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Exímio a derrotar as distritais

por Pedro Correia, em 07.08.19

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Foto: Lusa

 

Fiel ao seu estilo, entrou mudo e saiu calado do Conselho Nacional do partido: nem uma palavrinha aos jornalistas. Os seus acólitos haviam prometido nos jornais uma profunda renovação nas listas eleitorais e a promessa tornou-se realidade: todos os críticos foram postos à margem.

Lá dentro, ele agiu como se fosse dono do partido, confrontando as estruturas distritais. Varreu da lista de Setúbal uma companheira que assumiu a pasta das Finanças com o País sob resgate enquanto ele próprio louvava o actual ministro, pertencente ao Governo do partido rival. Impôs para cabeça de lista em Lisboa a quarta vereadora da câmara de Cascais, eliminando o vice-presidente do mesmo município que era indicado pela distrital. Designou imperialmente para número dois por Lisboa o secretário-geral que ficou manchado pelo caso das falsas presenças no hemiciclo. Impôs para Viana do Castelo outra deputada salpicada pelo mesmo escândalo. Afastou de Braga um ex-líder parlamentar que cometeu o pecado de apoiar um rival no anterior congresso. Mandou avançar para o Porto vários nomes que estão sob escrutínio da justiça, já esquecido do «banho de ética» in illo tempore anunciado. E - com a inabalável coerência que o caracteriza - escolheu para este mesmo distrito um dos nomes que ele próprio associou, durante anos, ao pior que existe na política portuguesa.

Mostrou-se exímio a enfrentar os companheiros ao impor listas eleitorais que mostram um partido mais tenso, mais fechado, mais crispado, mais monolítico, mais distante da sociedade civil. Levou a melhor nesta sua emocionante refrega contra as distritais: conseguiu ver as listas aprovadas por 80 votos a favor, apenas 18 contra e dez abstenções.

É um político brilhante - deve estar a pensar neste momento o seu principal adversário.

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Contra o código genético do PSD

por Pedro Correia, em 01.08.19

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Outros tempos: Santana, Ferreira Leite, Durão e Rio (Dezembro de 2001)

 

Durão Barroso venceu o congresso de Viseu em 2000, contra Pedro Santana Lopes e Luís Marques Mendes - um congresso muito dividido e disputado. O passo seguinte era unir o PSD, estendendo pontes para os dois derrotados. Foi o que Durão fez, com um balanço largamente positivo: Santana avançou como candidato do partido à Câmara de Lisboa, que venceu em Dezembro de 2001, e Mendes encabeçou a lista eleitoral laranja pelo distrito de Aveiro às legislativas de Março de 2002, ganhas pelos sociais-democratas. A mensagem de unidade interna dada por Durão Barroso favoreceu assim o PSD em dois combates eleitorais.

 

Pedro Passos Coelho venceu a eleição interna no partido em Março de 2010, derrotando por larga margem as candidaturas adversárias protagonizadas por Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco. O seu primeiro gesto, mal ascendeu à presidência dos sociais-democratas, foi apaziguar as hostes adversárias, convidando os antagonistas da véspera para os órgãos nacionais. Assim, a convite dele, Rangel encabeçou a lista ao Conselho Nacional do PSD e Aguiar-Branco presidiu à comissão formada para rever o programa do partido. No ano seguinte, com Passos na liderança não só do partido mas já também do Governo, o segundo assumiu o cargo de ministro da Defesa enquanto o primeiro se manteve como deputado europeu, recandidatando-se em 2014 com o apoio expresso de quem o derrotara quatro anos antes.

 

Nesses tempos de progressão eleitoral e política do partido laranja tudo decorreu desta forma. Agora, com outra liderança e outras cabeças a definir a estratégia para as legislativas de 6 de Outubro, todos os sinais vão no sentido oposto: fragmentar em vez de unir, congregar fiéis em vez de estimular o pluralismo interno que faz parte do código genético do partido fundado por Francisco Sá Carneiro. Como se este PSD de Rui Rio mimetizasse os velhos movimentos da extrema-esquerda, que iam purgando dirigentes e militantes em nome da pureza ideológica e da estrita obediência à voz de comando.

Estamos em plena contagem decrescente: faltam 66 dias para conhecermos o resultado de tão brilhante estratégia.

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 30.07.19

 

Recado ao PSD. De Pedro Duarte, no Observador.

 

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Centeno pode contar com Rio

por Pedro Correia, em 30.07.19

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Rui Rio continua a surpreender-nos. Na mesma semana em que vem a público apoiar com entusiasmo a putativa designação do socialista Mário Centeno para director-geral do FMI, escorraça sem remissão a social-democrata Maria Luís Albuquerque - antecessora de Centeno na pasta das Finanças - das próximas listas eleitorais do PSD, apesar de o nome da ex-ministra ter sido indicado pela estrutura distrital laranja por Setúbal.

Com tais gestos quase simultâneos, talvez sem reparar, o antigo autarca do Porto subscreve e aplaude os quatro anos do consulado Centeno - recordista dos impostos em alta e do investimento público em baixa - e repudia as traves mestras da política financeira do seu próprio partido, de que Maria Luís foi um rosto emblemático. Em vez de enfrentar os socialistas, como seria de supor, continua a cortar às fatias o que resta da agremiação social-democrata, indiferente às luzes de alarme que se acendem a cada sondagem.

Não podia haver maior incentivo, por parte do presidente do PSD, ao voto em António Costa. Começo a interrogar-me se não será mesmo isto o que Rio realmente pretende: uma maioria estável, sólida e absoluta do PS na próxima legislatura. 

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Palavras para recordar (46)

por Pedro Correia, em 23.07.19

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RUI RIO

SIC, 29 de Maio de 2008

«Qualquer dia também tenho de ir apagar um fogo ao PSD.»

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Cuidados intensivos

por Pedro Correia, em 20.07.19

Barómetro de Julho da Aximage: há já um fosso de 14 pontos percentuais a separar o PS de António Costa do PSD de Rui Rio. É a maior distância do ano entre os dois partidos.

De acordo com estes números, divulgados a menos de três meses das legislativas, PSD e CDS somam apenas 28,5% (23,6% + 4,9%). Conclusão óbvia: em Portugal, a chamada "direita" (que rejeita este rótulo no PSD de Rio) necessita de internamento urgente nos cuidados intensivos.

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É este um líder da oposição?

por Pedro Correia, em 09.07.19

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1. Elogios ao Governo (do PS):

«O produto interno bruto cresceu, nestes quatro anos, cerca de 30 mil milhões.»

«Têm sido criados empregos.»

«As taxas de crescimento que nós temos não são muito diferentes das do PS: são um pouquinho acima.»

 

2. Críticas ao Governo (do PSD/CDS):

«No tempo da tróica, o que é que se fez? Cortes nos salários, cortes nas pensões, cortes na despesa. Porque, ao mesmo tempo, já se estava a aumentar os impostos.»

«Inventaram-se os vistos gold, que eram uma espécie de exportação de casas, sendo que a mercadoria fica cá e não é exportada...»

 

3. Dúvidas existenciais:

«Eu estou em Lisboa pelo menos três dias por semana. E não quer dizer que nos outros dias esteja no Porto.»

«Podem duvidar se eu sou capaz, se o PSD é capaz. Isso, podem duvidar.»

«O apego pessoal que eu tenho ao lugar [de presidente do PSD] não é nenhum.»

 

Rui Rio, ontem à noite, em entrevista ao principal telediário da TVI conduzida por Miguel Sousa Tavares e Pedro Pinto

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De tombo em tombo

por Pedro Correia, em 25.06.19

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Aumenta a convicção, apoiada pelas mais recentes sondagens, de que o PSD terá em Outubro o pior resultado alguma vez obtido numas eleições legislativas. Enquanto Rui Rio - há um ano e meio em funções na presidência do partido - transmite a crescente sensação de ser um actor sempre à procura do seu papel: remete-se ao silêncio quando devia falar, insiste em abrir a boca quando devia calar-se. 

Em poucos dias, somou mais uma série de erros e disparates.

 

Lembrou-se, por exemplo, de reduzir o número efectivo de deputados pela contabilização de votos brancos e nulos, que originariam cadeiras vazias no hemiciclo de São Bento - proposta de tal modo estapafúrdia que acabou por afogar-se à nascença.

Apressou-se a sair em defesa de António Costa na controversa decisão de nacionalizar o sistema integrado de redes de emergência e segurança quando ainda nada se sabe sobre os contornos deste negócio.

Apresta-se a transformar o PSD num pneu sobressalente do Governo após o fracassado acordo à esquerda em torno da Lei de Bases da Saúde, a três meses das legislativas, aparentemente esquecido de que o PS, pela voz autorizada de Pedro Nuno Santos, garantira em Janeiro de 2017 que «nunca mais precisará da direita para governar» .

Critica a anunciada medida do Executivo relativa à dispensa dos trabalhadores da função pública no acompanhamento do primeiro dia de aulas dos filhos sem sequer a ter lido: faz alusão a «um dia de folga» quando o diploma aponta para um máximo de três horas de falta justificada.

Deixa ao CDS terreno livre para reivindicar uma medida mais que justa: o alargamento do acesso à ADSE a todos os trabalhadores do sector privado, pondo fim a uma discriminação que não faz hoje o menor sentido.

 

Silencia o descalabro nas urgências externas das maternidades, decorrente da falta de especialistas em ginecologia e obstetrícia - tema em que urgia ouvir a voz do PSD enquanto maior partido da oposição, tanto mais que a situação «ultrapassa os limites do aceitável», segundo o bastonário da Ordem dos Médicos, e os próprios directores clínicos denunciam a «situação caótica» reinante em diversas unidades hospitalares.

Neste contexto, agravado pelas cativações do ministro das Finanças, escuta-se o Presidente da República, exigindo que tudo seja «devidamente esclarecido e explicado», e Marques Mendes acusa o ministro das Finanças de ser o «coveiro do Serviço Nacional de Saúde». Mas Rio prefere calar-se.

 

Está talvez mais preocupado em «escorraçar os desleais» das próximas listas eleitorais do seu partido: a única luta política que parece animá-lo é o combate ao adversário interno.

Pode ficar tranquilo: ao ritmo a que o PSD vai tombando nas intenções de voto, só lhe restará mesmo um pequeno núcleo de fiéis para alojar.

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Outros tempos

por Diogo Noivo, em 17.06.19

Após dias que mais pareceram meses, Álvaro Amaro anuncia que prescindirá da imunidade conferida pelo cargo de eurodeputado. Menos mal.

Já Rui Rio arremessou o banho de ética para parte incerta, pois mandou dizer à imprensa que não pensa pronunciar-se sobre o assunto. Afinal, trata-se tão somente de um coordenador do partido, recém-eleito deputado ao Parlamento Europeu, que é constituído arguido no âmbito de um processo que visa crimes de fraude, corrupção, tráfico de influências e prevaricação.

Há não muito tempo, sem esperar por acusações formais ou pela constituição de arguidos, um ministro do PSD demitia-se para preservar a autoridade das instituições. E preservou-a (a das instituições e a sua). Outros tempos.

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Ser turcófilo passou de moda

por Pedro Correia, em 13.06.19

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1

Ao contrário do que por vezes se imagina, a passagem do tempo costuma ser clemente para os políticos. Se assim não fosse, estaríamos em 2019 a escrutinar todos aqueles que durante anos andaram por cá a defender com fervor a integração da Turquia na União Europeia. 

Não precisamos de recuar muito. Na campanha para as eleições europeias de 2009, este tema esteve em debate. Com os cabeças de lista do PS e do PSD, Vital Moreira e Paulo Rangel, convergindo no apoio à adesão turca.

«A União Europeia só teria a ganhar com a integração de um país muçulmano e laico», declarou Vital Moreira durante essa campanha. Enquanto Paulo Rangel deixou claro: «Devemos apoiar os esforços de negociação entre a Turquia e a UE.»

 

2

Ainda mais longe neste entusiasmo andou o ex-Presidente da República Cavaco Silva. Que aproveitou precisamente uma visita de Estado realizada há dez anos à Turquia para garantir o «apoio integral de Portugal» no processo de adesão, possibilitando que a maior potência da Ásia Menor se tornasse «membro pleno» da UE.

Indiferente ao facto de se tratar de um país com mais de 70 milhões de habitantes, aliás na esmagadora maioria residentes fora do continente europeu (em termos geográficos, o centro-sul/sudeste da Trácia é a única parcela de território turco que faz parte da Europa).

Indiferente também à inevitável pressão demográfica desta adesão, que conduziria à quebra de salários e rendimentos dos trabalhadores assalariados no espaço comunitário.

 

3

Havia já suficientes sinais de alerta para que tais entusiasmos fossem travados. Desde logo, a ocupação ilegal de parte da ilha de Chipre por forças turcas, à revelia do direito internacional. Depois, o contínuo desrespeito da minoria curda residente em solo turco. Sem esquecer a preocupante aproximação do partido do primeiro-ministro (agora Presidente da República) Recep Erdogan ao integrismo islâmico.

Sabemos o que aconteceu desde então: a Turquia tornou-se um Estado autoritário, onde se multiplicam as violações dos direitos fundamentais dos seus cidadãos - incluindo severas restrições às liberdades de expressão, de reunião, de manifestação e de imprensa, acentuadas desde a alegada tentativa de golpe ocorrida em 2016, que serviu de pretexto a Erdogan para uma gigantesca purga no aparelho de Estado, além do silenciamento de incontáveis vozes incómodas no jornalismo turco. Enquanto se vai diluindo o regime laico implantado em 1923 por Ataturk. 

 

4

Tudo isto já é suficientemente grave com a Turquia fora da UE. Agora imaginemos se as teses turcófilas dos generosos políticos portugueses tivessem prevalecido dez anos atrás, escancarando as portas a Ancara: haveria hoje uma séria deriva ditatorial no segundo país mais populoso do espaço comunitário (logo após a Alemanha).

Felizmente os desígnios de Erdogan foram travados pela sábia Angela Merkel e pelo arguto Nicolas Sarkozy, que vetaram a adesão. Felizmente também para alguns políticos cá do burgo, a nossa memória colectiva é muito curta: cada vez somos menos com memória suficiente para pedir-lhes contas do que disseram e fizeram.

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De disparate em disparate

por Pedro Correia, em 02.06.19

Rui Rio, como se não tivesse já adversários em número suficiente, decidiu abrir mais uma frente de batalha. Mas ainda não foi desta vez que começou a alvejar o Governo: preferiu atirar-se ao Presidente da República, considerando que Marcelo Rebelo de Sousa faz uma análise «muito optimista um bocadinho superficial» da cena política portuguesa.

«Temos uma crise efectiva de regime, com um descrédito muito grande de todo o sistema partidário», disse hoje Rio aos jornalistas. Falava como se não fizesse parte do sistema partidário e não fosse ele próprio líder de um partido desde Janeiro de 2018. Falava como se não andasse há quase 40 anos na política portuguesa - como vice-presidente da JSD, deputado social-democrata, vice-presidente do grupo parlamentar, secretário-geral do PSD, presidente da Câmara do Porto eleito pelo partido laranja e presidente da Junta Metropolitana do Porto antes de assumir as actuais funções.

Foi preciso ter conduzido o partido à mais estrondosa derrota eleitoral de sempre para se alarmar com a «crisa efectiva de regime». Cabe perguntar se falaria assim caso o PSD não tivesse ficado 11,5 pontos percentuais atrás do PS nas eleições que ocorreram faz hoje oito dias.

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Impressões eleitorais

por Diogo Noivo, em 27.05.19

António Costa ‘nacionalizou’ as eleições europeias, transformando-as num plebiscito à sua governação. E apesar de Pedro Marques, de Pedro Silva Pereira e da época de banditismo e prepotência que representa, do CV da Maria Begonha, de Carlos César e da sua grande família, das nomeações descaradas de amigos e familiares, da maior carga fiscal dos últimos 22 anos, de Tancos, do caos no Serviço Nacional de Saúde, e do número inaudito de mortos em incêndios florestais onde o Estado falhou por incúria, o Partido Socialista venceu as eleições de forma claríssima. É obra. A força e a legitimidade de António Costa saem reforçadas – embora os 70% de abstenção não permitam embandeirar em arco.

Os resultados porventura digam algo sobre aquilo que somos enquanto eleitores. Mas dizem certamente muito da oposição que temos, pois raras foram as vezes em que o partido incumbente venceu as europeias. O PSD, que é hoje um simulacro do partido que foi em tempos, não parece ter percebido a dimensão da coisa. Não lhe auguro nada de bom.

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Europeias (22)

por Pedro Correia, em 27.05.19

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UM ROMBO NO PSD

 

«Crescemos pouco», disse esta noite na RTP 3 o vice-presidente social-democrata David Justino. Neste sucinto comentário aos resultados eleitorais percebe-se o desnorte que paira nas cabeças dirigentes do partido: ao contrário do que diz o braço direito de Rui Rio, o PSD nada cresceu. Pelo contrário, acaba de registar o pior resultado da sua história numa eleição de âmbito nacional. Situando-se 11,5% atrás do PS nesta que constitui a maior "sondagem" aos portugueses a quatro meses da eleição para a Assembleia da República.

A incompetência revelada pela cúpula social-democrata na questão do tempo de serviço dos professores, como na devida altura aqui se alertou, foi fatal para as aspirações eleitorais do PSD: bastou António Costa fazer voz grossa numa comunicação ao País para Rio se transformar num boneco de plasticina, claramente apavorado com a perspectiva de disputar legislativas antecipadas. Desautorizou o seu grupo parlamentar, recuou em toda a linha e transmitiu uma imagem de confrangedor amadorismo, evidenciando um insólito temor reverencial perante o partido do Governo.

Estas coisas pagam-se caras. «A política não é para aprendizes», como escrevi na altura. E agora reitero com renovada convicção.

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Europeias (16)

por Pedro Correia, em 22.05.19

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PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA: TRÊS PROPOSTAS

 

  • Prioridade à instituição de um plano europeu de luta contra o cancro, assumindo como meta a erradicação da doença.
  • Valorização do património florestal: Missão Floresta deve promover o rendimento dos proprietários, salvaguardar o ambiente e combater os fogos.
  • Aposta na ciência da inovação: inteligência artificial, robótica, biomedicina, metadados e engenharia da mobilidade.

 

Do manifesto eleitoral, Mais Portugal, Melhor Europa

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Europeias (15)

por Pedro Correia, em 22.05.19

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AUSENTE MAS PRESENTE

 

A presença de Pedro Passos Coelho numa acção de campanha do PSD bastou para perturbar a campanha socialista. Ao ponto de usarem essa esporádica aparição do anterior primeiro-ministro como fio condutor de um mini-comício promovido ontem pelo PS em Aveiro.

Valia mais que os dirigentes do partido do Governo evitassem abordar este tema. Para não serem confrontados sobre a ausência, nesta mesma campanha, do primeiro-ministro que antecedeu Passos Coelho. Eles sabem muito bem que nós sabemos que eles sabem que nós sabemos quem foi.

 

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Frases de 2019 (13)

por Pedro Correia, em 07.05.19

«Se o Dr. Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS.»

Rui Rio, presidente do PSD, no jantar do 45.º aniversário do partido

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A política não é para aprendizes

por Pedro Correia, em 05.05.19

Os partidos da oposição - com destaque para o PSD - acabam de oferecer a António Costa o melhor dos troféus: o da responsabilidade orçamental, demarcando-o da esquerda que ainda não aprendeu a fazer contas.

No actual contexto de campanha eleitoral para as europeias, confrontado com sondagens pouco animadoras, Costa precisava com urgência de surgir aos olhos dos portugueses como um dirigente moderado e "centrista". PSD e CDS fizeram-lhe a vontade numa farsa em dois tempos com epicentro na Assembleia da República: na sexta-feira, uniram-se à esquerda radical na questão da contagem do tempo de serviço dos professores; ontem e hoje, acossados por Costa e certamente pressionados pelo Presidente da República, saltaram dessa carruagem, desautorizando os seus deputados e dando de si próprios uma imagem de penosa incompetência. Enquanto Pires de Lima, ex-braço direito de Paulo Portas no CDS, se atira a Assunção Cristas, personalidades do PSD como Pedro Duarte e Luís Montenegro não poupam nas justas críticas a Rui Rio. E Marques Mendes, na SIC, acaba de reconhecer o óbvio: «António Costa teve talvez a melhor prestação desde que é primeiro-ministro.»

A política não é para meninos. Nem para aprendizes.

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Dois coelhos com uma só cajadada.

por Luís Menezes Leitão, em 05.05.19

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Parece que os líderes da oposição andam a fazer concorrência a ver quem é que recua mais depressa perante os ultimatos de António Costa. O resultado da sua vergonhosa jogada política vai ser gabar-se de ter apanhado dois coelhos apenas com uma só cajadada.

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Os zigue-zagues do PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 05.05.19

Se o anúncio da demissão de António Costa foi uma jogada política vergonhosa, estes zigue-zagues do maior partido da oposição também não lhe ficam nada bem. E como é que se compreende que o líder do partido diga que não conhece um texto com esta importância? Não o pode receber por e-mail e ver no telemóvel? Será que os deputados do PSD andam em roda livre no parlamento e não prestam contas ao líder?

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Modo errático

por Pedro Correia, em 05.05.19

Com três ou quatro frases a ameaçar trovoada, António Costa "suspendeu" a campanha europeia, que lhe estava a ser adversa, pôs parte da oposição em sentido, já confrontada com críticas internas, e a outra parte a correr atrás do prejuízo. Sobretudo o PSD de Rui Rio, que passou a reunir em local secreto, foge dos jornalistas, anula a anunciada participação do líder num evento partidário e mergulha num constrangedor silêncio que dura há 48 horas no momento em que escrevo.

Entrando em modo errático. Mais ainda do que já estava.

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