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revolutìo,ónis (5)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 11.04.14

A revolução tem um sentido instrumental, derradeiro. A sua transformação em fim, em método, não trouxe nunca um bem comum ou geral. De certa forma, a institucionalização da revolução é já outra coisa que não esse momento de revolta que agrega aspirações gerais - há aí uma degeneração que não pode deixar de incomodar aqueles que querem decidir de si e por si e que desautorizam a que se catalogue de revolução uma comum tentação autoritária.  

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revolutìo,ónis (4)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 10.04.14

Uma revolução que não devolva as liberdades aos indivíduos não deixa de ser uma revolução, mas não merece mais do que um súbito frémito. E ainda que dela resulte uma melhoria comparativa, estamos ainda no campo de uma apropriação indevida, porque as liberdades devem ser reconhecidas e não atribuídas. É por isso que o reino das revoluções acaba por ser o reino das expectativas, porque são estas que as alimentam e, faltando estas, as abortam ou deixam morrer. 

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revolutìo,ónis (3)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 09.04.14

Uma revolução não pode ser traída, no sentido em que nela cabem tantas aspirações quantas pessoas nela tomaram directa ou indirectamente parte. Pode haver um mal-estar geral, um despeito que se impõe, mas esse sentimento declina-se em tantas motivações que quem ousar decretar a traição não está senão a falar de si. E ainda que todos se sintam traídos - o que implica uma quase impossibilidade -, tal não basta para que todos se sintam traídos da mesma forma e se autorizem estados de alma gerais.   

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revolutìo,ónis (2)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 08.04.14

A revolução pressupõe uma confluência de muitos, ainda que os actos materiais que a confirmam sejam praticados por poucos. De certa maneira, esses actos materiais, a que não podemos retirar heroísmo, herdam uma legitimidade que não têm só por si, e que lhes é conferida por esses muitos que confluem, ou permitiram que se confluísse, para esse momento de superação.     

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revolutìo,ónis (1)

por Adolfo Mesquita Nunes, em 07.04.14

As palavras, que haviam circulado apenas entre elites, ainda vagas, ainda delicadas, encorpavam e tornavam-se fáceis de entender. Nascera uma amizade entre a linguagem dos ideais e aquele mal-estar sem nome com que os pobres dormiam e acordavam.

 

Adoecer, Hélia Correia (Ed. Relógio d'Água)

 

Há uns largos meses, quando li o Adoecer, sublinhei esta frase, que me pareceu uma precisa noção de revolução. Relembro-a agora, que passam 40 anos da nossa, sem obviamente querer identificar a Hélia Correia com qualquer uma das minhas ideias, e como forma de iniciar uma série de reflexões sobre revoluções ou sobre a nossa revolução. 

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