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Fluxos de apropriação

por Rui Rocha, em 07.07.15

vasconcelos.jpg

Pois. Essa coisa dos fluxos de significação parece-me muito bem. Mas, nesse caso, em homemenagem à criatividade da artista reconhecida internacionalmente, talvez se pudesse ter deixado a significação fluir um bocadinho mais. Digo eu. Ora vejamos:

a) no site do COI, a propósito de pequenas moedas em cuproníquel:

Sob a forma de um enorme coração de Viana, peça icónica da delicada e minuciosa filigrana portuguesa, pacientemente preenchido com talheres de plástico vermelho, Coração Independente Vermelho é uma homenagem a essa grandiosa técnica de enorme exigência, bém como um louvor ao que faz com que tudo possa acontecer – o amor.

b) no site da jovem artista conhecida pelas suas esculturas e instalações com um agudo sentido de escala e domínio da cor em objetos do dia-a-dia e de elementos da cultura tradicional que nos revela novos fluxos de significação e, ao mesmo tempo, uma visão cúmplice e crítica da sociedade contemporânea, a propósito de uma instalação com 385 x 225 x 50 cm composta por talheres em plástico translúcido, ferro pintado, corrente metálica, motor, fonte de alimentação e instalação sonora:

Coração Independente Dourado apresenta-se sob a forma de um enorme coração de Viana, peça icónica da filigrana portuguesa, pacientemente preenchido com talheres de plástico vermelho. Suspensa a partir do eixo, a obra executa um movimento rotativo circular, evocativo dos ciclos da vida e do eterno retorno, acompanhado pelo som de três expressivos fados, Estranha Forma de Vida, Gaivota e Maldição, interpretados por Amália Rodrigues, diva da música portuguesa da segunda metade do século XX.

E vai daí, se calhar não. Eu é que me precipitei e isto está tudo enquadrado nas dimensões de descontextualização e, sobretudo, de apropriação. Desculpem lá o tempo que vos fiz perder, sim?

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Off the record

por Ivone Mendes da Silva, em 17.01.12

 

- Pedro Correia, I presume?

- I'm so sorry. Adolfo Mesquita Nunes.

- Don't be sorry: tomorrow is another day.

- Frankely, my dear, I'd prefer today.

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