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Tecnocratas políticos

por João André, em 17.10.14

O governo PSD/CDS deve ser o mais incompetente (ou tecnocrático, no que a política diz respeito, é quase o mesmo) da história. Todos os orçamentos foram equilibrados à custa de criar ou aumentar impostos. A despesa do lado das "gorduras do estado" não deve ter sido reduzida em quase nada neste tempo todo. Não se fizeram reformas reais: as únicas tentadas (boas ou más, nem quero discutir) foram bloqueadas pelo tribunal constitucional. Em resposta, o governo não tentou uma única vez atacar esse problema pela raíz: mudar parteas da constituição. Pelo meio tem vindo a destruir a educação e ciência (uma das poucas áreas onde não se pode de forma nenhuma desinvestir) e todos os apoios sociais fora da área da caridadezinha.

 

Muito sinceramente, votar neste governo é inútil. Um programador de computadores, designado pelo BCE, poderia escrever uma rotina que criasse orçamentos de estado com o objectivo de atingir os ridículos limites do "tratado orçamental". Quando há despesa a mais, aumentam-se os impostos. Sinceramente nem era preciso tanto. Que se entregue essa função aos miúdos da escola secundária como actividade extra-curricular. Tenho a sensação que seriam mais equilibrados.


47 comentários

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De Pois É a 17.10.2014 às 11:38

Já os partidos que não estão no governo andam ansiosos por mudar a constituição, ou ao menos partes dela.
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De João André a 17.10.2014 às 15:13

E o Benfica e o Sporting e o Porto depois vão juntar-se e enterrar o machado de guerra e ser os melhores amigos e depois os israelitas e palestinianos talvez se sentem outra vez à mesa e o ISIS vai continuar a sua campanha de terror e...

o quê? isso nada tem a ver com o post? pois não, nem os partidos que não estão no governo. não me parece que tenha falado neles.
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De Cheio de Paciência a 17.10.2014 às 15:42

"Em resposta, o governo não tentou uma única vez atacar esse problema pela raíz: mudar parteas da constituição." Escrito no post por alguém que não sabe o que escreveu.
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De João André a 17.10.2014 às 21:36

Pronto, está bem, peço desculpa, esmagou-me com a sua sapiência e evidências.
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De rmg a 17.10.2014 às 18:49


Falou neles, claro.
Aliàs só falou neles.
Esperava mais e melhor de si do que piadas infantis.
Ora vá lá ler a CRP.

E sempre votei PS e ainda não mudei de ideias mas não sou cego.

Quanto ao "não foi para isso que se fez o 25 de abril" pois ainda bem que não o escreveu pois mandava-o àquela parte com todas as letras.
É que eu fi-lo e provo-o.
E você não fez.

Já há dias o disse aqui: isto anda cada vez mais mal frequentado de autores e comentadores.

Eu sei que os autores se estão quase todos cagando para os comentadores e os tratam mal sempre que os incomodam (e também já disse isto aqui há dias)
Mas o lado bom disto é que os "manhosos" acabam a falar sózinhos.

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De João André a 17.10.2014 às 21:45

1. Quanto à piada do 25 de Abril, fi-la num aparte não dirigido a ninguém, apenas me veio à ideia por ter escrito as palavras "não foi para isto...". Se o fez, agradeço-o. Tendo nascido depois, não o podia ter feito. Lamento ter faltado à chamada.

2. Votou PS. Poderia ter votado apenas PSD, CDS ou PCP que me era igual. Se fez o 25 de Abril foi para poder escolher o seu partido ou para o mudar se o quiser. É assunto irrelevante para a conversa.

3. Não falei noutros partidos por razões muito específicas que não quero comentar agora, E, embora lhe possa parecer estranho, na esmagadora maioria dos casos eu escrevo apenas sobre aquilo que refiro nos posts. Não tenho intenções escondidas. Escrevi sobre este governo. Não escrevi sobre outros nem sobre outros partidos. Contente-se com o que ali leu, não procure outros temas no texto. Se não gostar também tem perfeita liberdade de ir ler outras coisas. Há muito quem escreva melhor que eu.

4. Eu tento ao máximo ir respondendo aos comentários que são relevantes ou interessantes. Penso que é um (bom) hábito dos autores do Delito de Opinião e que nasce do respeito que os comentadores nos merecem: se perderam tempo a comentar, merecem que percamos tempo a continuar a discussão. Há quem me incomode, é verdade. Nalguns casos continuo a discussão e noutros tento focá-la (quando o incómodo nasce de um mal entendido). Esta discussão parece-me ser um exemplo deste último caso.

Esteja à vontade para discordar comigo no que queira. Infelizmente não o vi a fazê-lo ainda ou sequer a perguntar-me qual a minha opinião sobre alternativas ou em quem eu votaria. Penso que os seus comentários (concordantes ou discordantes) seriam mais concretos se tivesse tal informação, não lhe parece?
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De rmg a 17.10.2014 às 23:48



Tinha-o por outra pessoa.
Enganei-me.

A sua resposta é um exemplo perfeito de arrogância, deram-lhe palco e acha-se o dono do jogo, como tal a bola é sua e desconversa a tempo inteiro até a levar debaixo do braço para casa e os outros jogadores que vão sujeitar-se a outros donos do jogo ou se dediquem a "prazeres solitários".

Não me respondeu a nada senão com "bolas fora", indicações para eu me mudar de freguesia se não estou bem (*) e tentativas de inverter os raciocínios de quem o lê criticando-me porque não lhe fiz as perguntas que você achava que eu lhe devia ter feito.
E depois de desdizer o que escreveu no post faz de conta que está a refocar o assunto.
Notável no estilo.

Para si as pessoas fizeram isto e aquilo naquela altura para votar noutros partidos, não lhe passa pela cabeça que seja também por razões muito mais graves que o voto livre, isso mostra que à sua volta não havia gente que tivesse sofrido muito com o regime anterior.

Mas já lhe passa pela cabeça a tal frase do "não foi para isto..." mesmo que hoje ninguém possa provar de que lado da barricada V. estaria se "não tivesse faltado à chamada".
Isso de 40 anos depois me virem com essa treta já chega, eu na altura aturava o dia inteiro gente que queria atestados de "antifascistas de longa data" !


Um bom resto de vida para si

(*) Não me mudo.
Prometi a alguém que não faria e cumpro.
Apenas vou "matando" (salvo seja!) autores que acham que os comentadores são todos burros e que se um gajo tem tempo para andar aqui pela blogosfera é porque tem uma vida estúpida sentado frente ao PC com as suas pantufinhas.
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De João André a 18.10.2014 às 12:15

Eu tento ter paciência mas começa a ser difícil.

Eu não o mandei embora nem ir pregar para outra freguesia. Escrevi simplesmente que se não gostar de me ler pode ler outros. O tempo é limitado e convém gastá-lo em quem (ou no que) o merece. Se prefere ficar nos meus posts é sempre bem vindo, acredite ou não.

Se há coisa contra a qual luto todos os dias é a minha própria arrogância. Em relação a este seu comentário, confesso que fiquei convencido que foi escrito para me enervar e conseguiu-o. Tento que a minha resposta, no entanto, seja mais considerada que a minha reacção inicial.

Repito: escrevi apenas aquilo que lá está. Não leia demasiado nas minhas palavras. Se ofereço escolha, é apenas para a indicar, não para o convidar a sair. Se quer comentar comente, se não quiser comentar não comente. O mesmo para a leitura. É mesmo consigo.

Em relação às bolas fora, repito o que escrevi antes: fiz uma crítica directa ao governo e propositadamente não falei em alternativas ou falta delas. De si não lhe vi quase uma linha que fosse sobre o post, excepto para escrever que o tema do meu post tinha sido precisamente aquele que não era: os partidos da oposição. O resto que escreveu foi para me atacar. Para esse peditório não dou.

Deixo apenas um ponto: de si nada sei, apenas - e porque mo diz, embora eu não o vá questionar - que esteve envolvido no 25 de Abril. De mim sabe pelo menos o nome, embora confesse que isso não lhe vá adiantar muito. Não sabe nada sobre os meus amigos ou família ou outras pessoas dos círculos que me influenciaram. E eu o mesmo sobre si. Estarmos portanto a tirar conclusões sobre o outro é abusivo. Eu não tirei uma única conclusão sobre si, apenas julgo os seus comentários. Se julga que eu o vejo como alguém com uma «vida estúpida» é problema seu, não meu.

Eu tive outros blogues (individuais e não só) e fui convidado para o Delito de Opinião depois de muito tempo como comentador. No dia em que eu estiver a mais saio. Este não é um palco que me faça falta.

Caso não comente mais nos meus posts, desejo-lhe tudo de bom. Caso o faça, agradeço-lho antecipadamente. Peço apenas que não tire conclusões sobre algo que lá não está. Se quer saber algo mais pergunte-me e eu farei o possível para responder.
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De rmg a 18.10.2014 às 14:41


Agradeço a sua resposta.

Isto de termos paciência e ser difícil é sentimento mútuo.

O João André tem várias certezas e eu tenho várias dúvidas, fruto dos 68 anos, das muitas voltas da minha vida e das dos filhos e dos netos: nada do que parecia acabou por ser e se me tivesse lido ao longo dos tempos aqui perceberia que para mim a culpa é sempre minha e raramente dos outros, pelo que nunca me queixo de nada e parto logo para outra.

Eu pedi-lhe para ír ler a CRP e a CRP tem lá bem escarrapachado que qualquer alteração à Constituição só pode ser feita por maioria de 2/3 dos deputados.
Mais ainda, qualquer lei que não passe no TC e volte à AR e seja votada por 2/3 entra em vigor independentemente do que o TC pense.

Portanto se o João André acusa este governo (no qual não votei, por isso ter falado nisso) de não ter feito nada, sabendo como decerto sabe que sem o PS nada poderia fazer, o seu post foi sobre os partidos da oposição e não sobre o do governo que alguma coisa tentou, mesmo que muito pouco, mesmo que muito mal.

Por isso lhe digo e repito: o seu post é sobre os partidos da oposição, apesar de não falar deles.

Mas há algo mais complicado de perceber (sou engenheiro químico mas não sou estúpido, velha piada dos fins dos anos 60 no IST, nem sempre comprovada pelos factos).
É que vivendo o João André na Alemanha (depois de viver na Holanda, acho que por esta ordem) devia ser o 1º a louvar o mérito dos “acordos de Estado” (não estou certo que seja este o nome oficial) que os partidos do arco da governação “locais” têm desde há uns bons anos em vigor, acordos que permitem não só que em situações essenciais para o país haja consensos imediatos como ainda que qualquer mudança do partido no poder não implica deitar fora tudo o que foi feito pelo anterior .

Tendo essa vivência e conhecendo a CRP, uma observação sobre o assunto teria ficado bem, também eu lhe sugiro coisas.

De resto se acha que eu venho aqui escrever coisas para irritar os autores, tem os autores em grande consideração e os comentadores como vagamente parvos, não o vejo “meter na ordem” os que lhe respondem com patetices e piadas de 3ª categoria e só prejudicam a qualidade geral do que está exposto por si em muitos posts.
Se desse alguma atenção às pessoas que aqui escrevem com frequência teria uma vaga ideia de que nós os dois já discordámos e concordámos algumas vezes e, num caso mesmo, o João André muito honestamente até admitiu que não sabia que as coisas se processavam daquele modo por cá neste momento.

Quanto ao resto.

Eu não preciso que me sugiram escolhas como indicação e acho curioso que um homem crescido me acuse de só o ter atacado.

Eu não o ataquei e se o João André se sentiu atacado é algo que tem que resolver consigo próprio .
Se assim foi respondo-lhe mais ou menos como me tratou: é um problema seu.

De resto eu reagi a respostas sem sentido e pouco construtivas que já tinha espalhado por outros comentadores.

Estive envolvido no 25 de Abril como alferes miliciano a comandar interinamente uma companhia com funções fulcrais de apoio.

Mas estive muito envolvido no 25A quando desde muito miúdo vi o meu Pai pôr em risco toda a sua (e a nossa) estabilidade familiar e profissional ao defender amigos e conhecidos presos ou na clandestinidade e que tanta vezes nos entravam pela porta dentro a horas estranhas.
E também quando no PREC impedi que muito inocente tivesse chatices que não merecia só porque um vizinho não gostava da cara dele ou um empregado da loja o queria lixar.

Esta é outra dimensão do "estar envolvido".

Não sei se só saber o seu nome me adianta alguma coisa ou não, isso é o que se chama uma conclusão precipitada, vá por mim que já vi a vida dar todas as voltas possíveis…
Mas neste momento admito que não adiante, o João André não vem cá esta semana e eu no próximo mês não posso ír à Alemanha.

Se quiser saber o meu também é fácil: não sou um simples “rmg” para toda a gente aqui.

Quanto ás suas considerações finais nem comento muito.
Mas escrever a um comentador que não precisa do DO para nada e se sente confortado (não está lá mas é isso que lá está) com o apoio dos seus pares no DO parece-me escusado a menos que tivesse dúvidas.

Portanto: como é que se mexe na CRP sem o apoio de 2/3 dos deputados ?

Boa tarde para si
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De João André a 18.10.2014 às 17:38

Eu não estou confortado com nada no DdO. Sou autor e (fui e sou) comentador. Nada mais. Não sou mais nem menos que o rmg.

Quando falo nos nomes, quero apenas dizer que não o conheço nem o rmg me conhece a mim (e conhece-me melhor que eu a si). Uma vez que tem assinado sempre com o mesmo nome, não é para mim um comentador anónimo. É alguém que me habituei a ler por aqui.

Voltemos ao assunto em questão, portanto.

Não é por eu viver por estes lados que tenho que apreciar acordos parlamentares. Vivi vários anos na Holanda (ainda por aqui ando aos fins de semana) e nem por isso sou monárquico. Gosto essencialmente daquilo que os acordos parlamentares implicam: diálogo aberto entre os partidos.

É aqui que me parece que falha o governo: não avançou para os diálogos necessários aos acordos parlamentares de forma a reformar a CRP (ou partes da mesma). Mandou para o ar uns bitaites sobre necessidade de acordos, os quais o PS recusou, mas estes diziam respeito especialmente a nebulosos "acordos de estado" que implicariam a inexistência de oposição ao governo fora o PCP e o BE.

A verdade é que - como no seu mais recente post o Luís Naves aponta - o PSD não avançou sequer com tentativas de reformas. Fosse porque sabia que aquelas reformas específicas seriam recusadas pelo PS, fosse porque preferia agitar o espantalho dos papões do TC. O mínimo que se exigia a este governo seria iniciar um diálogo parlamentar para reforma da CRP, fosse na sua totalidade, fosse em determinados aspectos. Não o fez por estar comprometido com um programa fanático que quer destruir o estado social e sabe que isso seria rejeitado até pelo próprio CDS/PP.

A opção foi então simples: cortar onde pôde de forma ad hoc e aumentar impostos e impôr novas taxas, esperando assim cumprir as exigências orçamentais da troika enquanto cria rejeição da sociedade civil à acção do estado, levando (assim o espera) a uma opção pelo neoliberalismo mais fanático que PPC subscreve.

Talvez eu seja um maluquinho das conspirações. No entanto, como se costuma dizer, até paranóicos têm inimigos (ou, na versão luso-espanhola, não acredito em bruxas, mas que as há, há).
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De rmg a 18.10.2014 às 18:57


Agradeço mais uma vez a sua resposta.

Se algum mérito esta troca de comentários tem é, em minha opinião, o de o João André poder explanar o seu pensamento de forma mais completa do que o fez no post inicial.

Assim digo-lhe que gostei de o ler e até estou de acordo consigo na generalidade mas não na especialidade.

Isto é vulgar, até muito saudável e muito provávelmente estaríamos a concluír que estávamos a dizer o mesmo se fosse uma conversa cara-a-cara.
Mas aqui duvido, falta a entoação, a expressão facial, tudo aquilo que nos permite “re-focar” (bem útil aqui esta palavra…) a conversa à medida que se vai desenrolando, evitando malentendidos e desvios de caminho.

Muitas coisas que se escrevem aqui e são interpretadas como ataques nunca passariam de pormenores sem importância se presenciais, a entoação e a expressão o diríam.

Não irei portanto rebater nada (no bom sentido) ainda que não seja tão radical na análise que faz de um “neo-liberalismo” mais ou menos marado deste governo.
Como está o nível de discussão desta matéria por toda a Europa e em particular a do sul, já são mais as bandeiras que se agitam do que as convicções que se defendem.

De resto se há aspecto em que este governo falhou (e falha) em toda a linha e de forma perfeitamente escusada foi no de explicar o porquê das decisões mais básicas.
Muita chatice teriam evitado, as pessoas não íam gostar à mesma das decisões mas não teriam o capital de queixa adicional – e que não é pouco – de que nem uma palavrinha se dignaram dar-lhes.

Há no entanto um aspecto que quero focar.

O que chega à opinião pública é a posição digamos “final” das partes, já com objectivos claros de marcar terreno, justificar atitudes e/ou falhas, ganhar simpatias ou ódios.
Mas antes disso há sempre muito trabalho de bastidores, muita reunião e muita conversa informal e dizer que nem governo nem PS o fizeram parece-me precipitado.

Olhe que sim,olhe que sim…

Uma boa noite para si



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De Carlos Faria a 17.10.2014 às 11:43

O que o deve valer e dar-lhe esperança é ver que pode votar em potenciais alternativas cheias de utilidade e ideias práticas para atacar o mal pela raiz.
Infelizmente eu não tenho essa sorte de vislumbrar isso no meu horizonte de alternativas.
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De Anónimo a 17.10.2014 às 13:20

Alternativas há e eles estão lá no parlamento, nós, os portugueses, não sei porque carga de água, é que continuamos a dizer que não são alternativa. São se nós quisermos, mas como toda a gente diz que não são, nós vamos na onda do não. Cada povo tem aquilo que merece e nós não fugimos à regra, temos o que merecemos.......
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De João André a 17.10.2014 às 15:14

Não falei em alternativas. Não leia o que eu não escrevi. Leia (e se quiser discorde) o que eu escrevi.
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De Carlos Faria a 17.10.2014 às 17:19

Falou que votar neste governo é inútil, para se votar, neste ou noutro, é preciso alternativa, pois partido único não é votar no sentido democrático do termo.
O problema é que praticamente concordo consigo... mas ao contrário de outros, eu não vejo alternativa para votar, nem dentro, nem fora do parlamento e é esse o meu lamento.
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De João André a 17.10.2014 às 21:47

Concordo com o seu segundo parágrafo. O meu comentário sobre o voto (ou ausência dele) reflecte precisamente esse lamento que partilho. Infelizmente não vejo também alternativas, mas isso não significa que eu não possa apontar o voto neste governo (ou nos partidos que apoiam este governo) como a (quase) pior alternativa possível.
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De Anónimo a 17.10.2014 às 22:51

Eu, não disse que escreveu, eu é que escrevi que há alternativas e que elas estão lá. Nós, é que insistimos que não há alternativas e vira o disco e toca o mesmo, mesmo que esse mesmo, vá repetir os mesmos erros. Somos assim...........
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De João André a 18.10.2014 às 12:16

Concordo se pensarmos nas alternativas como indivíduos ou grupos deles. Como partidos, pelo menos sob a forma que eles se encontram hoje, não vejo grandes alternativas.
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De Miguel R a 17.10.2014 às 12:20

Aparte de algumas considerações que eu considero falsas, como é que o governo (PSD/CDS) vai alterar a constituição se o PS não está disponível? Até o Presidente tentou um acordo político em 2013 que o PS rejeitou. E, mais, muitos dos chumbos baseiam-se em princípios, não em normas escritas e específicas. Ora...
Posso concordar contigo se falas em termos de um verdadeira economia concorrencial, sem monopólios, sem autênticas "rendas" como nas telecomunicações, combustíveis... E se falas numa verdadeira reforma do Estado, da Administração e Segurança Social.
Agora foram feitas coisas boas e algumas reformas noutras áreas. Justiça, Adm Interna, Saúde, Finanças. Não tenho grande noção das restantes. A educação e ciência aflige-me bastante é verdade, parece-me que dali só saiu uma grande confusão. Podia-se chegar mais longe nalgumas questões destas áreas, mas o caminho faz-se andando. Não estou a dizer que estou completamente satisfeito.

«A despesa do lado das "gorduras do estado" não deve ter sido reduzida em quase nada neste tempo todo»

Não sei bem o que é isso, até porque as gorduras variam consoante quem vê. O que sei é que entre 2010 e hoje a despesa anual baixou de c.93,2 mil milhões para c.85 mil milhões em 2013, isto é c. 8,2 mil milhões e para este ano chegará a uma redução de c. de 8,5 mil milhões para c. 84,7 mil milhões. Se por gorduras entendemos consumos intermédios a redução é de c. de 1,6 mil milhões (2013). Não contendo com situações extraordinárias, claro.
Mais, os juros subiram de c.4,9 mil milhões para 8,5 mil milhões (este ano). Se é certo que a despesa em 2015 vai aumentar, podemos considerar que o governo terá conseguido uma redução de cerca de 7,5 mil milhões de euros na despesa, despesa esta que teve uma forte pressão da dívida, que o governo anterior irresponsavelmente deixou chegar à situação que chegou. Veja-se o que pagamos de juros (+ c.3,6 mil milhões). As receitas aumentaram? Sim, senhor, aparentemente entre 2010 e 2015, o estado vai arrecadar mais 5,7 mil milhões de receita. Grosso-modo temos quase 60/40 a 55/45 entre redução do défice com base na despesa e receita.

Não sei que visão do copo é essa, mas se não está cheio, é certo que também não está vazio.
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De João André a 17.10.2014 às 15:20

Cavaco Silva não tentou nenhum acordo. Tentou várias vezes mandar mais que os outros dizendo à oposição que deixe de fazer barulho e ao governo que fique quieto porque se a oposição deixar de fazer barulho deve-o a ele, ao presidente. Cavaco é parte do problema, não da solução. Pior do que o que fez só se tivesse promovido activamente o fascismo.

Este governo apenas "reduziu" a despesa ao criar impostos a que chamou "qualquer coisa de solidariedade (sic)". Isso fez com que retivesse mais dinheiro e parecesse que gastava menos. Também cortou de forma directa, é verdade, com medidas que são teoricamente de carácter temporário (explicitamente entendidas como tal pelo TC) mas que ainda não teve a coragem de tentar tornar permanentes.

Como eu escrevi, "reduzir" a despesa como este governo o fez é fácil. Pega-se num lápis e começa-se a cortar a eito e a adicionar impostos. Pronto. Um miúdo do secundário saberia fazer isso. Não foi para isto que se elegeu o governo (quase escrevi "não foi para isso que se fez o 25 de abril").
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De Miguel R a 17.10.2014 às 18:00

Vives na Alemanha, não é? Pois... eu sou pragmático, vivo em Portugal, acredito que as pequenas mudanças são muito importantes, assumo uma exigência menor que a tua. Não discordo do que dizes, não senhor, tento ser pragmático. Não sei se é a melhor atitude. Os portugueses não deixam de ser portugueses, sobretudo cá. Ou votas em branco ou votas nisto (tentas fazer algum equilíbrio e ser exigente e activo no dia-a-dia), ou então acreditas no marxismo, nas suas diversas tendências (o que não é o caso). Achas que eu acredito no Paulo Portas? No Relvas? Achas que eu não acho o Passos Coelho mentiroso? Como é o próximo que se segue. As pessoas preferem acreditar em mentiras, é lá com elas. O que verdadeiramente interessa a muitos portugueses (sobretudo os que votam) é quanto me vai dar aquele político e quanto me tirou o outro. O resto é conversa, por enquanto. Mas, uma coisa te digo, sei bem do mal que o capitalismo financeiro constitui, a Europa necessita de o conter, não de ser dominada por ele. Daí abominar divida e ter ainda menos confiança a quem ainda parece querer fazer mais divida, com menos combate ao déficit. Discutir a forma correta é demais para este país. Implodia. Vai lá mexer a sério nas forças armadas, nos generais, tenta lá avaliar juízes que desonestos (só falo de alguns) estão a laurear a pevide e a demorar um ano para marcar julgamentos que se fazia a 2/3 meses de distância. Esta reforma com a especialização é uma boa-nova! O que tentou a Saúde com os médicos de família (e as suas listas desactualizadas)? Vai lá contra esses interesses. E outros tantos, tantos... Melhorou-se um pouco, noutros bastante, noutros nada. Há muita gente em muito lado na função pública (nota de interesse o meu pai é func. pub.) que gosta muito de fazer nada ou pouco, já foi pior, vale que outros tantos trabalham a valer. Conheço grandes funcionários públicos.
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De João André a 17.10.2014 às 21:49

Só um comentário simples: não comprometo nas minhas exigências. É assim que sou, inclusivamente na minha vida profissional. Estou contudo disposto a rever as minhas expectativas em baixa.
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De lucklucky a 17.10.2014 às 12:30

Mas mas...!

Este Governo finalmente conseguiu Socializar parte da despesa que o Governo do outro partido Socialista não teve a coragem de fazer.

Ir buscar dinheiro emprestado aos mercados não é Socialismo. Socialismo é colocar os Portugueses a pagar do bolso de outros Portugueses aquilo que consomem.

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De Manuel a 17.10.2014 às 13:50

Não seja ingênuo. Com o PS na oposição nunca o PSD iria conseguir reformar a constituição. Já se for ao contrário, talvez seja possível, talvez venha a ser feita já em 2015.
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De João André a 17.10.2014 às 15:15

Não sei se conseguiria. Sei que não tentou realmente. É muito preferível agitar o espantalho do TC. Assim não é necessário governar.
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De Manuel a 18.10.2014 às 03:02

Sabe mais do que eu. Creio que são precisos 2 terços da assembleia a votar a favor de uma alteração da Constituição para a mesma avançar. O PS sempre esteve fechado a cooperações com o Governo. Uma oposição que só bloqueia é uma oposição estúpida, não construtiva e logo anti-democrática.
Alguma vez pode um Governo avançar com uma reforma da Constituição com uma oposição que só bloqueia?
Eu creio que não. Por isso mesmo agora o PS ambiciona por uma maioria absoluta nas próximas eleições e com certeza que deseja os 2 terços. Não vá o PSD apanhar a manha deles.
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De João André a 18.10.2014 às 12:20

O PS não esteve fechado a cooperações com o governo. Esteve fechado a ser conivente com uma agenda do governo que não aceitava qualquer alternativa. O governo nunca aceitou qualquer alternativa à sua política cega de impostos ou cortes. Estruturalmente prometeu sempre muito e nunca apresentou nada mais que uma redacção da quarta classe.

Uma cooperação implica vitórias e cedências. O governo nunca esteve disposto a quaisquer cedências, quis antes que o PS deixasse de fazer oposição "a bem da nação" e para "não agitar os mercados". O PS decidiu que isso não é democracia (uma das poucas coisas que fez correctamente enquanto oposição).
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De Manuel a 18.10.2014 às 13:01

Isto é como diz Medina Carreira: O Estado tem economia para ter uma despesa de 70mM€, estava nos 90, Passos reduziu para 80, mas temos de cortar mais 10. Simples, tão simples que um miúdo da quarta classe entende.
Podem renegociar, podem apelar à caridade, ou até vender uma segunda versão do Magalhães à Venezuela, mas sem ajustar o peso do Estado à economia a austeridade vai ter de continuar. E o "novo" PS já dá sinais de entender isso, pois Ferro Rodrigues já disse que não é possível baixar impostos sob pena de destruir o Estado Social, mas esquece ele de dizer que sem baixar impostos não há o crescimento da economia que tanto precisamos. Tretas, tudo tretas. Tudo o que são empresas públicas monopolistas devem ser todas privatizadas, até oferecidas já faziam um grande bem ao país. Que passem PPP's para um P e vão ver como isto até vai para os 60mM€. O PS sabe disso, todos sabemos disso.
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De João André a 18.10.2014 às 17:44

Já me faltava o profeta MC. Por princípio ignoro o que diz. Se eu estiver de acordo com ele, é porque outros me convenceram. Normalmente só o vejo a dizer barbaridades.

Esclareçamos duas coisas:
1. a ideia que cortar impostos beneficia a economia só por si é treta.
2. o peso dos impostos na economia portuguesa é excessivo.

Os impostos portugueses têm obviamente que descer, mas não é porque sim. É porque já retiram excessivo dinheiro à economia e estrangulam consumidores e empresas. O essencial é começar a melhorar o uso do dinheiro retirado a esses impostos. É isso que este governo não fez e apenas se queixa, qual calimero, que não o deixam.

Note-se, sou de esquerda. Quero que os impostos desçam. Até aceito, porque é esse o jogo democrático, que se façam reformas estruturais pela direita. Só não aceito que um partido não faça absolutamente nada com o mandato que tem.
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De Manuel a 18.10.2014 às 19:38

Meu Deus, como pode existir tanta hipocrisia e cinismo neste mundo e querer que ele se mantenha em paz?
Como pode você dizer que os impostos só por si não impossibilitam a acção da economia quando o somatório de todos os impostos e taxas de que somos alvo, resultam em 35 a 40% do nosso rendimento perdido para o Estado? Quando a média de um país minimamente saudável está 10% abaixo desse valor!! Isso é muito para manter uma parte, indispensável e até inevitável desta sociedade. O que está a mais não são o reformados nem a Educação, etc. O que está mais é toda a xulice que está agarrada ao Estado para dele obter rendas e níveis de vida muito acima da real capacidade do país.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 17.10.2014 às 14:03

De resto, ficámos ontem a saber que o futuro risonho da economia deste país, passa pelo sector da restauração e da construção civil e obras públicas, claro está.
Não sei porquê, este post fez-me recordar isto:

http://www.youtube.com/watch?v=qAkA0ixDkSQ

Bom fim-de-semana
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De João André a 17.10.2014 às 15:16

Como o passado aliás. Há 30 anos que o país vive disso.
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De jo a 17.10.2014 às 15:09

Todos os orçamentos apresentam cortes nos orçamentos de ensino, da saúde e da segurança social. Portanto acusar o governo de não ter conseguido cortar é falso.
Os cortes foram extensos e provocaram brechas e grandes: aumento da pobreza, do desemprego, degradação da qualidade dos serviços, cortes nas pensões e nos apoios sociais (o RSI diminui ao mesmo tempo que se patrocinam programas de cantinas sociais). Não trouxeram receitas adicionais pelo aumento do investimento, nem crescimento. O mesmo para a tão falada contenção salarial: se gerou benefícios para as empresas não foram reinvestidos.
Seria bom reconhecer que os cortes não estão a dar os resultados esperados.
Claro que é mais fácil dizer que eles não existiram.
Por vezes há economistas que me lembram os bêbados, que pensam sempre que se beberem mais um copo ficam sóbrios.
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De João André a 17.10.2014 às 21:51

Pronto, deixe-me então emendar a mão: cortes estruturais, i.e., que não sejam ad hoc. Parte dos "cortes" foram no entanto apenas taxas que não cortaram nada, apenas retiveram mais dinheiro na fonte.

Quanto às consequências nada tenho a acrescentar ao que escreve.
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De Risota a 17.10.2014 às 15:46

Era muito simples: o governo publicava uma portaria que alterasse a Constituição e ficava o problema resolvido.
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De João André a 17.10.2014 às 21:51

Ou escrevia um comentário parvo num blogue onde alguém os criticasse.
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De Risota a 18.10.2014 às 10:17

Parvoice e infantilidade são declarar que o governo devia alterar partes da constituição. Tudo isso e ignorância extrema.
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De João André a 18.10.2014 às 12:21

Hmmm... o governo pode propor alterações à constituição. Depois leva-as a votos. Idealmente discute-as antes com outros partidos. Nunca o fez.
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De Baralhado a 17.10.2014 às 18:01

"Muito sinceramente, votar neste governo é inútil."

Como é que se fará para "votar neste governo"?
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De João André a 17.10.2014 às 21:53

Hmmm, e termos técnicos talvez seja impossível. Em termos práticos, votando nas próximas eleições legislativas nos partidos que apoiam parlamentariamente o governo caso os principais actores políticos (Passos Coelho, Portas) se submetam novamente a votos.

Os desenhos não saem bem nos comentários e eu não tenho grande jeito para eles.
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De Vento a 17.10.2014 às 22:24

João,

Os orçamentos só voltarão a ser equilibrados com a renegociação da dívida. Este é o facto inegável. Se isto não acontecer assim eles forçar-nos-ão a um estatuto de calotes. Isto é, a suspender pagamentos.

Enquanto não assumirmos formalmente a incapacidade de pagar a dívida na totalidade continuaremos a ver "Gaspares", "Marias" e ministros de impostos a fingir que arduamente se esforçam por equilibrar as contas e criar justiça social.
Agora o privilégio fiscal é para famílias numerosas, isto é, privilegiar as famílias, as que existem. Todavia não se foca a fiscalidade nas famílias numerosas que devido ao desemprego e outras situações mais rebentam com a massa para suportar os seus (filhos e netos) e ainda por cima são colectados rendimentos para aí canalizados.
Conheço famílias que se colectam para poder dar um tecto, uma mesa e livros a filhos e aos filhos dos filhos e escuto o ministro dos impostos a falar em reforma do IRS.
Isto só dá para gargalhar. É só refunda-dores (esta palavra é propositada) e reformadores num país de Alices governantes que ao invés de olharem para a realidade sonham.
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De João André a 18.10.2014 às 12:24

Ainda tenho esperança que dentro de uns 15 anos, durante um governo de uma primeira-ministra com o nome a terminar em "enka" se descubra gás natural ao largo de Peniche e se possa finalmente criar uma Statoil portuguesa. Mas penso que será utopia, não há indivíduo que resolva isto. Demorará muito ano (de sacrifício) até que a mentalidade colectiva mude o suficiente.

E é verdade. A dívida nunca será paga. Ou melhor, nunca será saldada, porque paga será. Sempre e todos os anos.
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De Vento a 18.10.2014 às 13:04

João,

por acaso já temos isso do gás, e com reservas para 20 anos, ao largo da costa algarvia. E isto é sabido há uns 20 anos.
Vamos lá saber o porquê de não as utilizarmos.
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De João André a 18.10.2014 às 17:46

Não sei dessa. Lembro-me de ter lido que existiam reservas de gás e/ou petróleo, mas que o seu volume não justificava o investimento em o recuperar, uma vez que era de difícil extracção. Por isso não haveria empresas estrageiras interessadas e às portuguesas faltava a capacidade para o fazer de forma independente. Mas pode-me estar a faltar a memória.
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De Vento a 19.10.2014 às 00:39

João,

a sua memória é boa. Mas isso que refere diz respeito ao que estava a ser feito na região Oeste próximo das Caldas.
O que eu refiro é mesmo exacto.
http://blacksmoker.wordpress.com/2010/09/26/reservas-de-gas-no-algarve/

Creio que o João pode pegar nesta notícia e avançar sobre o tema em um seu post.
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De rmg a 19.10.2014 às 15:57


Meu caro Vento

Presumo que esteja bem pois continuo a lê-lo por aqui com frequência e o interesse de sempre, mesmo quando e especialmente quando acho que "não é bem assim".
Mas é a única forma de aprender...

Quanto ao artigo que cita estive a lê-lo com cuidado, andei muitos (demasiados) anos pela indústria pesada para me ter passado de todo o vício.
Mesmo em funções de gestão e teóricamente "de gabinete" pouco me sentava, sempre preferi o "barulho".

Há aqui um aspecto muito importante porque pode induzir em erro quem não conheça o terreno que pisa, invocar semelhanças com outras situações baseado num número limitado de sondagens é fazer só estatística e criar portanto eventuais falsas expectativas (já vi esse "filme").
Alguns dos nossos "elefantes brancos" nasceram disso e de uma das vezes que tive que mudar de vida foi com uma "patada" de um deles.

Daí que um trabalho de campo muito sério tenha sempre que ser feito, com um plano sério de sondagens onde cada cêntimo que se poupe é mais um pequeno grau de incerteza que se introduz.
Portanto qualquer governo que se queira meter nisso tem que falar com muita gente e sobretudo entregar a prospecção a gente insuspeita de estar apenas a contribuír para que as acções da empresa A ou B subam durante uns tempos face às tais expectativas criadas e que depois nem sempre se confirmam.

De resto o que me espanta é o tema não ser mais falado, nem que seja para concluír que nem vale a pena pensar muito nisso.
Vou ver se falo com 2 ou 3 conhecidos, fiquei curioso.

Abraço e obrigado

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