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Tem tudo para virar bagunça

por Pedro Correia, em 03.05.16

dilma4[1].jpg

 

Consumada a luz verde dada pela Câmara dos Deputados à sua impugnação, e antes que o Senado vote da mesma maneira, Dilma Rousseff quer introduzir uma nova emenda à Constituição brasileira de 1988 para permitir a realização de eleições presidenciais antecipadas - algo que, insolitamente, a lei fundamental do país não prevê.

Questiono-me, a propósito, como é que a República Federativa do Brasil tem uma Constituição destas - gigantesca, mastodôntica e sujeita a sucessivas modificações que a tornaram quase ilegível. Já foi alterada 91 vezes desde que entrou em vigor, o que diz quase tudo sobre a caótica vida política brasileira e a incompetência dos seus legisladores. Esta é aliás a quinta Constituição em pouco mais de oito décadas (as anteriores datavam de 1934, 1937, 1946 e 1967) e já sujeita a tantas mudanças que tornaram quase irreconhecível o seu texto original, como pode ser comprovado aqui.

Nós, portugueses, queixamo-nos - e com razão - da dimensão e minudência da nossa Constituição, que devia prever apenas as bases gerais da organização do Estado, do sistema político e do catálogo de direitos fundamentais. Mas que diremos então da  lei fundamental brasileira, com um número incontável de títulos, secções, capítulos, parágrafos e alíneas? Que diremos deste prolixo texto que prevê disposições sobre questões tão magnas como tribunais do trabalho, impostos dos municípios, desporto, comunicação social e "reforma agrária"? O que dizer de um texto que contém um capítulo, dois artigos e sete parágrafos sobre os índios (numa aparente violação do direito à igualdade dos cidadãos perante a lei), inclui um artigo a explicar que "o advogado é indispensável à administração da justiça" e ostenta um capítulo intitulado "Da família, da criança, do adolescente, do jovem e do idoso"?

Tem tudo para não dar certo. Tem tudo para virar bagunça. Diz-me que Constituição tens, dir-te-ei como o teu país é.

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44 comentários

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De V. a 03.05.2016 às 12:41

E por que motivo temos de subjugar a nossa ortografia ao afã incompetente dos políticos de cá e lá — outra pergunta que deixo aqui. E por que motivo não nos revoltamos violentamente contra isso. (Eu sei mas não digo.)
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 15:00

Não temos nada que aplicar o acordo. Pelo contrário, vejo com agrado notícias muito recentes de que o novo Presidente da República quer reponderar a aplicação do chamado 'acordo ortográfico' - tendo desde logo em conta o facto de Angola e Moçambique terem recusado a aplicação do dito.
http://www.ionline.pt/499849
http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_ruitavaresguedes/2016-03-07-Acordo-Ortografico-Marcelo-vai-ser-um-Presidente-de-contacto-direto-ou-directo-
http://www.cmjornal.xl.pt/cultura/detalhe/marcelo_poe_em_causa_acordo_ortografico.html
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De victor santos a 03.05.2016 às 16:29

Então, talvez toda a gente saiba mas não diz. É ou não é?
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 16:56

Saiba o quê? Lamento, mas não percebi.
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De V. a 03.05.2016 às 20:14

O porquê deste tropicalismo que nos deixa sempre mal — que não nos deixa ser europeus — o porquê de não nos revoltarmos contra o apagamento da nossa história para servir uma ideologia fracassada.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 21:51

Deixa questões interessantes mas que já se afastam muito do tema que pretendo aqui abordar: esse autêntico gambuzino que é a Constituição brasileira.
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De AntónioF a 03.05.2016 às 13:44

Caro Pedro, já uma vez lembrei ao seu colega Rui Rocha uma frase de Agostinho da Silva, dizia ele, mais ou menos isto: o brasileiro era o português à solta. O Brasil como hipérbole de Portugal.
Se Portugal não tivesse optado pelo rumo europeu, que para o bem e para o mal nos amarrou a algo, como estaríamos hoje a olhar para a realidade presente brasileira?
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 15:01

Meu caro, de uma coisa tenho a certeza: se não tivéssemos assumido a opção europeia como linha estratégica estaríamos muito mais próximos da realidade brasileira do que já hoje estamos.
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De Fernando a 03.05.2016 às 15:48

O mesmo comentário de sempre. Não sei o motivo pelo qual os portugueses estarem sempre com indignação ao acordo ortográfico, e também não compreendo o motivo pelo qual estarem sempre criticando o Brasil. Pelo bem ou pelo mal, o Brasil ainda é um país onde existem muito mais oportunidades que aqui em Portugal. A razão de tanto sofrimento e de tanto ressentimento eu também sinceramente não entendo.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 17:11

A nossa rejeição do acordo ortográfico nada tem a ver com rejeição do Brasil. Existem aliás muitos brasileiros que também estão contra este acordo. Nós, que criticamos o AO, valorizamos as diferenças e entendemos que elas só enriquecem o idioma comum, de que nenhuma nação é proprietária em exclusivo.
Quanto ao Brasil como terra de oportunidades no momento actual, tenho sérias dúvidas. Desde a entrada em funções do governo Dilma - como deve saber - o país registou mais dez milhões de desempregados e enfrenta agora o maior período recessivo da sua história moderna, tendo entrado no nono trimestre consecutivo de crescimento negativo - período iniciado na primeira metade de 2014.
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De ariam a 03.05.2016 às 19:36

O problema, das Constituições, está nas mentes colectivistas de quem as faz, não sabem onde parar, nesse desejo de querer controlar e, se é menos, mais ou tudo, não altera o problema e, sobre isso, já comentei inúmeras vezes.
Quanto à opção europeia, tenho pena que, mesmo que eu deixe links, não veja quanto isso irá contribuir para retirar o que resta, aos cidadãos europeus, no controle do seu próprio destino.

https://www.youtube.com/watch?v=oAq1q1_swyM
What BBC won't tell you about Brexit: Decline of Britain since 1973 EEC Tony Gosling. Why leave EU?

(claro que a BBC não fala de certos assuntos porque recebe muitos fundos da UE)
Aqui, neste vídeo, faz-se referência a outro, onde compreenderemos o empobrecimento e a submissão dos países, onde, no fim, nem sequer se salvarão as Constituições dos países europeus porque, já hoje, na UE, são decididas 80% das Leis europeias, leis essas que poucos políticos contestarão porque seria ir contra os seus próprios interesses, em ter carreiras longas e bem remuneradas.
(No mínimo, sejamos pragmáticos porque, podemos não perceber de economia nem de política, mas todos sabemos como é difícil resistir às tentações da natureza humana e, 99% irresistíveis, quando misturadas com Poder e Dinheiro)

Portanto, outro documentário que poderá ver mas, mais um que a BBC nunca irá passar, apesar de ser uma pesquisa feita por um jornalista de investigação, dos poucos que ainda restam e que, definitivamente, interessa extinguir, porquê?
Para que haja muitos, como o Pedro Correia que ainda acreditam que esta opção europeia é a melhor, quando acabará por ser, precisamente, o oposto e, no final, sem retrocesso possível.
Mas, mesmo que não acredite, deixo-lhe o link porque a Verdade não deixa de ser Verdade, só por não acreditarmos nela.

https://www.youtube.com/watch?v=h4C5SgeVK-Q
THE BRUSSELS BUSINESS. Who runs the Europe [sott. ITA]

Curiosamente, há Partidos de esquerda que podem concordar comigo mas, continuam a contribuir para a dependência do país (não recusam o dinheiro de Bruxelas e passarmos a viver com aquilo que temos), no fundo, em pequena escala, querem o mesmo que os globalistas: Controlar tudo, até ao mais pequeno pormenor das nossas vidas, do berço ao caixão. A única diferença é que uns têm dinheiro para "comprar" esse processo e os outros, querem impo-lo através da ideologia política. No entanto, na prática, o destino "dos mexilhões", em ambos os casos, acaba sempre da mesma maneira, viver para pagar e obedecer mas, isso, muito bem "embrulhado", nesta grande ilusão da escolha.
Ainda há pouco tempo, ouvi alguém repetir uma frase de Harriet Tubman que eu tive de ir procurar, para saber quem tinha sido mas, essa frase, ainda hoje, nos pode fazer pensar:
"I freed a thousand slaves. I could have freed a thousand more if only they knew they were slaves."
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 21:54

Toca em vários assuntos que pouco ou nada têm a ver com o que escrevi. E, se bem entendi, rejeita a opção europeia de Portugal. Permita-me a pergunta: o que sugere como alternativa? A jangada de pedra do Saramago?
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De ariam a 04.05.2016 às 00:27

Não tem nada a ver com o assunto?
Quando diz:
"Tem tudo para não dar certo. Tem tudo para virar bagunça. Diz-me que Constituição tens, dir-te-ei como o teu país é."

Quando estamos no caminho de passar por cima delas todas, eu também posso dizer que tem tudo para não dar certo mas, neste caso, até sabemos, para quem não vai dar certo, quando se sabe quem, realmente, manda na UE, por isso mando links neste e noutros comentários.

Quanto ao que eu poderia sugerir como alternativa, até, posso ter feito cogitações sobre esse assunto ou ter a minha opinião mas, antes de qualquer solução, a maioria dos portugueses devia "acordar" para a triste realidade que, há décadas que as coisas não são o que parecem ser, talvez por isso, estejamos cada vez mais endividados e com uma economia que não cresce, nem poderá crescer.
Antes das soluções, seria preciso debater as causas do problema e aí, é que está o busílis, o que querem os portugueses? É que alguém pense por eles e, lhes arranje uma solução, "de bandeja", rápida e indolor.
Houve os que esperavam pelo Dom Sebastião, agora, passaram a acreditar em todos os vendedores de "banha da cobra" ou em magias para continuar a aparecer o dinheiro que não se produz. Portanto, isto é mau, vamos ficar pior mas, "o melhor", será ficar tudo na mesma, para evitar voltar à "jangada de pedra". Nota-se que ninguém quer, realmente, falar deste assunto, ao contrário de futebol, aí sim, temos debate para horas e horas e horas. No final, os povos acabam, quase sempre, por ter o que merecem.
Para falar francamente, dos portugueses já não espero nada, um País dependente do exterior, com mais de metade da população dependente das "benesses" do Estado. A minha esperança estará noutros países europeus mas, com os últimos acordos e Tratados "assinados nas nossas costas", se calhar, vai ser tarde demais... a ver vamos.
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 09:47

A maioria dos portugueses, tanto quanto sei, é favorável à integração europeia. Claro que haverá sempre defensores minoritários da nossa integração noutros espaços - na CPLP, por exemplo, onde teríamos a Guiné Equatorial e a Guiné-Bissau como parceiros económicos preferenciais, além do Brasil mergulhado na maior recessão de que há memória. Podemos sempre ser também a jangada de pedra de que falava o Saramago. Orgulhosamente sós, à deriva no Atlântico.
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De AntónioF a 04.05.2016 às 13:38

Caro Pedro, se a opção europeia, que eu gostava de ver referendada, é uma opção inadiável (lido em sentido literal) da realidade politica portuguesa, esta não se deve esgotar per si, se assim for o papel e a força que teremos é sempre diminuta.
Sim, Portugal mesmo tendo como parceiros a Guiné-Bissau, e a outra, Angola, entendo que o papel da CPLP deveria ser reforçado não só a nível político, económico e cultural e assim a nossa posição dentro da Europa seria sempre reforçado!
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 22:53

Não me parece que a nossa posição negocial na Europa se reforce por sermos parceiros "preferenciais" da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe, António. Essa foi uma opção de que nos afastámos enquanto Estado na década de 70. Uma espécie de caminho sem retorno, reforçada pela hostilidade que por motivos ideológicos os novos Estados africanos alimentaram durante as décadas seguintes em relação a Lisboa. O sonho pós-imperial que alguns ainda acalentam sob as trombetas miríficas da "lusofonia" é pura irrelevância.
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De Miguel Madeira a 03.05.2016 às 15:36

"eleições presidenciais antecipadas (...) algo que, insolitamente, a lei fundamental do país não prevê."

Penso que a maior parte (quase todos? todos?) dos países presidencialistas não têm eleições antecipadas (sejam presidenciais ou legislativas) - se calhar é por isso que, tirando os EUA, quase todos esses países passaram a sua história em golpes de estado quase permanentes.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 17:18

O problema da arquitectura constitucional brasileira, Miguel, é ser demasiado decalcada da norte-americana. Quando o modelo dos EUA, nesta matéria, não é exportável - longe disso. Os brasileiros fariam melhor, apesar de tudo, em aplicar alguns dos nossos princípios constitucionais.
Por exemplo, o direito à renúncia do Presidente da República está expressamente admitido na Constituição portuguesa, nos artigos 123º, nº 2, e 131º.
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De AntónioF a 03.05.2016 às 18:18

Apesar de já ter lido que algumas franjas politicas brasileiras olham com alguma curiosidade para a nossa realidade constitucional, não creio que a mesma se possa aplicar no Brasil. Qualquer constituição deve reflectir a forma como qualquer povo se quer organizar politicamente e não através da importação de modelos.
A actual constituição, do pouco que sei da realidade brasileira, e a forma presidencialista de governo que ela comporta, reflecte o resultado do referendo (ou será plebiscito?) do povo brasileiro que a preferiu face às outras opções parlamentarista: republicana ou monárquica.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 22:01

A nossa tradição jurídica, numa perspectiva histórica, é uma das fontes do direito brasileiro. Refiro-me às leis comuns. A Constituição política, especificamente, tem muitos aspectos decalcados do sistema americano, com o poder executivo confiado ao Presidente, um parlamento composto por duas câmaras, o federalismo estadual...
A Constituição americana é, no entanto, uma das mais sintéticas e mais sólidas do mundo. Tudo ao contrário do que sucede no Brasil, onde estão sempre a mexer na Constituição. E até esta, com apenas 28 anos de vida, já foi alvo de 91 alterações.
Péssima fotocópia do original, portanto.
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De cristof a 03.05.2016 às 18:37

Concordo com a frase Brasil imenso Portugal. Ainda recordo a 1ª constituição e a escandalosa benesse que os nossos elegantes advogados, tinham na lei magna e muito contestada (penso que hipocritamente meteram os guias interpretes para massajar a lei); e não esquecer a viagens ficticias de avião!! que se sumiram
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 22:03

Apesar de tudo, a nossa classe política é excelente comparada com a brasileira.
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De Anónimo a 03.05.2016 às 18:43

Com a vitória na 2ª Guerra Mundial e com a posterior pulverização da União Soviética, os americanos colonizaram quase todo o mundo.
Impuseram a democracia ou toleraram regimes, cuja qualidade aferiram pela rentabilidade da exploração que lhes garantiam.
O Brasil é um bom exemplo disso.
Impuseram-lhe uma espécie de constituição, uma espécie de democracia, uma espécie de eleições...
Quando está na cara que, lá para os lados dos trópicos, uma constituição com um só princípio seria mais que suficiente:
- Meus irmãos, amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 22:04

Bonito. Mas capaz de gerar alguma bagunça também.
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De lucklucky a 03.05.2016 às 22:23

Mais um post xenófobo, racista vindo da esquerda. Os brasileiros não tem nada que ver com o seu próprio país pelos vistos.
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De Pedro Correia a 03.05.2016 às 22:27

'Post' xenófobo porquê? Como é que você quando critica um irmão seu está a ser xenófobo?
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De Joe a 04.05.2016 às 01:30

Desculpe-me, mas a atual constituição brasileira nada tem a ver com as imposições ou influência dos Estados Unidos, notadamente no pós-guerra.
A constituição de 1934 decorreu de um golpe, de 1930, sendo que a de 1937 originou-se de um auto-golpe, com a ditadura elaborando uma constituição facista, aos moldes italianos.
A constituição de 1946 veio na esteira da deposição do ditador Vargas e era democrática. Após o golpe militar de 1964, veio a constituição de 1967, com viés ditatorial, recebendo a Emenda de 1969, na verdade quase uma nova constituição, altamente centralizadora e ditatorial.
Por sua vez, a Assembleia Constituinte de 1988 foi dominado por correntes de esquerda, que acham que o Estado deve se intrometer a todo momento na vida do cidadão, esse o verdadeiro mal da CF/1988.
Essa constituição é tão ruim que o Presidente da República na época, José Sarney, disse que o Brasil ficaria ingovernável.
A crise actual nada tem a ver com a constituição brasileira, embora a gênese seja a mesma: a actuação dos socialistas e comunistas, sempre querendo regular a vida de cada pessoa e distribuindo dinheiro (pouco mais de 20 Euros por mês) para que os mais pobres e sem instrução votem neles.
Nas eleições de 2014 isso ficou muito patente, quando a propaganda do governo dizia que se a oposição ganhasse, eles acabariam com essa bolsa.
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 09:48

Sarney tinha razão: como pode ser governável um país com uma Constituição como a de 1988?
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De Miguel Santos a 04.05.2016 às 07:01

Pata não falar da maluqueira do Whatsapp... "não há quem mereça!"
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 09:49

Por estes dias o Brasil parece uma manicómio em autogestão, como dizia a imprensa internacional do Portugal de 1975.
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De andre L a 04.05.2016 às 09:11

Não poderia estar mais próximo da realidade.
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 09:49

Triste realidade, André.
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De Zein Santos a 04.05.2016 às 09:58

O Brasil não tem nada a ver com Portugal, tampouco deveria aceitá-los aqui se nos discriminam lá. Ortografia é uma pouca vergonha está se mexendo nisso, não falamos Português e sim Brasileiro...sim, isso mesmo (Brasuca). Desde quando começaram a mexer nesta porcaria de ortografia, começou a confusão aqui no Brasil. Portugal e Grécia são um belo exemplo Europeu, que fiquem por lá mesmo e saiam daqui, não precisamos de Portugueses por aqui e se o Brasil está enfrentando um problema, com certeza sairá muito mais rápido do que o problemas que vocês enfrentam há anos e que vejo não ter fim. Estão nas mãos da Ângela Merkel e sem saída.
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 10:11

Não há brasileiros discriminados cá. Pelo contrário há brasileiros muito integrados cá. Nem vale a pena citar inúmeros exemplos - do futebol às artes, da publicidade ao espectáculo. Sempre houve, ao longo de largas dezenas de anos. Já sem falar do acolhimento que aqui demos a muitos brasileiros nos diversos períodos de ditadura que tiveram no Brasil. Tenham cuidado: não estão livres de voltar a ter outras ditaduras.
Estar "nas mãos" de Angela Merkel, apesar de tudo, é bem melhor do que nas do vosso vizinho Nicolás Maduro.
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De zein a 04.05.2016 às 23:16

kkkkkkkkk, cair nas mão do Nicolas Maduro? acho que você para Blogueiro não dá, irmãozinho. Ele é muito bem louvado aqui no Brasil, para não falar ao contrário, ele não tem absolutamente nada que nos prenda a ele, agora a Ângela Merkel, (Hitler legalizada), esta sim, impõe sanções aos Portugueses e aos Gregos...esses, a covardia do governo foi tamanha, em um país que surgiu a tal Democracia, Olimpíadas e estão à míngua, e traiu seu próprio povo no dia do (OXI = NÃO), dizendo "SIM", isso sim é uma vergonha. Já estive em Portugal várias vezes, levando comida pra vocês e ouvi muitas piadas dos velhos conservadores. Pelo jeito você não estudou História Geral e jamais esteve no Brasil, que não se reduz ao Rio e São Paulo, já há cidades autônomas que não precisam de nenhuma das duas. Adoro as comidas de Portugal, mas o povo nos atende de uma maneira muito grotesca e como Turista não voltarei jamais, apesar de ter coleção de camisas dos 3 maiores times daí. O pessoal mais jovem, a gente percebe uma certa tolerância, mas como fala-se na SIC, "falamos Português de Portugal", isto pra mim, é uma afronta e uma idiotice. Nós não ligamos pra isso, justamente porque o sotaque dos Srs., soa mal nos nosso ouvidos e são paupérrimos em gíria, nós os entendemos muito bem, mas tenho absolutamente a certeza de que não nos entendem por completo, isto pelo fato de que quando não queremos que ninguém nos entenda, jogamos por alto e quanto à Ortografia, acho uma tremenda palhaçada do Governo Brasuca em aceitar mudar isso ou aquilo, somos independentes e falamos "Brasuca" e na escrita nossas língua não tem nada a ver com a Portuguesa. Nicolás Maduro vai morrer bebendo gasolina e óleo diesel, que é o que tem de sobra, mas nós temos o alimento e uma forte agricultura, mas a imprensa internacional publica o que ela quer, principalmente o câncer da BBC. Estude mais História que você vai ver o que Portugal fez no Brasil e hoje não tem absolutamente nada...eram pra serem riquíssimos com o ouro e a madeira que arrebataram daqui.
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De Pedro Correia a 05.05.2016 às 09:25

Eis a Lei de Godwin em todo o seu esplendor: não existe debate na internet que não acabe por invocar o nome de Hitler.
É o grau zero da capacidade argumentativa. Quando os neurónios não chegam para mais.
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De Costa a 04.05.2016 às 22:41

Precisamente. No Brasil fala-se e escreve-se brasileiro. Se já assim me parecia óbvio, um mês de experiência brasileira, por razões profissionais, demonstrou-o cabalmente.

Os portugueses, seja por fascínio com o que lhes pareça tropical, seja por natural bonomia para com o que venha do estrangeiro, fazem um genuíno esforço para compreender esse idioma (e chegam ao limite de passivamente adoptar vocabulário e sintaxe brasileira). Os brasileiros, havendo excepções, com alguma sobranceria de ex-colonizados "borrifam-se" largamente e ostensivamente para a língua portuguesa (como na sua escolaridade parecem ter decidido ignorar a literatura portuguesa) e uma coisa não se lhes poderá apontar: a de se esforçarem por entender o vocabulário e a sintaxe portuguesas.

Seja, então: siga cada um o seu caminho. Uma razão mais para voltar atrás nessa aberração que é o AO90 .

O tempo, na sua natural velocidade, dará chegar o momento em que uns não conseguirão mais entender a fala e a escrita dos outros.

Se tiver que ser assim, seja. Sem submissões absurdas de um lado, nem insultos ou complexos de inferioridade do outro.

Costa
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De Pedro Correia a 04.05.2016 às 22:55

Sublinho a sua frase final: "Sem submissões absurdas de um lado, nem insultos ou complexos de inferioridade do outro."
De acordo.
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De Costa a 05.05.2016 às 00:22

Agradeço-lhe o destaque. Mas veja a réplica que lhe é dada por Zein .

Na forma, uma coisa primitiva, indigna do mais básico "patois" (sendo o brasileiro, ou, se ainda se lhe quiser chamar isso, o português do Brasil, uma língua, como tal dotada de estruturas, de regras), uma transposição directa para a forma escrita da mais informal, se não mesmo indigente, oralidade.

No conteúdo, um despeito, desprezo, ódio extremos (veio o sr. a Portugal trazer-nos comida?) a Portugal e aos portugueses. E é a chanceler alemã quem ele equipara a Hitler. Sugiro-lhe, a ele, um espelho.

Creio (sei), com fundadas razões, que os brasileiros não são todos assim.

Costa
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De Pedro Correia a 05.05.2016 às 09:31

Zein é um nome com conotações germanófilas. Não espanta, pois, que quem assim assina sucumba facilmente à Lei de Godwin:
https://en.wikipedia.org/wiki/Godwin%27s_law
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De Zein Santos a 06.05.2016 às 02:40

Suas palavras não dizem absolutamente nada para mim, falando sob nossa constituição, parágrafos, ou seja nos julgando como se ainda fôssemos colônia dos Srs., se fosse para preferir, muito mais interessante seria ter ficado como colônia Holandesa, o Estado de Pernambuco, se não tivesse índios tão idiotas para juntar-se a povos que só arrebataram, ouro, madeira e muitas coisas nossas, muito pelo contrário, quando Maurício de Nassau pisou em solo Pernambucano, investiu, descobriu a cana de açúcar, fez um Porto que até hoje sobrevive, fez uma cidade e que ainda tem as marcas e não fazendo-se de cegos ou por pura ignorância por não saberem o que era um arrecife e que colocando pedregulhos por cima conseguiria assim se fazer um Porto. A história Portuguesa no Brasil foi tão desastrosa que o lugar se chama Rio de Janeiro, aonde fica a Baía de Guanabara, pois pensavam que era um rio e isto é fato. Vejo a SIC todos os dias e sei que a coisa por aí não está boa não, só vejo o que vejo por aqui, a diferença é temos recursos naturais que podem nos tirar do buraco muito mais depressa que os Srs. saírem do pântano no qual estão atolados há anos. Nossa crise é Política e quando fizerem a limpa, o mercado reage com rapidez. Por aqui eu encerro, porque não vou adiante num assunto tão pífio como este. Lugar de Portugueses é em Portugal e lugar de Brasucas é no Brasil, aqueles que estão aí, são os que não têm vergonha na cara e gente assim existe nos quatro pontos cardeais de qualquer lugar do mundo.
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De Pedro Correia a 06.05.2016 às 09:12

Depois da alusão a Hitler, não podia faltar também o complexo do colonizado, apontando culpas a Portugal. Há muito tempo que não dou para esse peditório das culpas coloniais. Basta comparar o que era o não-Brasil em 1500 com aquilo em que se tornou em 1822, à data da independência: um reino autónomo desde 1815, um verdadeiro e gigantesco Estado que albergou dezenas de outros Estados sob a mesma matriz comum e com uma identidade própria, inconfundível. Se vocês pudessem viajar no passado, trocando 1822 por 1500, teriam de volta a imensa mata atlântica, que era só o que existia quando as naus de Cabral e Caminha aí chegaram: faltava-vos apenas construir de base todo um país, o maior do subcontinente.
Também poderiam preferir ser colonizados pela Holanda, claro. O problema para vocês é que nesse caso em vez do Brasil seriam só um Suriname, que foi colónia holandesa até 1975. A propósito: alguém sabe apontar no mapa onde fica o Suriname?
E já agora tentem falar holandês: talvez alguém vos escute algures no mundo. O que é esse poderoso idioma comparado com a irrelevante língua portuguesa, falada por cerca de 300 milhões de pessoas em todos os continentes?
É espantoso que para vocês isso seja uma fraqueza em vez de ser uma força. Quando se tem vistas curtas não dá mesmo para ir mais longe.
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De João André a 06.05.2016 às 12:09

Vais pelo caminho errado Pedro. A língua portuguesa teria importância zero no mundo se não fosse o Brasil, para ser sincero. O holandês tomaria o lugar do português se se tivesse tornado o idioma oficial do país.

O problema é que os holandeses nunca se preocuparam em colonizar realmente. Numa lista de brutalidades coloniais, os holandeses levam-nos a palma. Nós fomos brutais (como os outros colonizadores) mas de forma algo estúpida. Os holandeses foram-no (mais ainda) e de forma esperta.

O melhor termo de comparação para o Brasil seria a Indonésia, esse farol de modernindade, desenvolvimento e esperança. Para mais com uma colonização que entrou século XX adentro. Talvez o Zein o tivesse preferido.

Em relação ao resto, o colonialismo tem costas largas mas aqui não colhe. Já são quase 200 anos sem colonialismo oficial e, como referes, 201 de independência prática.

Há muitos pecados cometidos por forças exteriores no Brasil, mas a influência portuguesa já não tem importância (nem nos nossos sonhos mais loucos temos tanto peso). A única forma como pesamos é na composição genética. Zein poderá ser uma excepção, mas o peso dos genes de antepassados portugueses continua a ser muito forte no país (embora seja quase impossível distinguir estes dos europeus, claro).
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De Anónimo a 06.05.2016 às 19:44

Da importância que a língua portuguesa possa ter, por acção brasileira, verdadeiramente pouco vejo que de facto releve. Parece-me que, indo por aí, se procura uma desculpa mais para culpas que são bem portuguesas e independentes do idioma falado. Não encontro grande razão de orgulho se em qualquer motor de busca, na internet, encontro sistematicamente dezenas de referências em brasileiro, antes de chegar à primeira, em português. A Holanda é o que é, seja a sua língua muito ou pouco falada pelo mundo, e nós cá andamos, sob a mais férrea e obstinada mediocridade, agarrados a glórias passadas, sucessos imateriais e vitórias morais (tudo em Portugal parece seguir a saga do futebol português: um "quase" que nunca chega a ser, um fracasso que só a nós responsabiliza, um sofrimento de que se parece gostar).

O feroz nacionalismo xenófobo, primário e verdadeiramente fascizante, do sr . Zein que não rejubile com isso, todavia. O país de que é nacional, exceptuando nichos bem definidos, definitivamente não se recomenda, nem é realista prever no futuro antecipável que se recomende. Como pode uma Natureza tão generosa cair nas mãos de gente perante a qual o pior político português é um menino de coro?...

Ser insultado por gente como ele, é demonstração de sanidade e bom senso. Nossos.

Costa

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