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Fevereiro de 2018: os meus votos

por Pedro Correia, em 11.03.18

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Figura nacional do mês

Rui Rio, ex-autarca do Porto, foi consagrado líder do PSD no congresso de Lisboa, entre 16  e 18 de Fevereiro.  Não tardou a reunir-se com António Costa: prometeu pactos com o Governo em áreas como a descentralização e a aplicação de fundos europeus, abrindo espaço político para o CDS como força da oposição. De caminho enfrentou fortes críticas internas na escolha do novo líder parlamentar, Fernando Negrão (eleito apenas por 39% dos deputados sociais-democratas), e da sua vice-presidente Elina Fraga, ex-bastonária da Ordem dos Advogados.

 

 

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Figura internacional do mês

Custou mas foi: após mais de quatro meses de intensas negociações de bastidores, a União Democrata-Cristã e o debilitado Partido Social Democrata celebraram a 7 de Fevereiro um acordo de legislatura que permitiu reeditar a "grande coligação" na Alemanha, maior potência económica do continente europeu. Este acordo permitiu a Angela Merkel, primeira-ministra desde 2005, formar um novo Executivo, atribuindo as cruciais pastas das Finanças e dos Negócios Estrangeiros aos seus parceiros de governo.

 

 

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Facto nacional do mês

A selecção portuguesa de futsal sagrou-se campeã da Europa, o que acontece pela primeira vez. Um triunfo alcançado em Liubliana, capital da Eslovénia, numa épica final contra Espanha por 3-2, após prolongamento. Mais um troféu desportivo para o nosso país, na sequência da vitória no Europeu de futebol em 2016. "Nós tínhamos um sonho. Ontem, tornou-se realidade. O futsal conseguiu tocar o céu", disse no dia seguinte Ricardinho, capitão da selecção portuguesa e melhor jogador de futsal do mundo, quando a selecção foi recebida no Palácio de Belém.

 

 

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Facto internacional do mês

A guerra civil na Síria, que dura há sete anos, teve um dos seus capítulos mais dramáticos entre 18 e 22 de Fevereiro, quando pelo menos 417 pessoas - incluindo 96 crianças - foram massacradas pelas forças do regime, às ordens do ditador Assad. Segundo o Observatório para os Direitos Humanos sírio, no mesmo período registaram-se ali 2100 feridos - muitos em estado grave. O bombardeamento sistemático de áreas residenciais e de todos os hospitais da zona avolumou este massacre, que o secretário-geral das Nações Unidas já compara ao de Alepo.

 

 

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Frase nacional do mês 

«Estou muito tranquila, muito feliz, por poder colocar-me ao serviço de Portugal e ao serviço do meu partido.» Declaração da nova vice-presidente do PSD escolhida por Rui Rio no âmbito da sua estratégia de renovação do partido. Ex-bastonária da Ordem dos Advogados e nessa qualidade feroz opositora à reforma do mapa judiciário concretizada pelo Executivo de Passos Coelho, Elina Fraga fez esta declaração aos jornalistas, a 18 de Fevereiro, após ter sido alvo de sonoras vaias na reunião magna do partido.

 

 

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Frase internacional do mês 

«Em Guta Oriental, 400 mil pessoas vivem o inferno na Terra.» Uma frase emocionada do secretário-geral da ONU, António Guterres, falando a 22 de Fevereiro no Conselho de Segurança. O ex-primeiro-ministro português alertou assim o mundo para a dramática situação no último bastião de resistência ainda controlado pelos insurgentes contra o ditador Assad na Síria, cujas forças armadas têm chacinado sem piedade a população.

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Janeiro de 2018: os meus votos

por Pedro Correia, em 05.02.18

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Figura nacional do mês

À terceira foi de vez: Rui Rio, que em Outubro anunciou a candidatura à presidência do PSD que os seus apoiantes há muito lhe exigiam, venceu a eleição interna para a liderança social-democrata, preparando-se para substituir Pedro Passos Coelho. Contabilizados os votos, a 13 de Janeiro, o ex-presidente da Câmara do Porto obteve 54,37%, derrotando Pedro Santana Lopes, que obteve 45,63%

 

 

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Figura internacional do mês

Os mecanismos da justiça vão cercando Lula da Silva. O ex-Presidente brasileiro, que ambiciona regressar ao Palácio do Planalto, viu a 24 de Janeiro o Tribunal da Relação confirmar a sentença da primeira instância no âmbito dos processos Lava Jato, agravando-a - por decisão unânime - para 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Já tem o passaporte apreendido. Mas o PT, seu partido, continua a indicá-lo como candidato à eleição de Outubro.

 

 

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Facto nacional do mês

Dois juízes do Tribunal da Relação de Lisboa - um deles, Rui Rangel, ex-candidato à presidência do Benfica - foram constituídos arguidos, a 30 de Janeiro, no âmbito da Operação Lex, desencadeada pela Polícia Judiciária no combate aos crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, branqueamento, tráfico de influências e fraude fiscal qualificada. Entre os arguidos figuram Luís Filipe Vieira e Fernando Tavares, presidente e vice-presidente benfiquistas.

 

 

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Facto internacional do mês

A 20 de Janeiro, completou-se um ano de presidência Trump. Um ano em que se extremaram os campos: é cada vez mais coesa a coligação que o levou à Casa Branca, são cada vez mais aguerridos os seus adversários em todas as frentes. O fracasso da reforma sanitária e o sucesso da reforma fiscal marcaram este ano político nos EUA. Donald Trump fomentou tensões na Coreia e na Palestina, enquanto a economia americana emitia sinais de prosperidade: crescimento de 3% do PIB, desemprego a cair para 4,1% e 2,1 milhões de empregos criados em 2017.

 

 

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Frase nacional do mês 

«O PSD deve vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua.» Declaração de Manuela Ferreira Leite, ex-presidente do PSD e apoiante de Rui Rio, em entrevista concedida à TSF a 15 de Janeiro, no rescaldo imediato do escrutínio interno que levou à liderança o ex-autarca do Porto. A antiga ministra das Finanças procurou, com esta frase, validar a estratégia de Rio, que assume desde já ser parceiro dos socialistas num futuro Governo em alternativa à actual frente de esquerda.

 

 

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Frase internacional do mês 

«Quero que todas as meninas saibam que um novo dia está no horizonte.» Uma frase emotiva da apresentadora televisiva Oprah Winfrey, a 7 de Janeiro, na cerimónia de entrega dos Globos de Ouro, durante um discurso de nove minutos contra os "homens brutais e poderosos" que agrediram sexualmente mulheres, durante décadas, no mundo do espectáculo. Esta intervenção deu alento ao movimento Me Too [eu também] e durante dias Oprah foi mencionada como possível candidata à Casa Branca em 2020. Um cenário que ela própria desmentiu a 25 de Janeiro.

 

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Facto internacional de 2017

por Pedro Correia, em 09.01.18

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CRISE SEPARATISTA NA CATALUNHA

Catalunha dominou grande parte do ano informativo em termos internacionais, sobretudo a partir de Setembro, quando o Parlamento autonómico catalão aprovou a "lei da desconexão", com os votos favoráveis das forças separatistas regionais, num arco ideológico que ia da direita nacionalista à extrema-esquerda anticapitalista, apenas unidas na necessidade de acelerar o corte dos laços políticos com Madrid.

O processo desembocou na convocação de um referendo ilegal para validar o processo de independência unilateral, convocado pelos separatistas à margem da Constituição e contra o parecer expresso de todas as instituições do Estado espanhol - Rei, Governo, Senado, Câmara dos Deputados, Tribunal Constitucional e tribunal comuns. Realizada a 1 de Outubro, sem campanha eleitoral, sem cadernos eleitorais credíveis e sem mecanismos independentes de verificação dos resultados, a consulta não foi reconhecida pela comunidade internacional.

As semanas que se seguiram foram alucinantes: declaração unilateral da independência em Barcelona (10 de Outubro), logo seguida da suspensão dos efeitos do acto separatista, aprovação por ampla maioria no Senado espanhol do artigo 155.º da Constituição que revogou a autonomia, convocação de eleições antecipadas na Catalunha para 21 de Dezembro, fuga para Bruxelas do presidente cessante do Governo regional, Carlos Puigdemont, acusado - tal como outros ex-membros do executivo - de rebelião, sedição e peculato pela justiça espanhola.

As eleições de Dezembro deram pela primeira vez a vitória a uma força não-nacionalista, o Cidadãos. Os separatistas, sem maioria do voto popular, mantiveram no entanto a maioria dos lugares no Parlamento autonómico. Mas nenhum dos seus dirigentes máximos tem condições para formar Governo: Puigdemont, líder do Juntos Pela Catalunha, permanece refugiado na Bélgica e Oriol Junqueras, líder da Esquerda Republica, encontra-se detido às ordens da justiça espanhola.

 

A crise catalã, muito longe de estar resolvida, foi o acontecimento do ano para o DELITO DE OPINIÃO, merecendo 11 dos 21 votos referentes ao Facto Internacional de 2017.

Em segundo lugar, com seis votos, ficou o início da presidência Trump, outro dos factos mais relevantes do ano que passou em termos internacionais.

Registaram-se ainda votos isolados na fundação do movimento #metoo, no êxodo forçado do povo roínguia na Birmânia, no puritanismo macartista travestido de "progresso" e nos sinais de esperança na luta contra a corrupção, o nepotismo e o branqueamento de capitais.

Perspectivas plurais num mundo sempre turbulento.

 

Facto internacional de 2010: revelações da Wikileaks

Facto internacional de 2011: revoltas no mundo árabe

Facto internacional de 2013: guerra civil na Síria

Facto internacional de 2014: o terror do "Estado Islâmico"

Facto internacional de 2015: a crise dos refugiados

Facto internacional de 2016: Brexit 

 

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Facto nacional de 2017

por Pedro Correia, em 08.01.18

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PORTUGAL A ARDER DE JUNHO A OUTUBRO

 

Não há memória de um incêndio tão mortífero. Os portugueses não esquecerão a tragédia de Pedrógão Grande, com as chamas a devorarem árvores, mato, casas, carros e lamentavelmente também pessoas a 17 de Junho. O balanço deste fogo florestal - que alastrou aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera - foi dantesco: 66 pessoas mortas, 254 feridas (muitas em estado grave), 150  famílias desalojadas e quase 50 mil hectares de floresta reduzidos a cinzas.

Portugal continuou em chamas. Em Julho já tinham ardido 118 mil hectares de área florestal e agrícola. Em zonas tão diferentes como  Alijó e MaçãoMértola e AbrantesCoimbra e Sertã. Uma situação de calamidade nacional, entre críticas generalizadas de falhas das comunicações e da protecção civil.

Os incêndios prosseguiram a sua acção devastadora no mês seguinte, confirmando 2017 como um dos piores de sempre em matéria de fogos florestais. Registaram-se 268 fogos num só dia, a 12 de Agosto. E este máximo foi superado no dia 20, quando houve 304 incêndios simultâneos.

Ainda traumatizado pelo drama de Pedrógão, o País viu-se confrontado com outra enorme tragédia, a 15 de Outubro, quando a área florestal de dezenas de concelhos do interior e até do litoral foi total ou parcialmente destruída pelas chamas. Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Braga, Aveiro e Guarda foram os distritos mais afectados pelos incêndios, que provocaram a morte de 45 pessoas, arrasaram empresas, pastos e áeas de cultivo, inutilizaram aldeias, cercaram cidades, calcinaram o pinhal de Leiria e deixaram um rasto de devastação com prejuízos ainda difíceis de contabilizar. Com ecos noticiosos em toda a imprensa internacional, até às mais recônditas regiões do globo.

No plano político, os fogos de Outubro levaram à tardia  demissão da ministra da Administração Interna e a um reajustamento no elenco governamental.

No total do ano, morreram 125 portugueses vítimas dos incêndios. Este foi, infelizmente, o Facto Nacional do Ano para o DELITO DE OPINIÃO, numa votação que congregou 22 dos 30 membros deste blogue.

 

Só três votos destoaram da linha dominante.

Um deles recaiu na Operação Marquês, enfim concluída a parte investigatória com acusações deduzidas ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, ao antigo banqueiro Ricardo Salgado e aos gestores Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, entre vários outros arguidos.

Outro voto realçou o facto de Portugal ter conseguido em 2017 o défice mais baixo em democracia, excedendo as previsões da Comissão Europeia e do próprio Governo.

Houve, finalmente, ainda um voto isolado na degradação do regime e das suas instituições. "Notório em tudo o que aconteceu na Administração Interna, na Protecção Civil, na Saúde, na Defesa, na Assembleia da República, nos factos constantes da Operação Marquês, nas nomeações para as empresas onde o Estado tem uma palavra a dizer, nalgumas sentenças e acórdãos judiciais, no desporto."

 

Facto nacional de 2010: crise financeira

Facto nacional de 2011: chegada da troika a Portugal

Facto nacional de 2013: crise política de Julho

Facto nacional de 2014: derrocada do Grupo Espírito Santo

Facto nacional de 2015: acordos parlamentares à esquerda

Facto nacional de 2016: Portugal conquista Europeu de Futebol

 

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Figura internacional de 2017

por Pedro Correia, em 04.01.18

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DONALD TRUMP 

É a chamada figura incontornável. Pelo segundo ano consecutivo, o magnata nova-iorquino foi eleito Figura Internacional do Ano. Em 2016, o destaque deveu-se ao facto de ter sido eleito para a Casa Branca, derrotando a favorita, Hillary Clinton, e surpreendendo a grande maioria dos analistas políticos. Desta vez justifica-se por ter iniciado o mandato, a 20 de Janeiro.

Um mandato muito polémico desde o primeiro dia, marcado por um cortejo de demissões de figuras relevantes na administração Trump. A 21 de Julho demitiu-se o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Dez dias depois, saía o recém-entrado director de comunicação, Anthony Scaramucci. O anterior, Mike Dubke, abandonara funções em Maio. Também em Julho, o Presidente perdeu o seu chefe de gabinete, Reince Priebus, e viu partir o director do gabinete de ética, Walter Shaub. Em Fevereiro, exonerara o conselheiro de segurança, Michael Flynn, que só esteve um mês em funções. Outro conselheiro, Ezra Cohen-Watnick, foi demitido em Agosto. O secretário da Saúde, Tom Price, viu-se forçado a resignar em Setembro. No fim do ano, anunciava-se a saída de Omarosa Manigault-Newman, directora de comunicação com o público da Casa Branca e a mais destacada afro-americana do Executivo.

Também na frente legislativa Trump encontrou dificuldades. Só em Dezembro conseguiu a primeira vitória no Congresso, apesar de contar com maioria republicana nas duas câmaras do Capitólio, ao ver aprovada a prometida reforma tributária - primeira em 30 anos. Mas enfrentou oposição firme à reversão da reforma sanitária realizada pelo antecessor, Barack Obama. Em compensação, a economia continuou na rota do crescimento: 3,2%, no terceiro trimestre de 2017, com o desemprego a registar os números mais baixos em 17 anos.

Na frente externa, Trump desencadeou coros de críticas ao anunciar o fim da vinculação dos EUA ao acordo de Paris sobre as alterações climáticas, acentuou o isolacionismo da sua administração ao retirar o país da Unesco e enfureceu o mundo árabe ao reconhecer Jerusalém como capital de Israel, em flagrante colisão nesta matéria com os parceiros europeus de Washington e os restantes membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China.

Tudo isto num ano marcado por intensas disputas verbais entre o inquilino da Casa Branca - activíssimo no Twitter, rede social onde funciona como cabeça de cartaz à escala global - e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un. «É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos EUA. Vai enfrentar fogo e fúria como o mundo nunca viu», assegurou Trump, em Agosto. Agindo cada vez mais como um elefante nessa vasta loja de porcelana que é a cena política internacional.

 

O líder norte-americano recebeu dez dos 24 votos nesta eleição do DELITO. Na segunda posição, com seis votos, ficou o Presidente francês, Emmanuel Macron, que em 2017 se impôs aos candidatos da esquerda e da direita clássicas na primeira volta da corrida ao Palácio do Eliseu, esmagando na segunda volta, a 7 de Maio, a sua opositora, Marine Le Pen, representante da Frente Nacional. Recolheu dois terços dos sufrágios nas presidenciais e não tardou a fundar um movimento, a República em Marcha, que em Junho conquistou 350 dos 577 assentos parlamentares.

O terceiro lugar do pódio, com cinco votos, coube ao Presidente chinês, Xi JInping, que em 2017 reforçou consideravelmente o seu poder, consolidando a posição da China na cena mundial.

Houve ainda votos solitários no deposto ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, no movimento feminista #metoo e na ucraniana Anna Muzychuk, que perdeu o estatuto de dupla campeã mundial de xadrez ao recusar a participação no campeonato do mundo da modalidade, disputado em 2017 na Arábia Saudita. Em nome da defesa dos direitos das mulheres, reprimidos neste país.

 

Figuras internacionais de 2010: Angela Merkel e Julian Assange

Figura internacional de 2011: Angela Merkel 

Figura internacional de 2013: Papa Francisco

Figura internacional de 2014: Papa Francisco

Figuras internacionais de 2015: Angela Merkel e Aung San Suu Kyi

Figura internacional de 2016: Donald Trump

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Novembro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 17.12.17

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Figura nacional do mês

Foi a personalidade mais em foco no fluxo noticioso nacional de Novembro. Adalberto Campos Fernandes, titular da pasta da Saúde, esteve em destaque, mas não por bons motivos. Primeiro, pelo grave surto de legionela no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, que afectou 54 pessoas - seis das quais viriam a morrer. Depois, pelo desaire sofrido na corrida à sede da Agência Europeia do Medicamento, com a candidatura da cidade do Porto a perder para Amesterdão. Finalmente, com o atribulado processo da transferência do Infarmed para a Invicta, que desagradou a quase todos e levou o próprio ministro a confessar que esta decisão "foi muito mal comunicada". Polémica ainda, outra declaração de Campos Fernandes, a 10 de Novembro: «O País está velho, está pobre, está só e em muitas circunstâncias entregue a si próprio.» Digna de um político da oposição.

 

 

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Figura internacional do mês

Virar de página no Zimbábue: a antiga colónia britânica da Rodésia do Sul viu-se finalmente livre do jugo do ditador Robert Mugabe, que dirigia o país com mão de ferro desde a independência, em 1980. O novo chefe do Estado é o antigo número 2 do regime zimbabuano, Emmerson Mnangagwa, que no discurso de posse, a 24 de Novembro, apelou à reconciliação nacional e prometeu "eleições livres e justas" no próximo ano. Mugabe, de 93 anos, era o segundo dirigente africano há mais tempo no poder, apenas ultrapassado pelo ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang.

 

 

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Facto nacional do mês

Cerca de 80% do País permaneceu todo o mês em situação de seca severa ou extrema, com rios e albufeiras revelando níveis de água historicamente baixos. Concelhos do interior, como no distrito de Viseu, tiveram de ser abastecidos com camiões cisterna, enquanto o gado era alimentado a rações por absoluta falta de pasto, perante o desespero dos criadores. O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, admitou a 22 de Novembro que a situação demorará muito tempo a resolver mesmo que a chuva se torne mais regular nos próximos meses.

 

 

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Facto internacional do mês

A Catalunha, intervencionada pelo Governo central em Outubro, entrou em campanha para eleger o próximo Parlamento regional, a 21 de Dezembro, com o anterior presidente do Executivo, Carles Puigdemont, ainda refugiado em Bruxelas e o ex-vice-presidente Oriol Junqueras detido às ordens da justiça, em Madrid, por alegado crime de sedição. O primeiro, do seu exílio belga, continuou a exigir a "libertação dos presos políticos" em Espanha. Apesar disso, e arrefecidos já os ânimos independentistas como as sondagens têm reflectido, confirmou-se o isolamento internacional de Puigdemont: nenhum país reconheceu a independência unilateral da Catalunha.

 

 

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Frase nacional do mês 

«Sou heterossexual, infelizmente.» Frase proferida por António Lobo Antunes, em entrevista à RTP, a 9 de Novembro. Frase sonante, uma entre tantas que o escritor foi proferindo ao longo de um mês inesperadamente fértil em declarações aos jornalistas - ele que nem sempre costuma estar receptivo para encontros com os órgãos de informação. Promovendo o seu mais recente romance, intitulado Até que as pedras se tornem mais leves que a água, o autor de Auto dos Danados declarou sem falsas modéstias a 10 de Novembro, em entrevista ao Público: «É claro que é um grande romance. Fui eu que o escrevi.»

 

 

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Frase internacional do mês 

«Porque é que Kim Jong-un me insulta, chamando-me "velho", se eu nunca lhe chamaria "baixo" e "gordo"?» A frase pode soar a brincadeira, mas foi escrita a sério. Pelo suspeito do costume: o actual inquilino da Casa Branca. Donald Trump recorreu ao seu instrumento de comunicação favorito, a rede social Twitter, para exprimir este desabafo à laia de resposta ao ditador de Pyongyang. Numa escalada verbal que faz antever problemas sérios com epicentro na península coreana, que se encontra desde 1950 oficialmente em estado de guerra.

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Outubro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 05.11.17

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Figura nacional do mês

É o português com mais projecção internacional: Cristiano Ronaldo recebeu pela quinta vez o troféu de melhor jogador do mundo que lhe foi entregue pela FIFA - organismo máximo do futebol - numa gala realizada em Londres, a 23 de Outubro. Justa distinção ao capitão da selecção nacional pelo seu desempenho na época desportiva anterior, em que contribuiu para a conquista da Liga dos Campeões, do campeonato espanhol e do Mundial de clubes (com a camisola do Real Madrid) e para o terceiro lugar da equipa das quinas na Taça das Confederações, em que Portugal participou pela primeira vez.

 

 

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Figura internacional do mês

O mês começou com uma vitória de Pirro do presidente do Executivo da Catalunha, Carles Puigdemont, num referendo sobre a independência da Catalunha que violou a Constituição de 1978 e o Estatuto Autónomico da região. Nem o Estado espanhol nem a comunidade internacional validaram esta consulta, nem a declaração unilateral da independência que logo se seguiu, forçando o Governo de Mariano Rajoy a accionar a cláusula da lei fundamental que suspende as instituições autonómicas. Destituído do cargo e convocado pela justiça, Puigdemont fugiu a 30 de Outubro para a Bélgica, onde promete liderar a "resistência" a Madrid.

 

 

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Facto nacional do mês

Ainda traumatizado pelo drama de Pedrógão Grande, o País viu-se confrontado com uma tragédia de proporções ainda mais vastas, na fatídica data de 15 de Outubro, em que a área florestal de dezenas de concelhos do interior e até do litoral foi total ou parcialmente destruída pelas chamas. Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Braga, Aveiro e Guarda foram os distritos mais afectados pelos incêndios, que provocaram a morte de 45 pessoas, arrasaram empresas, pastos e áeas de cultivo, inutilizaram aldeias, cercaram cidades, calcinaram o pinhal de Leiria e deixaram um rasto de devastação com prejuízos ainda difíceis de contabilizar. No plano político, a tragédia levou à  demissão da ministra da Administração Interna e a um reajustamento no elenco governamental.

 

 

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Facto internacional do mês

Turbulência total na Catalunha, com uma sucessão de acontecimentos alucinantes ao longo do mês: referendo ilegal no dia 1, declaração unilateral da independência em Barcelona (dia 10), logo seguida da  suspensão dos efeitos do acto separatista, aprovação no Senado espanhol do artigo 155.º da Constituição que  revoga a autonomia (dia 27), convocação de eleições antecipadas na Catalunha para 21 de Dezembro, fuga para Bruxelas do presidente cessante do Governo regional, acusado - tal como outros ex-membros do executivo - de rebelião, sedição e peculato pela justiça espanhola. O processo tem vindo a causar sérios danos à economia catalã: cerca de duas mil empresas regionais já transferiram a sede social para outras zonas de Espanha, o turismo baixa e o desemprego aumenta.

 

 

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Frase nacional do mês 

«Temos um país devastado. O Estado falhou e temos um Governo fragilizado. Só aceitaria este cargo estando motivado. Por isso claro que estou motivado.» Palavras francas e desassombradas, pronunciadas pelo novo ministro adjunto Pedro Siza Vieira a 19 de Outubro, ainda antes de tomar posse, em declarações ao jornal digital Eco, que assim conseguiu ultrapassar a concorrência. Siza Vieira, um advogado muito próximo de António Costa, exprimiu sem rodeios aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses pensa após duas sucessivas tragédias que deixaram o País mais pobre, mais ferido, mais desolado e mais triste.

 

 

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Frase internacional do mês 

«São momentos muito complexos, mas seguiremos adiante. Porque acreditamos no nosso país, sentimo-nos orgulhosos do que somos. Porque os nossos princípios democráticos são fortes, são sólidos. E são-no porque assentam no desejo de milhões e milhões de espanhóis de conviver em paz e em liberdade.» Palavras do Rei de Espanha, Filipe VI, no mais difícil momento do seu reinado, iniciado em Junho de 2014. Palavras proferidas a 3 de Outubro num discurso de seis minutos, na sequência imediata do referendo ilegal na Catalunha, algo que - segundo o monarca - configurou uma "inadmissível deslealdade perante os poderes do Estado" e de quem os representa em solo catalão.

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Setembro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 21.10.17

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Figura nacional do mês

Um dos cantores mais populares do chamado "país profundo", que também se assume como autor das canções que interpreta, viu-se em xeque quando a 13 de Setembro se soube que era de alvo de queixas judiciais por plágio de diversos temas estrangeiros, nomeadamente em língua francesa e língua espanhola. Tony Carreira, que enfrenta já uma acusação formal do Ministério Público, admite ter "errado", embora se diga vítima de uma vingança.

 

 

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Figura internacional do mês

Angela Merkel conduziu a sua União Democrata Cristã ao quarto triunfo eleitoral consecutivo a nível nacional, vencendo as legislativas de 23 de Setembro, com 33%. Embora esta tenha sido a percentagem mais baixa da CDU desde 1949, o Partido Social Democrata - principal rival da CDU - ficou bastante atrás, com apenas 20,5%. A maior progressão coube à Alternativa para a Alemanha, da direita nacionalista, em terceiro nas urnas, com 12,6%. A chanceler alemã, em funções desde 2005, prepara-se para formar nova coligação, desta vez com liberais e verdes.

 

 

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Facto nacional do mês

A 15 de Setembro, a agência de notação de risco de crédito Standard & Poor's elevou a classificação da dívida pública portuguesa de especulativa para investimento, retirando Portugal de qualquer referência associada a "lixo" financeiro. Boa notícia para o País, que estava desde Janeiro de 2012 sob avaliação negativa desta influente agência internacional. E também para o Governo, a duas semanas das autárquicas, já com as caravanas eleitorais embaladas na campanha.

 

 

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Facto internacional do mês

Catalunha viveu um mês de enorme turbulência, num processo destinado a culminar a 1 de Outubro num referendo convocado pelo Governo de Barcelona para validar a independência do território - desígnio conjunto da direita nacionalista e da extrema-esquerda anticapitalista. A "lei da desconexão", aprovada após dois dias de efervescente sessão parlamentar na madrugada de 8 de Setembro na capital catalã, é contestada pelas forças políticas constitucionalistas (PP, PSOE e Cidadãos) e não tardou a ser travada pelo Tribunal Constitucional.

 

 

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Frase nacional do mês 

«No limite, pode não ter havido furto nenhum [em Tancos]. Porquê? Como não temos prova visual, como não temos prova testemunhal, como não temos confissão, por absurdo, podemos admitir que o material já não existisse.» A declaração, sem dúvida bizarra, não partiu de nenhum comediante. Foi proferida pelo ministro da Defesa Nacional, em entrevista difundida a 10 de Setembro pelo Diário de Notícias e pela TSF. Deixando o País ainda mais perplexo do que já estava. E outro mês chegou ao fim sem se saber nada sobre Tancos.

  

 

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Frase internacional do mês 

«A igreja não é uma alfândega. Não podemos ser cristãos sempre prontos a levantar o estandarte da proibição. A Igreja não é nossa, é de Deus e nela todos cabem.» Palavras do Papa Francisco, proferidas a 9 de Setembro, na homilia da missa campal que celebrou em Medellín - momento culminante da visita do líder da Igreja Católica à Colômbia. A chuva, copiosa, não afugentou os fiéis: Francisco contou com um milhão de pessoas em seu redor.

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Agosto de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 17.09.17

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Figura nacional do mês

Numa prova inédita nas competições desportivas internacionais ao mais alto nível, os 50 km marcha, Inês Henriques subiu ao pódio a 13 de Agosto ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato do Mundo disputado em Londres, estabelecendo também um recorde mundial da modalidade. Justo momento de glória para esta atleta de 37 anos, oriunda de Rio Maior. Por uma vez o atletismo superou o futebol nas capas dos jornais.

 

 

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Figura internacional do mês

Virar de página em Angola: José Eduardo dos Santos abandonou enfim a chefia do Estado, após 38 anos em funções. Mas o poder continua a pertencer à cúpula do MPLA, agora confiado ao ministro da Defesa, o general na reserva João Lourenço, vencedor da eleição presidencial de 23 de Agosto, com 61% dos votos. Apesar dos protestos da oposição, que alegou fraude eleitoral, os observadores internacionais avalizaram o escrutínio. Lourenço, de 63 anos, é diplomado em História e aprecia xadrez e equitação.

 

 

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Facto nacional do mês

Os incêndios prosseguiram a sua acção devastadora ao longo do mês de Agosto, confirmando 2018 como um dos piores de sempre em matéria de fogos florestais. Registaram-se 268 fogos num só dia, a 12 de Agosto, mas este máximo foi superado no dia 20, quando houve 304 incêndios simultâneos. O mês chegou ao fim com mais 23,4% de área ardida do que a média dos dez anos anteriores. Até 31 de Agosto tinham ardido 214 mil hectares nas matas, florestas e pomares portugueses.

 

 

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Facto internacional do mês

O terrorismo voltou a fazer vítimas numa grande cidade. Desta vez em Barcelona, a 17 de Agosto, quando um veículo a grande velocidade investiu contra os transeuntes que passeavam numa zona pedonal das Ramblas - o coração turístico e comercial da segunda maior cidade espanhola. Balanço trágico: 16 mortos - incluindo duas portuguesas, avó e neta - e mais de 130 feridos. Os responsáveis foram abatidos horas depois em Cambrils, também na Catalunha, onde preparavam novo atentado, reivindicado pelo Daesh.

 

 

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Frase nacional do mês 

«O Governo fez a maior reforma que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis.» A 13 de Agosto, enquanto o País ardia e a Assembleia da República permanecia de portas fechadas devido às férias estivais, o ministro da Agricultura achou por bem proferir esta fogosa declaração - elogio em boca própria - numa entrevista à Lusa. D. Dinis, por vários motivos, passou à história. É duvidoso que o mesmo venha a acontecer com Capoulas Santos.

  

 

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Frase internacional do mês 

«É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos EUA. Vai enfrentar fogo e fúria como o mundo nunca viu.» Estávamos a 8 de Agosto quando o Presidente norte-americano, numa das suas habituais bravatas, falou desta maneira, procurando pôr em sentido o seu homólogo de Pyongyang. Com isto parece ter acirrado ainda mais o regime totalitário de Kim jong-il, agora dotado de armamento nuclear. A península coreana é por estes dias o local mais perigoso do planeta.

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Julho de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 26.08.17

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Figura nacional do mês

Obscuro comentador futebolístico num canal de televisão, o candidato do PSD à Câmara de Loures transformou-se em figura nacional com a ajuda do Bloco de Esquerda. «Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada», declarou a 12 de Julho André Ventura ao jornal digital Notícias ao Minuto. O Bloco apressou-se a apresentar  queixa-crime por difamação e discriminação. O CDS, que apoiava o candidato, retirou-lhe apoio. O benfiquista Ventura conseguiu o que queria: hoje todos falam dele.

 

 

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Figura internacional do mês

Luisa Ortega, procuradora-geral da Venezuela e hoje a principal adversária do ditador Nicolás Maduro. Oriunda das fileiras do regime socialista instaurado pelo falecido Hugo Chávez, foi-se distanciando de Maduro, opondo-se em Abril à tentativa de dissolução da Assembleia Nacional, única estrutura de poder que o Presidente não controla, denunciando a "ruptura da ordem constitucional" posta em marcha no país. Mandou investigar casos de corrupção protagonizados pelas mais altas figuras do regime e a brutal repressão que causou mais de 120 mortos em três meses. Autêntica mulher-coragem: ainda ouviremos falar muito dela.

 

 

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Facto nacional do mês

Depois da tragédia de Pedrógão Grande, que comoveu o País e impressionou o mundo, Portugal continuou em chamas. No final do mês de Julho já tinham ardido 118 mil hectares de área florestal e agrícola. Em zonas tão diferentes como  Alijó e MaçãoMértola e AbrantesCoimbra e Sertã. Uma situação de calamidade nacional, entre críticas generalizadas de falhas das comunicações e da protecção civil.

 

 

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Facto internacional do mês

A Casa Branca, com Donald Trump, continua a assemelhar-se a uma porta giratória, surgindo aos olhos do mundo como um foco permanente de instabilidade. Na própria equipa presidencial vão-se sucedendo as demissões. Em menos de duas semanas, Trump perdeu dois colaboradores muito próximos: a 21 de Julho demitiu-se o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer; dez dias depois, saía o recém-entrado director de comunicação, Anthony Scaramucci. O anterior, Mike Dubke, abandonara funções em Maio. Também em Julho, o Presidente perdeu o seu chefe de gabinete, Reince Priebus, e viu partir o director do gabinete de ética, Walter Shaub. Em Fevereiro, exonerara o conselheiro de segurança, Michael Flynn, que só esteve um mês em funções.

 

 

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Frase nacional do mês 

«Depois de termos levado um soco no estômago, os chefes militares levantaram logo a cabeça.» A insólita declaração foi proferida a 11 de Julho no Palácio de São Bento, após uma reunião entre o primeiro-ministro e comandos militares, pelo chefe máximo das Forças Armadas, general Artur Pina Monteiro. A propósito do assalto aos paióis de Tancos, ainda por esclarecer. O caso não tardou a entrar no anedotário nacional. «Conheço galinheiros mais bem guardados do que o paiol de Tancos», ironizou Miguel Sousa Tavares.

  

 

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Frase internacional do mês 

«Pode saber que eu 'tou no jogo».» Foi assim, ensaiando uma fuga para a frente, que o ex-presidente brasileiro Lula da Silva reagiu em 13 de Julho à notícia de que fora condenado a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito do processo "Lava Jato". Lula, que ocupou o Palácio da Alvorada entre 2003 e 2011, anunciou recurso desta sentença condenatória e, em simultâneo, revelou que será candidato à eleição presidencial de 2018.

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Junho de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 15.07.17

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Figuras nacionais do mês

Dois governantes em foco por péssimos motivos: Constança de Sousa, titular da pasta da Administração Interna, surgiu chorosa frente às câmaras da televisão mas incapaz de esclarecer a descoordenação dos serviços sob a sua tutela que originaram o colapso da protecção civil em Pedrógão Grande; Azeredo Lopes, detentor da pasta da Defesa, disse assumir responsabilidades perante o maior roubo de armamento bélico alguma vez ocorrido em Portugal, nos paióis de Tancos, mantendo-se no entanto em funções. Continuam ministros, resta ver até quando.

 

 

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Figura internacional do mês

Surdo aos avisos dos cientistas sobre os riscos do aquecimento global provocados pelos gases poluentes, Donald Trump anunciou a 1 de Junho que os EUA deixariam de estar vinculados ao Acordo do Clima, isolando-se dos aliados europeus de Washington e juntando-se à Síria e à Nicarágua, únicos países que recusaram assinar o documento. Esta decisão, concretizando uma promessa eleitoral do actual inquilino da Casa Branca, valeu duras críticas a Trump - tanto mais que os EUA são, logo após a China, o segundo país mais poluidor do planeta.

 

 

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Facto nacional do mês

Não há memória de um incêndio tão mortífero assim. Os portugueses não esquecerão a tragédia de Pedrógão Grande, com as chamas a devorarem árvores, mato, casas, carros e lamentavelmente também pessoas. O balanço deste fogo florestal - que alastrou aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera - foi dantesco: 64 pessoas mortas, 254 feridas (muitas em estado grave), 150  famílias desalojadas e quase 50 mil hectares de floresta reduzidos a cinzas.

 

 

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Facto internacional do mês

Quase todos os observadores e a esmagadora maioria dos politólogos abriram a boca de espanto: em 14 meses, Emmanuel Macron virou a política francesa do avesso. Criou um partido novo, chamado República em Marcha. Venceu as presidenciais, fez implodir os socialistas e a direita clássica, e conseguiu uma vitória esmagadora nas eleições parlamentares desenroladas em duas voltas, a 11 e 18 de Junho, com 314 dos 577 deputados da Assembleia Nacional. Há um ano ninguém era capaz de lhe antever tal sucesso. 

 

 

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Frase nacional do mês 

«Que venha a chuva. Bom dia.» Foi assim que a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, se exprimiu na sua conta do Twitter a 19 de Junho, reforçando implicitamente a tese governamental de que a tragédia de Pedrógão se deveu em exclusivo a "causas naturais". Vão distantes os tempos em que o BE, noutro ciclo governativo e perante incêndios muito menos mortíferos, bradava: «A incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia.»

  

 

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Frase internacional do mês 

«Não sou mulher, portanto não tenho dias maus.» A elegante frase foi proferida pelo Presidente russo Vladimir Putin numa longa entrevista de quatro horas conduzida pelo cineasta Oliver Stone, dividida em quatro blocos e estreada a 12 de Junho na CBS norte-americana. The Putin Interviews terá escandalizado algumas feministas, mas deste lado do Atlântico não houve notícia de grandes protestos.

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Maio de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 17.06.17

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Figura nacional do mês

Primeiro português a sagrar-se vencedor do Festival da Eurovisão. Cinquenta e três anos depois da primeira participação de um representante nacional (António Calvário, com Oração) neste certame, acompanhado por cerca de 200 milhões de pessoas em dezenas de países. De quase desconhecido até 13 de Maio, Salvador Sobral passou a andar nas bocas do mundo - e não apenas em Portugal.

 

 

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Figura internacional do mês

Emmanuel Macron, um centrista liberal que durante dois anos foi ministro da Economia do Executivo socialista tutelado por François Hollande, emergiu como o grande vencedor das presidenciais francesas, derrotando por larga margem a sua oponente na segunda volta, Marine Le Pen. O mais jovem inquilino do Palácio do Eliseu saiu vencedor do escrutínio, a 7 de Maio, com 66% dos votos expressos.

 

 

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Facto nacional do mês

O Executivo laico e socialista de António Costa concedeu tolerância de ponto aos funcionários públicos que quiseram ver o Papa. E muitos assim o fizeram, juntando-se à multidão que a 12 e 13 de Maio acompanhou a visita de Francisco a Fátima, onde presidiu à cerimónia de canonização dos videntes Jacinta e Francisco, um século após as aparições na Cova da Iria.

 

 

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Facto internacional do mês

O Reino Unido voltou a ser sobressaltado por um atentado terrorista, desta vez em Manchester. Ocorreu a 22 de Maio, no exterior de uma sala de espectáculos, durante um concerto da cantora Ariana Grande. Balanço trágico: 22 mortos - incluindo várias crianças - e 199 feridos, 23 dos quais em estado muito grave. Foi o pior ataque terrorista em Inglaterra desde os atentados bombistas de Londres no Verão de 2005

 

 

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 Frase nacional do mês 

«A nossa economia está a virar. Já tínhamos essa intuição há seis meses e mais claramente há quatro meses. Mas hoje temos a certeza de que está a virar.» Declaração do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, proferida a 16 de Maio, perante empresários no 14.º Encontro Anual de Inovação da Cotec-Portugal, em Matosinhos. Palavras optimistas que agradaram certamente ao primeiro-ministro.

  

 

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Frase internacional do mês 

«Este partido socialista está morto.» Assim falou, sem papas na língua, o ex-primeiro-ministro Manuel Valls, um socialista que liderou o Executivo francês entre Março de 2014 e Dezembro de 2016. A frase foi proferida a 9 de Maio, na sequência imediata da segunda volta das presidenciais. Na primeira, o candidato do PS francês, Benoit Hamon, foi arrasado nas urnas, com apenas 6,3% dos votos.

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Abril de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 02.05.17

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Figura nacional do mês

Completado o primeiro mês integral do segundo ano de mandato, o Presidente da República continua com uma popularidade estratosférica: 60% de opiniões positivas, segundo o barómetro mensal do Expresso. Quase duplicando a do primeiro-ministro, com quem continua a manter um impecável entendimento institucional, muito apreciado pelos portugueses.

 

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Figura internacional do mês

O centrista Emmanuel Macron, que durante dois anos foi ministro da Economia do Executivo socialista tutelado por François Hollande, venceu a 23 de Abril a primeira volta da eleição presidencial francesa, impondo-se ao conservador François Fillon, ao pró-comunista Jean-Luc Mélenchon e ao socialista Benoit Hamon. Com 24% dos votos, este banqueiro de 39 anos é o favorito ao triunfo na segunda volta, que disputará a 7 de Maio com Marine Le Pen (21,3%). 

 

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Facto nacional do mês

Há oito anos que não acontecia: a taxa oficial do desemprego deixou enfim de ter dois dígitos, cifrando-se agora em 9,9%, segundo dados divulgados a 28 de Abril pelo Instituto Nacional de Estatística, com as estimativas provisórias referentes ao mês de Março a situar-se em 9,8%. Esta é a percentagem mais baixa de desempregados em Portugal desde Fevereiro de 2009, quando se cifrou em 9,7%.

 

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Facto internacional do mês

Durante todo o mês de Abril, a crise política e social aprofundou-se na Venezuela. Com dezenas de mortos em protestos de rua reprimidos pela força militar convocada pelo Presidente Nicolás Maduro, saques de lojas, carência absoluta de víveres e medicamentos, perseguição a jornalistas e uma situação de caos económico no país, que apesar de exportar petróleo tem um PIB negativo de 18% e a mais alta taxa de inflação do mundo, avaliada em 1660%.

 

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 Frase nacional do mês 

«A electricidade não é cara. As casas é que estão mal construídas.» Esta frase vem de um suspeito na matéria: o presidente da EDP, António Mexia, em entrevista concedida a 7 de Abril à TSF. Proferida talvez com involuntário sentido de humor no país da União Europeia que continua a praticar os  preços mais elevados de luz e gás destinados ao consumo doméstico.

 

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Frase internacional do mês 

«Pensava que seria mais fácil. Tenho saudades da minha antiga vida.» Desabafo inesperado do novo inquilino da Casa Branca ao cumprirem-se os primeiros cem dias de mandato, a 28 de Abril. A frase surgiu numa entrevista à Reuters destinada a fazer um balanço do curto e já tão polémico trajecto presidencial do magnata que é hoje o homem mais poderoso do planeta mas suspira pela "vida antiga" que levava, afastado dos holofotes globais.

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Março de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 03.04.17

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Figura nacional do mês

Após longa expectativa, e na sequência de várias recusas entretanto noticiadas (Santana Lopes, Morais Sarmento, José Eduardo Martins, Carlos Barbosa, José Eduardo Moniz, Teresa Morais, Sofia Galvão), o PSD escolheu enfim a vice-presidente social-democrata Teresa Leal Coelho para candidata autárquica em Lisboa. Em 2013, esta deputada já figurara como n.º 2 da lista liderada por Fernando Seara, que obteve o pior resultado de sempre do partido na capital.

 

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Figura internacional do mês

O primeiro-ministro Mark Rutte, um conservador moderado, no poder desde 2010, venceu as legislativas de 15 de Março na Holanda, travando o passo à direita radical, encabeçada por Geert Wilders. Mesmo tendo perdido oito lugares no Parlamento, o Partido Popular de Rutte manteve-se como força mais votada, com 21,3% (mais 8,2% que o partido de Wilders). Foi uma derrota das teses xenófobas que provocaram muito ruído mediático durante a campanha.

 

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Facto nacional do mês

Há muito adiada, a venda do Novo Banco foi enfim anunciada pelo Governo no último dia de Março. Um negócio difícil de justificar numa instituição que tinha um valor contabilístico superior a 5 mil milhões de euros em 2014. O fundo norte-americano Lone Star promete injectar mil milhões, assumindo 75% do capital do banco. Os restantes 25% ficam na posse do Fundo de Resolução, sem intervenção na gestão directa mas pronto a assumir eventuais perdas do NB.

 

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Facto internacional do mês

A 22 de Março, o terror chegou ao centro de Londres: um carro descontrolado conduzido por um "lobo solitário" com ligações ao Daesh espalhou o pânico junto ao Parlamento britânico, na ponte de Westminster. Um acto suicida que levou à suspensão dos trabalhos parlamentares e à evacuação da primeira-ministra. Na rua, um rasto sangrento: quatro mortos (além do autor dos atropelamentos) e 40 feridos, de várias nacionalidades, incluindo um português.

 

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 Frase nacional do mês 

«Bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting!» Passavam das duas da madrugada de 5 de Março. Bruno de Carvalho acabara de ser eleito, com 86%  dos votos, na mais concorrida eleição de sempre em Alvalade. Terá sido pelo adiantado da hora, pelo cansaço, pela chuva que caía em força? O facto é que saiu-lhe esta frase no improvisado discurso de vitória. Inspirada num célebre desabafo do seu tio-avô, o antigo primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo.

 

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Frase internacional do mês 

«Não se pode gastar dinheiro em mulheres e álcool e depois pedir ajuda.» O presidente do Eurogrupo, o socialista holandês Jeroen Dijsselbloem, deixou muita gente estupefacta com esta frase, que suscitou reacções indignadas sobretudo no sul da Europa. O Governo português reagiu com  dureza e no Parlamento Europeu não faltaram vozes a exigir a demissão imediata de Dijsselbloem, um dos principais artífices da austeridade financeira na União Europeia.

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Fevereiro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 02.03.17

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Figuras nacionais do mês

Já vai muito longe o tempo em que eram apontados como gestores modelos. Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos homens fortes da PT, foram constituídos arguidos na interminável Operação Marquês, que se torna assim cada vez mais labiríntica.

 

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Figura internacional do mês

O candidato pós-ideológico Emanuel Macron, ex-ministro da Economia, passou a liderar as sondagens para as presidenciais de Abril em França. E é tido hoje como o mais forte obstáculo na corrida de Marine Le Pen rumo ao Palácio do Eliseu.

 

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Facto nacional do mês

Contrariando as expectativas das instituições internacionais e do próprio Governo, a economia portuguesa cresceu 1,4% em 2016, segundo dados oficiais divulgados a 14 de Fevereiro. Uma boa notícia, inegavelmente, apesar do recuo registado relativamente a 2015, ano em que o nosso PIB aumentou 1,6%.

 

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Facto internacional do mês

assassínio de um meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong Un no aeroporto de Kuala Lumpur, a 13 de Fevereiro, relembrou ao mundo a face mais cruel do regime totalitário de Pionguiangue. Kim Jong Nam, injectado com veneno, era apontado em círculos diplomáticos como eventual líder de uma Coreia do Norte pós-comunista.

 

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Frase nacional do mês 

«Erro de percepção mútuo.» Foi assim que Mário Centeno tentou justificar, numa balbuciante conferência de imprensa concedida a 13 de Fevereiro, a falta de sintonia entre a sua versão e a de António Domingues sobre as garantias dadas ao ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos. A expressão entrou de imediato no nosso léxico político.

 

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Frase internacional do mês 

«O que anda Trump a fumar?» Interrogação irónica do ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt, a 19 de Fevereiro, depois de o inquilino da Casa Branca ter feito referência, num comício, a um  hipotético ataque terrorista naquele país alegadamente cometido por imigrantes ou refugiados. Atentado que nunca aconteceu.

 

 

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Janeiro de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 01.02.17

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Figura nacional do mês

Os troféus são tantos que quase parecem banalizar-se. Mas continuam a justificar destaque. Desde logo por mérito absoluto do homenageado. Cristiano Ronaldo foi galardoado com o título de melhor jogador do mundo na Gala da FIFA, realizada em Zurique, a 9 de Janeiro. O que sucede pela quarta vez.

 

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Figura internacional do mês

Surpreendendo muitos, até no seu partido, Benoit Hamon venceu a 29 de Janeiro o ex-primeiro-ministro Manuel Valls na segunda volta das  primárias destinadas a escolher o candidato socialista às presidenciais em França. O ex-ministro da Educação, oriundo da ala esquerda do PSF, está já a ser alvo de forte contestação interna.

 

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Facto nacional do mês

Portugal despediu-se daquele que muitos consideram o pai do nosso regime constitucional: Mário Soares morreu a 7 de Janeiro, aos 92 anos. O  funeral do homem que fundou o PS em 1973, foi três vezes primeiro-ministro e cumpriu dois mandatos como Presidente da República realizou-se com solenes honras de Estado três dias depois.

 

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Facto internacional do mês

O mais polémico Presidente americano das últimas décadas tomou posse a 20 de Janeiro: Donald Trump prestou juramento numa cerimónia no balcão do Capitólio a que assistiram os seus dois antecessores imediatos na Casa Branca, George W. Bush e Barack Obama, num dia marcado por ruidosos protestos nas ruas.

 

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Frase nacional do mês 

«O PS nunca mais vai precisar da direita para governar.» Frase proferida por Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e responsável pela coordenação entre o Governo e os partidos que o apoiam na Assembleia da República. Cinco dias antes do chumbo no Parlamento da redução da TSU para as empresas.

 

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Frase internacional do mês 

«A tortura funciona.» Esta foi a declaração mais controversa de Trump desde que tomou posse. Na primeira entrevista que concedeu como Presidente - à televisão ABC, a 25 de Janeiro - o novo inquilino da Casa Branca admitiu a prática da tortura contra suspeitos de terrorismo, o que lhe valeu críticas dos mais diversos sectores.

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Bom conselho

por Pedro Correia, em 24.01.16

Leva sempre a tua caneta quando vais votar. Nunca se sabe quem pegou antes naquela que já lá está.

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Novembro de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 22.12.15

Figura nacional do mês

É possível ser primeiro-ministro sem vencer uma eleição? É. António Costa provou-o no mês passado: derrotado nas legislativas de 4 de Outubro, ascendeu a chefe do Governo a 26 de Novembro. Com o apoio de cinco partidos: PS, BE, PCP, PEV e PAN.

 

Figura internacional do mês

Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz de 1991, sagrou-se vencedora das primeiras eleições livres na Birmânia após mais de 20 anos em regime de detenção domiciliária ordenada pela ditadura militar que agora dá lugar a um sistema democrático.

 

Facto nacional do mês

O brevíssimo XX Governo Constitucional, presidido por Passos Coelho, não chegou a durar um mês: empossado a 30 de Outubro por Cavaco Silva, viu o seu programa chumbado a 10 de Novembro, dando lugar ao XXI Governo, de Costa, que tomou posse a 26 de Novembro.

 

Facto internacional do mês

Sexta-feira, 13, foi dia aziago para a França: diversos atentados de terroristas islâmicos em Paris e Saint-Denis provocaram 130 mortos e 368 feridos. O mais sangrento ataque ocorreu no teatro Bataclan, onde foram assassinadas 89 pessoas, deixando o mundo em choque.

 

Frase nacional do mês 

«A austeridade em Portugal chegou ao fim.» Frase proferida por Mário Centeno a 19 de Novembro, uma semana antes de tomar posse como ministro das Finanças, em entrevista ao diário digital El Español.

 

Frase internacional do mês 

«Estamos em guerra contra o terrorismo jiadista.» Declaração do Presidente francês, François Hollande, numa sessão conjunta das duas câmaras do Parlamento reunidas em sessão extraordinária no Palácio de Versalhes a 16 de Novembro.

 

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Outubro de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 13.11.15

Figura nacional do mês

Os portugueses passaram a conhecer o luso-angolano Luaty Beirão, que fez uma prolongada greve de fome no hospital-prisão de São Paulo, em Luanda, contra a existência de presos políticos em Angola. Esteve 36 dias sem comer. Mas mantém-se em prisão preventiva, tal como outros jovens acusados de promover um "golpe de Estado" contra o regime angolano. Contaram todos com várias manifestações de apoio em Portugal.

 

Figura internacional do mês

Justin Trudeau  tornou-se em 20 de Outubro, aos 43 anos, novo chefe do Governo do Canadá, derrotando nas urnas o primeiro-ministro conservador Stephen Harper. O liberal Trudeau, de 43 anos, é filho de um dos mais carismáticos chefes do Governo canadiano: Pierre Elliot Trudeau, que liderou o país quase ininterruptamente entre 1968 e 1984. O Partido Liberal, com cerca de 40% dos votos, obteve 184 dos 338 lugares no Parlamento.

 

Facto nacional do mês

A  4 de Outubro os portugueses elegeram o novo elenco da Assembleia da República. Vitória da coligação Portugal à Frente (PSD+CDS), com 38,5%. O PS ficou em segundo (32,4%). Seguiram-se BE (10,2%) e CDU (8,3%). O partido PAN (1,4%) elegeu pela primeira vez um deputado, André Silva. PSD e CDS, embora conquistando mais de dois milhões de votos, perderam cerca de 700 mil em comparação com as legislativas de 2011.

 

Facto internacional do mês

Uma manifestação a favor da paz, exigindo conversações entre o Governo turco e os militantes curdos do PKK, acabou num banho de sangue provocado por bombistas suicidas. Foi o maior atentado de que há memória na Turquia contemporânea: aconteceu na capital do país, Ancara, quando duas violentas explosões, na manhã de 10 de Outubro, mataram 102 pessoas e feriram mais de 400 nas imediações da estação ferroviária central da cidade.

 

Frase nacional do mês

«O Governo de Passos e Portas acabou hoje.» Declaração da porta-voz do BE, Catarina Martins, após uma reunião com o líder do PS, António Costa, deixando antever um entendimento entre as esquerdas para travar um segundo Executivo liderado por Passos Coelho. A frase foi proferida a 12 de Outubro, oito dias após as legislativas. Cavaco viria a empossar Passos no dia 30 apesar de PSD e CDS não terem maioria no Parlamento.

 

Frase internacional do mês 

«Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?» Frase da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, proferida a 13 de Outubro. A declaração reflecte bem a enorme tensão política que se vive no Brasil na sequência das revelações da imprensa sobre tráfico de influências e corrupção no país - o que já levou à detenção de destacados membros da classe política, no âmbito da Operação Lava Jato.

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Setembro de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 06.10.15

Figura nacional do mês

Em mês dominado pela campanha às legislativas, a figura individual que mais deu nas vistas - literalmente - foi a candidata Joana Amaral Dias, cabeça de lista de um partido que mesmo quase sem surgir nos telediários deu um forte impulso à transparência na política.

 

Figura internacional do mês

Jeremy Corbyn, deputado de 66 anos, tornou-se líder do Partido Trabalhista a 12 de Setembro em eleições directas abertas a qualquer britânico que pagasse três libras. Apoiado só por 10% dos seus deputados, é uma espécie de Tsipras do Reino Unido.

 

Facto nacional do mês

Após mais de nove meses detido no estabelecimento prisional de Évora, José Sócrates - o ex-recluso nº 44 - foi transferido em regime de detenção domiciliária para um dos endereços que se tornaram mais célebres do País: o nº 33 da Rua Abade Faria, em Lisboa.

 

Facto internacional do mês

A imagem correu mundo: um menino de três anos afogado numa praia turca. Aylan Kurdi era um curdo sírio em fuga à guerra, como centenas de milhares de compatriotas que chegaram à Europa neste mês. A mãe e um irmão também morreram na trágica travessia.

 

Frase nacional do mês

«Morte aos traidores!» Palavra de ordem inscrita em grande parte dos cartazes e painéis eleitorais do MRPP que desencadeou polémica dentro do próprio partido durante a campanha, ao ponto de o líder Garcia Pereira ter anunciado que passariam a viver sem ela.

 

Frase internacional do mês

«Não somos gays! Não nos imponham valores!»  Assim falou, a 29 de Setembro, o velho ditador do Zimbábue, na Assembleia Geral da ONU, pronunciando-se pela enésima vez contra a "má influência" ocidental no seu país, um dos mais miseráveis do mundo.

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Agosto de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 08.09.15

Figura nacional do mês

Maria de Belém Roseira  deixou bem claro, a 17 de Agosto, que concorrerá ao Palácio de Belém. Com uma declaração que não deixa lugar a dúvidas: «Apresentarei publicamente a minha candidatura após as eleições legislativas de 4 de Outubro.»

 

Figura internacional do mês

Sérgio Moro, o juiz de Curitiba que lidera as investigações do caso Lava-Jato que já conduziu à prisão diversas figuras dos meios políticos e empresariais, tem-se transformado num herói para milhões de brasileiros.

 

Facto nacional do mês

Polémica dos cartazes do PS: uma senhora lamentava estar "desempregada" há cinco anos" (quando Sócrates ainda governava). Outra dizia-se "desempregada desde 2012". Era tudo falso. E as próprias nem sabiam que tinham sido usadas na propaganda do partido. O facto levou à demissão do director da campanha socialista, Ascenso Simões.

 

Facto internacional do mês

Descoberta macabra numa auto-estrada austríaca, entre Neusiedl e Parndorf, a 27 de Agosto. Um camião vindo da Hungria transportava 71 refugiados mortos por asfixia: 59 homens, oito mulheres e quatro crianças (incluindo um bebé). Foi o episódio mais chocante, neste mês, do drama dos refugiados que têm afluído aos milhares à UE transportados por redes clandestinas. Três búlgaros e um afegão foram entretanto detidos, suspeitos deste crime.

 

Frase nacional do mês

«Bloco Central, só em condições extremas: uma ameaça de invasão de marcianos.» Assim falou António Costa numa entrevista ao semanário Sol, a 21 de Agosto, recusando liminarmente uma aliança pós-eleitoral com o PSD.

 

Frase internacional do mês

«Não pode haver tolerância para quem ponha em causa a dignidade alheia, não pode haver tolerância para quem não se dispõe a auxiliar os outros.» (Angela Merkel num vigoroso discurso contra a xenofobia pronunciado em Hidenau, na Saxónia, a 26 de Agosto)

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Julho de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 10.08.15

Figura nacional do mês

Maria de Belém Roseira  movimenta-se para apresentar uma candidatura à Presidência da República, cortando assim caminho a Sampaio da Nóvoa, que sonhava desde o início do ano receber o apoio do PS para chegar a Belém.

 

Figura internacional do mês

O multimilionário  Donald Trump domina a pré-campanha presidencial do Partido Republicano nos Estados Unidos, situando-se em primeiro lugar na generalidade das sondagens.

 

Facto nacional do mês

Armando Vara - ex-ministro, ex-deputado socialista e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos - foi detido a 9 de Julho, no âmbito das investigações da Operação Marquês, que já haviam levado José Sócrates à prisão.

 

Facto internacional do mês

Instituições europeias aprovam um terceiro resgate à Grécia, totalizando 86 mil milhões de euros, acompanhado de duríssimas medidas de austeridade. Um pacote financeiro que recebeu luz verde do Parlamento de Atenas, gerou divisões no Syriza e pôs em xeque as promessas eleitorais do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

 

Frase nacional do mês

«Estou a ponderar [se serei candidato presidencial].» (Rui Rio, putativo candidato presidencial social-democrata, aludindo pela enésima vez ao tema, desta vez a 23 de Julho, em entrevista à RTP informação)

 

Frase internacional do mês

«Assinei um acordo em que não acredito.» (Tsipras, falando no Parlamento de Atenas, a 14 de Julho)

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Junho de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 07.07.15

Figura nacional do mês

Jorge Jesus surpreendeu os portugueses ao transferir-se do Benfica para o Sporting, escassas semanas após ter vencido o segundo campeonato nacional consecutivo como treinador dos encarnados.

 

Figura internacional do mês

Jeb Bush, filho de um ex-presidente dos EUA (George Herbert Walker Bush, 1989-1993) e irmão de outro ex-presidente (George W. Bush, 2001-2009), anunciou a candidatura à Casa Branca pelo Partido Republicano.

 

Facto nacional do mês

Por decisão do Conselho de Ministros, a TAP foi privatizada, tendo sido adquirida pela Gateway - um consórcio constituído pelo empresário português Humberto Pedrosa (do grupo Barraqueiro) e pelo norte-americano David Neelman, proprietário da companhia aérea brasileira Azul.

 

Facto internacional do mês

Onda de atentados em três continentes com a marca do extremismo islâmico num dia negro: 26 de Junho. Balanço trágico: 37 mortos e 36 feridos na zona balnear de Sousse (Tunísia), 25 mortos e 202 feridos numa mesquita do Koweit, 56 mortos num quartel da União Africana, na Somália, e um empresário decapitado em França.

 

Frase nacional do mês

«Apoio o PS nas próximas eleições legislativas.» (António Capucho, ex-vice-presidente e ex-secretário-geral do PSD, falando a 5 de Junho na Convenção Nacional do PS)

 

Frase internacional do mês

«Tomai as chaves da cidade e vamos governar todos juntos.» (Manuela Carmena, da esquerda radical, ao tomar posse como presidente da Câmara de Madrid no dia 13 de Junho)

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Maio de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 06.06.15

Figura nacional do mês

Helder Santinhos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil, liderou uma greve de dez dias na TAP. A paralisação - a que parte dos pilotos não aderiu - causou «um dano de 30 milhões de euros» à empresa, revelou o sindicalista.

 

Figuras internacionais do mês

Ada Colau, activista catalã apoiada por uma plataforma de movimentos da esquerda radical, venceu em 24 de Maio a eleição autárquica em Barcelona e prepara-se para liderar a câmara.

Nicola Sturgeon, a nova líder nacionalista escocesa, elegeu a 8 de Maio  56 dos 59 deputados na Escócia para o Parlamento britânico, relançando o debate sobre a independência.

 

Facto nacional do mês

Nos primeiros dez dias de Maio, a TAP foi abalada por uma inédita greve dos pilotos. Um facto que não travou o processo de privatização da empresa, agora em curso.

 

Facto internacional do mês

Vitória clara do Partido Conservador, que conquistou  maioria absoluta nas eleições de 8 de Maio no Reino Unido, contrariando todas as sondagens. David Cameron, no poder desde 2010, deixou de necessitar dos liberais para formar maioria.

 

Frase nacional do mês

«Esta pega, feia, gorda, invejosa, nojenta, salazarenta, cretina e complexada, acha que dizer mal dos outros no FB não tem mal nenhum.» (Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates, escrevendo sobre a Procuradora-Geral da República no Facebook)

 

Frase internacional do mês

«Leio todos os discursos do Papa. Se continua a falar assim, um dia destes vou recomeçar a rezar e regressarei à Igreja Católica. E não estou a dizer isto a brincar.» (Raúl Castro, ditador comunista cubano, falando no Vaticano após audiência com o Papa Francisco a 10 de Maio)

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Abril de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 06.05.15

Figuras nacionais do mês

Paulo de Morais (no Porto, dia 18) e  António Sampaio da Nóvoa (em Lisboa, dia 29) anunciaram candidaturas à Presidência da República.

 

Figura internacional do mês

Hillary Clinton, em jogada de antecipação face a potenciais rivais, anuncia candidatura à Presidência dos Estados Unidos.

 

Facto nacional do mês

Relatório parlamentar sobre o caso BES aprovado a 29 de Abril, em clima de raro consenso, na Assembleia da República. Redigido pelo social-democrata Pedro Saraiva, mereceu a aprovação do PSD, PS e CDS, com a abstenção do BE e apenas o voto contra do PCP. Documento aponta responsabilidades a Ricardo Salgado mas também critica o Banco de Portugal pela actuação "tardia" no processo que conduziu à derrocada do Grupo Espírito Santo.

 

Facto internacional do mês

Brutal sismo  no Nepal, a 25 de Abril, provoca mais de 7200 mortos e 14.355 feridos, destruindo grande parte do centro histórico de Catmandu, património mundial da Humanidade, e cerca de 70 mil habitações. O terramoto, que teve grau 7,9 na escala de Richter, afectou oito milhões dos 28 milhões de nepaleses.

 

Frase nacional do mês

«José Sócrates não confiava nos modos normais de circulação de fundos.» (Pedro deLille, um dos advogados de Sócrates)

 

Frase internacional do mês

«No século passado, a nossa família humana passou por três tragédias sem precedentes. A primeira, que foi largamente considerada como o primeiro genocídio do século XX, atingiu o povo arménio.» (Papa Francisco, referindo-se ao massacre de um milhão e meio de arménios em 1915 com palavras que enfureceram as autoridades turcas)

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Março de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 07.04.15

Figuras nacionais do mês

Henrique Neto, primeira candidato assumido às presidenciais de 2016

Miguel Albuquerque, vencedor da eleição regional na Madeira após 37 anos de jardinismo

 

Figura internacional do mês

Nicolas Sarkozy com vitória clara nas eleições regionais em França: «A alternativa está em marcha, ninguém vai detê-la», proclama

 

Facto nacional do mês

Acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça e do  Tribunal da Relação de Lisboa validam tese do Ministério Público, prolongando e fundamentando prisão preventiva de José Sócrates

 

Facto internacional do mês

Um avião da companhia aérea Germanwings despenha-se contra uma montanha nos Alpes com 144 passageiros e seis tripulantes. Não houve sobreviventes. O acidente foi provocado pelo próprio co-piloto da aeronave.

 

Frase nacional do mês

«Temos cofres cheios.» (Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque)

 

Frase internacional do mês

«A Grécia não pode sair do euro. Se saíssemos, a seguir sucederia o mesmo a Espanha e à Itália. E a dado momento também à Alemanha.» (Panos Kamenos, líder do partido da direita radical Gregos Independentes e ministro da Defesa no governo de coligação liderado pelo Syriza)

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Fevereiro de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 12.03.15

Figura nacional do mês

Luís Figo formaliza candidatura à presidência da FIFA

 

Figura internacional do mês

Yanis Varoufakis, novo ministro grego das Finanças

 

Facto nacional do mês

INE revela que Portugal cresceu 0,9% em 2014 após o PIB nacional ter diminuído 1,4% no ano anterior

 

Facto internacional do mês

Boris Nemtsov, líder da oposição ao Presidente Putin, assassinado em Moscovo

 

Frase nacional do mês

«Portugal está numa situação bastante diferente daquela que estava há quatro anos» (António Costa, líder do PS)

 

Frase internacional do mês

«Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia e em Portugal, e muitas vezes na Irlanda» (Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia)

 

Nota: por motivos pessoais, só agora pude publicar estes "votos"

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Janeiro de 2015: os meus votos

por Pedro Correia, em 31.01.15

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Figura nacional do mês

Cristiano Ronaldo, galardoado com a terceira Bola de Ouro

 

Figura internacional do mês

Alexis Tsipras, vencedor das eleições legislativas na Grécia

 

Factos nacionais do mês

Venda da Portugal Telecom aos franceses da Altice e Alberto João Jardim abandona Governo Regional da Madeira

 

Facto internacional do mês

Os atentados do dia 7 em Paris que provocaram 17 mortos

 

Frase nacional do mês

«Não há justiça em Portugal» (Mário Soares)

 

Frase internacional do mês

«Je suis Charlie» (frase entoada por milhões de pessoas em todo o mundo)

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