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Post-it

por Fernando Sousa, em 22.11.18

Primeiro foi o Halloween, agora é o Thanksgiving. A seguir será o Mamby on the Beach na praia de Carcavelos, o Bay to Breakers na Ponte 25 de Abril, o Fun Fun Fun Fest no Meco, o Saint Patricks Day, e, por fim, o 4 de Julho e majoretes na Avenida da Liberdade? Que país tão poroso, raios!...

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Contra Todas as Expectativas

por Francisca Prieto, em 10.02.18

Vens de uma reunião de book club onde se discutiu literatura francesa, ou melhor, onde a literatura clássica francesa serviu de pretexto para se chegar a temas tão actuais como a discrepância social, a liberdade sexual ou a importância da educação.

Numa época em que o tema da igualdade de géneros se instalou em cima da mesa, dás por ti a apontar o dedo ao mito do príncipe encantado. Insurge-se uma das convivas, criticando que se trata de uma questão cultural, que as meninas das sociedades ocidentais ainda crescem induzidas a sonhar serem salvas por enxovais e cortinados.

Gera-se o debate, atiram-se argumentos irrefutáveis para um lado e para o outro, cresce a polémica no meio de vozes acesas, até que, por fim, as oito mulheres sólidas, independentes e de mente aberta, acabam por concordar que sim, que não há qualquer dúvida de que uma rapariga quer, pelo menos uma vez na vida, enfiar-se dentro de um vestido para fazer juras de amor eterno.

 

noiva.jpg

 

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A tradição ainda é o que era

por Pedro Correia, em 22.01.15

Indiferente às acusações de sexismo, machismo e misoginia, o Sun reconsiderou, decidindo manter uma tradição de 44 anos que contribuiu como nenhuma outra para arejar a imprensa britânica. Um gesto que só pode merecer aplausos de qualquer conservador: as boas tradições devem ser mantidas.

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simpatia dos reis

por Patrícia Reis, em 06.01.15
 

Descascar uma romã, escolher 3 bagos, trincar cada uma e dizer:



Gaspar, Melchior e Baltazar, valei-me desta semente para ter e para dar.



Colocam-se as 3 bagas numa nota de qualquer valor, dobra-se o mais possível e guarda-se na carteira. No ano seguinte repete-se.


O dinheiro não faltará.

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Pão por um deus desconhecido

por Leonor Barros, em 01.11.12

Nove e vinte e cinco. Os cães ladram inquietos. Eles vêm aí. Sei que são eles. Espreito pela janela do quarto e vejo-os. Desço as escadas a tempo de lhes abrir a porta. Dizem ao que vêm sorridentes para soltar um lamento de seguida ‘Está tudo na missa. Ninguém nos abre a porta’. E o outro ‘e ele tem de se ir embora às dez’. Sempre achei que a religião é como o amor ainda em que numa proporção diferente, em demasia matar-nos-á e agradeço aos meus deuses por me terem arredado de sacristias e outros lugares estranhos de santos em esgares e sofrimentos, não nos bastasse já a vida. As crianças terão doces. Abrem-me os sacos de pano e para lá vou despejando com a supervisão dos dois a mesma, a mesmíssima quantidade de guloseimas: chupas, rebuçados, moedas de chocolate. Foram as primeiras das últimas crianças que vieram a minha casa pedir Pão-por-Deus. Acabou este ano com uma garota sorridente de sobrancelhas ralas que me inquiriu à saída ‘Posso fazer uma pergunta?’ Claro!’ ‘Esta árvore que tem aqui chama-se como?’ ‘Azevinho.’ ‘É isso’ diz-me. E a conversa corre solta sobre o azevinho e as bolinhas vermelhas numa manhã de sol brilhante indiferente ao país que anoitece. Quando voltei para dentro e a minha porta fechou-se pela derradeira vez. Dentro dela anoiteci. Estranho país o que mata as tradições. Estranho país o que nos matará a todos.

 

Também aqui.

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Pão-por-Deus

por Leonor Barros, em 01.11.11

Lá fora há um dia de sol que me cumprimenta pela janela da sala. Melros que se penduram na vedação ou rasam a relva depenicando aqui e ali. A gata deitada a meus pés no tapete e a quietude que me retempera dos dias de alma gelada, acontecem esses dias, têm acontecido muito dias desses. E os cães ladram. Um ladrar díspar subitamente insistente. Vem aí gente, gente desconhecida. A gata inquieta-se como se cão fosse. Vem gente. Eu sei que eles hão-de vir. A campainha estridente. Vêm aí. Apuro o ouvido enquanto caminho para a porta. São eles. Em escadinha e de rostos sorridentes aparecem-me ao portão e olham com curiosidade quem os chama da porta de casa Venham cá! E vêm. Abrem os sacos de pano para onde vou depositando rebuçados, chupa-chupas, moedas de chocolate e línguas de gato, irmãmente distribuídos para cada um dos sacos e atentamente supervisionado pelos olhinhos brilhantes e bochechas rosadas. E lá vão arrastando os pés, chilreando como só eles e verificando a safra Já tenho muitas coisas ou Obrigada ou soltando verbalizações impensadas de que só as crianças são capazes Esta casa é muito engraçada, Finalmente alguém que nos abre a porta e um lamento Senhora, seja boazinha para nós que este é o último ano. Regressam os que no ano anterior vinham com as mães e tias, agora em bandos  chilreantes, outros que assumiram o papel dos progenitores e orientam os mais pequenos na tradição. Alguns mais afoitos dão-me um beijinho e relembro-os Para o ano há mais! Tradição cumprida. Para o ano há mais. Lá fora há um dia de sol que me cumprimentou pela janela da sala. Cá dentro faz sol.

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