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France partout

por João Pedro Pimenta, em 23.04.17

Lá pelas 19:00, mais minuto menos minuto, teremos as primeiras projecções dos resultados da primeira volta das presidenciais francesas. Às 19:45 começa o superclássico Real Madrid-Barcelona, em que os "merengues", treinados pelo antigo craque francês Zinedine Zidane, tentarão dar a estocada final no rival da Catalunha, essa região vizinha de França. Não há por onde escapar: dê por onde der, hoje todas as atenções se centram em franceses ou aparentados.

Cristiano

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.04.14

(Foto EPA, Kiko Huesca)

Nem todos os deuses são magos, mas há magos que se elevam e fazem de deus. No futebol isso também acontece. Cristiano Ronaldo e a armada do Real Madrid cilindraram em Munique os impantes, rudes e sobranceiros bávaros. Os campeões europeus, reforçados com o saber de Pepe Guardiola, encaixaram uns rotundos quatro a zero perante o seu próprio público. A vitória do Real, quer se queira quer não, será sempre vista como uma vitória da Europa do Sul contra a hegemonia alemã, como uma correcção e reequilibrar de forças depois do que aconteceu na época passada. Lisboa e o Estádio da Luz recebê-los-ão como merecem.

 

Ao fim de nove partidas, nove, Mourinho encontrou o caminho. Nada de muito complicado, elaborado ou transcendente. Basta jogar futebol. E o futebol não se joga de autocarro. Foi por jogar de autocarro na 1ª mão que Mourinho perdeu a eliminatória. Mas hoje, tendo empatado no resultado, ganhou o jogo mais importante. O psicológico. Desta vez, dentro de campo. O Real Madrid mostrou que não deve nada ao Barcelona. Não se trata já de ser igual. Pode mesmo ser superior. Perdendo na Copa del Rey, Mourinho pode muito bem ter encontrado o combustível anímico indispensável para ganhar La Liga. É bom ter de volta o Special One. Retomando a via do futebol jogado, para ser o melhor do mundo falta-lhe apenas aprender a sorrir e a pôr de parte aquela cara de vinagre. Se lhe faltarem outros motivos, pode sempre rir-se da exibição vergonhosa do árbitro.

* publicado também aqui.

 

Se existe um bufo no Real Madrid, há uma coisa que espero dele: que antes de começar o jogo de hoje nos informe que Mourinho escolheu para a equipa jogadores que possam fazer um futebol de ataque e que a táctica passa por encarar o Barcelona olhos nos olhos. Isto seria sinal de que Mourinho, ao contrário do que fez no último clássico, decidiu finalmente prescindir da caceteirice e da ronha. O autocarro, já se viu, só foi solução uma vez. E aquele que ascendeu por mérito próprio ao topo da elite dos treinadores deve a si mesmo fazer tudo para ganhar jogando futebol. E se ainda outra vez tiver de perder, que seja assim e não de outra maneira. Porque também é possível perder sem deixar de ser grande.

Cordas novas para as costas de Mourinho

por Rui Rocha, em 19.01.12

Num jogo disputado no Dia Internacional do Riso, era bom de ver que só o Barcelona podia ser feliz. Nos embates com a equipa catalã, Mourinho entra sempre condicionado pela história. Se o seu traço característico é o desplante, frente à equipa de Guardiola o Special One transpira medo e frustração. Por isso, refugia-se em tábuas. Acossado pela memória de desastres recentes, monta a equipa com base na tensão muscular. O seu estandarte é Pepe. Um futebolista sem cabeça e sem razão. O método baseia-se na presença, em doses iguais, de ignorância futebolística e pancada, ronha e retranca, contra-ataque e contenção. Nestas ocasiões, o Real Madrid de Mourinho tanto pode ser uma equipa de futebol como um grupo de assentadores de ladrilhos que enfrenta o destino com os dentes cerrados e um rol de queixas do patrão. É claro que um dia por outro lá pode calhar uma vitória.  Foi assim quando Mourinho orientava o Inter do Milão. Pode voltar a ser na 2ª mão desta Copa del Rey. Nunca será, nessas condições, filha do mérito, mas a prova contextual de um axioma organizador da contingência ludopédica: um autocarro parado em frente a uma baliza tem razão duas vezes numa década. Fora disso, o trilho escolhido leva inexoravelmente ao insucesso. Bem pode Pepe resfolegar durante toda a partida. Basta que Messi respire por um segundo, que se distraia da apneia, e logo a arte invadirá o espaço restrito onde não chega o machado do lenhador luso-brasileiro. Consumado o desequilíbrio, já poderá o argentino mergulhar nas profundezas da vulgaridade consentida, como realmente fez durante todo o jogo. Tal como na vida, na bola a condição essencial para ser feliz é querer ser feliz, ousar o sorriso, ansiar pela gargalhada. Ter como único objectivo ceifar as pernas do adversário poderá, pontualmente, levar ao sucesso. Mas, nunca levará à felicidade. Por isso, este Mourinho que começou o jogo a rosnar Ai se eu te pego, acabou a partida a murmurar Nossa, você me mata. Foi exactamente isso que Abidal recordou aos presentes quando festejou o segundo golo do Barça coreografando a canção do insuportável Michel Teló. Por essa altura, já as costas de Mourinho tinham trocado as tábuas pela cordas.

 

 
* publicado também aqui.


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