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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 23.10.19

«O tão badalado Estádio Municipal de Braga, orçado em 65 milhões de euros, já vai em 175 milhões de custo efectivo - a que ainda há a acrescentar mais umas dezenas, por via de dívidas em cobrança judicial, mais os respectivos custos e juros de mora. Ninguém será, obviamente, responsabilizado: isto é Portugal, é o Estado a gerir e o dinheiro é integralmente dos contribuintes.»

Miguel Sousa Tavares, n' A Bola

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 16.10.19

«Portugal é um país estranho. Explorar petróleo na costa causa indignação (não me consta que a Noruega, que o faz, tenha problemas ambientais, antes pelo contrário). Explorar lítio? Credo. Como se não existissem formas de obstruir danos ambientais. Todavia, o lítio é a fonte que alimenta alguns carros eléctricos, os telemóveis por onde se marcam tantas manifestações em defesa do ambiente, etc, etc, etc. (...) Agora o alvo é o olival intensivo. Também não é possível, gritam alguns. Ora, a oliveira é das árvores que menos consomem, se não a que menos consome. Queremos viver de quê, afinal? De um turismo que pode ser efémero (é deixar acalmar certas latitudes...). Queremos ser um país só de serviços?»

Paula Teixeira da Cruz, no Público

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 04.02.19

«Os comunistas, como foi provado à saciedade, arruínam a economia, destroem instituições representativas, arregimentam e esmagam a cultura, mas elevaram a censura e a repressão de qualquer forma de insubmissão e rebeldia a pouco menos que a perfeição artística.»

Mario Vargas Llosa, no jornal peruano La República

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 14.01.19

«Esquerda e direita não são palavras que tenham conteúdo intrínseco. Quando muito, têm conteúdo aproximado e, sobretudo, relativo: quando se diz que Sá Carneiro ou Cavaco nunca se definiram como de direita, esquece-se que foram vistos por toda a gente como tal. Aquilo que eles defenderam (liberalização e democracia representativa) foi visto à época como radicalismo de direita, mesmo se hoje é a absoluta normalidade, até para os partidos radicais de esquerda. Estamos falados quanto ao valor absoluto da direita e da esquerda.»

 

Luciano Amaral, no Correio da Manhã

O populismo e os partidos

por Pedro Correia, em 03.01.19

«O populismo vencerá os grandes partidos por dentro, dispensando o País da maçada de criar novos partidos. Como diria Zeca Afonso, "já se ouvem os tambores". O instinto de sobrevivência será tudo o que ficará de longos anos de corrosão do carácter, em organizações partidárias confinadas ao rito e à obediência. O espectáculo não será bonito de ver. Cada um à sua maneira, todos declararão guerra "às elites" num país praticamente desprovido delas e farão causa comum com os instintos, preconceitos e ilusões da turba das redes sociais, dos tablóides e de um número crescente de pessoas respeitáveis.»

Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, em artigo de opinião no Expresso

(29 de Dezembro)

Ser de esquerda ou de direita

por Pedro Correia, em 11.09.18

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Não passa um dia sem que leia alegados analistas políticos usando e abusando de rótulos identitários sem um menor esboço de rigor. Incluo nestes rótulos a estafada dicotomia "esquerda/direita". Que tenho cada vez mais dificuldade em aceitar como forma de interpretar o mundo contemporâneo, caracterizado por fracturas de outro género.

O que é ser "de direita"? Quais os requisitos necessários para meter alguém na gaveta da "esquerda"? E quem está habilitado a emitir certidões deste tipo?

 

Estes dísticos têm, desde logo, o defeito de nunca valerem por si: necessitam sempre de uma bengala. Neste caso, uma bengala geográfica. Porque quem se diz de esquerda ou de direita situa-se invariavelmente em função de terceiros: ninguém está à esquerda ou à direita de si próprio.

O que nos conduz ao aparente paradoxo de qualquer de nós poder ser, em simultâneo "de esquerda" e "de direita". A menos que se trate de alguém tão colado a um extremo do espectro político que tenha a leste ou a oeste, conforme o caso, apenas um muro.

Falo por mim: sou de esquerda e de direita. Porque me situo muito mais à esquerda do que o PNR e muito mais à direita do que o MRPP. Seguramente 99% dos meus compatriotas estarão como eu.

 

Os cenários podem multiplicar-se, estreitando as margens da equação mas conduzindo ao mesmo resultado: não faz sentido alguém assumir-se politicamente em função de coordenadas geográficas que dependem sempre do contexto e das circunstâncias.

Tomemos alguns exemplos: Ramalho Eanes, eleito em 1976 como hipotético "candidato da direita" à Presidência da República, seria reeleito quatro anos depois como suposto "candidato da esquerda" - sem nunca ter deixado de ser a mesma pessoa nem abdicado do essencial do seu pensamento político. E o Mário Soares que combateu Álvaro Cunhal em 1975, perante a fúria da "esquerda", não seria estruturalmente o mesmo que colidiu com Cavaco Silva no seu segundo mandato em Belém, escandalizando parte da "direita"?

 

Um ser humano é muito mais do que a soma ou a subtracção de pontos cardeais. Gostaria que os comentadores e os jornalistas que reduzem a vida partidária aos gestos mecânicos de um polícia-sinaleiro se lembrassem mais vezes disto, rejeitando rótulos que podem ser úteis para os amantes da taxidermia mas empobrecem o debate político, reduzindo-o a tosca caricatura. Cada ser humano é demasiado complexo para caber por inteiro numa etiqueta.

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 10.06.18

«As democracias mais imperfeitas são sempre preferíveis às ditaduras mais perfeitas.»

Mario Vargas Llosa, hoje, em entrevista ao jornal espanhol ABC

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 19.10.17

«Ninguém pode assistir sem dor e sem revolta ao colapso do sistema nacional de protecção civil. Quando as pessoas desamparadas, um pouco por todo o Norte e Centro do País, tentavam apagar as chamas com baldes e enxadas e acabavam a chorar os seus mortos, não se pode dizer-lhes que sejam resilientes. Nem falar em férias sacrificadas. Nem voltar a remeter para relatórios. Não se pode. O Estado falhou e o Governo não foi capaz de perceber a dimensão da tragédia.»

Helena Roseta, no Público

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 01.10.17

«Si ustedes se fijan, nadie en Cataluña, y muy pocos en el resto de España, insultan a los independentistas. Se trata de una opción legítima y desde luego legal, siempre que no se intente imponerla a los demás mediante la intimidación, la exclusión, el chantaje, la represalia o la amenaza directa: la que han sufrido ya muchos alcaldes reacios a ceder sua ayuntamientos para la pantomima. Porque es pantomima, si es que no pucherazo, um referéndum com ocultaciones, con un censo fantasma, una transparencia inexistente, un control llevado a cabo por los partidarios del "Si", sin cabinas, sin plazo cuerdo, sin uma participación mínima para considerarlo válido y sin más requisito para dar por cierto su resultado que un solo voto más para la opción ganadora, que además ya está decidida y cantada: si sólo acuden a votar los que votan "Si", me dirán ustedes dónde está el misterio. Este referéndum es tan sólo un mal adorno. La Generalitat lleva tiempo obrando como si se hubiera celebrado ya, con el resultado propugnado por ella, casi impuesto (su "neutralidad" es un chiste).»

 

Javier Marías, no El País

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 14.09.17

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«Em 2004 foi notícia a criação da Casa-Museu [do ex-Presidente Sidónio Pais, em Caminha] que recuperaria o imóvel a partir do ano seguinte, para consagração do grande estadista. Em 2017, na última Feira Medieval que a autarquia organiza, o seu espaço serviu, entre escombros, para a instalação das casas de banho. De casa-mãe do Presidente-rei a mictório público, é obra. Diz muito da absoluta derrocada daquilo que há de mais importante num povo. Não são algumas paredes apenas. São os valores e é sobretudo a memória.»

 

Nuno Melo, no Jornal de Notícias

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 31.08.17

«O triste caso dos cadernos de exercícios da Porto Editora é o reflexo das leviandades, superficialidades e de um frenesim histérico em que estamos integrados, sendo de gargalhada que tenha sido um humorista a reconduzir os factos à sua significância. Grave é que não se atalhem outras realidades lesivas da dignidade humana, da igualdade de género e das injustiças que persistem. Grave é que, 43 anos depois de 25 de Abril, com a Esquerda no poder, em registo bafiento, o governo intervenha em tons de azul para recomendar a retirada de publicações. Grave é que, nesta como noutras matérias, as designadas referências morais da Liberdade, dos Serviços Públicos e de outras expressões comunitárias se remetam a um ensurdecedor silêncio.»

António Galamba, no i

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 30.08.17

 

«Este caso [da polémica em torno de dois cadernos de exercícios pré-escolares da Porto Editora] encerra várias histórias exemplares sobre o Portugal contemporâneo. Desde logo, a história do jornalismo-militante, que por vezes é mais militante do que jornalismo, e a da crise da imprensa (como é que em vários jornais e televisões, que se querem instituições sólidas e confiáveis, passou a mesma manipulação da realidade, sem o mínimo crivo hierárquico editorial sobre a relevância do assunto e a veracidade dos factos?). Mas também a história de um poder político que censura livros "polémicos" e a de um capitalismo tendencialmente receoso do Estado. Se Portugal fosse uma economia de mercado mais saudável, a Porto Editora tinha mandado o ministro Cabrita dar uma volta, de mão dada com a sua estratosférica prepotência. No fundo, esta é a história do estado das nossas elites. A democracia depende tanto da cacofonia das massas como da mediação dessa cacofonia. O que vimos foi a demissão total das elites que deviam fazer essa mediação, que claudicaram ao primeiro rugir da turba inorgânica das "redes sociais".»

Francisco Mendes da Silva, no Jornal de Negócios

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 29.08.17

«Há uns livrinhos para crianças do pré-primário que - imagine-se! - têm cores diferentes consoante o sexo dos destinatários. Dizem-nos, agora, que o cor-de-rosa para meninas e o azul para meninos é coisa reaccionária. Vai daí, uma Comissão para a Igualdade de Género (é assim que se diz, não é?), depois de instruída por um ministro sagaz deste Governo, "sugeriu" a erradicação de tal discriminação. (...) Assim, o assunto - entre incêndios e outras desgraças - virou matéria de Estado, com uma solene admoestação à incauta editora, na esteira do tique interventivo de que alguns jamais se libertam. (...) Pus-me a pensar quando chegará o tempo certo de um auto-de-fé para os livros da Anita ou da Sofia, por óbvia discriminação. Ou, então, porque não substituir na Branca de Neve um dos sete anões que, coitados, trabalhavam como mineiros, por uma anã mineira? E, que diabo, no Ali Babá e os 40 ladrões nem uma quota simbólica de ladras? E a Heidi de saias, não pode ser!»

António Bagão Félix, no Público

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 28.08.17

«Uma coisa é promover a igualdade e a liberdade total quanto aos gostos, escolhas e percursos de meninos e meninas. Outra, bastante diferente, é considerar que esse caminho implica abolir diferenças (incluindo de gosto) e roubar o rosa às meninas. O objectivo da luta pela igualdade é adicionar oportunidades a ambos os sexos, não limitá-las ou subtraí-las.»

Inês Cardoso, no Jornal de Notícias

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 23.08.17

«Importa chamar as coisas pelo seu nome: os incêndios na escala de escândalo que assumem em Portugal são um problema de soberania e defesa nacional. Devem ser combatidos directamente pelo Estado, com meios próprios permanentes. (...) Mesmo com meios próprios das Forças Armadas num modelo mais ágil de combate, será necessário decretar um longo estado de emergência nas áreas florestais, de modo a garantir a limpeza compulsória das matas e florestas, bem como a vigilância contra incendiários e eventuais actos de terrorismo.»

Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 07.08.17

«A tentação totalitária existe. Desmonta-se com facilidade o mito de que certas eleições não são, na realidade, hologramas. A propagandeada por Nicolás Maduro na Venezuela (aplaudida em Portugal por quem parece preferir um regime onde a paz e o pão são hoje miragens) é uma das grandes mentiras contadas aos crédulos e aos idiotas úteis. Quando Maduro perdeu as eleições legislativas de forma clara, começou a congeminar uma solução milagrosa para se manter no poder. Sem a bênção dos preços altos do petróleo para abençoar a sua deriva totalitária, Maduro tirou uma carta marcada da manga: criou a farsa de uma Assembleia Constituinte para tirar legitimidade ao Parlamento eleito. Nesse aspecto, Trump é um perfeito aliado para Maduro, porque assim tenta aparecer como uma ovelha prestes a ser abatida por um carniceiro sem escrúpulos. Se Portugal tem de ser sensato na relação com a Venezuela, não pode fingir que não se passa nada.»

Fernando Sobral, no Jornal de Negócios

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 01.08.17

«Em 2017, esperaríamos que o governo, através do Ministério da Administração Interna, tivesse uma página de internet com toda a informação actualizada sobre a tragédia de Pedrógão Grande. Mas surpreendentemente não há um site oficial com a informação actualizada dos mortos, desaparecidos, feridos (e a evolução da gravidade), área ardida, valores das perdas económicas causadas pelos incêndios, estatísticas socio-económicas das habitações danificadas, apoios à população, alocação dos donativos privados. O mesmo ministério que usa as redes sociais abundantemente (onde, por engano, faz publicidade a sondagens favoráveis ao PS) não acha especialmente necessário oferecer informação oficial actualizada aos seus cidadãos.»

Nuno Garoupa, no Diário de Notícias

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 27.07.17

«Em todos os maus anos - e são muitos - há sempre um pequeno punhado de incêndios - quase sempre menos de 1% - que destroem por vezes mais de 90% da área total. Não é só azar, é também muita aselhice. Tal como o drama de Pedrógão Grande não foi um azar, foi uma consequência. Aliás, o incêndio da Sertã - que já lavra por Mação e Proença, ameaçando ser o pior de sempre - parece ser um caso paradigmático de aselhice: nas primeiras horas após a ignição, ainda com pequena dimensão, o fogo conseguiu quase o impossível: progredindo pela encosta abaixo, atravessou o IC8, perto de uma praia fluvial e chegou ao "barril de pólvora" (pinhal contínuo), tornando-se incontrolável. Ou seja, não houve azar nenhum. O combate a este incêndio será avaliado de forma independente e com rigor? E se houver conclusões, servirão para alguma coisa?»

Pedro Almeida Vieira, no Público

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 22.07.17

«Ao mais alto nível da chefia do Exército foi comunicado ao País que: a) os ladrões fizeram um favor ao Exército assaltando o paiol de Tancos, onde só havia sucata militar, assim poupando aos responsáveis o problema da sua inutilização; b) em lugar de apurar e explicar as circunstâncias em que um paiol de um quartel é assaltado e tratar de corrigi-las para que idêntica vergonha não se repita, optou-se por fechar de vez o paiol, assim garantindo o sucesso eterno da sua guarda e o fracasso de futuros assaltos semelhantes; c) nada de grave se tendo, pois, passado e nada havendo a lamentar ou a temer no futuro, os cinco oficiais provisoriamente suspensos foram reintegrados nas mesmíssimas funções - entre as quais as de guardar o paiol... que já não existe. Não foi anedota, foi genuíno fado lusitano.»

Miguel Sousa Tavares, no Expresso

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 07.07.17

«Infelizmente, o Governo de António Costa tem dado muitos sinais errados. Nestes dois casos graves, por exemplo, já se percebeu que quer enveredar pela via do "fenómeno natural nunca visto" e do "nos outros países também roubam armas" - prevê-se, por isso, o pior em matéria de responsabilização (o maior incentivo para evitar erros futuros). Nas finanças públicas a história não é melhor. O Governo que usa a margem de não ter uma troika às costas e de ter vento a favor na economia para repor as 35 horas de trabalho no Estado ou baixar o IVA aos restaurantes mostra um entendimento sagaz das prioridades eleitorais, mas uma pobre leitura sobre as prioridades a dar ao dinheiro público (as cativações recorde, em despesas correntes que deixam serviços sem verba para gastos básicos, são mais um exemplo dessa má estratégia).»

Bruno Faria Lopes, no Jornal de Negócios


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