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Timings (e felicitações)

por José António Abreu, em 27.06.15

O referendo constituiria uma opção razoável se realizado antes do final de Junho. Para que tal fosse possível, o governo grego não poderia ter queimado meses em manobras dilatórias. Mais: considerando o apelo ao voto no «não» por parte do Syriza, seria de toda a conveniência garantir uma margem de várias semanas, uma vez que a vitória do «sim» deixaria o governo numa posição insustentável, podendo ser necessário realizar eleições antecipadas.

Agora tudo se precipita e, a menos de um golpe de teatro de último instante, o referendo nem sequer faz sentido (no próximo domingo, a proposta terá perdido a validade). Como, de resto, a análise acima também pode não fazer - porque é bem possível que Tsipras tenha conseguido o seu verdadeiro objectivo: retirar a Grécia da zona euro sem, junto dos seus cidadãos e de ingénuos espalhados um pouco por toda a Europa, parecer ter manobrado para o fazer. Caso em que restará dar-lhe os parabéns por um trabalho bem feito.

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5 comentários

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De Vento a 28.06.2015 às 01:03

O referendo foi colocado em resposta ao "take it or leave it". Quero que o FMI mostre a fanfarronice que revelou através da Lagarde no dia 30 de Junho.
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De José António Abreu a 28.06.2015 às 14:14

O governo grego começou a negociar seriamente (assumindo que o fez) há pouco mais de uma semana. Se não consegue cumprir o objectivo com que se apresentou às eleições, deveria demitir-se. Não faz sentido que se proponha aplicar medidas que considera deverem ser renegadas.
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De Vento a 28.06.2015 às 15:18

No fundo o José vem defender a aposta sub-reptícia que os credores vinham fazendo em torno das negociações para que se criasse um desgaste que levasse à queda do governo Tsipras.
Os gregos são inteligentes, e percebendo que o take it or leave it estava aí como uma espécie de golpe de misericórdia, ofereceram ao Schauble uma bandeja cheia do que ele propunha, isto é, devolver a decisão ao povo grego.
Como eles assim o fizeram, o que importa agora para todos, e parece-me que também para si, é que esteja em cima da mesa a pretensão que subjazia na estratégia levada a efeito, isto é, uma queda efectiva do governo.

A estratégia passa por impedir espaço de manobra tal como foi feito em 2011 conforme comentei no post do Rui Rocha e que terá tido uma participação activa de Barroso, segundo a fonte. Por favor, ler os primeiros comentários e abrir este link também:
https://twitter.com/BrunoBrussels/status/614577648166150145/photo/1

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/showdown-na-grecia-7513538#comentarios
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De águamole a 28.06.2015 às 16:05

Se o referendo não faz sentido, o que fará? A humilhante obediência?
Não nos ensina a história que a resistência salvou a Europa?
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De Luís Lavoura a 29.06.2015 às 11:55

O José António atribui a Tsipras o desejo de retirar a Grécia da Zona Euro. A mim parece-me muito mais razoável atribuir esse objetivo aos restantes governos europeus (mas não ao FMI nem ao Banco Central Europeu). Para eles é que a Grécia é apenas um enorme empecilho. Para eles é que tem vantagens eleitorais deitar a Grécia borda-fora. Para Tsipras, pelo contrário, isso não tem vantagem absolutamente nenhuma.

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