The Tancos Show
No Público, Vasco Lourenço defende que o assalto a Tancos foi um embuste, uma “encenação político-criminal”, uma urdidura destinada a “acentuar e dramatizar ainda mais os ataques ao Governo, devido aos trágicos incêndios do Verão passado”. Tratou-se de um “cozinhado”, de um “logro”, de uma “FARSA” (assim, em maiúsculas). Sem meias-palavras, afirma que se tratou de um ataque à “Geringonça”.
Acrescenta Vasco Lourenço que “Naturalmente, não tenho como provar a minha teoria (...) mas, enquanto não me demonstrarem o contrário, o que ainda ninguém conseguiu fazer, é minha forte convicção que tudo não passou de uma farsa (...)”.
Substitua-se “a minha teoria” por “que D. Sebastião ficou em Marrocos a fumar shisha”, “que a padeira de Aljubarrota era um transformista do Conde Redondo chamado Arnaldo”, ou por qualquer outra coisa que vos venha à mente.
Como escrevi ontem, o caso de Tancos parece um sketch humorístico. Está visto que Vasco Lourenço considera que ainda há umas gargalhadas por dar.