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(Teodorico e Alpedrinha por Rui Campos Matos)

 

Foi-se a ministra, orgulhosamente lesbiana, a Guadalajara, decerto que com adido à ilharga – mas não a Cuernavaca com o necessário Cônsul, estou disso certo – e por lá resmungou algo, sobranceira a portugueses, Portugal e seus jornalistas e jornaleiros. Entretanto, cá longe, noutro “lá fora”, ando eu a reler, 35 anos depois, o “Relíquia”. Eça não é, diz quem sabe, o Zola, o Balzac, muito menos o Flaubert, mas é o que temos, e ainda que me solavanque o encanto – tetrali o “Os Maias” por causa do filme de João Botelho, e disso me apercebi, já nada adolescente ou vinteanista, franzindo o meu cenho ao traço grosso da caricatura que escorrega daquele Ega – continua uma delícia.

 

Enfim, perorava a ministra lá em Guadalajara quando o Raposão, o bom do Teodorico, me aportou a Alexandria, naquela sua ímpia, pois humana, peregrinação à então Terra Santa. Logo se acolheu ao afamado e recomendado “Hotel das Pirâmides”, deparando-se com um patrício (onde é que não há um português?), “moço de bagagens e triste“, ali algo desvalido dados os infortúnios de amores e impensares, o Alpedrinha, figura ímpar do panteão queiroziano, mais que não seja por aquela sua sábia e monumental saída, que em mim habitava sem lhe recordar a autoria (“Tu já estiveste em Jerusálem, Alpedrinha?“, perguntou-lhe o Teodorico, “Não senhor, mas sei … Pior que Braga, algo que talvez tenha acicatado aquele Luiz Pacheco). Chegava-se pois, no mesmo fim-de-semana da ministra no México, o bom do Teodorico às terras da Esfinge e, lá de tão longe, responde à sáfica governante: “E se o cavalheiro trouxesse por aí algum jornal da nossa Lisboa, eu gostava de saber como vai a política.”, atreveu-se o Alpedrinha. “Concedi-lhe generosamente todos os “Jornais de Notícias” que embrulhavam os meus botins“, logo concedeu o malandrote.

Isto nem em Cuernavaca lá iria. Quanto mais em Guadalajara.

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Ventania

por jpt, em 14.10.18

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A ventania que remodelou o governo PS é muito mau sinal. Com o PSD igual ao Sporting pós-Alcochete, Cristas encantada com o pseudo-sucesso lisboeta e o CDS incapaz de por Mesquita Nunes onde já devia estar, o BE roblesado e o PCP no respeitável mas doloroso e inimputável estado mental em que tantos dos nossos queridos mais-velhos vão ficando, o vice de Sócrates reforça-se bem. A senhora da Cultura é competente (também quem lá estava era péssimo, fácil de substituir). E Cravinho é muito bom, cumpriu bem como presidente da cooperação e foi excelente como secretário de estado. Está na óbvia rota para futuro MNE. E o Matos Fernandes, tão resguardado que nunca chamuscado nos terríveis fogos e nas coisas do petróleo, vai-se alargando. "Marquem as minhas palavras", querem alguém do Porto no poder?, esperem-pouco e olhem para ali.

Contornar estes baixios vai ser muito difícil. Mas, como em tempos se disse, navegar é preciso, viver (a vida videirinha, funcionária/avençada) não é preciso ...

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O PS É QUE FEZ, O PS É QUE FAZ!

por jpt, em 09.10.18

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Num dia é o apelo da esquerda socialista à perseguição e expulsão de imigrantes que não votam para os países deles segundo os "nossos" princípios e valores - nenhum dos deles, nenhum líder, jornalista, deputado, bloguista-facebuqueiro, sempre tão ciosos da sua "superioridade moral", protesta com o desaforo destas aspirantes a modelos (até vejo portugueses antropólogos doutorados a convocar essa mesma perseguição, os democratas ..., nuns "que fazem eles neste país", "como é que os vamos tirar daqui", aos brasileiros residentes). Não se lê uma única pessoa da chamada esquerda, do arco "geringonça" a denunciar, contestar esta vilania. Um único.

No dia seguinte é esta apropriação necrófaga.

Em Moçambique numa campanha os propagandistas inventaram o belo chavão "A Frelimo é que fez, a Frelimo é que faz". O PS também se apropriou disso, virou-o "O PS É QUE FEZ, O PS É QUE FAZ!". Até o morto Saramago ...

O geringoncismo é mesmo isto. Execrável.

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Não é preciso ser druida

por jpt, em 04.10.18

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Escrevi "O ministro da defesa ainda o é (ele que disse que se calhar não tinha havido roubo em Tancos - estamos a brincar?, não é óbvio o que o homem sabia?)" - num postal de 27.9 (e podia ter sido de há meses), e boto eu sem fontes, mero civil, e ainda por cima emigrado.

O traste lixou-se agora em tribunal: a que horas será preso, é o que me ocorre perguntar? E já agora, a ministra do mar, aquela que nomeia a sócia para gerir os portos (g'anda lata ...), já se demitiu? Irá presa?

Isto com esperança, que ser sportinguista é ser esperançoso, de que ainda haveremos de chegar aos kamovs. Apesar das progenituras anticolonialistas. Devagarinho ..., e decerto que só depois do Celo de Sousa ter caído. Mas haveremos de lá chegar. Até às barragens. Até às barragens chegaremos. A essas se calhar já só em registo de "história". Mas ficarão as "histórias", pelo menos para se reconhecerem os apelidos dos descendentes. Destes socialistas.

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Para os amigos tudo. Para os outros, há o PS

por João Villalobos, em 07.09.18

Adoro a pastinha encarnada cujos segredos apenas podemos especular. A gravata fúnebre do senhor lá atrás (o qual, como diria um escritor que ninguém já hoje lê, sorri à morte com meia cara). A outra pastinha azul sobre cujos segredos apenas podemos especular, quase da cor do vestido da mesma senhora que olha quiçá para as chem trails no céu. E, principalmente, a coerência de certo PS na defesa dos seus. A bem da transparência. Nas próximas eleições, só será parvo quem quiser. A fotografia é do grande repórter fotográfico António Pedro Ferreira. O que ela retrata é de todos nós.

A notícia relacionada. E a legenda da foto, para que não haja confusões por parte de quem não segue os links: "Valdemar Alves com António Costa, em 2017, durante as homenages às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande".

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Obrigado, Santana Lopes.

por Luís Menezes Leitão, em 27.08.18

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Pela segunda vez o PS vai agradecer a maioria absoluta que lhe proporcionou. Merece desde já ser feito militante honorário, uma vez que faz mais pelo resultado eleitoral do partido do que qualquer líder do PS.

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O debate em curso no PS

por Pedro Correia, em 16.07.18

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O maior debate ideológico neste momento na política portuguesa ocorre no interior do PS, já a apontar para um período posterior à actual liderança. Com uma clivagem cada vez mais evidente entre a sua ala maioritária, europeísta e firme defensora dos compromissos de Portugal enquanto membro das instituições comunitárias, e uma ala que anda seduzida por um certo populismo eurocéptico, de braço dado com forças partidárias que nunca advogaram a construção europeia e não escondem a aversão à união monetária.

Isto ocorre num período histórico de clara regressão da social-democracia clássica à escala continental. Socialistas e sociais-democratas estão em recuo acelerado em quase toda a Europa - Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Bélgica. Na Itália, em França e na Grécia os partidos socialistas eclipsaram-se. Tiveram de mudar de nome e de configuração para não desaparecerem de vez.

Na Alemanha, a última eleição federal ganha pelo SPD foi em 2002.

No Reino Unido, as últimas legislativas com triunfo eleitoral do Partido Trabalhista datam de 2005.

Em Espanha, o PSOE não vence uma eleição parlamentar desde 2008.

Este pano de fundo torna ainda mais interessante o debate em curso entre os socialistas cá do burgo. Enquanto uns sonham com a formação de um vasto bloco europeísta liderado pelo PS a partir do centro, que inclua os despojos futuros do cada vez mais fragmentado PSD, outros imaginam um partido federador e congregador das esquerdas eurocépticas, capaz de pescar em águas populistas e liderado a prazo por um candidato a Corbyn português. Como observa Vasco Pulido Valente, «a nova geração do PS é indistinguível da geração do Bloco de Esquerda: têm a mesma educação, o mesmo percurso social, vestem-se da mesma maneira, gostam das mesmas coisas».

Tempos interessantes, a que convém dar atenção.

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Assis tinha razão

por Pedro Correia, em 13.07.18

No fundo, Augusto Santos Silva vem dizer agora o que Francisco Assis já dissera em 2015: há incompatibilidades genéticas entre os parceiros da geringonça. Face aos compromissos europeus e à gestão das finanças públicas, pedras angulares de qualquer governação.

A grande alteração de contexto é a perda gradual e constante do PS nas intenções de voto, confirmada a cada sondagem de há um ano para cá. Felizmente para António Costa, existe  Rui Rio - sempre incapaz de lhe fazer uma crítica, sempre pronto a amparar-lhe a queda.

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O melhor discurso do congresso

por Pedro Correia, em 27.05.18

Ana Gomes, ontem, na reunião magna do PS:

 

«Errámos deixando que o pântano atolasse o País.»

«Não vale a pena varrer para debaixo do tapete o que do passado nos pode enraivecer e envergonhar.»

«Contra a corrupção, tráfico de influências, portas giratórias entre Estado e consultadorias privadas, contra a impunidade, exige-se acção.»

 

(Só conseguiu falar enquanto decorria a final da Liga dos Campeões)

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Difícil

por Pedro Correia, em 26.05.18

«O que achou do discurso de António Costa?» Esta é a pergunta que alguns repórteres, em representação de mais do que um canal de TV, fazem nos bastidores do congresso socialista na Batalha aos principais colaboradores do secretário-geral do PS, tanto no partido como no Governo.

Vida de jornalista, de facto, anda difícil por estes dias.

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Desafinação

por Pedro Correia, em 25.05.18

O PS pode andar muito afinado sob a batuta de António Costa. Mas vendo a sessão de abertura do congresso do partido, na Batalha, ninguém diria: duas moçoilas e um mancebo em palco entoam a Grândola, Vila Morena com arrepiante embora convicta desafinação.

Perdoa-lhes, Zeca: el@s não sabem como cantam. Mas no peito dos desafinados também bate um coração.

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Como é que o PS resiste a isto?

por Pedro Correia, em 25.05.18

O PS, reunido a partir de hoje em congresso na Batalha (António Costa nunca descura os pormenores), deixará de contar com João Galamba nas funções de porta-voz - ou de trombeteiro, como se diz em linguagem popular. 

Ainda mal refeito do choque, não consigo imaginar como conseguirá resistir o partido a tão grande perda.

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sócrates

por Sérgio de Almeida Correia, em 04.05.18

Fiquei esta manhã a saber que resolveu sair do PS. Não estranho. Há cartões mais valiosos. E que dão mais crédito. Só lamento que lá tenha entrado, mas já agora espero que outros lhe sigam o gesto. Os que com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso e agora o criticam, bem como a Manuel Pinho, como se tivessem peçonha. Amigos, pois claro.

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Frases de 2018 (22)

por Pedro Correia, em 02.05.18

«Ficamos entristecidos e até enraivecidos com isto: que pessoas que se aproveitam dos partidos políticos, e designadamente do PS, tenham comportamentos desta dimensão e desta natureza. Evidentemente que ficamos revoltados com tudo isto.»

 

Carlos César, presidente do PS e líder parlamentar socialista, referindo-se hoje a José Sócrates e Manuel Pinho, em entrevista à TSF

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Rio: a primeira valsa em Lisboa

por Pedro Correia, em 22.02.18

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Anteontem, no segundo acto formal da sua nova existência política como presidente do PSD (o primeiro, na véspera, fora uma audiência protocolar com Marcelo Rebelo de Sousa em Belém), Rui Rio reuniu-se durante duas horas e meia com o primeiro-ministro, na residência oficial de São Bento.

A própria duração do encontro equivale, por si só, a uma declaração política sem necessidade de palavras. Em benefício da imagem pachorrenta e "dialogante" de António Costa.

 

No final deste prolongado rendez vous na fortaleza governativa, Rio pronunciou-se mais como uma espécie de conselheiro informal do primeiro-ministro do que como líder de uma força política da oposição: "Estivemos os dois a tratar mais do que possa consubstanciar políticas positivas e não estivemos a carregar naquilo que nos divide", apressou-se a tranquilizar os jornalistas, não fosse alguém acusá-lo de falta de patriotismo.

"Os partidos devem fazer um esforço por procurar aquilo que os possa unir em torno do interesse nacional. Normalmente a cultura é diferente: andam a carregar nas tintas, naquilo em que divergem. Eu quero introduzir uma cultura um bocadinho diferente", acrescentou, dissipando as últimas dúvidas que pudessem subsistir quanto à cordialidade dominante.

 

Apoio ao Executivo nas grandes linhas estratégicas da governação: eis, portanto, a "cultura um bocadinho diferente" que o ex-presidente da Câmara do Porto promete trazer ao maior partido da oposição.

Já ontem, na SIC Notícias, o ministro do Planeamento retribuía a vénia, com manifesto agrado, ao novo líder do partido laranja: "Há uma grande diferença em relação à anterior liderança [do PSD] nesta afirmação da disponibilidade para discutir as matérias essenciais e estratégicas para o futuro que não encontrámos anteriormente." Isto após Rio ter mostrado abertura para consensos sobre a reprogramação dos fundos comunitários.

Promete ser o primeiro "pacto de regime" da nova vaga. E andará longe de ser o único.

 

A política portuguesa, por estes dias, vai girando ao ritmo de uma valsa ornada de salamaleques, com dois grandes partidos "genuinamente sociais-democratas" a ocuparem um imenso centro sem fissuras e ainda um partido "social-democrata de esquerda", que é aquilo em que o BE na prática se transformou, cada vez mais disponível para entrar na dança, acolitado por suaves epígonos como o PAN e o Livre. Todos na linha do "socialismo reformista", isento de glúten. Com alguns adoçantes mas sem corantes nem conservantes.
Receio que, pelo rodopiar da carruagem, o PCP e o CDS acabem ilegalizados por fuga à norma. A menos que se socialdemocratizem também: arranja-se sempre lugar para mais um nestas voltinhas de carrossel.

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Câmara de Lisboa. Avenças em gabinetes do PS chegam a aumentar 80%.

 

Lisboa tem excepção que permite mais 96 assessores e ‘plafond’ de 20 milhões.

O Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL) permite aos grandes municípios (com mais de 100 mil habitantes) terem 22 membros nos gabinetes dos vereadores e do presidente da câmara. Dada a sua dimensão, Lisboa é objecto de uma excepção que é aprovada, mandato após mandato, pelo executivo municipal. De acordo com a proposta de Fernando Medina aprovada em reunião de câmara no início deste mandato — apenas com a abstenção dos dois vereadores do PCP — os vereadores, os respectivos grupos políticos e o presidente podem contratar 96 pessoas para os gabinetes: 71 assessores e 25 funcionários de apoio administrativo. A estes 96 juntam-se os 22 já garantidos. Contas finais: 118 assessores/adjuntos.

 

Um dado já estabelecido, mas que a notícia confirma - ide lê-la, ide -, é o cuidado tocante, nesta época de insensibilidade e egoísmo, que os socialistas revelam no apoio à famiglia. Perdão, à família.

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Os meus vizinhos

por jpt, em 14.12.17

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Há ainda quem não goste do Facebook, e alguns sentem isso sem qualquer blaseísmo. Eu gosto, com a minha experiência de emigrado e agora de torna-viagem. Como fonte de informação. Mas também porque forma de contacto com amigos e conhecidos mais ou menos distantes, sabendo novas dos seus passos, relevantes ou quotidianos. Dos seus afazeres e gostos. Da sua vida. Dos seus prazeres, pesares e pensares. E, porque faz parte da vida - e a minha geração já chegou a essa idade, e devemos ombrear nisto -, da sua degenerescência, a miopia, surdez ou até já demência. Como a que reconheço agora em alguns mais ou menos próximos lisboetas, que avizinho no Facebook, há alguns anos indignados e/ou irónicos com a senhora Jonet porque recomendava que não se comesse carne todos os dias. E agora já calados, alheados, porventura no ensimesmamento da senilidade, com esta "raríssima" senhora. Ou, um ou outro, balbuciando, com a vetusta queixada em tremuras, "tecnoforma".

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Os verdadeiros herdeiros da parada

por Rui Rocha, em 13.12.17

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- Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.
- Conta, Tó, conta!
- Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o José Eduardo dos Santos tinha a família toda metida em altos cargos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino... ai como é que se chama o gajo?
- O Eduardo Cabrita?
- Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou à filha do Vieira da Silva... ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?
- A Mariana, a Secretária de Estado?
- Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou à Sónia Fertuzinhos e digo: o Eduardo dos Santos e a família...
- Ahahahah!
- Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois vou ao irmão da Ana Catarina Mendes...
- O que é Secretário de Estado?
- Esse! E digo: e esta coisa da família do Eduardo dos Santos, hã?
- Ahahahah! 
- Depois vou ao Zorrinho...
- E quê, Tó, e quê?
- E digo: e aquilo da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah!
- Depois, ligo à Rosa Matos Zorrinho a desejar-lhe boa sorte nas funções de Secretária de Estado e digo: e aquela coisa da família do Eduardo dos Santos?
- Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?
- Depois fui ao Carlos César.
- Ahahahah!

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O 25 de Novembro nunca existiu

por Pedro Correia, em 22.11.17

 

O PS de 2017, que parece ter vergonha da sua história, atraiçoa o PS de 1975 ao recusar celebrar oficialmente o 25 de Novembro - marco essencial na instituição do actual regime constitucional português. O PS de Mário Soares, Salgado Zenha, Maria Barroso, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jaime Gama e tantos outros construtores da democracia contribuiu decisivamente para essa data, que vai sendo esquecida ano após ano.

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Uma cronologia

por José António Abreu, em 23.10.17

1996

Secretário de Estado da Administração Interna Armando Vara retira a Força Aérea das operações de combate aos incêndios florestais, como sucedia até então e como ainda sucede nos países europeus mais expostos a este tipo de risco (Espanha, França, Itália e Grécia).

 

2006

Ministro da Administração Interna António Costa extingue a Guarda Florestal, recusa a compra de dois aviões Canadair (parcialmente com fundos da União Europeia), mantém o enfoque no combate privado aos incêndios e renegocia o contrato do SIRESP com ajuda do amigo Diogo Lacerda Machado (hoje na TAP, então advogado da Motorola, parte integrante do consórcio vencedor), não apenas abdicando de várias valências como ignorando uma alternativa mais barata (da Optimus).

 

2016

Em ano de «viragem da página da austeridade», governo liderado por António Costa reduz orçamento para a Protecção Civil e para o combate a incêndios de 229 para 208 milhões de euros. Ministra da Administração Interna Constança Urbano de Sousa enfia na gaveta um estudo preparado pelo governo anterior que preconizava o regresso da Força Aérea ao combate aos incêndios.

 

2017

Mais de 500 mil hectares de área florestal são consumidos pelas chamas e mais de cem pessoas morrem na sequência de incêndios florestais. Forçado pelas circunstâncias e pelo Presidente da República, Primeiro-Ministro António Costa anuncia alterações ligeiras ao SIRESP e o regresso à Força Aérea da gestão dos meios aéreos de combate a incêndios, em moldes ainda pouco claros.

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