtex é entre outras coisas responsável pelo comportamento social - um tipo de Super Ego freudiano ).


https://www.google.pt/amp/s/amp.theguardian.com/science/2013/may/12/how-to-spot-a-murderers-brain

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3068009/
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De jpt a 28.11.2018 às 08:16

mas não dá sorte nenhuma (causa falência, ao que consta) matar aranhas
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De jpt a 26.11.2018 às 07:39

eu estou contra a bestialização dos homens. Perdão, dos homens e das homans.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 10:02

Mas aposto que é a favor da bestialização dos homossexuais e lésbicas...
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De jpt a 26.11.2018 às 10:40

Esse comentário é muito desagradável, ofensivo. Estou radicalmente contra os movimentos políticos homófilos que trocam algumas benesses legislativas e culturais pelo apoio à cleptocracia. Ou seja, não considero que um homossexual seja menos cidadão do que um outro qualquer indivíduo. Como tal é tão pontapeável pela abjecção das suas posições políticas como qualquer cidadão, independentemente do que faz em termos afectivos, sexuais e de estratégias de transmissão patrimonial.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 12:50

Ok. Peço desculpa
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De jpt a 26.11.2018 às 15:37

Fiquemos então assim relativamente a esta questão: o brandir da "condição homossexual" não serve para justificar acções políticas em âmbitos alheios às questões relativas à luta contra a discriminação sexual (ou como se lhe quiser chamar). Convém explicitar isso, porque constantemente os movimentos homófilos procuram reclamar a sua condição como vantagem comparativa, política, epistemológica, cultural, até moral, sobre os restantes na abordagem a temáticas de âmbito geral.
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De Sarin a 27.11.2018 às 17:29

É, há muito quem veja num ataque a um indivíduo de uma minoria um ataque a essa minoria, esquecendo que o indivíduo tem características próprias.

Mas também há muito quem, indivíduo dessa minoria, invoque a minoria para justificar todo e qualquer gesto, desindividualizando-se.

Pensarão mesmo em fundir individualidades num ser único, ou nem se aperceberão do que fazem, que se igualam a quem os marginaliza? Porque muitos indivíduos pequeninos, juntos, têm mais hipótese do que um único indivíduo gordo.

Enfim, reflexões a despropósito do postal.
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De jpt a 28.11.2018 às 07:57

na "mosca", como sói dizer-se; e em verdadeira auto-resposta a um comentário seu, deixado um pouco abaixo nesta caixa de coment´rios
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De Sarin a 28.11.2018 às 08:16

A qual, jpt? Eu sou uma rapariguinha tão comentadeira que preciso de mais indicações para chegar ao comentário em causa (repeti-me? Peço desculpa; só me lembro de lhe ter perguntado sobre um indivíduo...)
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De jpt a 28.11.2018 às 10:34

respondi-lhe agora, um longo lençol partido em tres comentários. De algum modo concordando com o que aqui diz
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De Sarin a 28.11.2018 às 11:00

(mas não à grega)
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De jpt a 29.11.2018 às 08:08

Já reparou na ambivalência dos seus comentários, ora ele ora ela. Decida-se
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De jpt a 29.11.2018 às 08:09

Ou não, que isto nos tempos que correm ...
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De Sarin a 29.11.2018 às 08:40

???????


Não uso o termo indivídua, se é esse o cerne.
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De jpt a 29.11.2018 às 08:52

mas tem que começar, que vivemos na era dos camarados e indivíduas
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De Sarin a 29.11.2018 às 09:00

Ma, jpt, tenho um problema sério com um dos ramos da matemática, especificamente o estilismo: não visto só por ser moda.
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De Vento a 25.11.2018 às 16:32

Na realidade acompanhei os diferentes fenómenos e constatei que as correntes ditas culturais que se vinham apresentando nas últimas décadas aquilo que pretendiam não era defender a natureza ou os animaizinhos, mas tão somente domesticar o homem. Sim, disse o homem e não a mulher. Mas há mais e não são verdes.

Após a heterofobia que se pautou encapotadamente através de movimentos ditos civilizacionalmente avançados, e que ainda se caracteriza por ditas expressões inclusivas de camarados, pretendeu-se e pretende-se retirar da praça todos os símbolos de virilidade masculina para transformar a mentalidade social em uma espécie de soufflé com claras em castelo à mistura (viram como sou avançado civilizacional em matéria de cozinha!?), oferecendo um protagonismo egolátrico a certas margens da sociedade, permitindo-lhes também uma suposta colonização cultural que imprima o valor ou valores que julgam possuir sobre todos os demais.
Para tornar ainda mais expressivos estes ditos avanços civilizacionais, não faltou que se fosse buscar para a causa outras expressões, também estas marginais, fazendo crer que usando-se a palavra mulher em nome de todas se estava hablando (também sou bom em literatura estrangeira).

Isto, não obstante as leis reaccionárias que se têm implementado, como é também o caso das quotas, fazendo diminuir a importância do homem na vida social e familiar, é um fenómeno em retrocesso. Na medida em que o que nunca foi domado pelas sociedades é precisamente a natureza humana. Esta natureza é prevalentemente conservadora, nos machos e nas fêmeas, e só não se manifestou há mais tempo na medida em que com a pança cheia o Homem tende a mostrar-se demasiado condescendente.
Chegado o momento, como chegou, em que é necessário pedir contas sobre o que se tem feito no sentido de garantir esta básica necessidade, não faltará que a breve trecho comece a surgir a caça às bruxas e aos bruxos para pedir-lhes conta sobre se é mais importante a cultura dita avançada civilizacional ou o próprio Homem.
O futuro está traçado, isto é, o recuo do futurismo e do dito feminismo. E também não acredito que as touradas algum dia acabem. E as caçadas não existirão enquanto não existirem animais.
Confundiu-se alguns aspectos do direito com subjugação. E esta surgiu por via do estalinismo legal introduzido por franjas neo-esquerdistas, que fizeram crer que o seu sacerdócio era iluminar os tristes medievos.
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 22:49

"heterofobia, estalinismo legal" e o diabo a quatro…
Que tal deixar-se das merdas da Biblia e frequentar uma licenciatura em Biologia, ou Medicina...talvez ficasse a entender o que é o Sistema Nervoso Simpático, stress metabólico, catecolaminas, cortisol, amígdala, mesencéfalo, nociceptores….só baboseiras…


Para si até o levantar do tampo da sanita, para uma mijadela, tem um significado transcendental.
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De Vento a 26.11.2018 às 09:21

Para quê perder tempo em cursos de biologia se está por aqui você?
O meu caro anda traumatizado com a Bíblia e com a tampa da sanita. Já vi que é mais adepto do penico. Talvez para fazer umas culturas biológicas.
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De Pedro Vorph a 26.11.2018 às 10:33

Boa resposta. Bom fair play
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De Pedro Vorph a 25.11.2018 às 23:48

É uma questão de Ciência Médica e não de sacristia, ou de filosofia de Habermas
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De Vento a 26.11.2018 às 09:47

Mas a sacristia tem muita importância. Se ela não existisse o meu caro não viria ao meu encontro.
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De Anónimo a 27.11.2018 às 18:46

"Heterofobia"? Mas alguém o discriminou por ser hetero? Quando muito discriminaram-no por ser parvo, o que acontece em todas as orientações sexuais.
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De Vento a 28.11.2018 às 09:29

Tá bem, fífinha.
As touradas já têm 6% de IVA. O retrocesso dos avançados civilizacionais continua em curso. Um dia destes vêm abaixo as quotas. Tem sido uma parvoíce a dar com um pau.
A mim não me discriminam porque eu sou um ser divino.
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De jpt a 28.11.2018 às 12:56

ter uma divindade a comentar os meus postais é sempre notável Espero é que não seja "um vento que se me dê"
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De Vento a 28.11.2018 às 14:41

Ser divindade é exactamente isso: o vento sopra onde quer, não se sabe de onde vem e para onde vai.
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De jpt a 28.11.2018 às 10:36

concordo com isso das práticas indutoras do soufflé com claras em castelo à mistura Qualquer cálice de teor mais elevado já é tido exemplo de "toxicidade"
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De Vento a 28.11.2018 às 14:45

Eu foquei também esse ponto. Há uma certa margem da sociedade que não se contenta em ser, quer que todos sejam.
E isto de pretenderem criar ciência para justificar tudo e mais alguma coisa só revela falta de ciência.
As claras só se seguram depois de bem batidas.
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De Anónimo a 25.11.2018 às 20:35

Se as touradas fossem a referendo já tinham sido proibidas há muito.
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De lucklucky a 25.11.2018 às 23:50

Proibir o que está sempre presente na cabeça do revolucionário quando atingiu o Poder.
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De jpt a 26.11.2018 às 07:41

Do revolucionário e dos outros
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De jpt a 26.11.2018 às 07:41

Como disse acima muito duvido disso. Mas espero que não se faça uma coisas dessas, a gente vota para eleger representantes para tratar dessas coisas.
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De Anónimo a 27.11.2018 às 18:44

Exacto. E por isso eu voto no Bloco de Esquerda. Os reaccionários do PCP, PS, PSD e CDS não terão o meu voto tendo em conta o seu apoio a maus tratos a animais. No entanto conheço muita boa gente que é contra as touradas mas vota nesses partidos. O povo é burro...
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De jpt a 28.11.2018 às 08:02

Mas se a luta for bem direccionada o "contra as touradas, marchar, marchar" convocará o necessário aumento do apoio popular. Na senda do revolucionário "Hoje já somos muitos, amanhã seremos milhões "
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De Anónimo a 27.11.2018 às 18:49

Fora da escumalha das caixas de comentários e dos políticos comprados pelo lobby das touradas (o que inclui os reaccionários do PCP), não conheço uma única pessoa que defenda esse ritual.
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De jpt a 28.11.2018 às 08:00

Anónimo sabe se esse lobby das touradas para além de comprar políticos (até os do PCP, que tinham a fama de serem impolutos lá nas suas autarquias - não sei se o proveito, mas da fama não se livravam) também compra escumalha da caixa de comentários? É que este meu teclado é alugável, dava bastante jeito para as contas do final do mês, um postalzito ou outro a favor do toureio para o leite da criança e o uísque do encanecido
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De Anonimus a 26.11.2018 às 08:08

Quais as probabilidades do primo da cunhada do deputado que fez a proposta ser um empresário do velcro?
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De jpt a 26.11.2018 às 10:41

Foi o Carlos César que fez a proposta?

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