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Perguntas que gostava de fazer (3)

por Paulo Sousa, em 25.09.19

Eng. André Silva,

Dado que a ADSE é a versão premium do SNS, não acha que devia ter sido mais ambicioso sugerindo uma ADSE para os animais de companhia?

Bem prega fei Filipe

por Rui Rocha, em 06.07.18

Numa das piadas que corriam na antiga URSS, dizia-se que Brejnev tinha pedido a vários artistas que pintassem um quadro de Lenine na Polónia. Os pintores, fiéis à estrita escola do realismo socialista, declaravam-se invariavelmente incapazes de pintar sobre algo que nunca tinha acontecido. Desesperado, Brejnev teria recorrido a Levy, um velho pintor judeu que acabaria por aceitar a encomenda. Chegado finalmente o dia da apresentação pública, Levy fez correr a tela que tapava o quadro e a nomenklatura soviética contemplou uma cena em que um homem estava deitado numa cama ao lado de uma mulher muito parecida com a companheira de Lenine. Horrorizado, Brejnev perguntou quem era o homem. É Trotsky, respondeu Levy. E a mulher, Levy? É Nadezhda Krupskaya, a mulher de Lenine, respondeu o pintor. Mas... e onde está Lenine, Levy? Lenine está na Polónia, camarada Presidente.

Isto tem de facto a sua graça. Mas também tem piada se substituirem Lenine pelo deputado comunista António Filipe e a Polónia pelo Serviço Nacional de Saúde.

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O «fim» da austeridade, o início das mentiras

por José António Abreu, em 18.10.17

Governo falseou dados das listas de espera para consultas e cirurgias no Serviço Nacional de Saúde. Entre 2014 e 2016, o tempo de espera subiu, o número de cirurgias desceu. Em 2016, 2605 pessoas morreram à espera de cirurgia.

Bem-vindos ao maravilhoso mundo da Geringonça, recuperado dos tempos de Sócrates, no qual tudo é perfeito, ainda que tenha ser à força. Muitos parecem acreditar que António Costa é, no que respeita ao estilo de governação, diferente do homem que teimou numa ilusão até ao instante em que o dinheiro acabou. Infelizmente, é igual. O roubo de Tancos e os incêndios mostraram amplamente a sua incapacidade para assumir erros, a sua indiferença pelos portugueses (que não pela opinião que os portugueses têm dele) e o despudor com que transforma os próprios correligionários em escudo pessoal (por muitos erros que tenha cometido, a Ministra da Administração Interna poderia ter sido poupada à humilhação de, na prática, se ver demitida pelo Presidente da República). Esta notícia - que certamente não irá incomodar os parceiros da Geringonça, outrora tão vocais acerca de situações menos graves - revela a sua disponibilidade para usar absolutamente todos os truques, de forma a manter as ilusões e se agarrar ao poder. E que possa não ter partido dele a indicação concreta para maquilhar os números pouco importa: em ambientes malsãos, pejados de yes men, nos quais as aparências são tudo, as estruturas fazem o que sentem ser necessário fazer.

Enfim, talvez nada disto interesse no país em que Isaltino é eleito e Sócrates ainda recebe aplausos. Talvez até constitua motivo para felicitações. Num país decente, porém, depois da forma vergonhosa como geriu o caso dos incêndios, seria razão bastante para conceder a António Costa o mesmo género de férias forçadas com que ele presenteou Constança Urbano de Sousa. Em Palma de Maiorca, como quando pretendeu escapar à polémica de Tancos, ou noutro lado qualquer.

Ele saberá disso?

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.01.15

Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo o que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos” - Carlos Caldas, University of Cambridge

Nos 35 anos do SNS

por Teresa Ribeiro, em 15.09.14

Há um filme de James L. Broooks que recordo recorrentemente sempre que vem à baila a discussão sobre os méritos e deméritos de um serviço nacional de saúde. Não sendo sobre assuntos médicos, Melhor é Impossível revela com toda a clareza o que pode acontecer a uma família americana quando não tem dinheiro para pagar um seguro de saúde decente. Costumo recomendá-lo aos meus amigos liberais que tanto choram o dinheiro dos impostos que é gasto com tamanha inutilidade.

 

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