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Congresso do PSD: quatro notas

por Pedro Correia, em 18.02.18

1. Rui Rio reafirmou a sua convicção de que o PSD é um partido com "matriz social-democrata", ainda que a social-democracia esteja em recuo acelerado um pouco por toda a Europa. Louvo-lhe a coragem política.

 

2. Mal iniciou funções na presidência do PSD, o novo líder já tem adversário interno assumido: Luís Montenegro chegou-se à frente e marcou o território. Vamos ouvir falar com muita insistência nele nos próximos dois anos. Não por ter feito marcação a Rio, mas por ter condicionado a margem de manobra de potenciais rivais. Que serão muitos, num futuro próximo.

 

3. Elina Fraga, sucessora de António Marinho e Pinto como bastonária da Ordem dos Advogados, regista uma progressão meteórica: ascende a uma das vice-presidências do PSD quando quase ninguém sabia que ela era sequer militante do partido. Eis um exemplo de "abertura à sociedade civil". Pena que os militantes, ignorando tal facto, lhe tenham tributado uma sonora vaia quando foi chamada ao palco.

 

4. O grande animador deste congresso foi Pedro Santana Lopes, sempre mais aplaudido do que o novo presidente. Há tradições que não mudam.

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Uma pequena diferença

por Pedro Correia, em 14.01.18

Notícias do PSD: o candidato que se propôs viabilizar um Governo minoritário do PS liderado por António Costa acaba de derrotar o candidato que também admitiu viabilizar um Governo minoritário do PS mas sem António Costa.

O primeiro recebeu 22.700 votos (54,3%), o segundo reuniu 19.100 votos (45,7%). Costa, compreensivelmente, já felicitou o vencedor.

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As vitórias efémeras de Santana

por João Pedro Pimenta, em 13.01.18

 

Não sou militante do PSD, mas quero sempre que para a liderança dos partidos vençam os melhores e, sinceramente, já tarda uma oposição eficaz ao actual (esquema de) Governo, e o CDS não basta, por mais que Assunção Cristas se esforce - com algum êxito. Por vezes Catarina e Jerónimo tentam preencher a vaga, mas é raro aventurarem-se em grandes indignações.

 

Vivi bastantes anos sob os mandatos de Rui Rio e pude ver os seus sucessos e os seus fracassos. É um homem rigoroso, minucioso com as contas, pouco influenciado por grupos de pressão e ameaças (lembram-se da manif dos Super Dragões?) e teimoso, para o bem e para o mal. Como pontos negativos é autoritário, tem uma visão limitada e demasiado genérica sobre diversos assuntos, como a justiça, e uma péssima relação com a comunicação social. Não parece ser a escolha ideal para líder da oposição e para primeiro-ministro, embora pudesse fazer um papel competente como ministro das finanças ou da administração interna. Ainda assim, prefiro alguém com as suas limitações mas com rigor e organização do que um viciado nas disputas políticas como Santana Lopes, que por onde passou deixou as finanças em pantanas, e que nem quando já tinha atingido finalmente uma aura de credibilidade "senatorial" resiste a vir disputar pela enésima vez a liderança do partido - que já teve, com o êxito que se viu - com uma leviandade que já se pensava ser coisa do passado.

 

E neste combate pela presidência do PSD, nestas tricas, acusações várias e respectivos desmentidos, tenho ouvido por mais do que uma vez que Santana é um "vencedor". Os únicos triunfos que lhe conheço são os das vitórias autárquicas na Figueira e em Lisboa. É sobretudo esta que os seus apoiantes recordam, com razão, porque vencer uma coligação entre o PS e o PCP com um presidente no cargo cujo mandato não tinha desagradado à população, e apenas com o PSD (e simbolicamente o PPM), era uma tarefa hercúlea. Mas as vitórias de Santana acabaram aí. E vale a pena lembrar que já depois de ter oferecido a maioria absoluta a Sócrates seria de novo candidato em 2009 à câmara de Lisboa, desta vez à frente de uma coligação que juntava PSD e CDS, e perdeu com o PS de António Costa apoiado pelo grupo de Helena Roseta.

É este o pormenor que merece ser apontado: caso ganhe a presidência do PSD, Santana terá pela frente não João Soares mas António Costa, o que significa que a conquista de 2001 perdeu a validade. Já agora, é bom lembrar que Rui Rio cometeu uma proeza semelhante, ao conquistar o Porto nessas mesmas eleições (que ditaram a demissão de Guterres) a um PS de Fernando Gomes considerado absolutamente imbatível. Rio manteve-se na câmara por três mandatos, crescendo sempre nas sucessivas eleições que disputou, sempre com uma coligação PSD/CDS. Fica a nota para quem se apoia demasiado em actos eleitorais que já lá vão. Até porque os votos não são dos candidatos, são dos eleitores, e eles podem mudar o seu sentido sempre que tiverem oportunidade.

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Análise do debate.

por Luís Menezes Leitão, em 11.01.18

Não sei se o debate de ontem foi um nulo ou se teve algum vencedor. Depende muito dos conhecimentos que o público tenha em relação aos assuntos que estão em discussão. Lembro-me que um colega me dizia, em relação aos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, que estava sempre de acordo com ele, excepto quando estava dentro dos assuntos. Para mim ouvir Santana Lopes a debater questões económicas é como ouvir um concerto para violino de Chopin.

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O embate deu empate (nulo)

por Pedro Correia, em 11.01.18

À hora do debate entre os dois candidatos à liderança do PSD optei por assistir ao jogo Cova da Piedade-Sporting. Só perto da meia-noite vi em gravação o segundo confronto televisivo entre Rui Rio e Santana Lopes, desta vez na TVI e só parcialmente em sinal aberto.

Nem queria acreditar: os últimos cinco minutos deste embate decorreram com ambos os candidatos a perorar sobre cenários de derrota eleitoral do PSD em futuras legislativas. Um admitia viabilizar um governo minoritário do PS com Costa, outro admitia viabilizar um governo minoritário do PS sem Costa.

A moderadora, Judite Sousa, introduziu o tema e ambos caíram na armadilha, como principiantes da política. Discutindo a melhor forma de entregar o poder de bandeja aos socialistas.

Veredicto: empate nulo. Como o zero-a-zero que se registava ao intervalo do Cova da Piedade-Sporting. Costa só pode sorrir: tem motivos para isso.

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Rectificação à entrevista.

por Luís Menezes Leitão, em 06.01.18

Recordo-me de há muitos anos, quando Mário Soares era líder da oposição ao governo Balsemão, ter querido posicionar o PS mais ao centro, pelo que deu uma entrevista a acusar a União Soviética de ter um plano secreto para desestabilizar a Península Ibérica. A Embaixada Soviética apareceu então com um comunicado a dizer que Mário Soares estava "mentalmente doente e necessitava de um prolongado tratamento". A indignação foi tanta, até porque foi interpretada como uma referência ao "tratamento" dado aos opositores na União Soviética, que a Embaixada sentiu necessidade de corrigir a resposta e explicou ter havido erros de tradução. Onde se lia "mentalmente doente" deveria ler-se "com uma imaginação doentia" e o "prolongado tratamento" referia-se antes às declarações e não à pessoa de Mário Soares.

 

Foi deste episódio que me recordei quando vi este comunicado da candidatura de Santana Lopes a desmentir as afirmações deste sobre Rui Rio na entrevista que deu ao Expresso. Afinal para Santana Lopes Rui Rio não é "limitado e paroquial". Tem apenas "uma visão limitada" e uma "visão muito paroquial". Felizmente que a candidatura estava atenta e corrigiu as falsidades do Expresso.

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Santana: vitória clara no debate

por Pedro Correia, em 05.01.18

Só hoje vi o debate Pedro Santana Lopes-Rui Rio de ontem à noite. Felicito a RTP por tê-lo organizado em canal aberto, no cumprimento da indispensável missão de serviço público. Felicito o Vítor Gonçalves pela moderação serena, fiel à sua imagem de marca.

Quanto ao vencedor, nem uma hesitação: não liguem aos comentadores politicamente correctos que se apressaram a sugerir um "empate técnico". Nada disso: ganhou Santana. Não aos pontos, mas por KO.

Rio, arrasado, foi às cordas. Vê-se bem que lhe falta muita rodagem no exercício do contraditório. Nem parece que anda há mais de trinta anos na política, desde o tempo em que foi jotinha lá nos idos de oitenta.

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Revisitando o governo de Santana Lopes.

por Luís Menezes Leitão, em 05.01.18

Santana Lopes tem razão quando se queixa de que ninguém no partido lhe chamou a atenção para as trapalhadas do seu governo, quando estas saltavam aos olhos de toda a opinião pública. O mal dos partidos políticos portugueses sempre foi o excessivo seguidismo que têm pelos seus líderes. Em 2004, quando Santana Lopes fez todas aquelas trapalhadas no seu efémero governo, deveria ter sido o PSD a promover internamente a sua rápida substituição no cargo de Primeiro-Ministro, o que teria evitado a dissolução de Jorge Sampaio, e a entrega do país a Sócrates. Margaret Thatcher tinha sido uma excelente Primeira-Ministra e foi destituída pelo Partido Conservador quando se tornou evidente que o seu governo estava esgotado, o que permitiu que os conservadores voltassem a ganhar com John Major. Os partidos não são meras estruturas de apoio ao líder. É antes o líder que deve colocar-se ao serviço do partido.

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A Santa Casa e o Montepio.

por Luís Menezes Leitão, em 21.12.17

Parece que anda por aí uma enorme polémica entre Santana Lopes e António Costa sobre quem teve a iniciativa de fazer a Santa Casa entrar no capital do Montepio. Mas a mim não me interessa nada de quem foi a iniciativa. A entrada da Santa Casa no Montepio é um perfeito disparate e costuma dizer o povo que, se tolo é quem pede, mais tolo é quem lho dá. Se eu fosse provedor da Santa Casa, fugia de propostas destas como o diabo da cruz. Não foi isso, porém, o que fez Santana Lopes, que até assinou um memorando de entendimento sobre o negócio. Não me parece, por isso, correcto que queira descartar as suas responsabilidades neste assunto.

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As eleições no PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 15.12.17

Esta história dos debates demonstra bem a instabilidade crónica que caracteriza Santana Lopes. Primeiro exige dezenas de debates. Depois faz um acordo com Rui Rio para realizar apenas dois. Depois de o acordo estar firmado, aparece a pedir ainda um terceiro. Quando não lhe dão o terceiro, amua e afinal cancela o debate que tinha marcado. Se alguém quer convencer os eleitores de que Santana Lopes evoluiu desde os tempos que foi primeiro-ministro, que se desengane. Isto é a sua marca de água de sempre. E por isso é que António Costa adoraria ter Santana Lopes na liderança do PSD, que derrotaria em qualquer eleição com a mesma facilidade com que o derrotou nas eleições para a Câmara. Imaginem este tipo de campanha, com exigências e desmarcações de debates, no quadro de uma eleição nacional.

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O estado do PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 09.10.17

Se há demonstração eloquente do estado miserável em que Passos Coelho deixou o PSD é precisamente o de Santana Lopes, apesar do desastre que foi o seu governo para o partido e para o país, achar que pode voltar a ser o "menino guerreiro" e apresentar-se a votos. Mas é curioso que tenha andado a pedir autorização a António Costa e a Vieira da Silva. Se ele ganhar as eleições, o PSD terá assim um líder autorizado por António Costa. Que bela maneira de ser um partido de oposição.

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O regresso do Conde de Monte Cristo.

por Luís Menezes Leitão, em 04.10.17

Leio aqui com perplexidade que Santana Lopes está a "ponderar" o regresso à liderança do PSD. E diz com ênfase que "mesmo que cada um comece a apresentar-se em nome de barões ou baronetes quem vota são os militantes". Se bem me lembro é o mesmo Santana Lopes que há poucos dias queria abolir o voto dos militantes na escolha do líder e voltar a fazê-lo eleger num congresso organizado pelos barões e baronetes, mas adiante. No nosso país, em vez de dizerem de uma vez ao que vêm, os políticos adoram "ponderar" as candidaturas, deixando toda a gente em suspense por uns dias, quando não deixam mesmo por meses, acabando por isso por levar o partido à derrota.  Mas neste caso a "ponderação" não se justifica, pois é evidente para todos que, até pelo seu brilhante contributo para o resultado de Lisboa, Santana Lopes é manifestamente o sangue novo de que o PSD precisa. Foi líder do partido entre 2004 e 2005, andou por aí, e agora regressa em grande, quase catorze anos depois. Já li um romance que contava precisamente esta história. Chama-se O conde de Monte Cristo.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 24.04.16

«Santana Lopes foi um bom primeiro-ministro. Só esteve três meses no lugar mas, nesse curto espeço de tempo, preparou duas importantes reformas: a introdução de portagens nas SCUTs e uma reforma a sério da lei do arrendamento urbano.
Comparado com os primeiros-ministros anterior e posterior, ele foi muito mais activo.»

Do nosso leitor Luís Lavoura. A propósito deste texto do José António Abreu.

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Frases de 2015 (35)

por Pedro Correia, em 04.09.15

«Eu só avançaria [para Belém] se tivesse sérias probabilidades de vencer.»

Pedro Santana Lopes, 28 de Agosto

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Cenas da vida quotidiana

por Helena Sacadura Cabral, em 29.08.15

Na maioria dos países, a notícia está no anúncio de que vai ocorrer ou ocorreu alguma coisa. Em Portugal é diferente. Noticia-se algo que não ocorreu.

É assim que Pedro Santana Lopes anunciou hoje que não se candidatava a um lugar para o qual nunca se havia candidatado.

Tínhamos já uma série de candidatos a Presidentes da Republica. Inauguramos, agora, uma lista de não candidatos. Na qual a maioria dos portugueses se pode rever. É isto que eu gosto na política nacional!

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Profetas da nossa terra (52)

por Pedro Correia, em 26.08.14

«Obama leva vantagem e é favorito. Mas pode perder – e cada vez há mais sinais de que isso pode acontecer.»

Santana Lopes, 15 de Agosto de 2008

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Isto ainda não é a Santa Casa da Misericórdia.

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Há sempre uma explicação para os maus hábitos

por Sérgio de Almeida Correia, em 06.08.14

Bem sei que este é quase um desporto nacional dos partidos quando estão no poder. Como também sei que os maus hábitos, os vícios enraizados, à semelhança de algumas nódoas e da sujidade entranhada, são coisa difícil de eliminar. O que ainda assim não serve de justificação para este deboche que transforma uma Misericórdia num asilo.

Um comandante tem obrigação de saber que nem toda a carga pode subir para bordo. E que meter na embarcação as amigas e os amigos dos marujos normalmente dá para o torto à vista da linha do equador.

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Presidenciais (1)

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.07.14

Pedro Santana Lopes, como qualquer pessoa normal, tem virtudes e defeitos. Considero que o seu governo foi um desastre, que nunca deveria ter aceitado a pasta nas condições em que Durão Barroso a passou; e para fazer um "jeito" ao seu partido, ao incumbente que estava de saída e, pensava ele, prestar um serviço a Portugal, enfiou-nos num buraco do qual só Jorge Sampaio nos tirou. Todos sabemos o que veio a seguir e que ainda hoje persiste, pelo que sobre esta última parte poderemos falar noutra altura.

Mas tirando esse episódio, e alguns outros menos conseguidos na Secretaria de Estado da Cultura ou na Câmara Municipal de Lisboa, o ex-primeiro ministro tem três características que eu aprecio em qualquer pessoa. Mais ainda num político. É inteligente, frontal e corajoso. É evidente que tudo isso junto não chega para fazer um bom líder ou um bom governante, menos ainda um bom Presidente, mas confesso que às meias-tintas, à dissimulação e sonsice de alguns que nunca se definem e vão mascando pastilhas, prefiro tipos como ele que se chegam à frente e dizem que estão presentes.

Ficamos todos a saber com o que contamos, as coisas ficam claras e os coelhos são obrigados a sair da toca para não levarem com o chumbo dentro dela.

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Vamos cá ver uma coisa. Não tenho nada contra o facto de o Dr. Passos, individualmente, dar asas a um desejo incontrolável de se cobrir de ridículo. Por mim, pode pintar a cara de verde, caminhar de andas, fazer piruetas no tejadilho de um eléctrico ou tocar ferrinhos num daqueles programas televisivos de domingo à tarde. Outra coisa bem diferente é tomar decisões que são ofensivas para os portugueses, independentemente das suas preferências políticas. Bem sei que o facto de ter escolhido e mantido o Dr. Relvas no governo para lá de todo o mais elementar bom senso, de ter aguentado o Dr. Machete como ministro não sei de quê ou de continuar a ter como porta-estandarte a Dra Teresa Leal ao Coelho e a sua écharpe, sem que tenha sucedido revolução, motim ou cataclismo, dariam a qualquer um certa sensação de impunidade. Há, todavia, limites para tudo. E é bom que o Dr. Passos perceba que, se persistir na tresloucada tentação de empurrar o Dr. Santana Lopes para as presidenciais, sujeitará o seu partido e o candidato a uma monumental humilhação, inversamente proporcional, aliás, à votação que poderá ambicionar obter. Apesar de todo o esforço do Dr. Passos e da elevada concentração de palermas, tarolas e bananas evidenciada pela política doméstica, não chegou ainda o tempo de sermos considerados oficialmente uma república de santanas.

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O candidato.

por Luís Menezes Leitão, em 19.07.14

 

Resulta claramente desta entrevista que Santana Lopes não pensa noutra coisa a não ser em candidatar-se a Belém, no que parece ter pelo menos o ámen de Passos Coelho, que continua a apostar teimosamente na estratégia TMMRS (Todos menos Marcelo Rebelo De Sousa). Neste enquadramento, o lugar de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, que misericordiosamente foi atribuído a Santana, seria apenas um estágio para que ele pudesse adquirir uma imagem de simpatia social, após o que transitaria para Belém. Claro que Passos Coelho preferiria Durão Barroso, mas não estando este disponível, prefere naturalmente apostar em Santana do que deixar Marcelo avançar.

 

A questão é que esta estratégia foi claramente posta em causa pelo avanço de António Guterres. Efectivamente António Guterres secou completamente o espaço à esquerda, tanto assim que António Costa, mal soube desse avanço, mergulhou logo nas absurdas primárias do PS em vez de se guardar para Belém. Neste espaço apenas Marinho Pinto pode conservar algum eleitorado, se conseguir manter o seu discurso populista e contra a classe política, que tantos votos lhe trouxe nas europeias. Já os candidatos da esquerda tradicional cederão naturalmente o lugar a António Guterres.

 

A questão é que António Guterres entra também muito no eleitorado da direita, com o seu catolicismo social e com o facto de ter sempre resistido a entrar nas questões fracturantes, em que o PS se fracturou logo após a sua saída. É por isso que na área da direita só alguém com o perfil de Marcelo Rebelo de Sousa lhe poderia dar alguma luta. Durão Barroso percebeu isso e afastou-se logo da corrida presidencial. Já Santana Lopes, pelo contrário, acha que Guterres "não é imbatível" e que até seria "altamente estimulante" enfrentá-lo.

 

Santana Lopes tem um problema com as eleições presidenciais, semelhante à percepção que ele tem do seu governo, e que ele próprio quis expor no seu livro de 2004, et pour cause chamado Percepções e Realidade, na altura objecto destes dois fabulosos sketches dos Gato Fedorento. Na sua percepção, o seu governo foi óptimo e foi uma grande injustiça ter sido derrubado por Jorge Sampaio. A realidade é que o seu governo foi o pior da história da democracia portuguesa, e se há alguma coisa a censurar a Sampaio — e a Durão Barroso — foi precisamente o terem permitido que ele tomasse posse. Já em relação às presidenciais, ele tem a percepção de que, passados dez anos do seu governo, e com o seu currículo na Santa Casa, tem condições de bater Guterres nas eleições. A realidade é, no entanto, que nem com mais cem anos na Santa Casa Santana conseguiria ultrapassar Guterres na área social, e que tem tantas hipóteses de ser eleito presidente como a torre Eiffel de dançar o samba. Mas, conhecendo a teimosia de Passos Coelho, é muito provável que venha a ser ele o candidato presidencial do PSD. 

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"É preciso saber arriscar para vencer a crise. A Comissão Europeia ficou ensanduichada entre o duo Alemanha-França e as outras instituições";

 

"Arriscou pouco. Quem quer liderar - então numa situação de crise - tem que ousar vencer";

 

As pessoas sentiram a falta de uma voz de comando nas instituições europeias”;

 

"Não estou a dizer que a responsabilidade fosse da Comissão, mas da maneira como esta crise foi gerida criou-se uma enorme desconfiança e fracturas entre os Estados. E a Comissão não esteve à altura da sua responsabilidade para impedir que uma certa narrativa punitiva dos Estados periféricos acabasse por fazer o seu caminho";

 

"Não era um problema de pôr dinheiro em cima da mesa, mas de arquitectar uma resposta e uma estratégia. Aí a comissão levou bastante tempo a tentar reagir à crise."

 

Quem disse estas frases? Carlos Abreu Amorim? Marinho e Pinto? Francisco Assis? O Papa Francisco? Respostas aqui.

 

 

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Seguro nunca conseguiria ser tão directo

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.03.14

O primeiro-ministro Passos Coelho quando aponta o dedo ao antecessor é caricato e ridículo, o seu antecessor foi um primeiro-ministro com visão, a culpa da crise foram os factores externos e Passos Coelho tem falta de autoridade, o que não me impediu de ir apoiá-lo ao congresso que ainda há dias terminou.

A entrevista está no Público, para quem consiga aceder ao link.

 

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Da incubadora ao pulmão mecânico

por José António Abreu, em 24.05.11

Quando ouço Sócrates acusar a oposição de ter provocado a crise, penso em Santana Lopes. (O que é chato porque em quase todas as circunstâncias prefiro pensar em pessoas com níveis mais elevados de estrogénio.) Se Santana se queixava dos companheiros de partido darem pontapés na incubadora onde o seu jovem governo lutava pela sobrevivência, Sócrates não faz mais do que acusar, vociferante, direita e esquerda de terem desligado a máquina que mantinha a respirar o seu velho governo exangue. Mas Santana obteve 28,7% dos votos em 2005. Ganhe ou perca, Sócrates deve conseguir mais. Parece que preferimos berros a lamúrias.

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Desta vez Pedro Santana Lopes não está a pensar em fundar um novo partido, tal como aconteceu por diversas vezes na última década. Por agora regressamos ao mote da distância em relação ao partido. Boring.

 

[Adenda]
Caramba. Afinal até o novo partido voltou a surgir. O passado mostra que o próximo passo será desmentir/afastar essa hipótese. Patético, como sempre.

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Silly season

por Paulo Gorjão, em 06.08.10

Leio na imprensa a piada do dia -- há malta muito brincalhona -- e que seria uma candidatura autárquica de Pedro Santana Lopes à Câmara Municipal de Oeiras. Como se não existisse no PSD e em Oeiras em particular militantes com notoriedade e qualidade para se candidatarem. David Justino, por exemplo.

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Falar da Constituição em português

por João Carvalho, em 19.07.10

Diz Pedro Santana Lopes que «Marcelo Rebelo de Sousa sabe bem que Francisco Sá Carneiro me solicitou» qualquer coisa relacionada com questões constitucionais e que não vem aqui ao caso. O que vem ao caso é o meu espanto por uma bacoquice de Santana Lopes que eu não esperava dele, tão dado a pergaminhos (?) que é. Ninguém (e muito menos o próprio) deve dizer que outro lhe solicitou algo. Há uma hierarquia em solicitar e pedir: solicita-se de baixo para cima e pede-se de cima para baixo. Além disso, por simples bom gosto, ambos devem dizer que lhes foi pedido (e nunca solicitado), quando reportam o facto a terceiros, para não se inferir que se está a colocar o outro em plano inferior. Assim sendo, só quando se quer dar importância ao outro é que pode usar-se solicitar na primeira pessoa do singular: solicitei.

Por isso, pode ser que Sá Carneiro tenha pedido algo a Santana Lopes, mas seguramente não lhe solicitou. Mesmo que (por absurdo) o tivesse feito, Santana Lopes só devia dizer que Sá Carneiro lhe pediu. Não consigo imaginar Santana Lopes casado e a dizer "a minha esposa", mas a piroseira é a mesma e fica-lhe mal. Ou pior ainda, já que a confusão entre pedir e solicitar não é apenas uma saloiada, mas um problema de bom português.

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Marcelo e «a unidade para o futuro»

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 20.03.10

Já por aqui escrevi e repito: o próximo líder do PSD - seja quem for - será sempre um líder de facção e um líder transitório. A não ser que, por uma qualquer razão do destino, Sócrates caia antes do tempo - fulminado - e o PSD chegue ao poder, momento em que, em nome do poder, todas as divergências se esquecem. Não estou sozinho nesta reflexão - há mais quem assim pense. Lendo o Expresso de hoje, creio que esta será também a perspectiva de Marcelo Rebelo de Sousa, que resiste a apoiar qualquer dos candidatos à liderança, optando pela neutralidade. Justificação: «Alguém vai ter de preservar a unidade para o futuro». Alguém? Trocada por miúdos, a expressão quererá dizer que Marcelo sabe que a próxima liderança do PSD é apenas um interlúdio. E sabe que, a seguir, a solução passa por alguém capaz de unir os destroços do PSD. E sabe que, nesse momento, talvez não haja ninguém, para além dele, tão bem colocado para o fazer. E sabe que, nesse momento, Sócrates estará mais frágil do que agora. Malandro, este Marcelo. Mas não deixa de ter razão.

 

P.S.: (DECLARAÇÃO DE VOTO) Nas últimas directas votei em Pedro Passos Coelho. Mais por exclusão de partes do que por convicção. Não me revia em Manuela Ferreira Leite e no seu baronato tantas vezes insuportável, do mesmo modo que achava que a candidatura de Santana Lopes andava ali a destempo. Se eu fosse um tipo esperto, agora que tudo indica que PPC vai ganhar, diria agora publicamente que o meu voto era seu, cavalgando a onda. Mas não sou um tipo esperto. Por isso, não tenho qualquer problema em dizer que vou votar em José Pedro Aguiar-Branco, mesmo sabendo que não tem hipóteses de ganhar. Voto por uma questão de proximidade pessoal, porque confio nas suas capacidades, porque sei que a sua vida resiste a um escrutínio apertado e, também, porque me parece que é o único candidato que pode fazer a síntese entre os barões e a "carne assada". Isto é: parece-me o candidato "mais PSD" de todos.

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A lei da rolha

por Paulo Gorjão, em 14.03.10

Se Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes pudessem as sondagens também eram proibidas nos 60 dias antes das eleições. Assim é que era uma democracia bonita: sem vozes divergentes, sem sondagens incómodas, sem essas coisas aborrecidas inerentes a um regime democrático.

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Interrompemos a programação... [Actualizado]

por Paulo Gorjão, em 20.01.10

... para informar que o sr. Nuno Cabral de Montalegre acaba de comprar o PSD, que passará a ter um congresso 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. Gratos pela atenção.

 

ADENDA

Notícia de última hora: A ERC está a estudar a aquisição do sr. Nuno Cabral de Montalegre.

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Goste-se ou não

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 16.01.10

Uma coisa é certa: a avaliar pelo interesse que este post despertou, Pedro Santana Lopes, mesmo quando não desempenha qualquer cargo político de relevo ou está quieto, não deixa ninguém indiferente. Fico com curiosidade para ler, mais logo, a sua entrevista no Expresso de hoje, onde, para além do mais, diz que «o PSD está desfeito».

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Santana e Carmona unha-e-carne

por João Carvalho, em 09.10.09

Confirma-se, porque ambos o disseram: Carmona Rodrigues telefonou a Santana Lopes para lhe desejar felicidades.

Santana disse que Carmona lhe ligou cinco minutos antes a dizer: «Podes transmitir o meu abraço de apoio.»

Carmona disse: «Acho que não disse isso», «não corresponde à verdade». E também disse que acredita que as suas palavras possam ter sido interpretadas de forma errada por «pessoas à volta de Santana Lopes que as tentaram valorizar» e que só foi «o voto de um amigo para um amigo».

São estas provas de amizade profunda que me deixam emocionado. Fui sempre sensível ao diz-que-disse dos amigos...

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O factor Santana

por Paulo Gorjão, em 03.10.09

Leio repetidamente nos jornais dos últimos dias o argumento de que Manuela Ferreira Leite deixará de ter condições para continuar à frente do PSD se Pedro Santana Lopes perder em Lisboa. Vamos por partes. De facto, se o PSD perder em Lisboa é um péssimo resultado. Isto dito, olhando para o quadro global em que o PSD se encontra, o resultado em Lisboa é indiferente para o futuro de Manuela Ferreira Leite na liderança do PSD. Mais. O resultado do PSD nas autárquicas é irrelevante para o futuro de Ferreira Leite. Sejamos claros: a sua liderança terminou no dia 27 de Setembro. O resto são paliativos que não alteram o diagnóstico global. Utilizando uma imagem de Ferreira Leite, a vitória ou a derrota de Santana Lopes apenas altera os metros de profundidade em que o PSD se encontra. Não evita o afogamento. O afogamento ocorreu no dia 27 e é irreversível.

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Perceber o métier

por Paulo Gorjão, em 09.09.09

Ao contrário de outros, Pedro Santana Lopes conhece o seu métier. No mínimo, percebe o básico. Por exemplo, PSL sabe que quem quer ganhar eleições deve somar e não dividir. Deve estabelecer pontes. Ser pragmático. É por isso natural que a sua comissão de honra seja heterogénea e abrangente. Quem não percebe o básico mais valia ficar em casa.

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Autárquicas (8)

por Pedro Correia, em 28.07.09

  

 

UMA MONUMENTAL ESTOPADA

 

Sintonizei a SIC para ver o debate entre António Costa e Pedro Santana Lopes, anunciado para as 21 horas. Às 20.52, no entanto, o debate já decorria: a SIC, que garantira o "exclusivo", chegou tarde à sua própria iniciativa, optando pela publicidade enquanto Santana começava a falar, em resposta a Clara de Sousa. Saltei para a SIC Notícias, evitando assim novas faltas de consideração do canal generalista pelos espectadores.

Segue um registo do que fui escutando - ou talvez não. Em dez andamentos.

 

20.52 / 20.57

"Debate capital", proclama a SIC com manifesto exagero. Os dois candidatos à Câmara Municipal de Lisboa (porquê só estes?) trocam uns galhardetes inócuos. Fala-se do passivo da câmara, das dívidas da câmara, de contabilidade.

 

20.57 / 21.02

Fala-se do passivo da câmara, das dívidas da câmara, de contabilidade. De obra, presente ou futura, nada.

 

21.02 / 21.07

Ainda o mesmo tema: dívidas, empréstimos, contas antigas, balancetes. Parece mais conversa de mercearia do que um debate político.

 

21.07 / 21.12

Às 21.10, Clara de Sousa conclui o óbvio: "Não chegam a acordo, temos que avançar." Mesmo assim, prossegue o desfiar de argumentos sobre contabilidade e facturas. Alguém ainda acompanhará o "debate capital"? Eu já tenho alguma dificuldade.

 

21.12 / 21.17

Só às 21.13 termina a enfastiante disputa sobre quem paga mais e melhor aos fornecedores do município. Costa e Lopes, quase tão sonolentos como eu, resvalam para outros temas. Mas ainda com as contas a reboque. "O seu candidato a vereador Sá Fernandes embargou o túnel. Sabe o prejuízo que isso fez à cidade?", questiona Santana. Por momentos, penso que alguém se enganou de ano - ou eu ou eles. Estaremos ainda em 2007?

 

21.17 / 21.22

"Sá Fernandes fez muito mal a Lisboa", insiste Santana.

"Passa a vida a queixar-se dos outros", reclama Costa.

Começo a interrogar-me muito a sério por que motivo a SIC decidiu organizar um "debate capital" excluindo candidatos de forças com implantação eleitoral e sociológica em Lisboa como o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda.

 

21.22 / 21.27

Fala-se em voo rasante de questões que interessam realmente aos munícipes: aeroporto, os contentores de Alcântara, a terceira travessia rodoviária de Lisboa, a reabilitação urbana. Santana está verdadeiramente obcecado com o Zé que "fazia falta" aos socialistas: "Sá Fernandes planta girassóis e quer apanhar berbigão no Cais do Sodré."

Às 21.26, Clara de Sousa arrisca falar do trânsito. Costa proclama: "O grande desafio deste século são as alterações climáticas." Afundo-me no sofá com um largo bocejo.

 

21.27 / 21.32

Aprendi alguma coisa com António Costa: "Diariamente entram em Lisboa 400 mil carros." Deduzo, portanto, que será contra a nova ponte rodoviária já prometida pelo Governo. Mas ele nada diz sobre a matéria. Clara de Sousa nada lhe pergunta.

 

21.32 / 21.37

Quarenta minutos após ter começado o debate, a moderadora pede enfim desculpa aos telespectadores pelo facto de a SIC ter falhado o arranque da emissão, apenas disponível aos clientes da televisão por cabo.

 

21.37 / 21.43

O debate arrastou-se ainda por mais seis minutos, mas deixei de prestar atenção ao que Lopes e Costa diziam.

Conclusão: uma monumental estopada.

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Parece-me que não

por João Carvalho, em 27.07.09

Terca-feira, à noite, na SIC-Notícias: António Costa e Santana Lopes vão estar sentados à mesma mesa, à nossa frente. Parece-me que Pacheco Pereira não vai estar presente.

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Mais um «empate técnico»

por João Carvalho, em 07.07.09

«António Costa e Santana Lopes taco-a-taco na corrida à Câmara de Lisboa», segundo uma sondagem recente. Mais um fantasioso «empate técnico»?

Atente-se à notícia para tentar perceber: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa». Sim, parece ser mais um fantástico «empate técnico».

Mesmo assim, leia-se melhor para tirar teimas: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual.» Ah! É mesmo um engraçado «empate técnico».

Porém, o problema da escassa diferença resolve-se: um ganha e outro perde. As empresas de sondagens e a imprensa é que estão empatadas: têm o mesmo problema técnico. Ou será mental?

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Europeias (50)

por Pedro Correia, em 15.06.09

 

O PSD VOLTA A SER PPD

 

A vitória eleitoral de Manuela Ferreira Leite, por interposto candidato, esteve longe de ser o passeio triunfal que alguns, sentados de camarote, vislumbraram na blogosfera. A prova? Vinte e quatro horas depois do escrutínio, quem representou o PSD no debate pós-eleitoral da RTP foi Pedro Santana Lopes. Precisamente o maior derrotado nas eleições internas de 2008 - o homem contra quem Ferreira Leite e cavaquistas, enojados, andavam a clamar desde 2004, verbalmente e por escrito. Há regressos que dizem tudo sobre um programa - e sobre a capacidade de regeneração de um partido que ambiciona voltar às luzes e aos lustres dos grandes dias.

 

ADENDA: Com este texto concluo um conjunto de cem postais sobre as europeias iniciado em 14 de Abril e subdividido em três séries: Europeias (50), Vencedores (30) e Derrotados (20). Daqui a algum tempo inicio outra, intitulada Legislativas.

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A fachada do Pedro do costume

por André Couto, em 25.04.09

Pedro Santana Lopes escolheu o 25 de Abril como data para o lançamento da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. Estranho a decisão na medida em que nunca o vi com tanta vontade de se associar ao 25 de Abril. Mete-me impressão porque é o aproveitamento político, sujo, puro e duro de uma data com um enorme significado intrínseco e que pouco ou nada lhe disse ao longo dos anos.
É mais do mesmo: um piscar de olho à esquerda que mais não é que fachada, hipocrisia e calculismo político. Vale tudo na disputa do poder, o que interessa é o resultado final, ainda que desprovido de sentido, rumo ou convicções.
Começou agora e serão mais 6 meses disto. Depois acabou.

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Qual é o fio condutor?

por Paulo Gorjão, em 18.04.09

Alguém me consegue explicar qual é o fio condutor entre a aceitação do nome de Pedro Santana Lopes para concorrer em Lisboa e a recusa do nome de Luís Marques Mendes para liderar a lista social-democrata para o Parlamento Europeu?

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Comovente Solidariedade

por André Couto, em 27.03.09

A Candidatura de Pedro Santana Lopes a Lisboa mostra claras semelhanças com a estratégia nacional de Manuela Ferreira.

Relembremos os momentos em que a Doutora se remeteu a um longo e estratégico silêncio para depois vir a terreiro quebrar esse mesmo silêncio com argolada atrás de argolada.

Depois de meses de silêncio Pedro Santana Lopes lançou os seus sites. Após uma breve vista de olhos percebi que o Doutor e os Doutores assessores desconhecem que a Praça de Touros do Campo Pequeno não se situa na Freguesia de S. João de Deus, mas antes na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima. É um "pormaior" que quem esteve anos à frente da Câmara Municipal de Lisboa não deveria desconhecer. Mais, depois de tamanho silêncio prometendo que decorria a preparação da melhor campanha jamais vista em Lisboa, não deixa de ser um tremenda desilusão. Assim só chega a Presidente da Câmara de Lisboa suspendendo a democracia.

É caso para dizer... "Salva os Touros dos toureiros"!

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Mudar é preciso

por João Carvalho, em 06.03.09

[Cópia+de+3-Mar-09+Fotografia+(5)+(3).jpg]

Eleições autárquicas na Figueira da Foz, 1997. Mudou, sim:

mudou de limousine mal ganhou as eleições. Poucos anos depois,

repetiu a proeza na Câmara de Lisboa: também mudou de limousine

assim que entrou. Ainda não se sabe se está a preparar-se para nova mudança

este ano, mas consta que tem "andado por aí" a visitar os salões de automóveis.

E está provado que tem jeito: é preciso «saber mudar».

Ele sabe.

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Violinos de Chopin

por Paulo Gorjão, em 11.01.09

Pedro Santana Lopes pode não perceber muito de música clássica, mas é doutorado em táctica política. O seu a seu dono: no início de Dezembro, quando ainda ninguém tocava publicamente no assunto, Santana Lopes foi o primeiro -- se não estou enganado -- a alertar para a hipótese de José Sócrates querer antecipar as eleições legislativas. Houve até quem dissesse que a hipótese não tinha pés nem cabeça. Um mês depois estamos todos a chegar à conclusão que afinal é capaz de ser verdade.

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