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Parte do problema

por José Gomes André, em 27.06.13

Enquanto largos sectores do Partido Socialista continuarem a achar que "o PEC IV teria evitado o resgate", o PS faz parte do problema, e não da solução.

Frases de 2011 (71)

por Pedro Correia, em 15.12.11

«Este Orçamento [do Estado] aposta na redução da despesa e, por isso, permite-nos retomar uma rota de consolidação orçamental indispensável para equilibrar as finanças públicas e também para recuperarmos a confiança dos agentes económicos.»

Teixeira dos Santos

Vítor Gaspar

por José Maria Gui Pimentel, em 17.06.11

É claramente uma segunda escolha. Tem a seu favor a dita "capacidade técnica" e a experiência europeia. Tem contra si a falta de conhecimento da máquina das finanças. Poderá surpreender, porém há um facto inexorável: não disporá de tempo para conhecer os cantos à casa. Continuo ingenuamente a crer que poderia ter sido considerada a hipótese de manter Teixeira dos Santos. Aliás, perante um governo tão verde - no bom e no mau sentido - considero-a ainda mais pertinente.

 

Nota: Percebeu-se pelo que foi sendo ventilado na comunicação social durante a semana que Passos Coelho viu rejeitados alguns convites para a pasta das Finanças, tendo certamente pesado nessas decisões o downgrade salarial que os convidados iriam sofrer. A esse propósito, recorde-se que Teixeira dos Santos, ao deixar a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para assumir o Ministério das Finanças, viu reduzida a sua remuneração mensal, que ascendia a 16 mil euros, para cerca de 4500 euros. A História não dará certamente razão a Sócrates. Também não deverá dar a Teixeira dos Santos (se tudo correr bem, será escrita pelos vencedores), mas devia.

Uma ideia amalucada

por José Maria Gui Pimentel, em 09.06.11

E se Pedro Passos Coelho convidasse Teixeira dos Santos para Ministro das Finanças? Vamos assumir que a enorme probabilidade de o próprio não aceitar não se concretizava. Seria, sem dúvida, uma medida muito arriscada, em termos de capital político. Porém, numa altura em que os prazos para o cumprimento das medidas da Troika são apertadíssimos, um Ministro que não necessitasse de adaptação seria uma mais-valia substancial. Por outro lado, Teixeira dos Santos, não obstante algumas derivas noutro sentido nos últimos anos, continua a ser eminentemente um técnico, mais do que um político, pelo que, creio, poderia alinhar no programa do novo Governo. O principal problema seria, sem dúvida, a imagem pública do Ministro, desgastada pelos últimos anos de crise. Todavia, mesmo neste caso, creio que os últimos meses demonstraram que Teixeira dos Santos já tinha visto o filme há muito tempo (no mínimo desde a célebre frase dos 7%), tendo sido impedido por Sócrates de agir atempadamente. Resumindo, Teixeira dos Santos não seria, em condições normais, pelo que já se viu dele, a melhor escolha. No entanto, creio, nestas condições muito particulares, poderia ser uma escolha acertada e corajosa, ganhando em experiência e conhecimento da arquitectura do ministério face a outros candidatos à partida mais capazes. Um pouco como Robert Gates nos EUA, que transitou para o Governo de Obama para terminar o processo das guerras no Iraque e no Afeganistão (embora, claro, as situações não sejam completamente comparáveis).

Em dia de reflexão

por Pedro Correia, em 04.06.11

O que terá acontecido a Teixeira dos Santos?

Manso é a tua tia, pá

por Pedro Correia, em 05.05.11

Na hora de anunciar as alegadas "boas notícias" (uma das quais, sobre a Caixa Geral de Depósitos, logo desmentida pelos factos), ele apareceu a "falar ao País" em directo, no intervalo de um jogo de futebol. Na hora de confirmar as más notícias, mandou outro falar por ele. Uma atitude que o define. Ainda melhor do que já sabíamos.

Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 03.05.11

O que terá acontecido ao ainda ministro das Finanças?

 

ADENDA: Por coincidência, a Inês Teotónio Pereira faz aqui a mesma pergunta.

Haircut - tendências PS 2011

por Rui Rocha, em 23.04.11

Em 2011, o cabelo com rédea curta continuará na moda. Cortes assimétricos e rebeldes serão colocados de parte, mantendo-se os fios rectos e previsíveis como forte tendência. Os contornos são trabalhados de forma a realçar os reflexos, a profundidade e a textura do líder. Se optar por usar franja, esta deve apresentar-se desgastada. Em geral, o look deve ser prático e jovial, mas sem demonstrar qualquer atitude de contestação. Percebeste agora, Fernando?

Num país da Península Ibérica de cujo nome não me quero lembrar, embora me recorde que não se chama Espanha, governou até estes tempos um executivo liderado por um cavalheiro com pretensões de fidalgo que perdeu a razão por ter lido demasiados livros de engenharia. Esta se entendendo não só como a que diz respeito à construção de moradias, mas também de estradas, aeroportos e ferrovias. E, antes de tudo, daquela de que se diz ser financeira. Embrenhado em tais epopeias, que outros afirmarão ser cavalarias, tomou-se o pobre homem de febres e sezões, perdendo-se do fio da realidade. De tal maneira que a história dos fracassos, pois que noutra não terá lugar, o há-de referir como Cavalheiro da Triste Figura ou, em edições menos tomadas pelo distanciamento que o decurso do tempo sempre encerra, Cavalheiro Farsante. Ao longo da sua gesta, reconheça-se que assaz indigesta para quantos tiverem que pagar os seus desmandos com suor e estopinhas, esteve sempre a seu lado um fiel escudeiro. Santos Pança, de sua graça e, diga-se em abono da verdade, da nossa desgraça. Ali onde o Cavalheiro Farsante vivia alucinação, Santos Pança lobrigava, não sem dificuldade, realidade. E, de tal forma a alucinação do Cavalheiro da Triste Figura se apartou da realidade que, certo dia, o próprio Santos Pança se viu impedido de prosseguir a farsa. O drama, caro e paciente leitor, é que o mal estava por essa altura consumado e, o mesmo é dizer, o país completamente consumido. Santos Pança, até esse último dia, trilhou com o seu amo o caminho dos moinhos imaginários. Diz o povo que mais culpado é o fraco do que o louco, e é bem provável que tenha razão pois que o louco é, por sua própria circunstância, irresponsável. Certo é, leitor, que nesta história nenhum deles merece a nossa compaixão.

Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 19.04.11

Por que motivo o número 2 e o número 3 do actual Governo - o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e o ministro de Estado e das Finanças - não figuram nas listas eleitorais do PS?

Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 18.04.11

Como devemos classificar um ministro que a 5 de Fevereiro garantia peremptoriamente que Portugal não precisa de ajuda externa e a 12 de Abril declarava em tom de alarme que Portugal só tem financiamento até Maio?

How does it feel

por Rui Rocha, em 15.04.11

To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Saudades

por João Carvalho, em 08.04.11

Soube-se já em Bruxelas que o pedido de auxílio financeiro de Portugal deverá provavelmente rondar os 80/85 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo, o ainda ministro Teixeira dos Santos declarava ser "ainda prematuro estar a avançar qualquer montante" sobre a necessidade imediata do nosso país, mesmo que só aproximado.

Fica mais uma vez confirmado o extraordinário rigor e a plena consciência que o ministro-das-Finanças-que-nos-saiu-na-rifa sempre demonstrou durante todos estes anos. É realmente uma tristeza ver Teixeira dos Santos partir em breve para um rodapé da História. Como dizia o outro: que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.

Frases de 2011 (22)

por Pedro Correia, em 02.04.11

«O défice de 2010 situar-se-á claramente abaixo dos 7,3%, após folga orçamental de 800 milhões de euros.»

José Sócrates e Teixeira dos Santos, 11 de Janeiro de 2011

De acordo com o Diário Económico, o Eurostat garantiu que regras não foram mudadas a meio do jogo. Pelo visto, os critérios de inscrição orçamental já existem desde Fevereiro de 2000. Também é verdade que só lá vão onze anos...

É incompreensível tanto amadorismo

por Pedro Correia, em 31.03.11

 

Ouvi há pouco o ministro da Bancarrota em declarações à TVI. Em sintonia com o chefe, foi incapaz de pedir desculpa aos portugueses pelo défice real das contas públicas, só hoje conhecido: 8,6% - mais 1,3% do que o Governo tinha anunciado, o que constitui um novo marco no longo cadastro de "inverdades" do ainda primeiro-ministro. O País está de tanga, mas o referido entrevistado da TVI, também ministro do Estado a Que Isto Chegou, garante que não moverá um dedo para pedir ajuda externa de emergência, cada vez mais imperiosa e inevitável. A entrevista destinou-se apenas a reafirmar o estilo de galo de briga a que José Sócrates habituou os portugueses: o seu braço direito na desgovernação fez gala em jogar ao braço-de-ferro com o Presidente da República. Motivo? Minutos antes, num discurso ao País, Cavaco Silva sublinhara esta evidência que só o Governo teima em negar: o Executivo "não está impedido de praticar os actos necessários à condução dos destinos do País, tanto no plano interno como no plano externo."

No dia em que também se soube que a dívida pública portuguesa foi revista "em alta", saltando para 92,4%, e que os juros da dívida a cinco anos dispararam para uns inéditos - e inaceitáveis - 9,52%, recordei-me das palavras arrasadoras de António Costa, proferidas há duas semanas, contra o homem que se destaca como o principal rosto da ruína financeira portuguesa: é "incompreensível" tanto "amadorismo".

Ataturk, na guerra contra os gregos, proclamava aos seus homens: "Eu não vos ordeno que ataquem. Ordeno-vos que morram." Por vezes parece que Sócrates ordena o mesmo a alguns dos seus ministros. Com uma diferença assinalável: o líder turco foi capaz de ganhar a guerra.

O rosto da crise

por Pedro Correia, em 19.03.11

 

«Este é um orçamento preocupado com a economia, as empresas e as famílias. E é um orçamento que baixa impostos para ajudar a economia, as empresas e as famílias. (...) Propomos aos sindicatos um aumento salarial de 2,9%.»

Teixeira dos Santos, na apresentação do Orçamento de Estado para 2009, ano eleitoral

(via 31 da Armada)

Frases de 2011 (20)

por Pedro Correia, em 18.03.11

«A comunicação feita pelo ministro das Finanças [na sexta-feira] foi a mais desastrada e desastrosa comunicação política que já foi feita em Portugal, senão mesmo em todo o hemisfério norte. (...) É incompreensível o amadorismo que revela aquela comunicação.»

António Costa, ontem, na Quadratura do Círculo (SIC N)

O coro dos Calimeros

por Pedro Correia, em 14.03.11

José Sócrates e Teixeira dos Santos anunciaram a intenção de cortar pensões acima de 1500 euros (reparem que este é, na óptica do primeiro-ministro, o patamar da 'riqueza' em Portugal para quem passou uma vida inteira de trabalho a descontar para o fisco) e congelar as restantes, aceitando um diktakt do Banco Central Europeu, à revelia do programa sufragado pelos eleitores portugueses em Setembro de 2009. Embora saibam melhor que ninguém que não dispõem de maioria parlamentar para o efeito, procederam com a habitual inconsciência característica dos "animais ferozes", apostando tudo na política do facto consumado. Para esse efeito, julgaram desnecessário informar previamente o Presidente da República, os parceiros sociais e o Parlamento, apesar de na véspera Sócrates ter comparecido na sala das sessões da Assembleia da República para o longo debate suscitado pela moção de censura do Bloco de Esquerda. Diálogo? Que diálogo? A irresponsabilidade é de tal ordem que o chefe do Executivo e o ainda titular da pasta das Finanças não consideraram sequer a hipótese de levarem este "pacote de austeridade" (o quarto em menos de um ano) ao Conselho de Ministros, o que diz tudo sobre um estilo de governar.

Este mesmo duo vem agora lamentar-se de ser incompreendido, acusando o PSD de abrir uma "crise politica". Acabo de ouvir outro Calimero de circunstância - o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão - afirmar que "há sinais que não são encorajadores", também ele de dedo apontado à oposição. Se há frases que se habilitam a receber um prémio destinado ao mais descarado eufemismo, esta é uma delas.

O Governo imita certos futebolistas que adoram simular faltas na grande área adversária, esperando ser recompensados com um imerecido penálti. Azar: neste caso, o País inteiro percebeu quem se atirou para o chão sem empurrão algum. E ninguém parece disposto a beneficiar o infractor. Vem aí cartão vermelho.

Os reformados que paguem a crise

por Pedro Correia, em 12.03.11

 

O ministro das Finanças chamou os jornalistas a pretexto de fazer um balanço da aplicação das medidas do PEC. Foi um truque barato, que diz tudo sobre a falta de sentido de Estado do governo ainda liderado por José Sócrates. Afinal o que Teixeira dos Santos tinha para anunciar - sem uma comunicação prévia ao Parlamento, sem sequer deixar cair uma palavra junto do Presidente da República - era outro pacote de "medidas de austeridade", incluindo um agravamento da carga fiscal, destinado a penalizar ainda mais o que resta da frágil classe média portuguesa. A começar pelos reformados e pensionistas. Os que têm menos rendimentos serão os mais penalizados.

O que consta deste pacote?

- O congelamento das pensões até 2013;

- Aplicação de uma taxa extraordinária a todas as pensões superiores a 1500 euros;

- Novas reduções das prestações sociais;

- Novas reduções das comparticipações em medicamento e revisão das tabelas da ADSE;

- Um novo tecto para deduções fiscais no âmbito do IRS e do IRC, tornando-as ainda mais restritas;

- Alargamento dos bens alimentares taxados com o escalão máximo do IVA (23%);

- Redução do investimento público.

Nas costas do País, à revelia dos parceiros sociais, o Governo que se intitula socialista negociou este pacote em exclusivo com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Isto acontece, note-se, cinco meses depois de o chefe do Executivo ter garantido que não seria necessário um novo plano de austeridade em 2011. Acontece dois meses depois de Sócrates e Teixeira dos Santos terem anunciado que as metas de execução orçamental haviam sido atingidas. E uma semana depois de o primeiro-ministro ter garantido à Europa que Portugal estava em condições de cumprir as metas estabelecidas para o défice das contas públicas. E quatro dias depois de o ainda ministro das Obras Públicas proclamar aos quatro ventos novos investimentos públicos no valor global de 12 mil milhões de euros.

Percebe-se agora, sem margem para dúvidas, qual o objectivo da visita que Sócrates fez a Berlim na semana passada: rasgar definitivamente o contrato que estabeleceu com os eleitores portugueses na campanha para as legislativas de Setembro de 2009.

Esta legislatura já morreu. Falta apenas saber qual será a data exacta que constará da certidão de óbito.


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