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Delito de Opinião

Fim de semana (3)

Pedro Correia, 11.07.21

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Há praias da minha infância a que regresso sempre com gosto. Umas mais longe de Lisboa, outras bastante mais perto. Entre estas, nunca desperdiço uma oportunidade de rumar à Praia das Maçãs. Mesmo no auge do Verão, o sol aqui não nos agride com calor excessivo. Também não costumo encontrar nestas paragens as tradicionais enchentes que contaminam outras rotas balneares.

Mergulho, por aqui, não apenas no mar. Mas também à mesa, no acolhedor Neptuno que jamais nos desilude. Almoço tardio com a praia a nossos pés e as vagas oceânicas lá mais adiante. Almoço sem pressas nem relógio nem testes nem certificados nem notícias do desgoverno. 

Depois há que regressar a Sintra. Mas não por asfalto: vamos no velho eléctrico, inaugurado em 1904. Quarenta e cinco minutos de deslumbrante trajecto entre o Atlântico e a histórica vila imortalizada por Eça e Byron. Banzão, Colares, Galamares, serra acima até à Estefânia. Outra maneira - mais calma, mais pausada - de contemplar estas paisagens. Que bem merecem ser visitadas: são um bálsamo para a vista e para o espírito.

Se for português, tome cuidado

Pedro Correia, 29.05.21

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Ingleses aos milhares, tomando de assalto as esplanadas do Porto (onde hoje se realiza a final da Liga dos Campeões) e os bares algarvios, enquanto a polícia persegue portugueses nas praias. Sem estado de emergência.

Caso para perguntar se os ladrões estão em greve. Caso para perguntar também, em tom mais sério, se os direitos, liberdades e garantias - desde logo o direito de nós, portugueses, frequentarmos as mesmas praias que o Governo deseja ver povoadas de súbditos britânicos - já foram revogados de vez.

Tão boas praias aqui tão perto

Pedro Correia, 30.08.20

Algumas das mais belas praias do País encontram-se também entre as mais desconhecidas dos portugueses. Situam-se no Barlavento algarvio, entre Lagos e Sagres, e (salvo honrosas excepções) quase nunca ouvimos falar delas.

Basta reparar nos telediários: cada vez que algum alude ao Algarve, em geral e abstracto, só nos mostra imagens de Quarteira, Vilamoura ou Albufeira. É preciso ser muito ignorante para presumir que a nossa região mais meridional pode sentir-se representada por aquelas povoações.

 

Confesso-me cada vez mais rendido aos encantos desta zona costeira, que tenho percorrido com atenção e vagar nesta segunda quinzena de Agosto.

Aproveito para partilhar convosco alguns postais (fotos minhas) destas praias que merecem ser visitadas. Cada qual com o seu charme, cada qual com o seu encanto.

Se ainda não as conhecem, visitem-nas assim que puderem. Espero que gostem.

 

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Praia Dona Ana (Lagos)

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Praia de Porto de Mós (Lagos)

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Praia de Burgau (Vila do Bispo)

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Praia de Cabanas Velhas (Vila do Bispo)

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Praia da Salema (Vila do Bispo)

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Praia do Zavial (Vila do Bispo)

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Praia da Ingrina (Vila do Bispo)

Imperativos morais

Rui Rocha, 04.08.17

1) Multidão enfurecida decide linchar tripulantes de avioneta por considerar que estes deveriam ter obedecido ao imperativo moral de pôr em causa a própria vida para não provocar danos à integridade física de terceiros;
2) Multidão enfurecida percebe que, para linchar os tripulantes, terá de enfrentar 1 (um) basquetebolista com 2 (dois) metros de altura e outro tanto de largura;
3) Multidão enfurecida decide prescindir do imperativo moral que movia a sua sede de justiça para não pôr em causa a sua própria integridade física.