Tem tudo para entrar na História

Donald Trump é mentiroso compulsivo. Não há praticamente um tema em que seja capaz de fazer declarações sem qualquer mentira grosseira a coroá-las.
Uma das suas aldrabices mais recorrentes e repulsivas relaciona-se com o sacrossanto artigo 5.º da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Insiste ele em dizer que os EUA nunca receberam auxílio dos aliados europeus.
Acontece que esse artigo só foi accionado uma vez durante os 76 anos de história da OTAN. Aconteceu em Setembro de 2001, quando os EUA foram vítimas dos infames atentados terroristas que destruíram as Torres Gémeas. Washington, pela voz do presidente George W. Bush, clamou por auxílio. Nessa altura todos os aliados acorreram à chamada. Nenhum falhou.
Trump, que trata inimigos como aliados e aliados como inimigos, peca por reiterada desonestidade intelectual. E também por manifesta ignorância.
Tem tudo para entrar na História. Como o pior presidente norte-americano.
ADENDA 1: O nível político, intelectual e moral do inquilino da Casa Branca pode ser avaliado pela torrente de postais que vai despejando, todos os dias, na sua conta do Truth Social. Insultos, mentiras, narcisismo exacerbado. A palavra "eu" a sobrepor-se a tudo o resto, sem um pingo de decoro institucional. Eis, aqui em baixo, um exemplo concreto - com data de ontem - da maneira como este homem conduz os assuntos do mundo. Inenarrável.
ADENDA 2: Quando imaginamos que ele é incapaz de descer mais baixo, Trump demonstra o contrário, como impenitente sociopata, totalmente desprovido de empatia. Hoje voltou a injuriar Joe Biden, seu sucessor e antecessor, e criticou sem freio os juízes que ousam pôr em causa os seus decretos. A autocracia ganha terreno nos EUA.


