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texto roubado ao mural do facebook do autor

por Patrícia Reis, em 04.02.15

As Novas Cortinas de Ferro
Back to the Cold War

Tsipras espera que a promiscuidade do Syriza com a Rússia assuste Merkel. A chanceler cresceu na RDA e as ligações de um partido comunista a Moscovo podem despertar uma certa nostalgia.
A Grécia tem historial de causar tensões entre o ocidente e o leste. Foi assim no pós-Viena, na mesma década da Questão Oriental que viria a dar a Guerra da Crimeia em 1853. Os ortodoxos seduziram um czar conservador a patrocinar uma revolução, obrigando os ingleses a meter o nariz e um príncipe germânico a tomar conta.
Com a bipolaridade de final do século XX, os helénicos voltaram a obrigar o ocidente a intervir, face à influência soviética nos revolucionários de esquerda. Desta feita, os americanos em vez do Concerto Vienense.
Até quando podemos negar o reemergir da Guerra Fria?
O encontro de Alexis Tsipras com Putin, as suas posições contra as sanções económicas à invasão da Crimeia (a Crimeia outra vez...) e a sua aliança com os Gregos Independentes (a direita ortodoxa outra vez...) querem inverter o desequilíbrio comportamental de Bruxelas, que é mansa com os brutos e bruta com os mansos.
Tsipras está a dizer "Ou se deixam de coisas ou prefiro ser um satélite russo a um escravo europeu". Merkel andará descansada devido à fragilidade económica dos russos, mas num mundo que perdeu a sua bipolaridade será interessante ver como reage a China ao ver Atenas "à venda" e com vontade de mudar de senhoria e a reação dos EUA a tudo isto com um Presidente Republicano a caminho.
Gostava de saber onde é que o Sr. Fukuyama - que declara o "fim da história" quando ela se repete inevitavelmente - enfiou as ilhas de paz e o Sr. Coelho viu o conto de fadas.

 

Sebastião Bugalho, via FB, estudante, 19 anos


11 comentários

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De Helena Sacadura Cabral a 04.02.2015 às 21:43

Patrícia, da experiência que tenho, digo-te que este rapaz promete...
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De Patrícia Reis a 04.02.2015 às 21:52

Helena, e eu penso de onde é que conheço isto? :) vamos ver.
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De Reaça a 04.02.2015 às 22:01

Os Gregos são gregos há milénios.

São uns manhosos históricos com a irresponsabilidade bem representada naquele filme Zorba de Antony Quin.

A Europa só deve ter cuidado com os gregos porque podem ser um cavalo de tróia que se devia ter evitado.

Os gregos ameaçam vender-se a africanos, ou a ciganos, ou a turcos, apenas por chantagem.

Portugal já sabe que tem que se cuidar a si próprio, se tivermos políticos com juízo.

Coelho deve distinguir-se abertamente da Grécia e exigir à Europa o máximo respeito para connosco.

Embora muitos portugueses não se portem como bons portugueses.
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De lucklucky a 04.02.2015 às 23:32

Que pobreza de texto.

"Ou se deixam de coisas ou prefiro ser um satélite russo a um escravo europeu"

Pagar as dívidas fruto de uma oferta feita pelos próprios Gregos é Escravatura.

Ficámos a saber que o valor que o autor dá à Palavra. Nada.
Mas já demonstra jeito para ir para uma Jota e ser elevado a condição de caso político pelos jornalistas.
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De da Maia a 06.02.2015 às 00:12

Lucky, perdeste uma boa ocasião de estar calado.
Quando tens a correr um processo numa motherboard não és capaz de reconhecer um child process?
Se não fazes ideia do que estou a falar, informa-te, ou de vez em quando, pensa!
http://en.wikipedia.org/wiki/Child_process
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De Jorge Gaspar a 05.02.2015 às 00:41

ser satélite russo significa o quê? Significa que aos Russos não é preciso pagar empréstimos?

Se alguns retardados mentais percebessem que algum do dinheiro que têm no banco está dependente do pagamento de dívidas. Se percebessem que algum do dinheiro que poupam algum do dinheiro de emergência parado no banco pode desaparecer tão depressa quanto um não grego ao pagamento de dívida.
Quanto esses mesmos retardados perceberem isso vão tornar-se os mais radicais de todos anti-syrizas.

Por outro lado, a crise Grega tem muito pouco a ver com dívidas. A crise Grega tem muito pouco a ver com o pagamento das dívidas. A crise Grega é tal como a crise Venezuelana uma crise de excesso de estado, excesso de leis, de regras, de proibições, regulamentações, impostos e obrigaçőes. Os 20 e tal por cento de desempregados não apareceram com a austeridade. Já tinham muito desemprego quando a festa ia a meio. Que não tenham ainda aceitado o fim da festa, é um problema que só a eles diz respeito.
No dia em que a Europa disser não á Grécia, os gregos vão aprender qual o real significado da palavra austeridade.
O não pagamento da dívida não vai resolver nenhum desses problemas. Vai simplesmente levar a uma situação idêntica á da Venezuela.
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De João Pedro a 05.02.2015 às 00:42

Uma bocado ultrapassado, não? O Fukuyama já há muito que se retractou das teses de O Fim da História. E como é que sabe que nos EUA há um presidente republicano a caminho? Hillary Clinton é capaz de não estar pelos ajustes...
Mas para alguém de 19 anos, até não está nada mau.
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De DF a 05.02.2015 às 00:48

Ok o rapaz tem 19 anos, mas isto é uma espécie de caldeirada de nomes, datas e eventos, sem grande sentido, nada mais.
Sorry babes.
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De DF a 05.02.2015 às 00:49

Mas não faz mal, irá crescer e aprender mais e melhor. É para isso que cá estamos todos.
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De Tiro ao Alvo a 05.02.2015 às 09:07

Se só tem 19 anos, este rapaz anda a ler demais. E, sim, parece ter todas as condições para progredir numa dessas jotinhas, em especial nas que se inclinam para os extremos. Isto, a não ser que o clima dentro dos partidos mude e se comece a exigir competência e a respeitar os valores, como se deseja e cada vez é mais necessário.
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De Sebastião Bugalho a 07.03.2015 às 22:20

O certo é que um mês depois... http://expresso.sapo.pt/eua-russia-e-china-o-plano-b-da-grecia-se-a-alemanha-continuar-determinada-a-dar-cabo-da-europa=f910153

E, para as más línguas, não, não estou numa juventude partidária.

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